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Texto 1
Docentes e a síndrome de Burnout
Burnout é um fenômeno complexo e multifatorial resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal. No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente. Grandes jornadas de trabalho, diferentes escolas para lecionar, falta de infraestrutura e salário baixo, soma-se ainda ao problema com alunos, que de maneira geral, não estão dispostos a aprender e aos pais que estão dispostos a cobrar da escola e professores educação para os filhos. Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória.
Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome. Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance. Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.
PEREIRA, Liliane G. Figueiredo; GAIARDO, Viviane Almeida. Docentes e a síndrome de burnout. Revista Científica Semana Acadêmica, v. 1, n. 85, 2016. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/doce ntes_e_a_sindrome_de_burnout_pdf.pdf. Acesso em: 29 de nov. 2023. (adaptado)
I. Em: “Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome.”, o trecho destacado é um aposto enumerativo.
II. Em: “Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome.”, as duas conjunções destacadas possuem valor explicativo.
III. Em: “Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.”, o pronome demonstrativo destacado tem as funções simultâneas de aposto resumitivo e de sujeito da oração em que está inserido.
Marque a alternativa correta:
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Texto 1
Docentes e a síndrome de Burnout
Burnout é um fenômeno complexo e multifatorial resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal. No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente. Grandes jornadas de trabalho, diferentes escolas para lecionar, falta de infraestrutura e salário baixo, soma-se ainda ao problema com alunos, que de maneira geral, não estão dispostos a aprender e aos pais que estão dispostos a cobrar da escola e professores educação para os filhos. Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória.
Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome. Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance. Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.
PEREIRA, Liliane G. Figueiredo; GAIARDO, Viviane Almeida. Docentes e a síndrome de burnout. Revista Científica Semana Acadêmica, v. 1, n. 85, 2016. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/doce ntes_e_a_sindrome_de_burnout_pdf.pdf. Acesso em: 29 de nov. 2023. (adaptado)
I. Em: “No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente.”, o trecho destacado é o objeto indireto do verbo principal da oração em análise.
II. Em: “Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos”, o verbo destacado é bitransitivo, necessitando de uma dupla complementação.
III. Em: “uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória.”, o termo “o professor” é sujeito apenas do verbo principal que compõe a locução verbal em análise.
Marque a alternativa correta:
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Texto 1
Docentes e a síndrome de Burnout
Burnout é um fenômeno complexo e multifatorial resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal. No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente. Grandes jornadas de trabalho, diferentes escolas para lecionar, falta de infraestrutura e salário baixo, soma-se ainda ao problema com alunos, que de maneira geral, não estão dispostos a aprender e aos pais que estão dispostos a cobrar da escola e professores educação para os filhos. Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória.
Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome. Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance. Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.
PEREIRA, Liliane G. Figueiredo; GAIARDO, Viviane Almeida. Docentes e a síndrome de burnout. Revista Científica Semana Acadêmica, v. 1, n. 85, 2016. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/doce ntes_e_a_sindrome_de_burnout_pdf.pdf. Acesso em: 29 de nov. 2023. (adaptado)
I. Em: “Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal.”, todo o trecho destacado compõe uma única oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. Em: “Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória.”, há três orações, que se relacionam através de uma relação de subordinação.
III. Em: “Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance.”, há duas orações, que se relacionam através da coordenação, mas sem conjunção coordenativa.
Marque a alternativa correta:
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Texto 2
Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão
de pessoas
O Brasil é referência mundial em transplante de
órgãos, já que possui o maior programa público do planeta
direcionado às cirurgias, que são gratuitas e garantidas pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Na outra ponta, porém, está
o lado fraco da corda: o número de doadores. Antes da
pandemia da Covid-19, a cada um milhão de brasileiros, 18
eram doadores. Com a questão do vírus, o índice caiu para
16 pmp (doadores por milhão da população). Isso fez
aumentar ainda mais a fila de pessoas que esperam pelo
gesto que pode garantir a vida. Em 2019, a fila de espera por
órgãos estava em aproximadamente 38 mil pessoas. Hoje,
de acordo com a Associação Brasileira de Transplantados
(ABTx), o número aumentou cerca de 30%.
