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No último parágrafo do texto, o autor fala da lua como símbolo:
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TEXTO 1 – DOCUMENTO
Mário Quintana
Encontro um caderno antigo, de adolescente. E, em vez das simples anotações que seriam preciosas como documento, descubro que eu só fazia literatura. Afinal, quando é que um adolescente já foi natural? E, folheando, aquelas velhas páginas, vejo, compungido, como as comparações caducam. Até as imagens morrem, dizia Braz Cubas. Quero crer que caduquem apenas. Eis aqui uma amostra daquele “diário”.
“Era tal qual uma noite de tela cinematográfica. Silenciosa, parada, de um suave azul de tinta de escrever. O perfil escuro das árvores recortava-se cuidadosamente naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas azuis picotavam. Os bangalôs dormiam. Uma? duas? três horas da madrugada? Nem a lua sequer o sabia. A lua, relógio parado...”
Pois vocês já viram que mundo de coisas perdidas?! O cinema não é mais silencioso. Não se usa mais tinta de escrever. Não se usam mais bangalôs.
E ninguém mais se atreve a invocar a lua depois que os astronautas se invocaram contra ela.
O texto fala da lua como "relógio parado" porque ela:
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A prova de que "as comparações caducam" está em:
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"...vejo, compungido, como as comparações caducam."; o verbo caducar, nesse segmento do texto, corresponde semanticamente a:
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"E, folheando, aquelas velhas páginas..."; nesse segmento do texto há um erro:
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"Afinal, quando é que um adolescente já foi natural? "; com essa pergunta, o autor:
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"...que seriam preciosas como documento..."; o uso do futuro do pretérito, nesse segmento do texto, indica uma ação:
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"E, em vez das simples anotações que seriam preciosas como documento..."; a frase abaixo em que, em lugar de em vez de seria mais adequado dizer-se aoinvés de é:
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"Encontro um caderno antigo, de adolescente."; nessa frase introdutória o autor:
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O título do texto se refere:

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