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856364 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Em relação às funções sintáticas de sujeito e predicado e seus termos, assinale a opção CORRETA:
 

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856362 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a opção CORRETA:
 

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856358 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Assinale a alternativa em que ambas as palavras são acentuadas devido à mesma regra gramatical:
 

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856357 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Assinale a opção que indica reescrita do trecho abaixo totalmente correta gramaticalmente e que mantenha as ideias do texto:
“Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros.”
 

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856356 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Assinale a alternativa que contém a frase que está com a escrita totalmente CORRETA, ou seja, sem erros ortográficos (frases adaptadas de aids.gov.br, em 03/12/2015):
 

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856349 Ano: 2015
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
Provas:
Foi palco de genocídio no século XX, EXCETO:
 

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856348 Ano: 2015
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
Provas:
Não foi um Golpe de Estado financiado ou apoiado pelos EUA:
 

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856347 Ano: 2015
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
Se Joelma investe R$ 2.000,00 a uma taxa de juros simples de 1/10 do valor, qual será o montante que ele receberá no final do investimento?
 

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1420518 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Assinale a opção INCORRETA a respeito da pontuação do texto apresentado:
Questão Anulada

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1420517 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Julgue as proposições abaixo em relação ao texto e assinale a opção CORRETA:
I. A palavra “gânglios” (linha 15) é acentuada devido à seguinte regra: acentuam-se todas as palavras proparoxítonas. II. A partícula “que” (linha 25) é um pronome relativo e exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence. III. Em “pergunta se” (linha 27), a partícula “se” é uma conjunção condicional e não tem função sintática.
Questão Anulada

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