Após a terceira hospitalização sequencial de uma idosa de 88 anos, em função de descompensação
severa de diabete melito, o médico recomendou aos familiares que ela fosse transferida para uma ILPI para
receber cuidados continuados, uma vez que em casa não seguia qualquer recomendação médica. A paciente
viveu por mais sete anos na instituição e neste período foi constatada a presença de depressão,
hipotireoidismo, demência por múltiplos infartos cerebrais, doença coronariana e insuficiência arterial
periférica, sendo hospitalizada apenas na circunstância que ocasionou a sua morte. Em relação à decisão
médica de se controlar os fatores de risco relacionados à doença aterosclerótica e à microangiopatia em
pessoas idosas, pode-se afirmar que dentre os principais aspectos a considerar tem-se:
A vacinação contra a influenza sazonal é de grande importância clínico-epidemiológica para a população
idosa, uma vez que reduz substancialmente o risco de hospitalização por doença cardíaca, cerebrovascular e
pneumonia ou influenza, assim como, o risco de morte relacionada a todas as causas. A meta de indivíduos
vacinados para a influenza pretendida pelo Ministério da Saúde não têm sido atingida. E, segundo os
estudos, a não adesão dos idosos à vacinação se relaciona principalmente ao medo de efeitos colaterais. Em
contrapartida, esta adesão aumenta quando o médico indica a vacina. Em relação a este tema pode-se
afirmar que:
Idosa de 82 anos morava sozinha, bem próximo à casa dos filhos. História patológica pregressa de
hipertensão arterial bem controlada com captopril (25mg 3x/dia) e alfa metildopa (500mg 2x/dia), doença
diverticular do cólon com alguns episódios de sangramento, catarata bilateral, glaucoma, depressão em uso
de amitriptilina (25mg 2x/dia) e gonoartrose de joelho direito para a qual se automedicava com antiinflamatório
não hormonal. Recentemente, surpreendeu sua filha ao perguntar de onde vinham “aqueles
bichinhos coloridos que andavam na parede”. A filha ficou bastante assustada com a insistência da mãe
sobre aquelas visões, mesmo após inúmeras explicações quanto à inexistência daquele fato. Preocupada,
leva a mãe ao posto de saúde da região. O clínico, que já a acompanhava há algum tempo, ouve o relato e
faz um breve exame físico, constatando que a paciente referia parestesia em membro superior esquerdo e
apresentava uma pressão arterial de 150/90 mm.hg. A seguir, solicita os exames para investigação do
quadro, associa um diurético e prescreve um antipsicótico para melhorar as “alucinações”. Naquela mesma
noite e já em uso das novas medicações, a idosa sofre uma queda ao se levantar no escuro para urinar,
sofrendo uma fratura de Colles e sendo internada para resolução cirúrgica.
Diante do caso clínico apresentado, pode-se concluir que
Idoso de 78 anos foi levado até um serviço de emergência hospitalar após ter sofrido uma síncope. Durante a entrevista clínica, além de informar seu endereço, contou que fazia tratamento para um “probleminha de açúcar”, negando qualquer sensação de tontura ou mal-estar anterior à síncope. Em seu bolso havia o número de telefone da família e o nome das medicações que usava habitualmente, constando uma biguanida de liberação prolongada, um inibidor de acetilcolinesterase e um polivitamínico. Ao exame clínico não evidenciou maiores anormalidades, a bioquímica e o exame de urina eram inexpressivos, o eletrocardiograma revelou um aumento do intervalo QT e o RX de tórax evidenciou hiperinsuflação pulmonar e uma cifose acentuada. A TC de crânio demonstrou uma atrofia cortical discreta e leucoaraiose periventricular.
Com base nas informações disponíveis durante este atendimento, a etiologia que poderia ser aventada para justificar esta síncope é:
A atividade física é um elemento importante para a promoção global da saúde, assim como, para a
prevenção do declínio funcional, relacionado às condições crônicas. Nesse contexto, a prescrição de
exercício físico deve atender a objetivos individualizados préestabelecidos, considerando as condições
prévias de saúde clínica e as preferências individuais. Diante disso, pode-se afirmar que:
Idoso de 79 anos, ainda na ativa em seu escritório de contabilidade, fraturou o fêmur ao escorregar de
noite no banheiro. Até então se vangloriava da sua boa saúde, uma vez que apesar de franzino, tratava
apenas de uma hipertensão arterial leve e uma hipertrofia de próstata. Foi socorrido rapidamente, sendo
hospitalizado e submetido a uma artroplastia de quadril sob anestesia geral, já que também vinha usando
aspirina. Teve evolução satisfatória ao longo do per-operatório. No dia seguinte, já no quarto e com as visitas
liberadas para os familiares, apresentou agitação psicomotora e delírios de difícil controle, sendo necessário o
uso de medicações psicoativas e de contenção física por vários dias em função dos riscos. Em relação ao
delirium ocorrido neste pós-operatório mediato, pode-se inferir que:
O risco da ocorrência de transtornos de memória é elevado na faixa etária mais idosa da população,
sendo este um fenômeno de características mundiais. Para estabelecer o diagnóstico de uma síndrome
demencial, as ferramentas mais importantes que um médico dispõe são:
Ao entrar na noite de segunda-feira em uma residência de classe média para prestar o atendimento a
uma idosa, a equipe de profissionais de saúde da ambulância encontrou o seguinte cenário:
Na sala, um homem ouvia música bem alta, enquanto tomava cerveja e beliscava petiscos. Nos fundos, um
quarto pequeno que exalava a odor de urina, com uma idosa acamada, visivelmente desnutrida e
desidratada. Sobre o móvel, ao lado da cama, um prato de mingau e um copo de refrigerante que estavam
pela metade. A neta informou que a idosa vinha tossindo há alguns dias e estava lhe dando um xarope, mas
hoje achou que era melhor levá-la para o hospital. A idosa contou que era diabética e sofria de artrite, não
tendo mais condições de andar sem ajuda. Se orgulhava, entretanto, de ainda poder contribuir para o
pagamento dos estudos da neta. Ao exame, apresentou evidências de pneumonia, lesões sugestivas de
escabiose e uma úlcera de pressão grau II na região trocanteriana. Foi transferida para um hospital.
Em relação ao caso descrito, havendo suspeita de situação de abuso ou negligência de cuidados à pessoa
idosa, a providência mais efetiva a ser tomada deve ser:
No Brasil, cerca de 100 mil idosos são atendidos em Instituições de Longa Permanência para Idosos
(ILPIs), sendo que a partir de 2005 esses serviços são regulamentados tecnicamente através da RDC 283/05
da ANVISA. Segundo essa RDC, o grau de dependência da pessoa idosa é considerado como sendo de nível I,
quando a pessoa é:
Sabe-se que as doenças infecciosas contribuem significativamente para mortalidade e piora da qualidade
de vida dos idosos, havendo maior risco de hospitalização quando comparados aos adultos jovens. Essa
diferença pode ser justificada, dentre outros fatores, pela disfunção imune e pela presença de comorbidades.
Diante desse cenário pode-se dizer que: