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Mediação, o melhor caminho para educar
Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Mediação, o melhor caminho para educar
Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
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simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Mediação, o melhor caminho para educar
Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Mediação, o melhor caminho para educar
Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Mediação, o melhor caminho para educar
Há quem diga que educar hoje seja mais difícil do que fora nas gerações anteriores. No entanto, sabe-se que educar sempre
foi uma tarefa complexa e exaustiva, que exige do educador perseverança e porosidade. Sobretudo, porque não é razoável
simplesmente transferir a educação recebida para os filhos e os alunos, como também não é sábio descartar a tradição, como
se ela não estivesse presente nos valores de quem educa.
No entanto, não é difícil concluir que os ensinamentos que precisamos manter, como legado civilizatório para o bom convívio
social, são aqueles fundamentais relacionados aos princípios básicos e aos valores humanos inegociáveis. O mundo mudou e os
jovens e as crianças não são mais os mesmos de “antigamente”. Independentemente das mudanças observadas no mundo, do estilo
de vida e da quantidade de informações oferecidas, ainda é basilar e necessário ensiná-los a ser honestos, éticos, justos. A respeitar
o outro e a sonhar com a vida que se deseja ter, para se sentir agente da própria existência.
Evidentemente que nessa mediação educacional não se pode perder de vista que educar é frustrar e também provocar desejos.
E o caminho entre os dois não é nada fácil. Há momentos em que ele se bifurca, uma vez que o pressuposto saudável na educação é
apresentar ao jovem a vida como ela é. E isso exige afastar a tentação de proteger a cria em demasia ou se acautelar para liberá-la para
os sustos da vida ou evitar que se enfie goela abaixo o modelo de vida do educador. Por incrível que pareça, o conflito é bem-vindo no
processo educativo, porque ele impõe o diálogo (adequado a cada faixa etária), a análise de pontos de vista divergentes e a tentativa
de algum ponto de conciliação.
A formação do caráter de um jovem bem mediada não passa, em hipótese alguma, na tentativa pretensiosa e onipotente
de tentar evitar a frustração. Isso é impossível. Nem de frustrar de forma repressora como tentativa de privar o jovem do desejo
para que ele sofra a duras penas para aprender a viver. A mediação educativa consistente é aquela que educa com sabedoria o
desejo daquele que precisa enfrentar a vida e o mundo. E educar o desejo não é dizer o que desejar, mas ajudar a criança e o
jovem a reconhecer seus desejos. O mais difícil talvez seja transmitir às crianças a coragem de desejar com sabedoria. E sonhar
com sabedoria é também ensinar que viver alucinadamente em torno apenas do desejo não é liberdade, é escravidão. E não
viver alguns desejos nem sempre é precaução, pode ser covardia diante da vida.
Mediar a educação é talvez autorizar o educando (ou ensinar) a dizer sim e não para os momentos mais custosos e decisivos
da vida em que não se pode vacilar. E também reforçar que não há na vida um desejo único, superior ou dominante. Mesmo quando
a vida parece plena e alegre nunca estaremos protegidos do surgimento de desejos novos. Ajudar a reconhecer os desejos para
abraçá-los ou para recusá-los, se não explica o sentido de ser e de estar no mundo, ajuda a afastar a sombra do sem-sentido.
(João Jonas Veiga Sobral. Em: setembro de 2023. Fragmento.)
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Os problemas da civilização tecnológica
A tecnologia pode salvar o homem das doenças e da fome, abreviar seu sofrimento, substituí-lo nas árduas tarefas, garantir-lhe
melhor qualidade de vida. Mas pode também acelerar a destruição da vida na Terra, desequilibrar os ecossistemas pelo uso desordenado dos recursos naturais, pelo excesso de produção e pelo desperdício de energia. A máquina é o resultado da engenhosidade e do
trabalho humano. O homem é o senhor da técnica. Tanto pode usá-la em benefício da humanidade como para subjugar uma boa parte
da espécie humana aos caprichos de poucos ou, ainda, usá-la para autodestruir-se, como acontece nas guerras.
A Revolução Industrial foi o marco decisivo para a consolidação do capitalismo. A inovação tecnológica é a própria razão
da concorrência e o motor do lucro. Mas embora o capitalismo acarrete um avanço incrível nas técnicas da produção, fazendo
aumentar consideravelmente a riqueza das nações, radicalizou a exploração do homem pelo homem, as guerras e a dominação
de algumas nações sobre outras.
Talvez a maior das contradições da moderna civilização tecnológica esteja na capacidade de produzir riquezas sem, no
entanto, distribuí-las ao conjunto da humanidade. O acesso à tecnologia e a seus frutos é o grande desafio do século XXI para
mais da metade da população mundial, que sequer chegou ao estágio da Revolução Industrial.
(Disponível em: http://valterinfoeduc.blogspot.com.br/2011/07/os-fantasticos-avancos-da-tecnologia.html. Adaptado.)
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Os problemas da civilização tecnológica
A tecnologia pode salvar o homem das doenças e da fome, abreviar seu sofrimento, substituí-lo nas árduas tarefas, garantir-lhe
melhor qualidade de vida. Mas pode também acelerar a destruição da vida na Terra, desequilibrar os ecossistemas pelo uso desordenado dos recursos naturais, pelo excesso de produção e pelo desperdício de energia. A máquina é o resultado da engenhosidade e do
trabalho humano. O homem é o senhor da técnica. Tanto pode usá-la em benefício da humanidade como para subjugar uma boa parte
da espécie humana aos caprichos de poucos ou, ainda, usá-la para autodestruir-se, como acontece nas guerras.
A Revolução Industrial foi o marco decisivo para a consolidação do capitalismo. A inovação tecnológica é a própria razão
da concorrência e o motor do lucro. Mas embora o capitalismo acarrete um avanço incrível nas técnicas da produção, fazendo
aumentar consideravelmente a riqueza das nações, radicalizou a exploração do homem pelo homem, as guerras e a dominação
de algumas nações sobre outras.
Talvez a maior das contradições da moderna civilização tecnológica esteja na capacidade de produzir riquezas sem, no
entanto, distribuí-las ao conjunto da humanidade. O acesso à tecnologia e a seus frutos é o grande desafio do século XXI para
mais da metade da população mundial, que sequer chegou ao estágio da Revolução Industrial.
(Disponível em: http://valterinfoeduc.blogspot.com.br/2011/07/os-fantasticos-avancos-da-tecnologia.html. Adaptado.)
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