Foram encontradas 408 questões.
Considere atentamente o trecho a seguir, de autoria de Nelson Rodrigues, para responder a próxima questão.
“Não há ser mais pungente e, repito, não há ser mais plangente do que o brasileiro premiado. O inglês, não, nem o
francês. Um ou outro recebe qualquer prêmio com modéstia e tédio. Quando deram a Churchill o Nobel de Literatura, ele nem foi lá. Mandou a mulher e continuou em Londres, tomando o seu uísque e mamando o seu charuto.
O francês ou o alemão também reagiria com o mesmo superior descaro. E que faria o brasileiro? Sim, o brasileiro
que, de repente, recebesse um telegrama assim: ‘Ganhaste o prêmio Nobel. Gustavo da Suécia’. Pergunto se
algum brasileiro, vivo ou morto, teria a suprema desfaçatez de mandar um representante, como fez o Churchill?
Por exemplo: o meu amigo Otto Lara Resende. Se a Academia Sueca, por unanimidade ou sem unanimidade, por
simples maioria, o preferisse. Semelhante hipótese, que arrisquei ao acaso, já me fascina. O Otto, prêmio Nobel.
Que faria ele? Ou que faria o Jorge Amado? Ou o Érico Veríssimo? Eis o que eu queria dizer: qualquer um de nós
iria, a nado, buscar o cheque e a medalha. Nem se pense que faríamos tal esforço natatório por imodéstia. Pelo
contrário. Nenhuma imodéstia e só humildade. A nossa modéstia começa nas vacas. Quando era garoto, fui, certa
vez, a uma exposição de gado. E o júri, depois de não sei quantas dúvidas atrozes, chegou a uma conclusão. Vi,
transido, quando colocaram no pescoço da vaca a fitinha e a medalha. Claro que a criança tem uma desvairada
imaginação óptica. Há coisas que só a criança enxerga. Mas quis-me parecer que o animal teve uma euforia pânica e pingou várias lágrimas da gratidão brasileira e selvagem. Cabe então a pergunta: e por que até as vacas
brasileiras reagem assim? O mistério me parece bem transparente. Cada um de nós carrega um potencial de
santas humilhações hereditárias. Cada geração transmite à seguinte todas as suas frustrações e misérias. No fim
de certo tempo, o brasileiro tornou-se um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não
encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima. Se não me entenderam, paciência. E tudo nos
assombra. Um simples “bom dia” já nos gratifica. Nunca me esqueço de minha iniciação jornalística. Trabalhei
num jornal que não pagava. Mas o diretor, um escroque perfumadíssimo e, insisto, mais cheiroso do que uma
cocote, era o gênio do cumprimento. Não passava por um funcionário sem lhe apertar a mão, e sem lhe sorrir, e
sem lhe piscar o olho. E o cumprimento do chefe era, para o repórter ou para o faxineiro, a própria remuneração”.
(A vaca premiada, de Nelson Rodrigues, com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A taxa de ocupação, assim como o coeficiente de aproveitamento, são ambos índices que tomam como
referência a área do terreno. Assim, considere um lote de 20,00m de frente por 40,00m de profundidade, numa
zona urbana com os seguintes índices: TO de 25% (taxa de ocupação) e um CA igual a 2 (coeficiente de aproveitamento).
Qual será a área máxima e sua ocupação neste lote, assinale a alternativa CORRETA.
Qual será a área máxima e sua ocupação neste lote, assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
De acordo com a Lei 8.666/93, sobre licitações, qual é a resposta CORRETA para a modalidade em que, na
fase de habilitação preliminar, o interessado tenha como comprovar a posse dos requisitos mínimos exigidos
em edital para execução de seu objeto.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A plataforma BIM é a modelagem da informação da construção, que permite criar plantas de construção
inteligentes. Ou seja, consegue-se inserir informações úteis como insumos, metragem e espessura, em cada
parte dessa planta. Um projeto arquitetônico/engenharias, realizado em BIM, por ter uma visão espacial em 3D,
já auxiliaria a encontrar erros. Ao integrar com informações, possui uma geometria que auxiliará em todo o processo da construção. Isso envolve planejamento, serviços preliminares, planejamento, orçamento, fundação,
estrutura, instalações elétricas e hidrossanitárias.
