Foram encontradas 25 questões.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Tendo em vista as funções de linguagem presentes no texto, análise as passagens abaixo.
1 - “Zica com ‘c’ é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo-astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira.” (Linhas 1-3)
2 - “Marcelo Castro disse que o Brasil ‘está perdendo feio’ a guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?” (Linhas 25-26)
3 - “[...] pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).” (Linhas 6-7)
Verifica-se, nas passagens acima, respectivamente, as seguintes funções de linguagem:
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Em todas as alternativas, os verbos foram usados no singular fazendo a concordância com o seu sujeito, EXCETO em:
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Em todas as alternativas, há vírgulas separando, obrigatoriamente, adjuntos adverbiais deslocados (oracionais ou não oracionais), EXCETO em
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Tendo em vista a gramática normativa, assinale a alternativa em que a próclise é explicada pelo fato de o pronome oblíquo átono vir antecedido pelo pronome relativo, o qual funciona como palavra atrativa.
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Considere o trecho: “Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo-astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. ” (Linhas 1-4)
Tendo em vista a significação das palavras, é CORRETO afirmar que as palavras negritadas são:
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Assinale a alternativa em que a autora usa o eufemismo como recurso de expressão.
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Assinale a alternativa em que NÃO se verifica o uso de linguagem figurada.
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Ao longo do texto, percebe-se o uso reiterado das aspas. Esses usos são obrigatórios para marcar:
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Vários são os recursos expressivos usados pela autora na construção do texto. Entre esses recursos está a intertextualidade. Marque a alternativa em que NÃO se observa o uso desse recurso.
Provas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões que se seguem.
A zica do Planalto
1__Zica com “c” é uma gíria brasileira que significa mau agouro, azar, maldição, momento de baixo
astral, quando tudo dá errado. A origem da palavra não se sabe ao certo, mas há quem jure que seria uma
contração da palavra ziquizira. Faz sentido. Não tem nada a ver com a zika, triste doença transmitida pelo
mosquito Aedes aegypti. Triste porque infecta o cérebro de bebês no útero materno, triste porque atesta
5 nossa incompetência de país subdesenvolvido diante do mosquito que também transmite a dengue, triste
porque pode atingir 1,5 milhão de pessoas no Brasil neste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS).
__Cada fala da presidente Dilma Rousseff sobre a zika vira uma festa para humoristas e um
constrangimento para a maioria da população – não, claro, para os militantes dilmistas, que a perdoam
10 sempre e atribuem esses lapsos à pressão da dieta argentina ou da “inquisição medieval” contra ela e
contra Lula. Dilma já chamou o mosquito de vírus. Dilma já chamou a zika de vetor. Dilma já disse que a
doença é transmitida por ovos infectados por vírus. Dilma já inventou um outro inseto que seria
especializado em zika, e que não seria o mesmo da dengue.
__Dilma também disse que “o Brasil não parou e nem vai parar” – e não vai mesmo parar de piorar
15 enquanto ela achar que o inferno são os outros. A microcefalia do Planalto não permite que criatura e
criador caiam na real. Dilma e Lula estão juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Juntos no
idioma maltratado. Juntos na solidariedade a Zé Dirceu, o consultor-modelo que mais voou em jatinhos de
empreiteiros e lobistas, abastecidos por propinas. Juntos no discurso de perseguição da “mídia”, da Lava
Jato e dos delatores premiados.
20__Pode continuar a trocar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, o
ministro da Educação (aliás, por onde anda Aloizio Mercadante, qual será seu bloco escolar este ano?). De
nada vai adiantar essa dança das cadeiras ministeriais para agradar a um ou outro partido. Não são eles os
mosquitos vetores que contaminaram o Brasil com uma ziquizira da qual será muito difícil sair. O da
Saúde, Marcelo Castro, formado em psiquiatria, depois de espalhar piadinhas de mau gosto com mulheres
25 grávidas, cometeu o pecado fatal: foi sincero. Marcelo Castro disse que o Brasil “está perdendo feio” a
guerra contra o mosquito – e isso é o fim da picada, não é, presidente?
__Dilma não convive com a sinceridade. Seu governo não erra. Aliás, “se erra”, como admitiu há
alguns meses, erra pouco e sem maldade – e tudo tem conserto. Erra porque foi vítima. Suas amigas, do
gênero Erenice Guerra, também sempre acertam. Se erram, é por ingenuidade ou por falta de memória. A
30 ex-ministra Erenice é ingênua, dá para sentir. E nem lembra quem pagou viagens aéreas dela. Dilma
também já se esqueceu de muitas canetadas nessa roda-viva de Petrobras, Casa Civil, Presidência da
República. Seu problema não foi o mosquito, mas a mosca azul.
__Para a mosca azul não há antídoto nem vacina. A mosca, num passe de mágica, tira as contas do
vermelho num gráfico ilusório, com a sua, a nossa ajuda. Uns bilhões do FGTS aqui, outros da CPMF ali, e
35 pronto. O país fica cor-de-rosa, a cor dos programas eleitorais do PT. Só que não, a conta não fecha mesmo
assim, porque o Estado brasileiro é voraz e gigantesco. Não há foco na redução do tamanho. Só no aumento
de taxas, impostos e contas de serviços públicos. A dívida pública federal terminou 2015 em R$ 2.793
trilhões. A dívida – assim como o Brasil – não vai parar.
__Diante do Conselhão de quase uma centena de empresários, empreendedores, banqueiros e
40 autoridades – sem a presença incômoda da imprensa –, Dilma lançou um plano de sete medidas para liberar
R$ 83 bilhões em crédito para habitação, agricultura, infraestrutura, pequenas e médias empresas. A maior
parte desse dinheiro viria do FGTS. Crédito para um país em recessão, que não acredita na capacidade do
governo para enfrentar a crise. Dilma disse que, para “a travessia a um porto seguro”, a CPMF é “a melhor
solução disponível”.
45__Não existe nem espaço para o crédito moral, quando se vê Lula, o fiador de Dilma, acuado
por delações que o envolvem em reformas milionárias e obscuras de imóveis como o tríplex do Guarujá ou o
sítio de Atibaia – hoje amaldiçoados. Na vida real, os juros batem recorde e famílias endividadas precisam
refinanciar seus débitos porque não podem lançar mão do dinheiro alheio. O Solaris não nasce para todos. A
zica que contaminou o país tem origem na Capital.
(Disponível em :<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2016/01/zica-do-planalto.html> . Acesso em: 2 fev. 2016.)
Sobre a linguagem usada pela autora, é CORRETO afirmar:
Provas
Caderno Container