Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
( ) A oração “se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer” classifica-se sintaticamente como oração subordinada adverbial causal;
( ) O verbo “houvesse” está conjugado no tempo pretérito imperfeito do modo subjuntivo;
( ) “inovação” é o complemento verbal do verbo “seria”;
( ) Após leitura do período no texto, percebe-se que o sujeito da oração “não seria inovação” é “alguém”.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
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Questão presente nas seguintes provas
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Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
I- Temos, no período em questão, três orações relacionadas, sintaticamente, pela subordinação;
II- Na oração “com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por “a fim de”;
III- O termo em destaque na oração “que garantam educação dos jovens voltada para o futuro” classifica-se morfologicamente como conjunção integrante;
IV- A oração “O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem” classifica-se sintaticamente como coordenada sindética explicativa.
Após análise das afirmativas, conclui-se que são verdadeiras as seguintes:
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Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
I- O termo “minuta” foi utilizado para realizar uma substituição lexical do substantivo “relatório”;
II- Em um resumo do texto “Aprendizagem para o futuro”, poderíamos substituir lexicalmente o relatório do grupo The Economist e a minuta do governo da Austrália pelo substantivo “documentos”;
III- O pronome “Isso”, presente no excerto “[...] Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto [...]” faz referência à conscientização dos alunos sobre o valor da persistência;
IV- No trecho “[...] aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas [...]”, o pronome em destaque exerce uma função catafórica na coesão referencial do texto.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
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Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
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Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir e responda a questão.
Aprendizagem para o futuro
Marcos de Lacerda Pessoa
As rotinas dos indivíduos e os cenários
profissionais estão mudando muito rapidamente,
ensejando as seguintes questões, que já permeiam
todas as atividades humanas: Quem serão as
pessoas do novo tempo? Estamos prontos para
construir o futuro num ambiente com tantas
mudanças? Estamos sendo devidamente educados
ou educando-nos para isso?
O grupo The Economist publicou recentemente
um relatório sobre aprendizagem, com vistas a
estabelecer critérios que garantam educação dos
jovens voltada para o futuro. O documento afirma
que muitos governos não estão fazendo o suficiente
a fim de preparar os jovens para as grandes
mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e
para os complexos desafios do século 21. Assuntos
cruciais, como o aprendizado baseado na solução
de problemas e os conceitos de cidadania global,
estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática
de trabalho em colaboração e consciência a respeito
das questões globais precisam ser desenvolvidos.
O relatório ainda afirma que as políticas
educacionais necessitam ser implementadas por
um conjunto de professores bem equipados, com
capacidade para orientar os estudantes no sentido
de eles adquirirem as competências que serão
relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter
suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam
enxergar a aprendizagem como um processo não
confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os
programas no exterior podem ser um caminho para
isso, bem como a colaboração entre universidade e
empresa.
Professores bem pagos e fundos de apoio à
educação são fatores importantes, mas o dinheiro
não pode ser uma panaceia. Salários dignos e
elevação do prestígio da classe dos professores são
temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de
que só esses fatores não resolverão as complexas
questões inerentes ao sistema educacional. Uma
questão é essencial: a reciclagem para a permanente
atualização do corpo docente.
O texto destaca que a educação holística,
voltada ao futuro, tem ligação direta com uma
sociedade que seja tolerante e também aberta
em termos de diversidade cultural, liberdade de
expressão, respeito e valorização das mulheres
etc. E o documento também identifica algumas
habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer
as complexidades dos problemas a surgir no
futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento
interdisciplinar, habilidade criativa e analítica,
habilidade para o empreendedorismo, habilidade de
liderança, habilidade digital e técnica, consciência
global e educação cívica.
Se o modelo educacional de hoje foi criado
para a era industrial, um novo modelo é agora
necessário visando preparar os estudantes para as
demandas e desafios da era da informação, quando
as inovações serão cada vez mais frequentes.
Com respeito à inovação – algo que certamente
estará no centro da economia do futuro –, o governo
da Austrália publicou recentemente a primeira
minuta de um documento listando o comportamento
esperado daqueles que queiram desenvolver
trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir,
está baseada no documento australiano e pode
servir de direcionamento para uma aprendizagem
voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos
os ambientes, mas especialmente em sala de aula
– devem ser estimulados e treinados para formular
perguntas. Como inovação diz respeito a mudar
comportamentos e alterar a maneira como as coisas
são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem
habituados a questionar hipóteses; questionar
como e por que as coisas são feitas de certo modo;
questionar se haveria maneira melhor de se fazer;
perguntar se haveria algum ângulo diferente de
olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos
devem ser treinados a usar as respostas a essas
questões para construir uma compreensão mais
rica de uma determinada situação, de quais são os
problemas existentes e do que pode ser feito para
resolvê-los.
Eles também têm de ser incentivados a realizar
testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se
houvesse alguém sabendo exatamente o que vai
acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa
incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova
ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam
estar treinados nisso.