“Hoje, no País, nós temos mais de 48 mil pessoas
na fila, são praticamente 50 mil pessoas na fila esperando
por um órgão, uma doação”, destaca Edson Arakaki,
presidente da Associação. “Essa é a grande necessidade. E
muitas dessas pessoas na fila podem vir a falecer. Quem
aguarda um transplante de pulmão ou de coração não
consegue ficar na fila muito tempo.”
O médico ressalta que o grande problema é a
doação em si, já que muitos fatores acabam diminuindo as
cirurgias e aumentando a espera dos pacientes, algo que
piorou durante a pandemia. “Entre os vários fatores de não
doação a gente tem, por exemplo, uma negativa familiar
ainda grande e o reporte da morte encefálica pelas UTIs, que
ainda é uma subnotificação. Temos ainda a falta de recurso
humano para chegar em todos os locais, de uma equipe que
poderia fazer uma entrevista familiar na doação. Então, são
vários os fatores que contribuem para o aumento da fila”,
explica Edson. Patrícia Jung, 45 anos, moradora de Estrela
(RS), passou por esse problema. A enfermeira conta que
enfrentou momentos complicados até finalmente conseguir
a doação e iniciar uma nova vida.
Patrícia explica que infelizmente esse assunto não
é debatido pelas famílias com antecedência e a questão da
doação só aparece, muitas vezes, quando a morte encefálica do doador é notificada, o que torna tudo mais complicado, já
que é um momento delicado para a família, que por lei é
quem decide pela doação ou não. A enfermeira aponta que
hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante
antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e
ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum
quanto, o que ajudaria a diminuir ou até mesmo acabar com
a fila de espera.
Disponível em: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-tem-apenas-16-doadores-de-orgaos-a-cadamilhao-de-pessoas. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado).
I. Segundo o texto, “Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão de pessoas”, uma das dificuldades para a doação de órgãos no Brasil está relacionada à ineficiência comunicativa por parte das UTIs e à falta de diálogo entre as famílias.
II. De acordo com o texto, “Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão de pessoas”, compreende-se que o número de doadores de órgãos apresenta um crescimento inversamente proporcional ao crescimento da fila de pessoas que esperam por uma doação de órgãos.
Marque a alternativa correta:
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Texto 2
Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão
de pessoas
O Brasil é referência mundial em transplante de
órgãos, já que possui o maior programa público do planeta
direcionado às cirurgias, que são gratuitas e garantidas pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Na outra ponta, porém, está
o lado fraco da corda: o número de doadores. Antes da
pandemia da Covid-19, a cada um milhão de brasileiros, 18
eram doadores. Com a questão do vírus, o índice caiu para
16 pmp (doadores por milhão da população). Isso fez
aumentar ainda mais a fila de pessoas que esperam pelo
gesto que pode garantir a vida. Em 2019, a fila de espera por
órgãos estava em aproximadamente 38 mil pessoas. Hoje,
de acordo com a Associação Brasileira de Transplantados
(ABTx), o número aumentou cerca de 30%.
“Hoje, no País, nós temos mais de 48 mil pessoas
na fila, são praticamente 50 mil pessoas na fila esperando
por um órgão, uma doação”, destaca Edson Arakaki,
presidente da Associação. “Essa é a grande necessidade. E
muitas dessas pessoas na fila podem vir a falecer. Quem
aguarda um transplante de pulmão ou de coração não
consegue ficar na fila muito tempo.”
O médico ressalta que o grande problema é a
doação em si, já que muitos fatores acabam diminuindo as
cirurgias e aumentando a espera dos pacientes, algo que
piorou durante a pandemia. “Entre os vários fatores de não
doação a gente tem, por exemplo, uma negativa familiar
ainda grande e o reporte da morte encefálica pelas UTIs, que
ainda é uma subnotificação. Temos ainda a falta de recurso
humano para chegar em todos os locais, de uma equipe que
poderia fazer uma entrevista familiar na doação. Então, são
vários os fatores que contribuem para o aumento da fila”,
explica Edson. Patrícia Jung, 45 anos, moradora de Estrela
(RS), passou por esse problema. A enfermeira conta que
enfrentou momentos complicados até finalmente conseguir
a doação e iniciar uma nova vida.
Patrícia explica que infelizmente esse assunto não
é debatido pelas famílias com antecedência e a questão da
doação só aparece, muitas vezes, quando a morte encefálica do doador é notificada, o que torna tudo mais complicado, já
que é um momento delicado para a família, que por lei é
quem decide pela doação ou não. A enfermeira aponta que
hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante
antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e
ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum
quanto, o que ajudaria a diminuir ou até mesmo acabar com
a fila de espera.
