Foram encontradas 460 questões.
Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos
e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera
fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos)
como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção
histórica e social de sistemas de referências e de operações
discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem
com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações
da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir,
nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão:
atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e,
nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada
situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas –
produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a
especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no
trabalho com o texto, compreendido sempre como uma
atividade de produção de sentidos [...].
SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um
clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados,
2014. [Adaptado].
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Na obra “A literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009),
nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a
literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições
educacionais. Todorov defende a ideia de que a literatura
corre o risco de perder sua função primordial de humanizar
o ser humano e de favorecer uma compreensão mais
profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de
Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de
literatura
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Marcos Bagno é, no Brasil, uma das referências no assunto
do preconceito linguístico e, em especial, na área da
Sociolinguística. Pode-se dizer que as ideias desse linguista
embasam uma pedagogia da variação linguística por
abarcar
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- LegislaçãoBNCC: Base Nacional Comum Curricular
- LegislaçãoPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
- Temas Educacionais Pedagógicos
[...] Temos no Brasil gramáticas tradicionais de boa qualidade –
como a de Celso Cunha e Lindley Cintra; dispomos do
excelente dicionário Houaiss, certamente um dos melhores da
língua; realizamos, no início dos anos 1970, um extenso
levantamento da norma culta falada e, na década de 1980, um
extenso levantamento da norma culta escrita no Brasil desde
1950. Nada desse acervo de instrumentos normativos teve até
agora, porém, repercussão no modo como se representa a
língua no senso comum, no modo como se prepara o professor
ou no modo como se ensina o português. Nem mesmo a
presença dos linguistas nos debates sobre o ensino do
português neste último quarto de século conseguiu alterar
substancialmente esse quadro. E essa situação está a exigir
uma criteriosa reflexão. Nós, linguistas, temos de reconhecer
que, em geral, temos tido pouco sucesso nas nossas relações
com a escola. Talvez isso seja consequência de não termos tido
sucesso nas nossas relações com a sociedade em geral. Não
são de pequena monta os conflitos que estão hoje instaurados
entre o saber acadêmico e um certo senso comum. Até há
pouco tempo nós, linguistas, não tínhamos nos apercebido do
tamanho e da gravidade desses conflitos.
FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo:
Parábola Editorial, 2008.
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[...] Temos no Brasil gramáticas tradicionais de boa qualidade –
como a de Celso Cunha e Lindley Cintra; dispomos do
excelente dicionário Houaiss, certamente um dos melhores da
língua; realizamos, no início dos anos 1970, um extenso
levantamento da norma culta falada e, na década de 1980, um
extenso levantamento da norma culta escrita no Brasil desde
1950. Nada desse acervo de instrumentos normativos teve até
agora, porém, repercussão no modo como se representa a
língua no senso comum, no modo como se prepara o professor
ou no modo como se ensina o português. Nem mesmo a
presença dos linguistas nos debates sobre o ensino do
português neste último quarto de século conseguiu alterar
substancialmente esse quadro. E essa situação está a exigir
uma criteriosa reflexão. Nós, linguistas, temos de reconhecer
que, em geral, temos tido pouco sucesso nas nossas relações
com a escola. Talvez isso seja consequência de não termos tido
sucesso nas nossas relações com a sociedade em geral. Não
são de pequena monta os conflitos que estão hoje instaurados
entre o saber acadêmico e um certo senso comum. Até há
pouco tempo nós, linguistas, não tínhamos nos apercebido do
tamanho e da gravidade desses conflitos.
FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo:
Parábola Editorial, 2008.
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Os modalizadores são as marcas linguísticas responsáveis pela
sinalização da atitude do sujeito falante em relação a seu
próprio enunciado. Os principais tipos de modalidades
apontados pela Lógica são a indicação de necessidade ou
possibilidade, certeza ou incerteza, obrigatoriedade ou não-obrigatoriedade. Cada tipo de modalizador linguístico, produz
um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por
parte do autor.
KOCH, I. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São
Paulo: Contexto, 2015.
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Os modalizadores são as marcas linguísticas responsáveis pela
sinalização da atitude do sujeito falante em relação a seu
próprio enunciado. Os principais tipos de modalidades
apontados pela Lógica são a indicação de necessidade ou
possibilidade, certeza ou incerteza, obrigatoriedade ou não-obrigatoriedade. Cada tipo de modalizador linguístico, produz
um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por
parte do autor.
KOCH, I. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São
Paulo: Contexto, 2015.
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Leia o texto a seguir.
Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC. Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental. P. 138.
Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC. Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental. P. 138.
Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
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Linguistas como Luiz Antônio Marcuschi, Leonor Lopes
Fávero e Ingedore Villaça Koch não defendem a existência
de uma dicotomia entre oralidade e escrita por considerarem
que tais modalidades formam um continuum tipológico.
Mesmo com diversas pesquisas acerca do assunto, o
trabalho com a oralidade recebe pouca atenção em sala de
aula, pois essa modalidade é ainda considerada
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Leia o texto a seguir.
[...] A verdadeira substância da língua não é constituída de um sistema abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua.
BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.123.
A concepção de língua/linguagem concebida a partir da perspectiva teórica do pensador russo Mikhail Bakhtin é tida como
[...] A verdadeira substância da língua não é constituída de um sistema abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua.
BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.123.
A concepção de língua/linguagem concebida a partir da perspectiva teórica do pensador russo Mikhail Bakhtin é tida como
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