Os alunos, ainda, devem ser treinados para
contar histórias. É comum que uma nova ideia
pareça para outros como uma atividade adicional de
trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio
principal. Se uma história for contada como parte
do processo inovador, deixando claros quais os
benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por
que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação
terá mais chances de passar a ser encarada
como parte de um trabalho existente, em vez de uma
carga adicional de trabalho.
Outra qualidade é a de ter foco no problema
a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas
quais serão as mais relevantes para a solução
de problemas existentes? É importante não ficar
“grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se
nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar.
Sempre podem aparecer ideias melhores, o que
demandará uma mudança de direção. Focar no
problema (e não em ideia especifica) tende a
proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se
sempre a ideia mais adequada.
E, por fim, os estudantes devem estar
conscientizados sobre o valor da persistência.
Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer
novas habilidades e competências. Isso exige que
as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que
geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora,
é preciso não desistir ante o primeiro problema.
Eventualmente, se a resistência for grande, pode
ser necessária a formação de novas equipes e
novas redes de relacionamentos, para que o novo
empreendimento possa ser viabilizado.
Há bastante tempo dividem-se as opiniões
quanto ao propósito dos locais de aprendizagem –
escolas, colégios, faculdades, universidades. Em
termos um tanto simplificados, a grande cisão é
entre as pessoas de convicção conservadora, que
se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e
preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que
os ambientes de aprendizagem devem ser postos
avançados que atuem na fronteira das mudanças
socioeconômicas. Entre essas duas posições
polares, há, naturalmente, infinitas nuances de
opinião.
Aceitar a ideia da aprendizagem orientada
para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem
que a educação deva ser um agente de mudança e
de transformação para a construção de um mundo
melhor para todos!
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br
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Questão presente nas seguintes provas
Leia os textos I e II a seguir e responda à questão.
Texto I
Jovem transplantada recebe alta
Com uma máscara cobrindo a boca e o nariz
e muito emocionada, Anna Paula Reinelt Marques,
de 24 anos, que teve o rim da mãe transplantado,
deixou sexta-feira o Hospital do Rim e Hipertensão
da Universidade Federal de São Paulo. A garota teve
alta dois dias antes do previsto e, segundo ela, vai
poder participar da festa de aniversário do irmão,
hoje. Ainda não acredito que está tudo resolvido.
Estou melhor do que esperava, comenta. Anna
Paula fez hemodiálise durante três anos, três dias
por semana, junto com as irmãs Anna Maria, de 24
anos, e Eva Cristina, de 25. Elas nasceram com uma
doença renal – glomérulo esclerose focal, e estão
há quatro anos na fila do transplante. Anna Paula
saiu porque foi escolhida pelas irmãs para receber o
órgão doado pela mãe. Essa noite sonhei que tinham
aparecido mais dois rins no lugar onde tiraram o que
eu doei para a Anna Paula. Por isso acredito que Deus está me reservando algo bom, disse a mãe,
Izilda Cristina Reinelt, de 50 anos, referindo-se à
outras filhas, que ainda aguardam doadores.
Fonte: https://www.tribunapr.com.br/
Texto II
Final feliz?
Ingredientes:
• 3 filhas com grave problema renal, que há
quatro anos fazem diálise e esperam um
órgão na fila de transplante;
• 1 mãe que possui apenas dois rins e,
deste modo, apenas um disponível para
transplante;
• 1 Hospital do Rim, na vila Mariana, zona sul
de São Paulo;
• 1 médico especialista em transplantes de
rim;
• 1 equipe de apoio para este médico.
Modo de fazer:
1. Pegue as filhas, leve-as ao médico e faça-as
descobrir a grave doença, deixe-as em banho-maria.
2. Pegue então a mãe e dê a notícia a ela,
dizendo também que ela terá de escolher a
qual das filhas doará seu rim, reserve.
3. Pegue novamente as filhas, dê também esta
notícia a elas.
4. Este procedimento causará grande ebulição
de sentimentos (angústias, ansiedade,
tristezas etc...), espere então que esfrie.
5. Convoque então as quatro para que decidam
juntas qual das filhas receberá o rim.
6. Aguarde um certo tempo para que elas
se resolvam, enquanto isso vá juntando o
dinheiro necessário para o transplante.
7. Resolvido? Então leve a mãe e as filhas ao
Hospital do Rim e faça com que encontrem o
médico e sua equipe.
8. Entre então com a mãe e apenas uma das
filhas na sala de cirurgia.
9. Faça o transplante e deixe as outras duas
filhas esperando na fila do transplante.
10. Retorne, então, com a filha transplantada e
a mãe para casa, e leve as outras duas filhas
para o hospital fazer diálise.
11. Final feliz?
Fonte: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e
compreender: os sentidos do texto. 3.ed. São Paulo: Contexto,
2023.
I- Os textos apresentam as mesmas tipologias textuais, isto é, narração e argumentação;
II- O texto I pertence ao gênero textual notícia, uma vez que tem como propósito apenas informar os fatos;
III- O texto II, diferentemente do texto I, apresenta a tipologia argumentativa, pertencendo, portanto, ao gênero artigo de opinião;
IV- A tipologia injuntiva presente no texto II restringe a categorização do referido texto ao gênero receita.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão incorretas as afirmativas:
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