Disponível em: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-tem-apenas-16-doadores-de-orgaos-a-cadamilhao-de-pessoas. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado).
I. Em: “O Brasil é referência mundial em transplante de órgãos, já que possui o maior programa público do planeta direcionado às cirurgias, que são gratuitas e garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).”, há três orações, sendo a oração em destaque subordinada à anterior a ela, estabelecendo uma relação causal, e sendo a oração principal em relação à oração posterior.
II. Em: “A enfermeira aponta que hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum quanto”, o trecho destacado é composto por três orações: uma subordinada substantiva objetiva direta, uma subordinada substantiva objetiva indireta e uma subordinada substantiva completiva nominal.
Marque a alternativa correta:
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Texto 2
Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão
de pessoas
O Brasil é referência mundial em transplante de
órgãos, já que possui o maior programa público do planeta
direcionado às cirurgias, que são gratuitas e garantidas pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Na outra ponta, porém, está
o lado fraco da corda: o número de doadores. Antes da
pandemia da Covid-19, a cada um milhão de brasileiros, 18
eram doadores. Com a questão do vírus, o índice caiu para
16 pmp (doadores por milhão da população). Isso fez
aumentar ainda mais a fila de pessoas que esperam pelo
gesto que pode garantir a vida. Em 2019, a fila de espera por
órgãos estava em aproximadamente 38 mil pessoas. Hoje,
de acordo com a Associação Brasileira de Transplantados
(ABTx), o número aumentou cerca de 30%.
“Hoje, no País, nós temos mais de 48 mil pessoas
na fila, são praticamente 50 mil pessoas na fila esperando
por um órgão, uma doação”, destaca Edson Arakaki,
presidente da Associação. “Essa é a grande necessidade. E
muitas dessas pessoas na fila podem vir a falecer. Quem
aguarda um transplante de pulmão ou de coração não
consegue ficar na fila muito tempo.”
O médico ressalta que o grande problema é a
doação em si, já que muitos fatores acabam diminuindo as
cirurgias e aumentando a espera dos pacientes, algo que
piorou durante a pandemia. “Entre os vários fatores de não
doação a gente tem, por exemplo, uma negativa familiar
ainda grande e o reporte da morte encefálica pelas UTIs, que
ainda é uma subnotificação. Temos ainda a falta de recurso
humano para chegar em todos os locais, de uma equipe que
poderia fazer uma entrevista familiar na doação. Então, são
vários os fatores que contribuem para o aumento da fila”,
explica Edson. Patrícia Jung, 45 anos, moradora de Estrela
(RS), passou por esse problema. A enfermeira conta que
enfrentou momentos complicados até finalmente conseguir
a doação e iniciar uma nova vida.
Patrícia explica que infelizmente esse assunto não
é debatido pelas famílias com antecedência e a questão da
doação só aparece, muitas vezes, quando a morte encefálica do doador é notificada, o que torna tudo mais complicado, já
que é um momento delicado para a família, que por lei é
quem decide pela doação ou não. A enfermeira aponta que
hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante
antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e
ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum
quanto, o que ajudaria a diminuir ou até mesmo acabar com
a fila de espera.
Disponível em: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-tem-apenas-16-doadores-de-orgaos-a-cadamilhao-de-pessoas. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado).
I. Em: “A enfermeira aponta que hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum quanto”, todos os verbos destacados estão conjugados no presente do modo indicativo.
II. Em: “Com a questão do vírus, o índice caiu para 16 pmp (doadores por milhão da população). Isso fez aumentar ainda mais a fila de pessoas que esperam pelo gesto que pode garantir a vida.”, os termos destacados são, respectivamente, um complemento nominal, um adjunto adnominal e um objeto indireto.
