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O financiamento do SUS
Publicado em 21/09/2018
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil (Brasília)
A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável
pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população
brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está
entre os principais desafios do próximo presidente da República,
juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores
sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9
bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano
passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção
básica e especializada, visita domiciliar, administração de
medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de
pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de
Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil
envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número
de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552
centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais
psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de
leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos,
filantrópicos e privados).
Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o
maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a
previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões,
sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem
está na ponta do sistema, no entanto, reclama de
subfinanciamento da saúde pública.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são
“absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o
que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua
participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados
conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento
precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não
resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em
colapso”, afirmou.
O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães
Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm
caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da
população, nem o aumento do desemprego que joga mais
pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com
consequente aumento das doenças crônicas. Também não
considera os avanços tecnológicos, que custam caro”,
argumentou.
Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente
no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde
pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos
municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou
com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados,
com 22,1%.
No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o
que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no
SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os
estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).
Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a
gestão do sistema público, por meio do treinamento e
capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas
argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para
atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise
econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou
no sistema os trabalhadores desempregados que perderam
planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública.
“Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois
um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.
Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o
financiamento da saúde pública é a revisão da política de
isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As
desonerações representam mais do que o dobro do orçamento
do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos
defendem revisão das competências dos três entes da
Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que
engessam a administração pública, refletindo diretamente na
gestão do sistema de saúde.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/31lQxGW
I. O texto afirma que, entre os procedimentos mais frequentes no Sistema Único de Saúde (SUS) estão, por exemplo, a consulta médica em atenção básica e especializada, a visita domiciliar, a administração de medicamentos em atenção básica e especializada, a aferição de pressão arterial e o atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
II. O texto afirma que a estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).
III. O autor aponta que, na perspectiva do presidente do Conasems, Mauro Guimarães Junqueira, os repasses de recursos federais para o financiamento do SUS vêm caindo nos últimos tempos.
Marque a alternativa CORRETA:
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O financiamento do SUS
Publicado em 21/09/2018
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil (Brasília)
A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável
pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população
brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está
entre os principais desafios do próximo presidente da República,
juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores
sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9
bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano
passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção
básica e especializada, visita domiciliar, administração de
medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de
pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de
Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil
envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número
de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552
centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais
psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de
leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos,
filantrópicos e privados).
Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o
maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a
previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões,
sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem
está na ponta do sistema, no entanto, reclama de
subfinanciamento da saúde pública.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são
“absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o
que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua
participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados
conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento
precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não
resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em
colapso”, afirmou.
O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães
Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm
caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da
população, nem o aumento do desemprego que joga mais
pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com
consequente aumento das doenças crônicas. Também não
considera os avanços tecnológicos, que custam caro”,
argumentou.
Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente
no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde
pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos
municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou
com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados,
com 22,1%.
No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o
que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no
SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os
estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).
Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a
gestão do sistema público, por meio do treinamento e
capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas
argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para
atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise
econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou
no sistema os trabalhadores desempregados que perderam
planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública.
“Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois
um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.
Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o
financiamento da saúde pública é a revisão da política de
isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As
desonerações representam mais do que o dobro do orçamento
do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos
defendem revisão das competências dos três entes da
Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que
engessam a administração pública, refletindo diretamente na
gestão do sistema de saúde.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/31lQxGW
I. O texto aponta que, para financiar a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a pasta da Saúde dispõe do maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, cita o texto, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 132,4 bilhões, sendo R$ 113,9 bilhões para ações e serviços públicos.
II. Para Mauro Guimarães Junqueira, os repasses federais não levam em conta o envelhecimento da população e o consequente aumento das doenças crônicas, afirma o texto.
III. O autor do texto diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas. O autor informa, ainda que, segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo e, em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Marque a alternativa CORRETA:
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O financiamento do SUS
Publicado em 21/09/2018
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil (Brasília)
A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável
pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população
brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está
entre os principais desafios do próximo presidente da República,
juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores
sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9
bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano
passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção
básica e especializada, visita domiciliar, administração de
medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de
pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de
Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil
envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número
de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552
centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais
psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de
leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos,
filantrópicos e privados).
Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o
maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a
previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões,
sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem
está na ponta do sistema, no entanto, reclama de
subfinanciamento da saúde pública.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são
“absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o
que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua
participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados
conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento
precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não
resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em
colapso”, afirmou.
O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães
Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm
caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da
população, nem o aumento do desemprego que joga mais
pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com
consequente aumento das doenças crônicas. Também não
considera os avanços tecnológicos, que custam caro”,
argumentou.
Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente
no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde
pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos
municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou
com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados,
com 22,1%.
No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o
que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no
SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os
estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).
Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a
gestão do sistema público, por meio do treinamento e
capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas
argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para
atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise
econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou
no sistema os trabalhadores desempregados que perderam
planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública.
“Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois
um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.
Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o
financiamento da saúde pública é a revisão da política de
isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As
desonerações representam mais do que o dobro do orçamento
do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos
defendem revisão das competências dos três entes da
Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que
engessam a administração pública, refletindo diretamente na
gestão do sistema de saúde.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/31lQxGW
I. O texto permite deduzir que o SUS vai entrar em colapso se o próximo presidente do Conass não resolver a questão do financiamento do sistema. II. Infere-se do texto que o repasse de recursos federais para financiamento da saúde pública tem apresentado uma linha decrescente. Essa ideia é reforçada no texto através da informação de que, em 1993, a participação da União era de 72%, enquanto em 2002, a União entrou com apenas 52,4% das verbas. III. No texto, o autor afirma que, para Mauro Guimarães Junqueira, os repasses federais não levam em conta o aumento da população, nem o aumento do desemprego que leva mais pessoas a utilizarem os serviços do SUS.
Marque a alternativa CORRETA:
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil.
Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas
as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento
gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os
especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em
São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo,
um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são
despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade,
culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num
primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em
relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese,
palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação
varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o
processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar.
Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz
tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a
perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a
perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como
ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar
meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano
que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa
próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato
para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e
finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir
em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as
lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai
mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a
psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por
essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente,
isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira
abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na
morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e
ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se
desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir
ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um
enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo
para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser
ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse
acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e
lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a
especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam
de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma
maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas
de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de
luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda
depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem
começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da
morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de
proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto
complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo
num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se
acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao
lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a
psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma
delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao
mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença.
Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
I. A ideia central do texto está contida no trecho “O problema ocorre quando essa fase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os especialistas chamam de ‘luto complicado’”.
II. O tempo adequado para superar a perda de alguém também está relacionado ao modo como aconteceu a morte. Por exemplo, quando os entes falecem de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias, casos de suicídio ou morte precoce de um filho.
Marque a alternativa CORRETA:
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O financiamento do SUS
Publicado em 21/09/2018
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil (Brasília)
A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável
pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população
brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está
entre os principais desafios do próximo presidente da República,
juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores
sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9
bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano
passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção
básica e especializada, visita domiciliar, administração de
medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de
pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de
Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil
envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número
de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552
centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais
psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de
leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos,
filantrópicos e privados).
Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o
maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a
previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões,
sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem
está na ponta do sistema, no entanto, reclama de
subfinanciamento da saúde pública.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são
“absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o
que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua
participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados
conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento
precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não
resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em
colapso”, afirmou.
O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães
Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm
caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da
população, nem o aumento do desemprego que joga mais
pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com
consequente aumento das doenças crônicas. Também não
considera os avanços tecnológicos, que custam caro”,
argumentou.
Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente
no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde
pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos
municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou
com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados,
com 22,1%.
No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o
que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no
SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os
estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).
Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a
gestão do sistema público, por meio do treinamento e
capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas
argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para
atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise
econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou
no sistema os trabalhadores desempregados que perderam
planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública.
“Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois
um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.
Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o
financiamento da saúde pública é a revisão da política de
isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As
desonerações representam mais do que o dobro do orçamento
do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos
defendem revisão das competências dos três entes da
Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que
engessam a administração pública, refletindo diretamente na
gestão do sistema de saúde.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/31lQxGW
I. De acordo com o texto, segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Mauro Guimarães Junqueira, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação no financiamento do SUS.
II. Para Mauro Guimarães Junqueira, afirma o texto, os repasses federais de recursos para o financiamento do SUS não consideram os avanços tecnológicos, que custam caro.
III. Segundo o texto, na opinião de Leonardo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. "Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, afirma o presidente do Conasems no texto.
Marque a alternativa CORRETA:
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil.
Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas
as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento
gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os
especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em
São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo,
um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são
despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade,
culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num
primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em
relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese,
palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação
varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o
processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar.
Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz
tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a
perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a
perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como
ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar
meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano
que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa
próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato
para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e
finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir
em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as
lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai
mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a
psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por
essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente,
isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira
abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na
morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e
ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se
desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir
ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um
enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo
para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser
ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse
acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e
lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a
especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam
de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma
maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas
de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de
luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda
depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem
começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da
morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de
proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto
complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo
num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se
acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao
lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a
psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma
delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao
mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença.
Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
I. A autora sustenta a tese de que o tempo para superar a perda de um ente querido está relacionado à inexistência do luto. Ou seja, aqueles que se ocupam mais rapidamente, logo após a perda, estão mais propensos a não desenvolverem o “luto complicado”.
II. A autora explorou, no texto, o processo de luto e como as pessoas lidam com ele. Além disso, direcionou-se para a questão do luto complicado, que ocorre quando não se sabe lidar com a questão.
Marque a alternativa CORRETA:
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil.
Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas
as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento
gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os
especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em
São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo,
um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são
despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade,
culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num
primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em
relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese,
palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação
varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o
processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar.
Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz
tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a
perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a
perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como
ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar
meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano
que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa
próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato
para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e
finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir
em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as
lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai
mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a
psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por
essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente,
isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira
abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na
morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e
ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se
desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir
ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um
enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo
para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser
ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse
acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e
lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a
especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam
de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma
maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas
de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de
luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda
depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem
começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da
morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de
proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto
complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo
num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se
acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao
lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a
psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma
delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao
mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença.
Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
I. Vivenciar o processo de luto antecipatório para aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente pode ser uma maneira de evitar o “luto complicado”, pois as perdas, assim, acontecem abruptamente.
II. Uma inferência possível sobre o texto é a de que o luto é comum a todos os que perdem um ente querido ou amigo. Ademais, uma das maneiras de evitar o “luto complicado” é vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da morte do ente. Sendo assim, a assistência psicológica é irrelevante.
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O financiamento do SUS
Publicado em 21/09/2018
Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil (Brasília)
A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável
pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população
brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está
entre os principais desafios do próximo presidente da República,
juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores
sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9
bilhões de atendimentos na rede credenciada.
Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano
passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção
básica e especializada, visita domiciliar, administração de
medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de
pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de
Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil
envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número
de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552
centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de
leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos,
filantrópicos e privados).
Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o
maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a
previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões,
sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem
está na ponta do sistema, no entanto, reclama de
subfinanciamento da saúde pública.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são
“absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o
que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua
participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados
conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento
precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não
resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em
colapso”, afirmou.
O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de
Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães
Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm
caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da
população, nem o aumento do desemprego que joga mais
pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com
consequente aumento das doenças crônicas. Também não
considera os avanços tecnológicos, que custam caro”,
argumentou.
Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente
no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde
pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos
municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou
com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados,
com 22,1%.
No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o
que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no
SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os
estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).
Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a
gestão do sistema público, por meio do treinamento e
capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas
argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para
atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise
econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou
no sistema os trabalhadores desempregados que perderam
planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública.
“Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois
um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.
Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o
financiamento da saúde pública é a revisão da política de
isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As
desonerações representam mais do que o dobro do orçamento
do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos
defendem revisão das competências dos três entes da
Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que
engessam a administração pública, refletindo diretamente na
gestão do sistema de saúde.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/31lQxGW
I. O texto informa que, para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos, pois as desonerações representam menos da metade do orçamento do Ministério da Saúde. II. Depreende-se do texto que as verbas federais são absolutamente insuficientes para custear o SUS. Do ponto de vista de Leonardo Vilela, essa escassez de recursos resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos, conforme pode ser lido no texto. III. De acordo com o texto, a revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS) está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos.
Marque a alternativa CORRETA:
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil.
Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas
as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento
gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os
especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em
São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo,
um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são
despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade,
culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num
primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em
relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese,
palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação
varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o
processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar.
Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz
tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a
perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a
perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como
ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar
meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano
que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa
próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato
para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e
finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir
em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as
lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai
mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a
psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por
essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente,
isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira
abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na
morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e
ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se
desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir
ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um
enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo
para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser
ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse
acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e
lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a
especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam
de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma
maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas
de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de
luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda
depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem
começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da
morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de
proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto
complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo
num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se
acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao
lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a
psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma
delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao
mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença.
Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
I. Um processo de luto é bem-sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente depois de um luto inibido. Isto é, quanto mais rápido compreender que a perda é um ciclo natural da vida, menores serão as chances de desenvolver a crise do luto.
