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- irá dividir o terreno em 2 partes iguais, e plantará alface em uma delas;
- a outra parte vai dividir em 3 áreas do mesmo tamanho, e plantará brócolis em uma delas, e, batata, nas outras duas.
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Leia o texto para responder à questão.
Holandeses e japoneses
Lia o jornal enquanto aguardava meu voo para São Paulo, no pequeno e charmoso aeroporto Santos Dumont. Viajei muito de avião dentro do país desde um pouco antes do início da Copa até a semana passada e tive a impressão de que os aeroportos começaram a funcionar melhor do que em tempos normais. Meus voos todos saíram na hora. Vai entender. O Brasil é sempre uma caixinha de surpresas.
Não foram os adereços holandeses que chamaram a minha atenção nos dois sujeitos altos, esguios e endinheirados. Já estava acostumado a identificar a origem de torcedores. Gosto de pensar que essa capacidade de observação é meu superpoder. Mas tive de parar de ler para tentar entender o trambolho grande que um dos dois carregava com carinho em direção ao portão de embarque. O que poderia ser aquilo? Embrulhado em um pano branco, deveria ter 1,50 metro de altura. Não parecia pesar muito. Ele o levava em uma só mão. Era um berimbau, meu Deus.
Concluí que viajariam muito com o novo instrumento musical. Fiquei comovido com a ideia. A demonstração de carinho para com a cultura musical brasileira me emocionou. Estavam dispostos a sacrificar seu conforto para levar o instrumento para a Europa.
A Copa do Mundo é linda, pensei. Era cedo, domingo de manhã para ser exato. À minha frente, no caixa, havia outro holandês. Este me parecia já um pouco mais malandro. Solicitara a ajuda de uma comissária de bordo brasileira, bonita, para traduzir seu pedido ali na lanchonete. Ela estava ciente das verdadeiras intenções do forasteiro. Começou ali um flerte. Sugeriu um cheesebread. Explicou que era pão misturado com queijo, muito bom, e que ele iria gostar, tinha certeza. O cheesebread é capaz de sair vitorioso desta Copa. Esse holandês é capaz de se dar bem, também.
Não tenho dúvida de que o Brasil sairá ganhando da Copa. Muitos estrangeiros voltarão, recomendarão a música, falarão da simpatia e do acolhimento por parte do povo daqui. Crescerá o interesse pela cultura do país para além das suas fronteiras.
Mas seria de maior valor ainda se o Brasil soubesse aproveitar também algumas lições do Mundial. Quando os torcedores japoneses coletaram o lixo deixado no estádio do Recife após a derrota diante da Costa do Marfim, a atitude causou comoção na imprensa nacional, para dar um exemplo. E, convenhamos, não era para menos. A ideia é tão exótica que nunca ninguém aqui tinha pensado nela. A Copa, afinal, é um evento privado, lucrativo. A responsabilidade pelo lixo deveria ser dos organizadores. Ou não, mostraram os asiáticos. Eles levaram a discussão sobre os resíduos sólidos para outro patamar ético. Disseram, em suma, que somos responsáveis pelo nosso próprio impacto sobre o ambiente, qualquer que seja, onde quer que seja. Se soubermos aproveitar, essa lição trará um ganho histórico para o país. A Copa é linda.
(Matthew Shirts,Veja São Paulo, 02 de julho de 2014. Adaptado)
A frase do texto que contém expressão empregada com sentido figurado apresenta-se na alternativa:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP
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É só uma brincadeira
É legítimo torcer contra o Brasil na Copa? Ainda que eu não tenha abraçado essa posição, minha resposta é um sonoro “sim”.
Para que, afinal, serve o jogo? Evidências zoológicas sugerem que a brincadeira desempenha um papel fundamental no desenvolvimento dos mamíferos. É jogando, isto é, simulando lutas, caçadas e fugas, que os filhotes aprendem e, divertindo-se, preparam-se para a vida adulta.
Isso vale ainda mais para o homem do que para outros animais. O historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945), autor do clássico “Homo Ludens”, sustenta que a ideia de jogo é central para a civilização. Para ele, praticamente todas as atividades humanas, incluindo filosofia, guerra, arte, leis e política, podem ser vistas como o resultado de um jogo.
