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Texto II para responder às questões de 06 a 10.
Ler para pensar
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e inventa se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
A partir do trecho “É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele.” (2§) pode-se inferir que, do ponto de vista da autora,
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Texto II para responder às questões de 06 a 10.
Ler para pensar
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e inventa se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
A pontuação constitui um dos recursos utilizados na coerência e coesão textuais. Nos dois últimos períodos do texto, o uso de travessões tem a função de
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O mapa de saúde é uma ferramenta utilizada na identificação das necessidades de saúde e na orientação do planejamento integrado dos entes federativos no país, contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde. Sabendo que este deve considerar a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema, pode ser melhor definido como a descrição geográfica da distribuição de:
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Texto II para responder às questões de 06 a 10.
Ler para pensar
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e inventa se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
Considere o período a seguir: “Os meios tecnológicos de comunicação (1) são insidiosos (2) nesse momento, pois prometem uma completude (3) que o ato de ler um livro nunca prometeu.” (2º§). É correto afirmar que quanto à relação que os termos destacados estabelecem na oração, os mesmos podem ser classificados sintaticamente como:
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Texto II para responder às questões de 06 a 10.
Ler para pensar
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes, em silêncio quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. Um livro que é sempre uma viagem vertical na qual a gente descobre e inventa se inventa ao mesmo tempo. É uma pena que as pessoas não possam fazer isso hoje em dia porque sucumbiram ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos se afastam dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
No título do texto, é possível observar o emprego da preposição “para” indicando as mesmas relações de sentido vistas em, EXCETO:
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Texto I para responder às questões de 01 a 05.
Leitura e democracia
Há um nexo entre a ignorância como questão cognitiva e a ignorância como questão política? A ignorância filosófica nos faz perguntar. A ignorância usada como bomba atômica contra populações inteiras na política de extermínio do conhecimento e da ação política que dele derivaria, não nos deixa responder. A ignorância é a costura com fio de aço nos olhos que impede de despertar para esse fato.
A construção das sociedades democráticas tem tudo a ver com a escrita e a leitura. A prática mais antiga da democracia tem a ver com a transmissão do conhecimento. Que a democracia não sobrevive sem a transmissão da informação pela qual os livros sempre foram os responsáveis é algo sobre o qual devemos meditar. Ora, sem os livros muita coisa teria sido perdida. Muita coisa teria deixado de ser partilhada. A própria reprodutibilidade dos livros tem a ver com a democracia moderna que, em seu melhor sentido, relaciona-se com a partilha do próprio conhecimento que em tudo deve à vida dos livros.
A falta de pensamento reflexivo nos assusta e é a responsável pelo clima de embrutecimento que vivemos hoje. Essa violência toda que se vê na televisão, essa violência que se vê nas redes sociais, no dia a dia entre as pessoas, é o sinal mais evidente do embrutecimento que herdamos de tempos ditatoriais, em que o autoritarismo foi a regra de pensamento que impedia as pessoas de pensar. Livros e disciplinas críticas ou simplesmente elucidativas eram proibidos. É bom saber que todo embrutecimento é produzido pelos sistemas que usam a burrice a seu favor.
A violência que vem sendo praticada em todas as escalas. Ela não é natural. A falta de pensamento que alguns chamam há tempos de “preguiça de pensar”, infelizmente, tem muito a ver com a brutalidade produzida também pelos meios de comunicação que funcionam como próteses de conhecimento, que nos orientam como se nos dessem as verdades, as explicações dos acontecimentos sociais, como se o mundo estivesse ali e fosse reduzido ao que se mostra neles. A brutalização de nossas vidas se relaciona, por sua vez, com a falta de conversa entre as pessoas. Hoje em dia é bem difícil entrar em diálogo. Ninguém consegue mais conversar de fato. Poucos buscam entendimento e discernimento quando conversam. Precisaríamos criar uma cultura da compreensão, mas isso só será possível se mudarmos os rumos de nossa subjetivação.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
Assinale a afirmativa que está de acordo com as ideias da autora expressas no texto.
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Texto I para responder às questões de 01 a 05.
Leitura e democracia
Há um nexo entre a ignorância como questão cognitiva e a ignorância como questão política? A ignorância filosófica nos faz perguntar. A ignorância usada como bomba atômica contra populações inteiras na política de extermínio do conhecimento e da ação política que dele derivaria, não nos deixa responder. A ignorância é a costura com fio de aço nos olhos que impede de despertar para esse fato.
A construção das sociedades democráticas tem tudo a ver com a escrita e a leitura. A prática mais antiga da democracia tem a ver com a transmissão do conhecimento. Que a democracia não sobrevive sem a transmissão da informação pela qual os livros sempre foram os responsáveis é algo sobre o qual devemos meditar. Ora, sem os livros muita coisa teria sido perdida. Muita coisa teria deixado de ser partilhada. A própria reprodutibilidade dos livros tem a ver com a democracia moderna que, em seu melhor sentido, relaciona-se com a partilha do próprio conhecimento que em tudo deve à vida dos livros.
A falta de pensamento reflexivo nos assusta e é a responsável pelo clima de embrutecimento que vivemos hoje. Essa violência toda que se vê na televisão, essa violência que se vê nas redes sociais, no dia a dia entre as pessoas, é o sinal mais evidente do embrutecimento que herdamos de tempos ditatoriais, em que o autoritarismo foi a regra de pensamento que impedia as pessoas de pensar. Livros e disciplinas críticas ou simplesmente elucidativas eram proibidos. É bom saber que todo embrutecimento é produzido pelos sistemas que usam a burrice a seu favor.