Marque a alternativa correta:
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Texto 2
Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão
de pessoas
O Brasil é referência mundial em transplante de
órgãos, já que possui o maior programa público do planeta
direcionado às cirurgias, que são gratuitas e garantidas pelo
Sistema Único de Saúde (SUS). Na outra ponta, porém, está
o lado fraco da corda: o número de doadores. Antes da
pandemia da Covid-19, a cada um milhão de brasileiros, 18
eram doadores. Com a questão do vírus, o índice caiu para
16 pmp (doadores por milhão da população). Isso fez
aumentar ainda mais a fila de pessoas que esperam pelo
gesto que pode garantir a vida. Em 2019, a fila de espera por
órgãos estava em aproximadamente 38 mil pessoas. Hoje,
de acordo com a Associação Brasileira de Transplantados
(ABTx), o número aumentou cerca de 30%.
“Hoje, no País, nós temos mais de 48 mil pessoas
na fila, são praticamente 50 mil pessoas na fila esperando
por um órgão, uma doação”, destaca Edson Arakaki,
presidente da Associação. “Essa é a grande necessidade. E
muitas dessas pessoas na fila podem vir a falecer. Quem
aguarda um transplante de pulmão ou de coração não
consegue ficar na fila muito tempo.”
O médico ressalta que o grande problema é a
doação em si, já que muitos fatores acabam diminuindo as
cirurgias e aumentando a espera dos pacientes, algo que
piorou durante a pandemia. “Entre os vários fatores de não
doação a gente tem, por exemplo, uma negativa familiar
ainda grande e o reporte da morte encefálica pelas UTIs, que
ainda é uma subnotificação. Temos ainda a falta de recurso
humano para chegar em todos os locais, de uma equipe que
poderia fazer uma entrevista familiar na doação. Então, são
vários os fatores que contribuem para o aumento da fila”,
explica Edson. Patrícia Jung, 45 anos, moradora de Estrela
(RS), passou por esse problema. A enfermeira conta que
enfrentou momentos complicados até finalmente conseguir
a doação e iniciar uma nova vida.
Patrícia explica que infelizmente esse assunto não
é debatido pelas famílias com antecedência e a questão da
doação só aparece, muitas vezes, quando a morte encefálica do doador é notificada, o que torna tudo mais complicado, já
que é um momento delicado para a família, que por lei é
quem decide pela doação ou não. A enfermeira aponta que
hoje já é comum as pessoas conversarem com bastante
antecedência sobre como deve ser realizado o funeral e
ressalta que a questão da doação deveria ser tão comum
quanto, o que ajudaria a diminuir ou até mesmo acabar com
a fila de espera.
Disponível em: https://www.al.pi.leg.br/tv/noticias-tv-1/brasil-tem-apenas-16-doadores-de-orgaos-a-cadamilhao-de-pessoas. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado).
I. Em: “Brasil tem apenas 16 doadores de órgãos a cada milhão de pessoas”, a locução “a cada” é composta por um artigo definido, “a”, e pelo pronome indefinido, “cada”.
II. Em: “O médico ressalta que o grande problema é a doação em si, já que muitos fatores acabam diminuindo as cirurgias e aumentando a espera dos pacientes, algo que piorou durante a pandemia.”, o pronome indefinido destacado atua como um aposto resumitivo.
Marque a alternativa correta:
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Texto 1
O médico e o monstro
Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis,
ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma
criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a
enfermeira lhe passa. O avental na verdade é uma camisa de
homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram
pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma
boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende
pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e
cirurgia saem duma caixinha de brinquedos. Ela, seis anos e
meio; o doutor tem cinco.
O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro
da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente
dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O
médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca
uma receita. Novos clientes desfilam pela clínica: uma
baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só
gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras
bonecas de vários tamanhos, um Papai Noel, uma bola de
borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da
enfermeira.
De repente, o médico diz que está com sede e corre
para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se
aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de
filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas:
tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O
famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável
droga. A terrível mistura é sorvida com dificuldade e
repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo
devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A
mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no
menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça
dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar
de ser, presenciando a metamorfose do médico em monstro.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental
são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do
antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta
e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce
enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma
espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio,
remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo,
bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um
grito de horror e começa a chorar nervosamente.
Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão
escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou
paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando
terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã
massacrado sob os seus pés, é uma corneta indo tinir no
ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se
despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce
derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum
apartamento carioca.
Subitamente, o monstro se acalma. Suado e
ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com
doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho
de verdade. E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num
lar ameaçado pelas forças do mal.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-medico-e-o-monstro-cronica-de-paulo-mendes-campos/. Acesso em
02 de nov. 2023 (adaptado)
I. Em: “Suado e ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho de verdade.”, os adjetivos em destaque indicam o modo como o menino senta-se sobre os joelhos do pai.