O que é um julgamento senão uma espécie de combate fingido no qual as partes substituem o enfrentamento total por um ditado por regras arbitrárias como as de um jogo, mas aceitas de comum acordo por ambos os lados? Observamos algo parecido na política. Em vez de diferentes facções guerrearem até a morte para definir quem manda, elas se batem em eleições que seguem uma coreografia predefinida. O prêmio, isto é, o poder, é conquistado, pelo vitorioso, por um período fixo, ao cabo do qual o jogo se reinicia.
Se essa chave interpretativa é correta, nada mais apropriado do que nos dividirmos em grupos que torcem contra e a favor do Brasil. Se o jogo tem mesmo o caráter civilizatório que Huizinga lhe atribui, este é um momento privilegiado para nos exercitarmos em lidar com diferenças. Paradoxalmente, é porque é só uma brincadeira, ou seja, algo sem tanta importância, que o jogo se tornou tão central para nossa espécie.
(Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br. 11.06.2014. Adaptado)
Segundo a conclusão do autor, expressa no último parágrafo do texto, a divisão dos brasileiros em grupos que torcem contra ou a favor do Brasil na Copa
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP
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Holandeses e japoneses
Lia o jornal enquanto aguardava meu voo para São Paulo, no pequeno e charmoso aeroporto Santos Dumont. Viajei muito de avião dentro do país desde um pouco antes do início da Copa até a semana passada e tive a impressão de que os aeroportos começaram a funcionar melhor do que em tempos normais. Meus voos todos saíram na hora. Vai entender. O Brasil é sempre uma caixinha de surpresas.
Não foram os adereços holandeses que chamaram a minha atenção nos dois sujeitos altos, esguios e endinheirados. Já estava acostumado a identificar a origem de torcedores. Gosto de pensar que essa capacidade de observação é meu superpoder. Mas tive de parar de ler para tentar entender o trambolho grande que um dos dois carregava com carinho em direção ao portão de embarque. O que poderia ser aquilo? Embrulhado em um pano branco, deveria ter 1,50 metro de altura. Não parecia pesar muito. Ele o levava em uma só mão. Era um berimbau, meu Deus.
Concluí que viajariam muito com o novo instrumento musical. Fiquei comovido com a ideia. A demonstração de carinho para com a cultura musical brasileira me emocionou. Estavam dispostos a sacrificar seu conforto para levar o instrumento para a Europa.
A Copa do Mundo é linda, pensei. Era cedo, domingo de manhã para ser exato. À minha frente, no caixa, havia outro holandês. Este me parecia já um pouco mais malandro. Solicitara a ajuda de uma comissária de bordo brasileira, bonita, para traduzir seu pedido ali na lanchonete. Ela estava ciente das verdadeiras intenções do forasteiro. Começou ali um flerte. Sugeriu um cheesebread. Explicou que era pão misturado com queijo, muito bom, e que ele iria gostar, tinha certeza. O cheesebread é capaz de sair vitorioso desta Copa. Esse holandês é capaz de se dar bem, também.
Não tenho dúvida de que o Brasil sairá ganhando da Copa. Muitos estrangeiros voltarão, recomendarão a música, falarão da simpatia e do acolhimento por parte do povo daqui. Crescerá o interesse pela cultura do país para além das suas fronteiras.
Mas seria de maior valor ainda se o Brasil soubesse aproveitar também algumas lições do Mundial. Quando os torcedores japoneses coletaram o lixo deixado no estádio do Recife após a derrota diante da Costa do Marfim, a atitude causou comoção na imprensa nacional, para dar um exemplo. E, convenhamos, não era para menos. A ideia é tão exótica que nunca ninguém aqui tinha pensado nela. A Copa, afinal, é um evento privado, lucrativo. A responsabilidade pelo lixo deveria ser dos organizadores. Ou não, mostraram os asiáticos. Eles levaram a discussão sobre os resíduos sólidos para outro patamar ético. Disseram, em suma, que somos responsáveis pelo nosso próprio impacto sobre o ambiente, qualquer que seja, onde quer que seja. Se soubermos aproveitar, essa lição trará um ganho histórico para o país. A Copa é linda.
(Matthew Shirts,Veja São Paulo, 02 de julho de 2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase do texto está corretamente reescrita, obedecendo à regência verbal ou nominal, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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