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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Fonte: http://infinitoslivrosefilmes.blogspot.com/2014/10/. Acesso em 09 ago. 2025.
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
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Texto 01
O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
I- “Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro, silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?”
II- “Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não.”
III- “[...] e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo que diferentes da minha imaginação.”
IV- “Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma com mais atenção [...]”
V- “Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão.”
A linguagem conotativa está presente nas passagens
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
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O paraíso é um estado de espírito
Quando penso em paraíso, a imagem que me vem à cabeça é de uma praia de mar azulinho, céu de brigadeiro,
silêncio, alegria e eu no modo desligadona. E você?
Na vida que acontece fora da nossa imaginação, mesmo diante do mar mais azul, muitas vezes estamos
acinzentados de medo, raiva, tédio ou tristeza. O corpo tira férias, mas a mente não. Porque mesmo que a gente
desconecte logo do trabalho, as danadas das emoções reprimidas acham espaço pra emergir.
Escrevo essa coluna da Tailândia, mais precisamente de um dos hotéis usados para as gravações da terceira
temporada da série “The White Lotus” e resolvi te contar isso porque é extremo e irônico. Vim para essas férias idealizando
leveza, certa de que seria uma pausa divertida, sem grandes lições. Afinal, essa coisa de caos psicológico e drama da
série é pura ficção. Rá!
Já na primeira massagem percebi que o silêncio impecável do lugar despertava uma melancolia guardada, e logo
me vi frustrada por não estar flutuando pela praia com meus gêmeos fofos, nem aceitando bem as frustrações da minha
família. Afinal, como não estamos todos morrendo de felicidade só por estar no paraíso? Resolvi voltar para mim mesma
com mais atenção, ajustar meus pedidos e expectativas, e me lembrei que tudo estava bem viver férias deliciosas, mesmo
que diferentes da minha imaginação.
Nossa inabilidade de lidar com frustrações acompanha a bagagem. Isso é tão verdade que tem até nome: o
paradoxo do lazer. Quanto mais expectativa colocamos no tempo livre, mais ele vira fonte de pressão. Queremos que cada
momento seja inesquecível. Sem perceber, levamos para as férias a mesma lógica de produtividade que nos exaure no
trabalho. [...]
Além do que sentimos, os incômodos também aparecem no outro, que nem sempre entende o que está vindo à
tona. Lidar com isso exige flexibilidade. Ninguém vira uma versão perfeita só porque mudou de cenário. Crianças se
entediam, casais se desentendem, amigos se desencontram. Ver essas dinâmicas menos como falhas e mais como parte
do pacote ajuda a sair do modo controle e entrar no modo conexão. [...]
Quando vivemos as férias como exercício de presença, não como projeto de perfeição, a volta ao trabalho também
muda. Não voltamos esperando que as férias tenham sido mágicas, nem carregando a frustração de não termos
descansado direito. Voltamos um pouco mais íntimos de nós mesmos. Com um olhar menos rígido para o trabalho, menos
idealizado para o descanso, mais conscientes dos próprios limites.
No fim, o verdadeiro paraíso talvez não seja um lugar nem um estado fixo, mas a capacidade de atravessar o que
surge com humanidade. Um paraíso imperfeito, mas verdadeiro, que vai com a gente da praia para o escritório, do silêncio
para o Zoom, do descanso para a ação. [...]
Fonte: PROENÇA, Marina. O paraíso é um estado de espírito. Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-paraiso-e-um-estado-de-espirito/.
Acesso em: 9 ago. 2025. Adaptado.
I- lugar físico.
II- perfeição
III- imperfeição.
IV- um estado permanente.
V- um estado transitório.
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