Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto a seguir e responda a questão.
“ Marido diz para a mulher:
- Estou cansado de nosso casamento. Façamos um trato: você fica com um lado da casa que eu fico com o outro.
- Combinado - responde ela. - Você fica com o lado de fora.”
(Itamar Dias)
Na oração “ Façamos um trato” , temos sujeito e predicado. Indique suas classificações:
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Leia a crônica abaixo, Palavras são palavras... , de Celso Ferreira Costa, e responda à questão.
“Algumas palavras, mesmo que as ouçamos pela primeira vez, não carecem da explicação de seu significado. São autoexplicativas. Concupiscência, por exemplo, não pode ser boa coisa. Se alguém numa reunião familiar, de repente disser concupiscência, sem dúvida causará um mal-estar danado. A maioria não saberá o significado exato, mas não importa, concupiscência não é coisa que se diga perto de crianças e pronto! E depois, quando os mais curiosos forem sorrateiramente ao dicionário verificar o que a palavra quer dizer, aí é que ficarão realmente contrariados com o detrator da honra da família, aquele concupiscente!
E elucubração? Aí já é caso de sair no tapa direto. Não precisa nem ficar matutando, caprichando no raciocínio, se esmerando em saber o significado. Elucubração, não! Imaginem só. O pai chega em casa e vai bater na porta do filho adolescente, que demora em abrir:
– Oi, pai.
– Oi, filho. Estava aí em elucubrações, hein?
– Que é isso pai, estava estudando.
– Fique tranquilo, filho. Na sua idade eu também elucubrava muito.
– Mas, pai, eu só estava estudando!
– Eu sei, filho. Estudando, elucubrando... Época de vestibular é tensa mesmo. Por que você não sai um pouco com sua namorada? É melhor que ficar elucubrando sozinho.
– Eu não tenho namorada, pai.
– Então elucubra. Mas matemática, não. É melhor decorar as fórmulas, filho. É por isso que muito vestibulando despiroca com os conselhos dos pais. E vou evitar confusão, não falando sobre despirocar, que é para manter um certo nível na conversa.
Outras palavras não são ofensivas, mas também podem causar problemas. Exemplo: abjeta. Abjeta não é feminino de objeto, como queria aquela senhora que foi comprar um presente de casamento:
– Eu estou à procura de uma abjeta pra minha sobrinha.
– Abjeta, senhora? Não seria objeto?
– Não. Objeto ela já tem. Eu quero fazer um parzinho. Vai ficar lindo no gazebo dela!
E sobre gazebo também eu me omito. Ainda mais com o cacófato. Tenham paciência! Vamos em frente.
E para terminar vou ser benevolente. Já viram palavra mais doce que essa: benevolente. É falar e transmitir aquela sensação gostosa de que as coisas vão dar certo, que todo mundo vai se unir, dar as mãos e sair fazendo caridade por aí, numa bondade opalescente danada.
Opalescente? Olha, eu escrevi esta palavra assim de repente e depois fui ao Houaiss ver se ela cabia aqui. Não cabe, não. Quer dizer outra coisa. Mas agora embirrei. Ninguém me tira ela daqui. Achei que dá um certo brilho ao texto e, como a língua é dinâmica como a política, quem sabe um dia ela mude de opinião sobre si própria, reveja seus conceitos, se adeque aos novos tempos e venha finalmente se encaixar ao que eu quis dizer sem nenhum melindre.
Melindre? Ah, não, chega, melindre é frescura! Paro por aqui.”
COSTA, Celso Ferreira. Palavras são palavras... O Popular. Goiânia, 11 jul. 2003 (In: Programa Gestão de Aprendizagem Escolar –
Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e Prática 5 – TP5: estilo, coerência e coesão. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2008. p. 3637.)
De acordo com o texto, assinale a afirmação CORRETA:
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A seguir, temos a introdução do romance Hotel Atlântico , do escritor gaúcho João Gilberto Noll. Leia e responda a questão.
“Subi as escadas de um pequeno hotel na Nossa Senhora de Copacabana, quase esquina da Miguel Lemos. Enquanto subia ouvi vozes nervosas, o choro de alguém.
De repente apareceram no topo da escada muitas pessoas, sobretudo homens com pinta de policiais, alguns PMs, e começaram a descer trazendo um banheirão de carregar cadáver.
Lá dentro havia um corpo coberto por lençol estampado.
Fiquei parado num dos degraus, pregado à parede. Uma mulher com os cabelos pintados muito louros descia a escada chorando. Ela apresentava o tique de repuxar a boca em direção ao olho direito.
Me senti arrependido de entrar naquele hotel. Mas recuar me pareceu ali uma covardia a mais que eu teria de carregar pela viagem. E então fui em frente.”
NOLL, J. G. Hotel Atlântico. São Paulo: Francis, 2004. (In: BRASIL, M. P. Hotel Atlântico , cinema moderno e pensamento: roteiro
para viagens em imagem-tempo. Mar ingá, UEM, 2010. Disponível em: <http://www.cielli.com.br/downloads/675.pdf>.
No período “ Enquanto subia ouvi vozes nervosas, o choro de alguém” , foi empregada a forma verbal “ subia” . Assinale a alternativa que indica corretamente em que pessoa gramatical ela está.