II. Em: “A terrível mistura é sorvida com dificuldade e repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo devolve o restinho.”, há três orações, que estabelecem entre si uma relação de coordenação.
III. Em: “Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido.”, o termo destacado é composto por um afixo, em um processo de derivação, tal qual as palavras: desperto, desnecessário e desfolhar.
Marque a alternativa correta:
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Texto 1
O médico e o monstro
Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis,
ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma
criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a
enfermeira lhe passa. O avental na verdade é uma camisa de
homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram
pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma
boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende
pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e
cirurgia saem duma caixinha de brinquedos. Ela, seis anos e
meio; o doutor tem cinco.
O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro
da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente
dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O
médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca
uma receita. Novos clientes desfilam pela clínica: uma
baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só
gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras
bonecas de vários tamanhos, um Papai Noel, uma bola de
borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da
enfermeira.
De repente, o médico diz que está com sede e corre
para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se
aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de
filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas:
tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O
famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável
droga. A terrível mistura é sorvida com dificuldade e
repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo
devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A
mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no
menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça
dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar
de ser, presenciando a metamorfose do médico em monstro.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental
são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do
antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta
e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce
enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma
espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio,
remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo,
bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um
grito de horror e começa a chorar nervosamente.
Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão
escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou
paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando
terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã
massacrado sob os seus pés, é uma corneta indo tinir no
ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se
despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce
derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum
apartamento carioca.
Subitamente, o monstro se acalma. Suado e
ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com
doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho
de verdade. E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num
lar ameaçado pelas forças do mal.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-medico-e-o-monstro-cronica-de-paulo-mendes-campos/. Acesso em
02 de nov. 2023 (adaptado)
I. Em: “Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.”, os termos destacados são pronomes pessoais oblíquos átonos.
II. Em: “os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca”, o termo destacado poderia ser substituído por “meia” uma vez que “meio” está acompanhando um adjetivo feminino, podendo ser flexionado para o gênero feminino.
Marque a alternativa correta:
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Texto 1
O médico e o monstro
Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis,
ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma
criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a
enfermeira lhe passa. O avental na verdade é uma camisa de
homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram
pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma
boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende
pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e
cirurgia saem duma caixinha de brinquedos. Ela, seis anos e
meio; o doutor tem cinco.
O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro
da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente
dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O
médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca
uma receita. Novos clientes desfilam pela clínica: uma
baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só
gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras
bonecas de vários tamanhos, um Papai Noel, uma bola de
borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da
enfermeira.
De repente, o médico diz que está com sede e corre
para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se
aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de
filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas:
tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O
famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável
droga. A terrível mistura é sorvida com dificuldade e
repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo
devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A
mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no
menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça
dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar
de ser, presenciando a metamorfose do médico em monstro.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental
são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do
antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta
e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce
enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma
espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio,
remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo,
bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um
grito de horror e começa a chorar nervosamente.
Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão
escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou
paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando
terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã
massacrado sob os seus pés, é uma corneta indo tinir no
ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se
despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce
derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum
apartamento carioca.
Subitamente, o monstro se acalma. Suado e
ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com
doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho
de verdade. E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num
lar ameaçado pelas forças do mal.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-medico-e-o-monstro-cronica-de-paulo-mendes-campos/. Acesso em
02 de nov. 2023 (adaptado)
I. Em: “uma baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras bonecas de vários tamanhos, um Papai Noel, uma bola de borracha”, a presença dos adjetivos e advérbios destacados é importante para que o leitor possa visualizar e imaginar o cenário em questão.
II. Em: “De repente, o médico diz que está com sede e corre para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto.”, a locução adverbial destacada garante a progressão temporal da narrativa, uma vez que introduz uma circunstância temporal.
III. Em: “é a televisão ligada ao máximo, é o divã massacrado sob os seus pés, é uma corneta indo tinir no ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se despenca, um grito, um uivo, um rugido animal”, a repetição dos artigos indefinidos destacados indica um desencadeamento de acontecimento, quase simultaneamente.
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