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A Covid-19 levou a milhões de mortes no Brasil e no mundo e a diversas disfunções em pacientes ainda em recuperação. Atualmente, muita atenção tem sido dada aos sintomas e complicações persistentes, incluindo sintomas respiratórios crônicos e à ocorrência de doença fibrótica. Ainda não há consenso quanto à caracterização da Covid longa, sendo mais aceita a definição de sintomas persistentes por mais de três meses não atribuíveis a diagnósticos alternativos após início do quadro agudo. A disfunção respiratória tem sido descrita como um dos sintomas mais prevalentes na Covid longa. Dispnéia e dor torácica ocorreram em alta proporção após dois meses em pacientes previamente internados. Um terço dos pacientes que necessitaram de ventilação com pressão positiva ainda apresentavam dispnéia após seis meses da infecção.
A avaliação funcional pulmonar tem sido um instrumento propedêutico útil no acompanhamento desses pacientes. Quais alterações são mais frequentemente encontradas?
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Analise as imagens a seguir:

Tendo em vista as imagens analisadas, é CORRETO afirmar que se trata, mais provavelmente, de qual patologia?
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Várias as tentativas para a eleição de um método para o rastreamento do Câncer do Pulmão (CP). A partir de 2013 diversas associações médicas passaram a recomendar a TC com baixa dose de utilidade para o rastreamento do CP em populações selecionadas de alto risco. São considerados critérios de inclusão para o rastreamento estabelecidos pelo ACCP:
I- Histórico de CP prévio; TC de tórax realizada nos últimos 18 meses;
II- Hemoptise; emagrecimento > 10 kgs no último ano;
III- Comorbidades limitantes com contraindicação para o tratamento cirúrgico.
IV- Idade entre 55 e 74 anos; com carga tabágica >= 30 maços-ano; interrupção do tabagismo < 15 anos; assintomáticos.
Estão CORRETAS as afirmativas
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Na análise bioquímica do líquido pleural, a glicopleuria está estritamente relacionada com glicose sérica e com valores inferiores a 60 mg/dL, no líquido. Sugere(m) diagnóstico(s) de:
I- Pleurite reumatóide.
II- Pleurite lúpica.
III- Derrame parapneumônico complicado, neoplasias.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
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Na interpretação dos distúrbios ventilatórios pela avaliação funcional pulmonar, o distúrbio ventilatório restritivo é definido pela redução da CPT. O padrão espirométrico sugestivo de restrição está associado com CPT reduzida em menos da metade dos casos. A presença de CFV e VEF1 proporcionalmente reduzidos (relação VEF1/CVF normal) com presença de CPT normal, descartando restrição, foi denominada distúrbio ventilatório "inespecífico". Esse padrão costuma ser encontrado em 10% dos casos em que mensurações de espirometria e volumes pulmonares estáticos são feitas simultaneamente e podem indicar a(s) seguinte(s) possibilidade(s):
I- Esforço/manobra inadequada, podendo ser aferida pela checagem cuidadosa dos critérios de aceitação e repetibilidade das manobras de espirometria.
II- Doença precoce de pequenas vias aéreas com aprisionamento aéreo e/ouenfisema (considerada uma variante de distúrbio ventilatório obstrutivo).
III- Limitação da parede torácica. Pode envolver doenças da pleura, expansiva intratorácica, neurológica ou primária dos músculos respiratórios e/ou deformidade anatômica, comprometendo a expansão da parede torácica.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
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Na avaliação funcional pulmonar, obstruções de vias aéreas centrais e de vias aéreas superiores acometem as vias aéreas fora do parênquima pulmonar. Podem ocorrer nas vias aéreas intratorácicas (traqueia intratorácica e brônquios principais) ou nas vias aéreas extratorácicas (faringe, laringe e porção extratorácica da traqueia).
Na figura a seguir, estão apresentados aspectos das curvas fluxo-volume em obstrução alta das vias aéreas. Identifique a(s) curva(s) com obstrução variável extratorácica.

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Na classificação radiológica da tomografia computadorizada de tórax em relação ao padrão de pneumonia intersticial usual (P.I.U), quais características de padrão INDETERMINADO?
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Paciente do sexo masculino, branco, 50 anos, agricultor, não tabagista, com história de dispnéia progressiva há doze meses, tosse improdutiva, com episódio de chiado torácico, picos febris isolados, sendo tratado inicialmente com broncodilatadores e antimicrobianos, sem melhora. Na revisão da história clínica com posterior visita domiciliar foi confirmada exposição ambiental a intensa proliferação fúngica intradomiciliar. Ao exame clínico, apresentava-se afebril, eupneico em repouso, sem hipocratismo digital e linfoadenomegalias. Tórax atípico com expansibilidade diminuída difusamente, presença de roncos e sibilos esparsos. Exames complementares realizados: 1) Hemograma: Hb:15,7g/dL; Ht: 41%, leucócitos: 11.900/mm3 (segmentados: 66%, linfócitos: 25%, eosinófilos: 4%, monócitos: 5%). 2) Rx de tórax: infiltrado retículo-nodular difuso com desarranjo da arquitetura pulmonar. 3) TC de alta resolução: nódulos centro lobulares, áreas de fibrose com bronquiectasias de tração e aprisionamento aéreo (“air trapping”) e áreas de vidro despolido de permeio. 4) Pesquisas de BAAR e fungos em três amostras do escarro induzido: negativas. 5) Reação de PPD: negativa. 6) Sorologia para Blastomicose: negativa. 7) Prova de função pulmonar: CVF: 2.73L (66% previsto), VEF1: 2,48L (78% previsto), VEF1/CVF: 91% previsto, FEF25-75: 3,74L (109% previsto); revelando distúrbio ventilatório restritivo de grau leve. 8) Lavado broncoalveolar: material centrifugado revela numerosos neutrófilos, linfócitos, eosinófilos, macrófagos alveolares e várias células epiteliais escamosas sem atipias. Não foram observados agentes microbianos.