II. Ocultar o luto preenchendo os horários com atividades diversas, concentrando-se no trabalho, por exemplo, é uma maneira de esquivar-se do sofrimento. Nesse caso, é importante, de acordo com o texto, acompanhamento psiquiátrico.
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QUANDO O LUTO SE TRANSFORMA EM DOENÇA
Lidar com a perda de um ente querido não é tarefa fácil.
Entretanto, o luto é um processo pelo qual – infelizmente – todas
as pessoas deverão passar a fim de amenizar o sofrimento
gerado pela ausência do outro. O problema ocorre quando essafase natural se torna mais difícil que o habitual: o que os
especialistas chamam de “luto complicado”.
A psicóloga Juliana Batista, do HCor (Hospital do Coração), em
São Paulo, explica que todo processo de luto tem um começo,
um meio e um fim. “Diversas reações emocionais são
despertadas [com a morte de alguém], como tristeza, ansiedade,
culpa e raiva. Isso é muito comum. A pessoa também pode, num
primeiro momento, querer se isolar do convívio social. Em
relação às alterações físicas, podem ocorrer sudorese,
palpitação e fraqueza, já que o corpo fica sob estresse. A reação
varia de pessoa para pessoa, mas não há como evitar o
processo de luto.”
Todo mundo se pergunta quanto tempo esse processo vai durar.
Segundo a psicóloga, é bastante comum ouvir a queixa: “faz
tanto tempo que fulano faleceu e a esposa ainda não superou a
perda”. Na verdade, não existe um tempo certo para superar a
perda de alguém, isso depende de cada pessoa, do modo como
ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar
meses; para outros, anos.
“O primeiro ano após a perda é o mais difícil, porque é nesse ano
que ocorrem todos os primeiros aniversários sem a pessoa
próxima. Isso não significa que seja necessário um ano exato
para superar a morte. Um processo de luto é bem-sucedido e
finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir
em frente. Não é que ela vai esquecer a pessoa, pois as
lembranças e a ausência continuarão. Entretanto, a perda não vai
mais ocupar um lugar de destaque [na vida dela]”, explica a
psicóloga.
Quando por algum motivo o indivíduo não consegue passar por
essa fase, ele entra no chamado “luto complicado”. Geralmente,
isso acontece com pessoas que perderam entes de maneira
abrupta, como em acidentes, tragédias e casos de suicídio e na
morte precoce de um filho. “Nesses casos, todo pensamento e
ato estarão associados à perda, a pessoa não consegue se
desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras, como ir
ao trabalho e ao supermercado. O problema é que, diante de um
enlutado crônico, muitas vezes as pessoas querem medicá-lo
para sanar os sintomas quando, na verdade, ele precisa ser
ouvido”, completa a médica.
Em contrapartida, há aqueles que agem como se nada tivesse
acontecido e, alguns dias depois da morte, voltam a trabalhar e
lotam a agenda de compromissos. Mas, ainda segundo a
especialista, indivíduos que agem assim, na verdade, precisam
de cuidados especiais, pois ocupar-se excessivamente é uma
maneira de fugir do problema.
“É uma forma de luto inibido. A pessoa não manifesta as formas
de reação mais frequentes, como tristeza e raiva. Ou, então, de
luto adiado, quando a pessoa só começa a se dar conta da perda
depois de uns quinze dias”, diz Batista.
Aqueles que têm algum familiar ou amigo muito doente podem
começar a vivenciar o processo de luto antecipatório, antes da
morte do ente. “Dependendo do caso, esse pode ser um fator de
proteção para que o familiar, de repente, não entre num luto
complicado. Porque as perdas progressivas vão acontecendo
num intervalo de tempo considerável e assim ele vai se
acostumando com a ideia de não ter mais aquela pessoa ao
lado”, esclarece.
Em relação às cinco fases do luto (negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação), que já foram amplamente divulgadas, a
psicóloga esclarece que é difícil enquadrar o paciente em uma
delas, pois às vezes ele pode passar por todas as fases ao
mesmo tempo ou simplesmente não passar por nenhuma.
(CONTE, Juliana. Quando o luto se transforma em doença.
Disponível em: http://bit.ly/2VR44Fa)
I. Como mostra o texto, o processo de luto é subjetivo, individual e pode apresentar diferenças, dependendo de cada pessoa, do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Isso quer dizer que, para alguns, pode demorar meses; para outros, anos.
II. A maneira como entes queridos morrem (de maneira abrupta, como em acidentes, tragédias ou em casos de suicídio) é definidora do chamado “luto complicado”. Essa fase dura geralmente um ano, sendo o gatilho para saber quando a pessoa precisará ou não de auxílio profissional.
Marque a alternativa CORRETA:
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