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Respondida
Sobre a avaliação dietética no contexto da
nutrição clínica, conforme Gibson (2005), analise as
alternativas:
Respondida
Sobre as políticas públicas de nutrição e
segurança alimentar no Brasil, conforme o documento
de segurança alimentar do Ministério da Saúde (2014),
analise as alternativas a seguir:
A
O Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE) não inclui a exigência de alimentos
orgânicos, priorizando alimentos processados
de alto valor energético e baixo custo, o que
atende às necessidades nutricionais das
crianças de forma prática e eficiente. Conforme
o documento do Ministério da Saúde (2014), o foco principal do PNAE é a quantidade
energética dos alimentos ofertados, sem a
exigência de que sejam minimamente
processados ou de origem orgânica.
B
A fortificação de farinhas com ácido fólico e
ferro é uma medida mandatória em todo o
território brasileiro, implementada como parte
de uma estratégia nacional para a prevenção
de anemias ferroprivas e má-formação do tubo
neural em recém-nascidos. Essa política de
fortificação visa principalmente a população em
situação de vulnerabilidade social e foi
amplamente instituída a partir da
regulamentação da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA), conforme
descrito pelo Ministério da Saúde (2014).
C
A suplementação de vitamina A no Brasil é
restrita a crianças em idade escolar, sendo
desnecessária para gestantes e lactantes, uma
vez que as necessidades de vitamina A são
adequadamente atendidas pela alimentação
habitual. As diretrizes de suplementação,
segundo o Ministério da Saúde (2014), excluem
esses grupos, com base em evidências de que
a deficiência de vitamina A é rara entre as
gestantes e lactantes no Brasil.
D
O Programa Bolsa Família, embora seja uma
política de transferência de renda, está
desvinculado de iniciativas de suplementação
nutricional ou de campanhas de segurança
alimentar, sendo exclusivamente focado na
melhoria da renda familiar para aquisição de
alimentos conforme a autonomia dos
beneficiários, sem interferência ou diretrizes do
Ministério da Saúde.
E
As políticas públicas de segurança alimentar no
Brasil priorizam a distribuição de suplementos
nutricionais em larga escala, como
multivitamínicos e proteínas isoladas,
especialmente em áreas rurais, ao invés de
incentivar a produção agrícola local ou a
distribuição de alimentos in natura, conforme
estabelecido pelo Ministério da Saúde (2014).
Respondida
Em relação às práticas de suplementação
nutricional para atletas, conforme os estudos de Kreider
et al. (2017), assinale a alternativa correta:
A
O uso de beta-alanina tem como principal
benefício a redução da fadiga muscular em
exercícios de alta intensidade e curta duração,
por meio do aumento das concentrações de
carnosina intramuscular, que atua como um
tamponante intracelular, neutralizando o
acúmulo de íons de hidrogênio (H+) e, consequentemente, retardando a acidose
muscular durante o esforço intenso, conforme
descrito por Kreider et al. (2017). A beta-alanina
é especialmente útil em atividades que duram
de 1 a 4 minutos, como sprints, eventos de
atletismo e lutas.
B
A suplementação de creatina é eficaz
exclusivamente em atletas de endurance, pois
sua principal função é aumentar a capacidade
oxidativa do músculo esquelético, promovendo
a utilização de ácidos graxos como fonte
primária de energia durante exercícios
aeróbicos prolongados. A creatina também
aumenta a biogênese mitocondrial, melhorando
a resistência à fadiga, conforme estudos de
Kreider et al. (2017).
C
A suplementação de proteínas em atletas de
força deve ser evitada, pois pode promover a
síntese de massa muscular sem um controle
adequado de balanço energético, resultando
no acúmulo excessivo de massa adiposa.
Kreider et al. (2017) sugerem que o aumento de
massa gorda ocorre devido ao excesso de
ingestão calórica derivada da suplementação
proteica, especialmente em períodos de
recuperação muscular.
D
A cafeína é recomendada apenas em doses
baixas, pois doses superiores a 3 mg/kg de
peso corporal podem reduzir a performance
muscular, induzindo à desidratação e
aumentando o risco de lesões, conforme
Brooks et al. (2005). A cafeína em altas
concentrações está associada a tremores
musculares e alterações na coordenação
motora fina, que comprometem o desempenho
em atividades de força e resistência, conforme
Kreider et al. (2017).
E
A suplementação de glutamina é essencial para
todos os atletas que desejam aumentar a massa
muscular, uma vez que a glutamina atua como
um precursor fundamental na síntese proteica
e no metabolismo de nitrogênio. Kreider et al.
(2017) destacam que a glutamina também é
crítica para o sistema imunológico e previne a
degradação muscular em períodos de
treinamento intenso, sendo indicada
universalmente para a recuperação muscular e
aumento de massa magra.