Qual tríade dos programas a seguir, incorporam essa tecnologia, no seu funcionamento?
Qual tríade dos programas a seguir, incorporam essa tecnologia, no seu funcionamento?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Sobre o Parcelamento do Solo Urbano, os requisitos urbanísticos exigidos pela Lei nº 6.766/79, considera
para loteamentos, os lotes mínimos com área:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O Planejamento Urbano é o processo técnico e político dedicado ao controle do uso da terra e desenho do
ambiente urbano, incluindo redes de transporte destinadas a orientar e garantir o desenvolvimento ordenado de
assentamentos e comunidades.
Dentre muitos estudos e definições, a de Brian McLoughlin, ideário das bases do planejamento urbano sistêmico, expõe uma sequência de etapas que devem ser seguidas durante o processo.
I - Avaliação preliminar e formulação dos objetivos. II - Descrição e simulação do sistema e definição de alternativas (cursos de ação). III - Avaliação das alternativas e seleção das alternativas. IV - Implementação.
Assinala a alternativa CORRETA.
I - Avaliação preliminar e formulação dos objetivos. II - Descrição e simulação do sistema e definição de alternativas (cursos de ação). III - Avaliação das alternativas e seleção das alternativas. IV - Implementação.
Assinala a alternativa CORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere atentamente o trecho a seguir, de autoria de Nelson Rodrigues, para responder a próxima questão.
“Não há ser mais pungente e, repito, não há ser mais plangente do que o brasileiro premiado. O inglês, não, nem o
francês. Um ou outro recebe qualquer prêmio com modéstia e tédio. Quando deram a Churchill o Nobel de Literatura, ele nem foi lá. Mandou a mulher e continuou em Londres, tomando o seu uísque e mamando o seu charuto.
O francês ou o alemão também reagiria com o mesmo superior descaro. E que faria o brasileiro? Sim, o brasileiro
que, de repente, recebesse um telegrama assim: ‘Ganhaste o prêmio Nobel. Gustavo da Suécia’. Pergunto se
algum brasileiro, vivo ou morto, teria a suprema desfaçatez de mandar um representante, como fez o Churchill?
Por exemplo: o meu amigo Otto Lara Resende. Se a Academia Sueca, por unanimidade ou sem unanimidade, por
simples maioria, o preferisse. Semelhante hipótese, que arrisquei ao acaso, já me fascina. O Otto, prêmio Nobel.
Que faria ele? Ou que faria o Jorge Amado? Ou o Érico Veríssimo? Eis o que eu queria dizer: qualquer um de nós
iria, a nado, buscar o cheque e a medalha. Nem se pense que faríamos tal esforço natatório por imodéstia. Pelo
contrário. Nenhuma imodéstia e só humildade. A nossa modéstia começa nas vacas. Quando era garoto, fui, certa
vez, a uma exposição de gado. E o júri, depois de não sei quantas dúvidas atrozes, chegou a uma conclusão. Vi,
transido, quando colocaram no pescoço da vaca a fitinha e a medalha. Claro que a criança tem uma desvairada
imaginação óptica. Há coisas que só a criança enxerga. Mas quis-me parecer que o animal teve uma euforia pânica e pingou várias lágrimas da gratidão brasileira e selvagem. Cabe então a pergunta: e por que até as vacas
brasileiras reagem assim? O mistério me parece bem transparente. Cada um de nós carrega um potencial de
santas humilhações hereditárias. Cada geração transmite à seguinte todas as suas frustrações e misérias. No fim
de certo tempo, o brasileiro tornou-se um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não
encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima. Se não me entenderam, paciência. E tudo nos
assombra. Um simples “bom dia” já nos gratifica. Nunca me esqueço de minha iniciação jornalística. Trabalhei
num jornal que não pagava. Mas o diretor, um escroque perfumadíssimo e, insisto, mais cheiroso do que uma
cocote, era o gênio do cumprimento. Não passava por um funcionário sem lhe apertar a mão, e sem lhe sorrir, e
sem lhe piscar o olho. E o cumprimento do chefe era, para o repórter ou para o faxineiro, a própria remuneração”.
(A vaca premiada, de Nelson Rodrigues, com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere atentamente o trecho a seguir, de autoria de Nelson Rodrigues, para responder a próxima questão.