Extraído da Rev. bras. alerg. imunopatol. - Vol. 28, Nº. 2, 2005.
O caso clínico descrito é sugestivo de qual patologia e qual o tratamento indicado?
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Um paciente do sexo masculino, 48 anos, casado, tabagista, caminhoneiro, apresenta hipertensão arterial sistêmica não controlada, pré-diabetes e obesidade. A esposa relata história de sono agitado, ronco alto e contínuo e apneias observadas durante o sono que pioram em decúbito dorsal nos últimos 10 anos. Os sintomas se intensificaram há dois anos após ganho ponderal de aproximadamente 12 kg. O paciente relata sensação de sono não reparador com sonolência diurna excessiva (SDE), já tendo, inclusive, história de acidente automobilístico por cochilar ao volante. Ao realizar exame físico, apresenta pressão arterial de 160/98 mmHg, índice de massa corporal (IMC) de 35,2 kg/m2, circunferência cervical de 44 cm, cavidade oral com classificação de Mallampati modificado IV, tonsilas grau II, úvula alongada e hiperemiada. Nas auscultascardíaca e pulmonar e no exame abdominal, não são verificadas alterações relevantes. A aplicação da escala de sonolência de Epworth (ESS) evidencia 18/24 pontos (indicativa de sonolência: acima de 10 pontos). Não são observadas alterações no raio X de tórax e na espirometria. A partir do ecocardiograma Doppler e fluxo a cores transtorácico, constatam-se achados sugestivos de cardiopatiahipertensiva. Os exames de laboratório possibilitam a verificação de glicemia limítrofe, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. As provas de função da tireoide estão dentro dos limites da normalidade. Submeteu-se à polissonografia com o seguinte resultado: I.A.H = 43 eventos / h, queda da saturação de 65%.
Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/categorias/casos.htm. Acesso em 15 ago. 2024.
De acordo com a classificação da gravidade da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS), qual a indicação de tratamento?
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Paciente do sexo masculino; 60 anos; branco, procurou UBS (Unidade Básica de Saúde), apresentando há três meses quadro de disfagia; astenia e dispneia. Paciente relata que há dez dias apresentou disfonia, bem como piora da disfagia, astenia e dispneia. Alega emagrecimento de 15 kg nos últimos três meses. Aponta não haver fatores de melhora ou piora para a disfonia. Destaca alimentos sólidos, como fator de piora para a disfagia, sem fatores de melhora; repouso como fator de melhora para a astenia e atividades diárias, a exemplo de subir escadas, como fator de piora. Além disso, relata repouso como fator de melhora para dispneia e atividades, como caminhada por curto tempo, como fatores de piora. Nega uso de medicamentos. Nega doenças prévias e alergias. Refere ainda que trabalhou por 30 anos em indústria metalúrgica, e ser tabagista há 40 anos, com carga tabágica de 80 maços/ano. Relata que irmão teve câncer, o qual não sabe especificar. Ao exame físico, o paciente encontrava-se em regular estado geral, fácies atípica, lúcido e orientado em tempo e espaço, acianótico, anictérico, hidratado, eupneico (F.R = 18 irm), normocárdico (F.C = 80 bpm) e normotenso (120 x 80 mmHg), disfonia. Linfonodomegalia, palpável em linfonodos supraclaviculares. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular diminuído, classificado como sibilo, com ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular com bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem desdobramentos ou sopros. Abdome plano, ruídos hidroaéreos presentes, fígado e baço não palpáveis e indolor à palpação superficial e profunda. A radiografia de tórax: um nódulo pulmonar espiculado com 3,0 cm de diâmetro em campo pulmonar superior esquerdo. Foi encaminhado para o hospital da cidade, realizou T.C de tórax: uma imagem nodular espiculada, densa, em bronquio fonte esquerdo e com estriações em direção à pleura, sendo, em seguida, feita a broncoscopia para biópsia. O resultado da biópsia constatou o diagnóstico de neoplasia pulmonar, do tipo células não pequenas. Logo após, realizou-se cintilografia óssea e ressonância nuclear magnética do cérebro para o estadiamento da doença, os quais comprovaram metástase em linfonodos supraclaviculares, chegou-se ao diagnóstico de neoplasia pulmonar, do tipo células não pequenas, estádio III B.
Disponível em: https://sanarmed.com/resumos-cancer-de-pulmao-ligas. Acesso em: 15 ago. 2024.
De acordo com o tipo histológico e com o estádio da neoplasia diagnosticada, qual a conduta preconizada?
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