José Sarney adotou uma série de medidas que, à
primeira vista, indicavam um esforço para resolver
questões sociais cruciais, como a problemática agrária.
Em junho de 1985, foi anunciado o ambicioso Plano
Nacional de Reforma Agrária, que visava à distribuição
de aproximadamente 130 milhões de hectares de terra a
cerca de 1,5 milhão de famílias. Essa iniciativa foi um
passo significativo no enfrentamento da desigualdade no
campo, buscando promover maior justiça social e
redistribuição de recursos. Ao longo de seu governo,
Sarney implementou, dentro do contexto de um plano
econômico mais amplo, o denominado Plano Cruzado.
A respeito do Plano Cruzado, analise as alternativas e
assinale a CORRETA:
Disponível em: https://www18.fgv.br/cpdoc/exposicao-virtual/campanha50/materiais-campanha/12/. Acesso: data 16/02/2025
As principais medidas implementadas pelo novo
governo de Getúlio Vargas, período em que a imagem
está contextualizada espacialmente, tinham como
objetivo não apenas consolidar a autoridade central do
Estado, mas também promover profundas
transformações econômicas, sociais e políticas. Essas
ações visavam modernizar a estrutura do país, com foco
no desenvolvimento industrial, na regulamentação das
relações de trabalho e na centralização do poder,
buscando, assim, garantir estabilidade política e
progresso econômico para o Brasil.
Foram ações varguistas durante esse período, EXCETO:
Regência Provisória imergiu o Brasil em uma situação
de extrema tensão e desconforto, sobretudo diante da
instabilidade política e institucional gerada pela
Regência Trina Permanente e pela Regência Una.
Durante o período regencial, imperava a ausência de
consenso entre as elites sobre a forma adequada de
organização institucional, bem como sobre o papel que o
Estado deveria desempenhar, sendo este, em teoria, a
força coesiva que congregaria os interesses da jovem
nação. Ao longo desse período tumultuado, eclodiram
em todo o país rebeliões que desafiavam a ordem
estabelecida, refletindo o descontentamento
generalizado e a fragmentação da sociedade. Considerando essas insurreições, analise os itens a seguir
e atribua a numeração conforme as respectivas causas,
efeitos e/ou conceitos:
( ) Almejava-se, assim, a independência da província. O
levante teve início em 1835, sendo que a província
manteve sua independência durante os dez anos
subsequentes. Entre os principais fatores que
desencadearam o movimento, destacam-se os
elevados impostos cobrados pelo governo sobre a
carne bovina, especialmente na sua forma desidratada
e preservada.
( ) Eclodiu em 1835, em decorrência de uma grave crise
econômica que assolava a região. A difícil conjuntura
desagradava profundamente as elites locais, que se
viam imersas em intensos conflitos pela conquista do
poder, embora incapazes de organizar um governo
substancialmente distinto do regime preexistente, o
que pode ser interpretado, em certa medida, como
uma disputa entre as elites econômicas.
( ) Tratou-se de uma disputa acirrada entre grupos da
elite local, tendo como líderes Francisco dos Anjos
Ferreira e o Negro Cosme, este último, principal
comandante do movimento, que foi enforcado,
enquanto os demais participantes foram reconduzidos
à escravidão.
( ) Desenvolveu-se também em 1835 uma revolta
organizada e conduzida por escravos e libertos
muçulmanos das etnias iorubá ou nagô, jejê e haussá.
( ) O principal objetivo do movimento era a instauração
de uma república baiana, que perduraria até que o
herdeiro do trono imperial atingisse a maioridade,
referindo-se a Pedro de Alcântara.
A partir da Base Nacional Comum Curricular, (BNCC)
do Ensino de História, é possível compreender que todo
conhecimento sobre o passado está intrinsecamente
ligado ao conhecimento do presente, sendo que as
questões que surgem dos sujeitos são, em grande parte,
reflexo das inquietações contemporâneas. O historiador,
em seu trabalho, questiona o passado com o propósito de
identificar, analisar e compreender os significados
imersos em diversos objetos, lugares, saberes, práticas e
sensibilidades. Esses questionamentos são
frequentemente conduzidos por meio de hipóteses, que
se materializam em diferentes narrativas, as quais
buscam reconstruir o entendimento de tempos passados.