“Não há ser mais pungente e, repito, não há ser mais plangente do que o brasileiro premiado. O inglês, não, nem o
francês. Um ou outro recebe qualquer prêmio com modéstia e tédio. Quando deram a Churchill o Nobel de Literatura, ele nem foi lá. Mandou a mulher e continuou em Londres, tomando o seu uísque e mamando o seu charuto.
O francês ou o alemão também reagiria com o mesmo superior descaro. E que faria o brasileiro? Sim, o brasileiro
que, de repente, recebesse um telegrama assim: ‘Ganhaste o prêmio Nobel. Gustavo da Suécia’. Pergunto se
algum brasileiro, vivo ou morto, teria a suprema desfaçatez de mandar um representante, como fez o Churchill?
Por exemplo: o meu amigo Otto Lara Resende. Se a Academia Sueca, por unanimidade ou sem unanimidade, por
simples maioria, o preferisse. Semelhante hipótese, que arrisquei ao acaso, já me fascina. O Otto, prêmio Nobel.
Que faria ele? Ou que faria o Jorge Amado? Ou o Érico Veríssimo? Eis o que eu queria dizer: qualquer um de nós
iria, a nado, buscar o cheque e a medalha. Nem se pense que faríamos tal esforço natatório por imodéstia. Pelo
contrário. Nenhuma imodéstia e só humildade. A nossa modéstia começa nas vacas. Quando era garoto, fui, certa
vez, a uma exposição de gado. E o júri, depois de não sei quantas dúvidas atrozes, chegou a uma conclusão. Vi,
transido, quando colocaram no pescoço da vaca a fitinha e a medalha. Claro que a criança tem uma desvairada
imaginação óptica. Há coisas que só a criança enxerga. Mas quis-me parecer que o animal teve uma euforia pânica e pingou várias lágrimas da gratidão brasileira e selvagem. Cabe então a pergunta: e por que até as vacas
brasileiras reagem assim? O mistério me parece bem transparente. Cada um de nós carrega um potencial de
santas humilhações hereditárias. Cada geração transmite à seguinte todas as suas frustrações e misérias. No fim
de certo tempo, o brasileiro tornou-se um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não
encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima. Se não me entenderam, paciência. E tudo nos
assombra. Um simples “bom dia” já nos gratifica. Nunca me esqueço de minha iniciação jornalística. Trabalhei
num jornal que não pagava. Mas o diretor, um escroque perfumadíssimo e, insisto, mais cheiroso do que uma
cocote, era o gênio do cumprimento. Não passava por um funcionário sem lhe apertar a mão, e sem lhe sorrir, e
sem lhe piscar o olho. E o cumprimento do chefe era, para o repórter ou para o faxineiro, a própria remuneração”.
(A vaca premiada, de Nelson Rodrigues, com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere atentamente o trecho a seguir, de autoria de Nelson Rodrigues, para responder a próxima questão.
“Não há ser mais pungente e, repito, não há ser mais plangente do que o brasileiro premiado. O inglês, não, nem o
francês. Um ou outro recebe qualquer prêmio com modéstia e tédio. Quando deram a Churchill o Nobel de Literatura, ele nem foi lá. Mandou a mulher e continuou em Londres, tomando o seu uísque e mamando o seu charuto.
O francês ou o alemão também reagiria com o mesmo superior descaro. E que faria o brasileiro? Sim, o brasileiro
que, de repente, recebesse um telegrama assim: ‘Ganhaste o prêmio Nobel. Gustavo da Suécia’. Pergunto se
algum brasileiro, vivo ou morto, teria a suprema desfaçatez de mandar um representante, como fez o Churchill?
Por exemplo: o meu amigo Otto Lara Resende. Se a Academia Sueca, por unanimidade ou sem unanimidade, por
simples maioria, o preferisse. Semelhante hipótese, que arrisquei ao acaso, já me fascina. O Otto, prêmio Nobel.
