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Um estudo realizado por Barcelos et al. (2023) afirma que o ruído ocupacional é um dos principais fatores de risco para a saúde auditiva dos trabalhadores brasileiros, sendo a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) a segunda doença ocupacional mais comum no Brasil. De acordo com a Norma Regulamentadora 15 (NR-15), os trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora acima de 85 dB por longos períodos podem desenvolver PAIR. Um exemplo típico é o de um operário metalúrgico, João, de 42 anos, que trabalha há 15 anos em uma indústria de autopeças. Após exames audiométricos periódicos, foi constatado um início de PAIR, mesmo com o uso regular de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Para aumentar a proteção, foi recomendada a dupla proteção auditiva (uso simultâneo de abafadores e protetores auriculares).
Com base nesse contexto sobre o uso da dupla proteção auditiva e a prevenção da PAIR, assinale a alternativa CORRETA.
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Considere o seguinte caso clínico: Ana, professora do ensino fundamental em uma escola pública de São Paulo, tem 38 anos e apresenta queixas de rouquidão persistente, pigarro frequente, fadiga vocal ao final do dia e dores no pescoço e ombros. Ela relata trabalhar em salas de aula com alta densidade de alunos, sem isolamento acústico adequado e ventilação deficiente. Além disso, Ana menciona a ausência de treinamento vocal e que utiliza a voz intensivamente por mais de 8 horas diárias. O estudo de Martins et al. (2024) relata que, no Brasil, os professores correspondem a 67,2% dos casos de distúrbios vocais em profissionais da voz falada, sendo a categoria mais acometida.
Com base na situação descrita e na literatura sobre distúrbios vocais relacionados ao trabalho, identifique um fator relevante para a gênese do Distúrbio De Voz Relacionado Ao Trabalho (DVRT) em Ana.
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Ribeiro, Mancini e Bicalho (2023) realizaram um estudo longitudinal entre 2019 e 2022 com 50 idosos diagnosticados com disfunção vestibular submetidos à reabilitação vestibular (RV). O estudo avaliou o impacto da RV na funcionalidade, equilíbrio, tontura e sintomas depressivos, utilizando testes como o Vídeo Head Impulse Test (v-HIT), o Potencial Evocado Miogênico Vestibular (VEMP), a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o Dizziness Handicap Inventory (DHI) e a Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15). Os resultados demonstraram benefícios da RVem diversos aspectos da qualidade de vida dos idosos.
Com base nos conhecimentos acerca dos protocolos e procedimentos da Reabilitação Vestibular, assinale a alternativa CORRETA.
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De acordo com Damasceno et al (2022), o fonoaudiólogo educacional desempenha um papel essencial na identificação e intervenção em dificuldades de leitura e escrita, especialmente em escolares que apresentam baixo desempenho em habilidades cognitivas e linguísticas fundamentais. Considere o caso de uma escola municipal que implementou um programa de estimulação voltado para discriminação auditiva, consciência fonológica e acesso fonológico ao léxico, visando apoiar alunos do ensino fundamental. Durante o acompanhamento, observou-se que as atividades do programa foram planejadas para serem aplicadas em sala de aula, com foco na promoção de competências leitoras e na prevenção de dificuldades futuras.
Baseando-se nesse contexto, analise as afirmativas a seguir sobre a atuação do fonoaudiólogo educacional nesse tipo de intervenção.
I- O fonoaudiólogo educacional contribui para a criação de estratégias que favorecem o desenvolvimento de habilidades fonológicas essenciais para a leitura e escrita.
II- As intervenções realizadas pelo fonoaudiólogo são eficazes apenas quando aplicadas em grupos pequenos ou de forma individualizada.
III- A atuação do fonoaudiólogo educacional pode auxiliar na identificação precoce de transtornos de aprendizado e na indicação de adaptações para o ambiente escolar.