Nesse sentido, entendemos que a dinâmica do ensinoaprendizagem, especialmente no Ensino Fundamental e,
em particular, na disciplina de História, deve estabelecer
um diálogo constante com o presente. Para refletir sobre
o ensino de História, é imprescindível adotar atitudes
críticas e reflexivas ao longo do processo pedagógico,
como: identificação, comparação, contextualização,
interpretação e análise. Essas práticas não apenas
enriquecem o entendimento do aluno sobre os eventos
históricos, mas também promovem o desenvolvimento
de sua autonomia intelectual, permitindo-lhe perceber
que os indivíduos agem de acordo com o contexto
histórico e geográfico em que estão inseridos. Dessa
forma, o ensino de História contribui para a formação de
cidadãos conscientes de que os comportamentos e
costumes são moldados e transformados ao longo do
tempo, pela interação entre o passado e o presente.
À luz de todas as razões apresentadas, é certo o que se
afirma sobre o conhecimento histórico, conforme
preconizado pela Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), Anos Finais, EXCETO:
No início da década de 1960, mais precisamente em
1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo
democraticamente eleito de João Goulart. O regime
militar, então instaurado, foi formalmente consolidado
pelo Ato Institucional nº 1, que institucionalizou o
autoritarismo no país. Esse período foi marcado por uma
crescente radicalização ideológica e um clima de intensa
tensão política, que se acentuou na madrugada de 31 de
março de 1964, quando os militares tomaram o poder,
pondo fim ao governo constitucional.
Sobre esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. O Ato Institucional nº 5 (AI-5) decretou o fechamento
do Congresso Nacional, suspendeu todos os direitos
civis e constitucionais, autorizando a prisão de
qualquer cidadão brasileiro, e impôs a suspensão dos
direitos políticos por dez anos àqueles considerados
suspeitos de atuar contra o governo.
II. Durante o governo de Castello Branco, os militares
realizaram uma série de transformações no
funcionamento institucional do país, dando início ao
regime da ditadura militar. Esse período foi marcado
pela emissão de atos institucionais, como o AI-1, uma
série de decretos elaborados pelo Poder Executivo,
sem a necessidade de análise ou aprovação pelo
Congresso Nacional.
III. O governo de Médici, sucessor de Costa e Silva, ficou
particularmente marcado pelo acelerado crescimento
econômico do país, conhecido como "milagre
econômico". Esse processo foi acompanhado pela
realização de grandes obras, algumas delas
denominadas "obras faraônicas", e pelo
endurecimento da repressão política, com ações quase
autônomas por parte do aparato repressivo, que agiu
sem grandes limitações.
IV. No governo de Ernesto Geisel, o segundo presidente
militar do Brasil, o país experimentou um dos maiores
processos de recuperação econômica desde o início
do regime militar, justificado pela maciça entrada de
capital estrangeiro, que impulsionou a economia
brasileira, estabilizando-a e equilibrando-a por um
longo período. Paralelamente, o crescimento da
população urbana proporcionou uma abundante e
barata mão de obra, essencial para a expansão
industrial nos grandes centros econômicos do país.
V. O governo do general João Baptista de Oliveira
Figueiredo, o terceiro presidente da sequência de
governos militares, foi um dos mais imponentes desse
período. Alinhado à ala "linha dura" do regime,
Figueiredo implementou a repressão de maneira
ainda mais contundente. A criação do Ato
Institucional nº 5 (AI-5), em particular, legalizou a
intervenção do presidente nos estados e municípios,
sem as limitações previstas pela Constituição, além
de suspender a garantia do habeas corpus nos casos
de crimes políticos, consolidando um período de
repressão ainda mais severo.