Que faria ele? Ou que faria o Jorge Amado? Ou o Érico Veríssimo? Eis o que eu queria dizer: qualquer um de nós
iria, a nado, buscar o cheque e a medalha. Nem se pense que faríamos tal esforço natatório por imodéstia. Pelo
contrário. Nenhuma imodéstia e só humildade. A nossa modéstia começa nas vacas. Quando era garoto, fui, certa
vez, a uma exposição de gado. E o júri, depois de não sei quantas dúvidas atrozes, chegou a uma conclusão. Vi,
transido, quando colocaram no pescoço da vaca a fitinha e a medalha. Claro que a criança tem uma desvairada
imaginação óptica. Há coisas que só a criança enxerga. Mas quis-me parecer que o animal teve uma euforia pânica e pingou várias lágrimas da gratidão brasileira e selvagem. Cabe então a pergunta: e por que até as vacas
brasileiras reagem assim? O mistério me parece bem transparente. Cada um de nós carrega um potencial de
santas humilhações hereditárias. Cada geração transmite à seguinte todas as suas frustrações e misérias. No fim
de certo tempo, o brasileiro tornou-se um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não
encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima. Se não me entenderam, paciência. E tudo nos
assombra. Um simples “bom dia” já nos gratifica. Nunca me esqueço de minha iniciação jornalística. Trabalhei
num jornal que não pagava. Mas o diretor, um escroque perfumadíssimo e, insisto, mais cheiroso do que uma
cocote, era o gênio do cumprimento. Não passava por um funcionário sem lhe apertar a mão, e sem lhe sorrir, e
sem lhe piscar o olho. E o cumprimento do chefe era, para o repórter ou para o faxineiro, a própria remuneração”.
(A vaca premiada, de Nelson Rodrigues, com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Considere atentamente o trecho a seguir, de autoria de Nelson Rodrigues, para responder a próxima questão.
“Não há ser mais pungente e, repito, não há ser mais plangente do que o brasileiro premiado. O inglês, não, nem o
francês. Um ou outro recebe qualquer prêmio com modéstia e tédio. Quando deram a Churchill o Nobel de Literatura, ele nem foi lá. Mandou a mulher e continuou em Londres, tomando o seu uísque e mamando o seu charuto.
O francês ou o alemão também reagiria com o mesmo superior descaro. E que faria o brasileiro? Sim, o brasileiro
que, de repente, recebesse um telegrama assim: ‘Ganhaste o prêmio Nobel. Gustavo da Suécia’. Pergunto se
algum brasileiro, vivo ou morto, teria a suprema desfaçatez de mandar um representante, como fez o Churchill?
Por exemplo: o meu amigo Otto Lara Resende. Se a Academia Sueca, por unanimidade ou sem unanimidade, por
simples maioria, o preferisse. Semelhante hipótese, que arrisquei ao acaso, já me fascina. O Otto, prêmio Nobel.
Que faria ele? Ou que faria o Jorge Amado? Ou o Érico Veríssimo? Eis o que eu queria dizer: qualquer um de nós
iria, a nado, buscar o cheque e a medalha. Nem se pense que faríamos tal esforço natatório por imodéstia. Pelo
contrário. Nenhuma imodéstia e só humildade. A nossa modéstia começa nas vacas. Quando era garoto, fui, certa
vez, a uma exposição de gado. E o júri, depois de não sei quantas dúvidas atrozes, chegou a uma conclusão. Vi,
transido, quando colocaram no pescoço da vaca a fitinha e a medalha. Claro que a criança tem uma desvairada
imaginação óptica. Há coisas que só a criança enxerga. Mas quis-me parecer que o animal teve uma euforia pânica e pingou várias lágrimas da gratidão brasileira e selvagem. Cabe então a pergunta: e por que até as vacas
brasileiras reagem assim? O mistério me parece bem transparente. Cada um de nós carrega um potencial de
santas humilhações hereditárias. Cada geração transmite à seguinte todas as suas frustrações e misérias. No fim
de certo tempo, o brasileiro tornou-se um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não
encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima. Se não me entenderam, paciência. E tudo nos
assombra. Um simples “bom dia” já nos gratifica. Nunca me esqueço de minha iniciação jornalística. Trabalhei
num jornal que não pagava. Mas o diretor, um escroque perfumadíssimo e, insisto, mais cheiroso do que uma
cocote, era o gênio do cumprimento. Não passava por um funcionário sem lhe apertar a mão, e sem lhe sorrir, e
sem lhe piscar o olho. E o cumprimento do chefe era, para o repórter ou para o faxineiro, a própria remuneração”.
(A vaca premiada, de Nelson Rodrigues, com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container