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Em um mapa, a escala é 1:20.000, ou seja, 1cm no mapa representa 20.000cm na realidade. Se a distância entre duas cidades A e B neste mapa é de 520cm, então esta distância possui, na realidade:
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
“ Marido diz para a mulher:
- Estou cansado de nosso casamento. Façamos um trato: você fica com um lado da casa que eu fico com o outro.
- Combinado - responde ela. - Você fica com o lado de fora.”
(Itamar Dias)
Nesse gênero de texto, a anedota ou piada, é muito comum o emprego dos tempos e dos modos verbais sublinhados no texto. Assinale a alternativa que indica em que tempo e em que modo esses verbos estão conjugados:
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Leia o texto abaixo, intitulado A outra noite, e, depois, responda a questão.
“Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
- O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
- Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
- Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa-noite’ e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.”
BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora do autor, 1960. p. 183184.
Escolha a alternativa que apresenta todos os sinais de pontuação empregados no texto:
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Sr. Inácio tem plantação de milho, soja e café em sua fazenda. Em um determinado ano sua produção foi de 1000 sacas de milho, 600 sacas de soja e 850 sacas de café. No ano seguinte, por causa de melhores condições climáticas, o número de sacas de soja aumentou em 12%, o de milho em 8% e o de café em 14%. Marque alternativa que apresenta, respectivamente, o número total de sacas de milho, soja e café produzidas neste ano:
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
“ Marido diz para a mulher:
- Estou cansado de nosso casamento. Façamos um trato: você fica com um lado da casa que eu fico com o outro.
- Combinado - responde ela. - Você fica com o lado de fora.”
(Itamar Dias)
Na frase “ Estou cansado de nosso casamento” , a palavra destacada trata-se de um pronome.
Escolha a alternativa que corresponde a sua adequada classificação:
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Leia a crônica abaixo, Palavras são palavras... , de Celso Ferreira Costa, e responda à questão.
“Algumas palavras, mesmo que as ouçamos pela primeira vez, não carecem da explicação de seu significado. São autoexplicativas. Concupiscência, por exemplo, não pode ser boa coisa. Se alguém numa reunião familiar, de repente disser concupiscência, sem dúvida causará um mal-estar danado. A maioria não saberá o significado exato, mas não importa, concupiscência não é coisa que se diga perto de crianças e pronto! E depois, quando os mais curiosos forem sorrateiramente ao dicionário verificar o que a palavra quer dizer, aí é que ficarão realmente contrariados com o detrator da honra da família, aquele concupiscente!
E elucubração? Aí já é caso de sair no tapa direto. Não precisa nem ficar matutando, caprichando no raciocínio, se esmerando em saber o significado. Elucubração, não! Imaginem só. O pai chega em casa e vai bater na porta do filho adolescente, que demora em abrir:
– Oi, pai.
– Oi, filho. Estava aí em elucubrações, hein?
– Que é isso pai, estava estudando.
– Fique tranquilo, filho. Na sua idade eu também elucubrava muito.
– Mas, pai, eu só estava estudando!
– Eu sei, filho. Estudando, elucubrando... Época de vestibular é tensa mesmo. Por que você não sai um pouco com sua namorada? É melhor que ficar elucubrando sozinho.
– Eu não tenho namorada, pai.
– Então elucubra. Mas matemática, não. É melhor decorar as fórmulas, filho. É por isso que muito vestibulando despiroca com os conselhos dos pais. E vou evitar confusão, não falando sobre despirocar, que é para manter um certo nível na conversa.
Outras palavras não são ofensivas, mas também podem causar problemas. Exemplo: abjeta. Abjeta não é feminino de objeto, como queria aquela senhora que foi comprar um presente de casamento:
– Eu estou à procura de uma abjeta pra minha sobrinha.
– Abjeta, senhora? Não seria objeto?
– Não. Objeto ela já tem. Eu quero fazer um parzinho. Vai ficar lindo no gazebo dela!
E sobre gazebo também eu me omito. Ainda mais com o cacófato. Tenham paciência! Vamos em frente.
E para terminar vou ser benevolente. Já viram palavra mais doce que essa: benevolente. É falar e transmitir aquela sensação gostosa de que as coisas vão dar certo, que todo mundo vai se unir, dar as mãos e sair fazendo caridade por aí, numa bondade opalescente danada.
Opalescente? Olha, eu escrevi esta palavra assim de repente e depois fui ao Houaiss ver se ela cabia aqui. Não cabe, não. Quer dizer outra coisa. Mas agora embirrei. Ninguém me tira ela daqui. Achei que dá um certo brilho ao texto e, como a língua é dinâmica como a política, quem sabe um dia ela mude de opinião sobre si própria, reveja seus conceitos, se adeque aos novos tempos e venha finalmente se encaixar ao que eu quis dizer sem nenhum melindre.
Melindre? Ah, não, chega, melindre é frescura! Paro por aqui.”
COSTA, Celso Ferreira. Palavras são palavras... O Popular. Goiânia, 11 jul. 2003 (In: Programa Gestão de Aprendizagem Escolar –
Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e Prática 5 – TP5: estilo, coerência e coesão. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2008. p. 3637.)
De acordo com o texto, assinale a afirmação INCORRETA:
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Leia o texto abaixo, intitulado A outra noite, e, depois, responda a questão.
“Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
- O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
- Mas, que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
- Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa-noite’ e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.”
BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora do autor, 1960. p. 183184.
Levando-se em consideração o título do texto, assinale a afirmação CORRETA quanto ao seu objetivo principal.
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