IV- A aplicação de atividades focadas em habilidades fonológicas, como a discriminação auditiva, contribui para a melhora da decodificação, da fluência leitora e da lateralização.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Um estudo realizado por Santos, Reis e Amaral (2021) analisou os impactos do trauma facial no sistema estomatognático em pacientes atendidos em um hospital de urgência e emergência no Brasil. O estudo destacou que os acidentes de trânsito são a principal causa de traumas faciais e que suas consequências podem comprometer funções vitais, como mastigação, deglutição e articulação da fala. Além disso, identificou-se que as lesões mais frequentes incluem fraturas no esqueleto facial, lesões em tecidos moles e limitações na abertura da boca, impactando diretamente a qualidade de vida das vítimas. Diante desse contexto, analise o caso abaixo:
Paciente de 27 anos, sexo masculino, motociclista, que foi vítima de colisão em alta velocidade. No atendimento hospitalar, apresentava edema facial severo, fratura da mandíbula (região sinfisária), fratura do maxilar esquerdo e avulsão dentária. O exame clínico revelou limitação na amplitude de abertura da boca, dificuldade na articulação da fala e desvio na mordida.
Com base no estudo mencionado e nos conhecimentos sobre os impactos do trauma no sistema estomatognático e sua relação com a função orofacial, assinale a alternativa CORRETA.
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Um estudo realizado por Gorski (2013) indicou que a atuação do fonoaudiólogo no campo da perícia é uma área pouco difundida, mas com grande potencial de crescimento, especialmente em processos judiciais e administrativos. Imagine-se na posição ocupada por João, um fonoaudiólogo com experiência clínica em voz, o qual foi contratado para realizar uma perícia judicial em um caso de identificação de voz de um suspeito por meio de gravações telefônicas. Durante o processo, João precisou fundamentar sua atuação em princípios éticos e regulamentações específicas da profissão.
Com base no cenário descrito, analise as afirmações a seguir sobre a atuação pericial do fonoaudiólogo e assinale a alternativa CORRETA.
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De acordo com os estudos de Amaral et al, 2022, a prevalência de Disfunções Temporomandibulares (DTMs) varia de 5% a 12% na população geral, sendo mais comum em jovens e duas vezes mais frequente em mulheres. Estes dados foram importantes para auxiliar o atendimento de Joana, uma jovem de 25 anos que procurou atendimento fonoaudiológico relatando dor orofacial constante, dificuldade para mastigar alimentos mais duros e sensação de resíduos na boca após a deglutição. Durante a anamnese, a fonoaudióloga identificou que a paciente apresentava estalos na Articulação Temporomandibular (ATM) e um padrão mastigatório unilateral crônico.
Com base nesse caso e nas informações sobre DTMs, assinale a alternativa CORRETA.
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A terapia vocal em grupo tem sido uma abordagem adotada no tratamento de pacientes com disfonia, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de otimizar recursos e atender a população. Um estudo realizado por Bello et al (2023) em um hospital do SUS, na cidade de Porto Alegre (RS), avaliou os efeitos de um programa terapêutico baseado no Programa Integral de Reabilitação Vocal (PIRV). Com base nos achados do estudo, qual das alternativas abaixo está CORRETA?
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No Brasil, cerca de 70% das pessoas adultas que necessitam de cuidados paliativos possuem doenças não oncológicas, como doenças cerebrovasculares, HIV/AIDS e demências, conforme apontado por dados da Organização Mundial da Saúde e discutido no estudo de Roque e Ferreira (2023). Com base nisso, analise o caso de uma paciente idosa, de 75 anos, com diagnóstico de transtorno neurocognitivo maior e disfagia orofaríngea que está internada em cuidados paliativos e cuja avaliação fonoaudiológica revelou dificuldade no transporte de alimentos e saliva, impacto significativo na nutrição e na saúde pulmonar e desconforto emocional associado à alimentação.
Com base nos dados epidemiológicos e na relação entre disfagia orofaríngea e cuidados paliativos, assinale a alternativa CORRETA sobre os impactos e a abordagem da disfagia nesses pacientes.
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Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) revelou que 36,2% da população brasileira declarou ter deficiência auditiva, sendo 1,3% na faixa etária de 0 a 14 anos. A incidência de deficiência auditiva em neonatos varia entre 1,5 a 5,95 por 1.000 nascimentos, e muitas dessas causas poderiam ser evitadas. De acordo com o estudo de Silva e Gonçalves (2013), a surdez infantil é considerada um problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e às múltiplas consequências no desenvolvimento infantil, incluindo dificuldades na aquisição da linguagem e na escolarização.
Com base nessas informações e no processo de diagnóstico da surdez infantil, assinale a alternativa CORRETA.
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