Respondida
Considerando a bioquímica dos lipídios,
conforme descrito por Voet & Voet (2011), qual das
alternativas está correta?
Respondida
Em relação às políticas nacionais e
internacionais de nutrição e segurança alimentar,
conforme descrito no documento de Política Nacional
de Alimentação e Nutrição (PNAN, 2011), qual das
alternativas está correta?
A
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição
prioriza o combate à desnutrição apenas em
áreas urbanas de baixa renda, deixando as
áreas rurais sob a responsabilidade de
iniciativas regionais e organizações não
governamentais (ONGs).
B
Os programas de fortificação de alimentos no
Brasil, como a adição de ferro e ácido fólico em
farinhas, são facultativos para as indústrias alimentícias, sendo aplicados apenas em
produtos destinados a gestantes e crianças em
idade escolar, conforme a regulamentação da
PNAN (2011).
C
As políticas internacionais de segurança
alimentar da Organização das Nações Unidas
para a Alimentação e a Agricultura (FAO) visam
apenas a redução da fome e não abordam
aspectos relacionados à segurança nutricional,
uma vez que a nutrição é tratada de forma
isolada das políticas agrícolas.
D
A PNAN incentiva a articulação entre políticas
públicas de saúde e nutrição, promovendo a
educação alimentar e nutricional para toda a
população, com ênfase em práticas alimentares
saudáveis e sustentáveis, conforme as
Diretrizes do Guia Alimentar para a População
Brasileira (2014).
E
O Programa Bolsa Família foi desenvolvido
exclusivamente para melhorar o acesso a
alimentos processados e industrializados, sem
vínculo com a promoção da segurança
alimentar ou nutricional.
Respondida
Sobre a fisiologia do exercício e as vias
metabólicas predominantes, escolha a alternativa
correta considerando os conceitos descritos por
Brooks, Fahey e Baldwin (2005):
A
Durante exercícios de resistência, a principal
fonte energética do músculo esquelético é a
glicose proveniente da glicogenólise hepática,
com contribuição limitada da glicogenólise
muscular, devido ao controle homeostático
central, conforme relatado por Brooks et al.
(2005).
B
A beta-oxidação de ácidos graxos atinge seu
pico durante exercícios de alta intensidade,
tornando-se a principal fonte de ATP após 20
minutos de atividade, quando a glicose
sanguínea está depletada, segundo Tortora e
Derrickson (2017).
C
Durante exercícios aeróbicos, a produção de
ATP ocorre predominantemente por meio da
glicólise anaeróbica, sendo a via metabólica
mais eficiente em termos de rendimento
energético em atividades prolongadas, como
descrito por Brooks et al. (2005).
D
A fosforilação oxidativa nas mitocôndrias é a via
metabólica predominante em exercícios de
longa duração e baixa intensidade, como
maratonas, garantindo o suprimento energético
necessário a partir da oxidação de carboidratos
e lipídios, conforme descrito por Brooks et al.
(2005).
E
A produção de lactato em exercícios de alta
intensidade é o principal determinante da
acidose metabólica, resultando em fadiga
muscular, sendo essa a causa primária da
redução no desempenho físico, segundo
Lehninger (2005).
Respondida
Considerando as necessidades nutricionais
durante a gestação e com base no estudo de King
(2000) sobre a fisiologia da gravidez, analise as
alternativas e escolha a correta:
A
A suplementação de ferro no primeiro trimestre
da gestação deve ser evitada, pois pode
aumentar o risco de hipertensão gestacional e
pré-eclâmpsia devido à alta concentração de
ferro livre no plasma, que gera estresse
oxidativo e inflamação vascular, conforme King
(2000). A suplementação de ferro deve ser
iniciada no segundo trimestre, quando a
demanda de ferro aumenta significativamente
para suportar o crescimento fetal e a expansão
do volume sanguíneo materno.
B
A ingestão calórica recomendada para
gestantes aumenta substancialmente no
primeiro trimestre, com o objetivo de formar
reservas de gordura e sustentar o rápido
crescimento fetal. King (2000) sugere que esse
aumento deve ser de até 400 kcal por dia,
dependendo do peso pré-gestacional da
mulher.
C
O aumento da ingestão de cálcio durante a
gestação não é necessário, uma vez que a
reabsorção óssea materna é suficiente para
fornecer as quantidades adequadas de cálcio
ao feto. O paratormônio (PTH) e o calcitriol
regulam os níveis de cálcio plasmático para
garantir o desenvolvimento esquelético fetal,
conforme King (2000) e Guyton & Hall (2006).
D
A suplementação de ácido fólico é
recomendada apenas no segundo trimestre da
gestação, quando a demanda por folato
aumenta para sustentar a eritropoiese e a
síntese de DNA nos tecidos em
desenvolvimento. O excesso de ácido fólico no
início da gravidez pode estar associado a riscos
de complicações metabólicas, como a
resistência à insulina e obesidade infantil,
conforme King (2000).
