Foram encontradas 60 questões.
Todas as letras da palavra MORRINHOS foram marcadas em
bolas do mesmo peso e tamanho e foram colocadas em uma
urna. Duas bolas serão retiradas consecutivamente e sem
reposição. Qual a probabilidade de obter uma letra O na
primeira extração e uma letra R na segunda?
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Uma descarga ecológica consiste em um mecanismo de
descarga que libera quantidades diferentes de água
conforme o tipo de dejeto, sólido ou líquido. Uma
determinada marca afirma que suas descargas ecológicas
liberam três litros de água para dejetos líquidos e seis para
dejetos sólidos. As descargas convencionais liberam seis
litros de água, independente do tipo de dejeto. Uma família
faz o acionamento do mecanismo 12 vezes ao dia, sendo
quatro acionamentos que liberam seis litros e oito
acionamentos que liberam três litros. Qual a economia de
água obtida durante um ano de 365 dias, quando
comparamos o mecanismo convencional e o ecológico?
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Seja f uma função definida no domínio D. Os pontos x de D
para os quais f(x)=x são chamados pontos fixos de f, caso
existam. Quais são os pontos fixos da função quadrática
f(x)=x2-5x+8?
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A precipitação, em milímetros, durante os doze meses do ano em Morrinhos, de acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), é dada na tabela a seguir.

De acordo com esses dados, a precipitação média anual em Morrinhos, de março a agosto, é de aproximadamente
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Uma fazendeira decidiu iniciar uma plantação de alface e,
para isso, iniciou a compra de sementes para o plantio de
forma semanal e em progressão geométrica. Sabendo que
na quarta semana ela comprou 9kg de sementes e que na
sexta semana ela comprou 16kg de sementes, quantos
quilogramas de sementes ela comprou na primeira semana?
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Sabendo que a parte real e imaginária do número (2 + 3i)4 determinam a abcissa e a ordenada de um ponto p do plano
cartesiano, qual é o módulo da diferença entre as
coordenadas do ponto p?
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Uma mãe levou seu filho em uma loja de brinquedos para
que ele pudesse escolher 2 carrinhos. Na prateleira havia 9
carrinhos vermelhos, 12 brancos e 17 pretos. Qual é a
probabilidade desse garoto escolher ao acaso 2 carrinhos de
cores distintas?
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Texto 3
Recordação
“Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele
disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha
pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim,
levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua
dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele
me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação
de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte
e cinco anos de casado”.
Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou:
“Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se
conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca
ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o
quê, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos
um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”.
“Brigado. No começo foi complicado, agora tô me
acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto
dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz
um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela,
entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha,
toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado,
com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De
avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e
alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava
correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito
que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo
com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser
humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia
numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma
foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que
ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma
praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf.
Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas
que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá
acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no
sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu
cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na
Joaquim?” “Isso.” [...].
PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das
Letras, 2016, p. 12-14.
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Texto 3
Recordação
“Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele
disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha
pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim,
levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua
dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele
me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação
de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte
e cinco anos de casado”.
Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou:
“Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se
conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca
ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o
quê, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos
um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”.
“Brigado. No começo foi complicado, agora tô me
acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto
dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz
um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela,
entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha,
toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado,
com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De
avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e
alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava
correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito
que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo
com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser
humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia
numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma
foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que
ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma
praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf.
Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas
que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá
acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no
sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu
cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na
Joaquim?” “Isso.” [...].
PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das
Letras, 2016, p. 12-14.
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Texto 3
Recordação
“Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele
disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha
pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim,
levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua
dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele
me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação
de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte
e cinco anos de casado”.
Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou:
“Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se
conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca
ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o
quê, né? Se Deus quis assim…”.
Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos
um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”.
“Brigado. No começo foi complicado, agora tô me
acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto
dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz
um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela,
entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha,
toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado,
com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De
avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e
alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava
correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito
que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo
com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser
humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia
numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma
foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que
ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma
praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf.
Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas
que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá
acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no
sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu
cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na
Joaquim?” “Isso.” [...].
PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das
Letras, 2016, p. 12-14.
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