A Revolução Francesa almejou de modo consciente
acabar até com o último resquício do velho regime,
fundamentado nos privilégios classistas de nascença e de
sangue. Em parte, seu caráter universal foi mais marcante
que o de qualquer outra revolução democrática
contemporânea. Na sua fase mais aguda, o período dito
jacobino, foi definida como “o tempo da ideologia e da
utopia”, inspirado numa radicalização do “Espírito das
Luzes”, ou Iluminismo, puxado violentamente para a
esquerda, uma radicalização plenamente confiante na
razão e oposta às crenças, tradições e experiências do
passado, todas elas rejeitadas em bloco.
Considerando esta temática, avalie as afirmações a
seguir e assinale a opção que indica (V) para
VERDADEIRO e (F) para FALSAS
( ) A Guerra dos Sete Anos, motivada pela disputa
entre franceses e britânicos pelo território de
Ohio, na América do Norte, e pelo apoio
francês à luta pela independência das colônias
inglesas, gerou uma série de despesas
exorbitantes ao Estado francês. Esse contexto,
aliado à incapacidade do governo de sustentar
tais custos, fragilizou a autoridade central e
comprometeu a hegemonia política do país,
precipitando uma grave crise administrativa e
financeira.
( ) A sociedade francesa da época era estratificada
em três ordens ou estados, que refletiam a
desigualdade estrutural do regime monárquico.
O clero formava o primeiro estado; a nobreza, o
segundo; e o terceiro estado reunia a vasta
maioria da população, composta por
camponeses, artesãos, burgueses e outros
grupos marginalizados. Os dois primeiros
estados gozavam de privilégios jurídicopolíticos, sociais e econômicos. Além de
estarem isentos de muitos impostos, esses
estamentos viviam à custa das pesadas
contribuições tributárias dos camponeses que,
em grande parte, trabalhavam nas vastas
propriedades pertencentes a essas elites. Este
sistema de privilégio exacerbado contribuiu
para o crescente descontentamento das camadas
mais baixas da sociedade.
( ) Durante a Revolução Francesa, não existiam
partidos políticos formais como os conhecemos
hoje, mas sim clubes revolucionários que,
apesar de informais, desempenhavam um papel
crucial no processo de mobilização e definição
das direções políticas. Esses clubes
representavam as diversas correntes ideológicas
em disputa, sendo que os deputados eleitos
pelas assembleias eram considerados
representantes diretos da vontade popular, o que
conferia uma legitimidade peculiar ao
movimento revolucionário.
( ) Entre os grupos mais radicais, destacavam-se os
Girondinos, que, oriundos da ala mais
extremista da Revolução, defendiam a
execução como punição exemplar para aqueles
considerados inimigos da Revolução,
especialmente o rei Luís XVI. Para garantir a
continuidade do processo revolucionário e
reprimir qualquer tentativa de
contrarrevolução, os Girondinos, sob a
liderança de figuras como Maximilien de
Robespierre, instituíram o Comitê de Salvação
Pública. Este órgão teve como missão central a
manutenção da ordem revolucionária, sendo
responsável por uma série de medidas drásticas
e repressivas.
( ) O período do Terror, como ficou conhecido o
período diretório, caracterizou-se pela
intensificação da violência política. Os
jacobinos, defensores dos interesses da
burguesia e dos profissionais liberais,
procuraram consolidar a Revolução, mas, para
isso, recorreram a métodos implacáveis. Em
1793, decretaram a Lei dos Suspeitos, que
autorizava a prisão e execução sumária de
qualquer cidadão suspeito de traição à causa
revolucionária. Aqueles que, de alguma forma, eram considerados inimigos do regime, eram
rapidamente julgados e punidos com a morte na
guilhotina. Esse ciclo de violência, embora
tenha consolidado temporariamente o poder
jacobino, também contribuiu para o desgaste e
eventual queda dessa facção, refletindo a
complexidade e as contradições internas da
Revolução Francesa
O Historiador e professor de História, hoje, deixaram de
olhar para a diversidade da vida humana a partir da visão
europeu e iluminista. Como exemplo, temos o continente
e o povo africano, que passam a ter história original e
singular, antes e depois da conquista europeia e não
ligada ou referida a esta. Novos temas e abordagens estão
levando o ensino de História a abandonar o tom
cristalizado, naturalizado, de determinados objetos,
evidenciando que até nossas mais fortes crenças, que
pareciam ter nascido conosco, têm uma história, um
começo, às vezes perverso, de violência, de dizimação e
de aculturação.