E
A necessidade de proteínas durante a gestação
aumenta aproximadamente em 1,1 g por kg de
peso corporal por dia, conforme as diretrizes
atuais, para suportar o crescimento fetal, o desenvolvimento de tecidos maternos e a
manutenção da função imunológica. Esse
aumento é necessário para garantir a síntese
proteica adequada e evitar deficiências
nutricionais que possam comprometer o
desenvolvimento fetal, conforme indicado por
King (2000).
Respondida
Em relação à nutrição enteral e parenteral,
conforme as diretrizes da ASPEN (American Society for
Parenteral and Enteral Nutrition, 2018), analise as
alternativas e escolha a correta:
A
A nutrição enteral é contraindicada em
pacientes com disfunção renal, pois a absorção
de nutrientes, particularmente proteínas e
eletrólitos, pode sobrecarregar os néfrons
comprometidos, levando ao agravamento da
insuficiência renal aguda ou crônica. Estudos
sugerem que o aumento do fluxo de proteínas
pela via enteral pode intensificar a carga de
ureia no metabolismo hepático, exacerbando a
azotemia, conforme Guyton & Hall (2011). A
ASPEN (2018), no entanto, recomenda cautela
na escolha de fórmulas enterais para evitar
esse efeito.
B
A nutrição parenteral deve ser sempre a
primeira escolha para pacientes críticos, uma
vez que o fornecimento intravenoso direto de
nutrientes permite um controle mais preciso de
macronutrientes e eletrólitos, minimizando os
riscos de intolerância gastrointestinal, como
distensão abdominal e diarreia. Além disso, a
nutrição parenteral evita o uso do trato
gastrointestinal, reduzindo o risco de isquemia
intestinal, conforme as recomendações da
ASPEN (2018).
C
A nutrição enteral é preferencial à nutrição
parenteral sempre que o trato gastrointestinal
estiver funcional, pois estimula a integridade da
mucosa intestinal, previne a translocação
bacteriana e reduz o risco de infecções
sistêmicas. Segundo a ASPEN (2018), a
nutrição enteral é associada à diminuição da
resposta inflamatória sistêmica e ao aumento
da secreção de imunoglobulina A (IgA) na
mucosa intestinal, fatores que protegem contra
a sepse. A manutenção da função intestinal,
mesmo em pacientes críticos, é fundamental
para a preservação da imunidade local e a
redução de complicações infecciosas.
D
A nutrição parenteral é mais indicada em
pacientes com insuficiência hepática, pois a
capacidade do fígado de metabolizar nutrientes
fornecidos por via enteral é significativamente
prejudicada. Conforme as diretrizes da ASPEN
(2018), a carga de proteínas e carboidratos
administrados via enteral pode aumentar os
níveis de amônia plasmática, exacerbando os
sintomas de encefalopatia hepática. A nutrição
parenteral oferece um meio de modular o
aporte de nutrientes, particularmente os aminoácidos, para prevenir a sobrecarga
metabólica hepática.
E
O uso prolongado de nutrição enteral é
contraindicado em pacientes oncológicos,
especialmente aqueles com tumores
gastrointestinais, pois há evidências de que o
estímulo contínuo do trato digestório favorece a
progressão tumoral através da proliferação
celular exacerbada e da angiogênese,
conforme estudos da ASPEN (2018). Além
disso, o uso prolongado de nutrição enteral
pode gerar alterações na microbiota intestinal,
favorecendo um ambiente mais inflamatório
que agrava a evolução da doença oncológica.
Respondida
No manejo dietético do diabetes mellitus tipo 2,
as diretrizes atuais recomendam:
A
Uma dieta isenta de carboidratos, com ingestão
predominante de proteínas e lipídios, para
minimizar a glicemia pós-prandial, conforme a
ADA (2020).
B
A utilização de carboidratos de baixo índice
glicêmico, como aveia e quinoa, associada à
contagem de carboidratos para melhor controle
glicêmico, segundo a American Diabetes
Association (ADA, 2019).
C
A suplementação de insulina exógena como
primeira linha de tratamento,
independentemente do nível de controle
dietético do paciente, conforme o Ministério da
Saúde (2020).
D
A restrição calórica severa em pacientes
diabéticos obesos para promover perda rápida de peso, conforme descrito por Hall et al.
(2019).
E
A substituição completa de açúcares por
edulcorantes artificiais é recomendada para
todos os pacientes diabéticos, conforme
diretrizes da OMS (2018).
Respondida
Em relação à avaliação nutricional, os métodos
antropométricos são amplamente utilizados. Qual das
alternativas abaixo está correta?