Destarte, e sobre o ensino de história, é possível
compreender que:
Um dos períodos mais intrincados e, por vezes,
turbulentos da história do Brasil foi a instalação da
República, em 1889.
Analise as afirmativas a seguir:
I. A primeira Constituição republicana do Brasil foi
promulgada em fevereiro de 1891, durante o
governo de Deodoro da Fonseca. Esta Carta
Magna foi fortemente influenciada pelo modelo
norte-americano e consagrou o sistema federativo,
o que implicava na autonomia substancial dos
estados federativos em relação à União.
II. No campo econômico, o então ministro das
Finanças, Rui Barbosa, implementou uma política
de estímulo à industrialização. Créditos foram
concedidos com o intuito de facilitar a abertura de
empresas. Essa política ficou conhecida como
"encilhamento", sendo um marco na tentativa de
modernização da economia nacional.
III. Uma das maiores revoltas ocorridas durante o
período da Primeira República se deu durante o
mandato de Hermes da Fonseca. O levante,
protagonizado por marinheiros subalternos, em
sua maioria negros e mulatos, ficou conhecido
como Revolta da Chibata. Esta insurreição teve
fortes conotações de resistência à opressão e à
exploração dos militares.
IV. O voto deixou de ser censitário, e todos os
cidadãos maiores de 21 anos passaram a ter direito
ao sufrágio universal. Contudo, excluíam-se dessa
nova prática os analfabetos, os mendigos, os
praças militares e as mulheres, o que demonstrava
as limitações do processo democrático instaurado.
V. A Carta Magna republicana se inspirou na
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
adotando uma constituição com caráter censitário,
na qual o chefe de Estado era escolhido pelas
coligações partidárias da época: o Partido
Republicano Paulista (PRP) e o Partido
Republicano Mineiro (PRM).
Considerando o contexto do Feudalismo, durante a Idade
Média, mais ou menos o período que vai do século X-XI
a XIII-XIV, analise a seguinte afirmação:
“Um homem ajoelha-se na frente de outro homem, une
as duas mãos e as coloca nas mãos daquele que está em
pé a sua frente. Enquanto isso, o primeiro diz algumas
palavras e se reconhece como o “homem” do outro
homem. Depois, beijam-se na boca e estabelecem-se um
acordo e uma amizade para toda a vida. Após essa
união, por assim dizer “civil”, o primeiro homem jura sobre os Evangelhos ser fiel ao segundo, também, por
toda sua existência”. (MICELI, 1994, p. 36). O autor revela, sobre esse texto, em sua obra, e escritas
sobre o feudalismo, um ritual presente entre:
.A pintura “independência ou morte!” é uma
representação da independência do Brasil. Ela foi
concluída em 1888, 66 anos depois da declaração da
independência. Que não é possível retratar fielmente um
evento do passado, Pedro Américo sabia disso. Assim
sendo, ele escreveu: “a realidade inspira e não escraviza
o pintor”. Doravante a frase posta de Pedro Américo,
que, em parte, dialoga com o exercício do historiador: “O
trabalho do historiador, mediante a articulação entre o
texto e o extratexto, seu saber acumulado e sua carga
emotiva, consiste “em interpretar sinais, estabelecendo
nexos e relações, uma rede de superposição e
contraposição dos traços, em relações de analogia,
contraste e combinação” (PESAVENTO, 2007), é
possível concluir que, EXCETO:
Disponível em:
https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/09/07/independencia-ou-morteveja-o-que-ha-de-real-e-criacao-no-quadro-de-pedro-americo-sobre-7-desetembro-de-1822.ghtml. Acesso: data 15/02/2025.