A violência que vem sendo praticada em todas as escalas. Ela não é natural. A falta de pensamento que alguns chamam há tempos de “preguiça de pensar”, infelizmente, tem muito a ver com a brutalidade produzida também pelos meios de comunicação que funcionam como próteses de conhecimento, que nos orientam como se nos dessem as verdades, as explicações dos acontecimentos sociais, como se o mundo estivesse ali e fosse reduzido ao que se mostra neles. A brutalização de nossas vidas se relaciona, por sua vez, com a falta de conversa entre as pessoas. Hoje em dia é bem difícil entrar em diálogo. Ninguém consegue mais conversar de fato. Poucos buscam entendimento e discernimento quando conversam. Precisaríamos criar uma cultura da compreensão, mas isso só será possível se mudarmos os rumos de nossa subjetivação.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
Acerca da forma verbal destacada em “A ignorância usada como bomba atômica contra populações inteiras na política de extermínio do conhecimento e da ação política que dele derivaria, não nos deixa responder.” (1º§) é correto afirmar que o tempo empregado indica que
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Texto I para responder às questões de 01 a 05.
Leitura e democracia
Há um nexo entre a ignorância como questão cognitiva e a ignorância como questão política? A ignorância filosófica nos faz perguntar. A ignorância usada como bomba atômica contra populações inteiras na política de extermínio do conhecimento e da ação política que dele derivaria, não nos deixa responder. A ignorância é a costura com fio de aço nos olhos que impede de despertar para esse fato.
A construção das sociedades democráticas tem tudo a ver com a escrita e a leitura. A prática mais antiga da democracia tem a ver com a transmissão do conhecimento. Que a democracia não sobrevive sem a transmissão da informação pela qual os livros sempre foram os responsáveis é algo sobre o qual devemos meditar. Ora, sem os livros muita coisa teria sido perdida. Muita coisa teria deixado de ser partilhada. A própria reprodutibilidade dos livros tem a ver com a democracia moderna que, em seu melhor sentido, relaciona-se com a partilha do próprio conhecimento que em tudo deve à vida dos livros.
A falta de pensamento reflexivo nos assusta e é a responsável pelo clima de embrutecimento que vivemos hoje. Essa violência toda que se vê na televisão, essa violência que se vê nas redes sociais, no dia a dia entre as pessoas, é o sinal mais evidente do embrutecimento que herdamos de tempos ditatoriais, em que o autoritarismo foi a regra de pensamento que impedia as pessoas de pensar. Livros e disciplinas críticas ou simplesmente elucidativas eram proibidos. É bom saber que todo embrutecimento é produzido pelos sistemas que usam a burrice a seu favor.
A violência que vem sendo praticada em todas as escalas. Ela não é natural. A falta de pensamento que alguns chamam há tempos de “preguiça de pensar”, infelizmente, tem muito a ver com a brutalidade produzida também pelos meios de comunicação que funcionam como próteses de conhecimento, que nos orientam como se nos dessem as verdades, as explicações dos acontecimentos sociais, como se o mundo estivesse ali e fosse reduzido ao que se mostra neles. A brutalização de nossas vidas se relaciona, por sua vez, com a falta de conversa entre as pessoas. Hoje em dia é bem difícil entrar em diálogo. Ninguém consegue mais conversar de fato. Poucos buscam entendimento e discernimento quando conversam. Precisaríamos criar uma cultura da compreensão, mas isso só será possível se mudarmos os rumos de nossa subjetivação.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
Em “A ignorância é a costura com fio de aço nos olhos que impede de despertar para esse fato.” (1º§) é possível identificar o emprego de um recurso estilístico utilizado pela autora na expressão de suas ideias na construção do texto. O mesmo recurso pode ser identificado em:
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Texto I para responder às questões de 01 a 05.
Leitura e democracia
Há um nexo entre a ignorância como questão cognitiva e a ignorância como questão política? A ignorância filosófica nos faz perguntar. A ignorância usada como bomba atômica contra populações inteiras na política de extermínio do conhecimento e da ação política que dele derivaria, não nos deixa responder. A ignorância é a costura com fio de aço nos olhos que impede de despertar para esse fato.
A construção das sociedades democráticas tem tudo a ver com a escrita e a leitura. A prática mais antiga da democracia tem a ver com a transmissão do conhecimento. Que a democracia não sobrevive sem a transmissão da informação pela qual os livros sempre foram os responsáveis é algo sobre o qual devemos meditar. Ora, sem os livros muita coisa teria sido perdida. Muita coisa teria deixado de ser partilhada. A própria reprodutibilidade dos livros tem a ver com a democracia moderna que, em seu melhor sentido, relaciona-se com a partilha do próprio conhecimento que em tudo deve à vida dos livros.
A falta de pensamento reflexivo nos assusta e é a responsável pelo clima de embrutecimento que vivemos hoje. Essa violência toda que se vê na televisão, essa violência que se vê nas redes sociais, no dia a dia entre as pessoas, é o sinal mais evidente do embrutecimento que herdamos de tempos ditatoriais, em que o autoritarismo foi a regra de pensamento que impedia as pessoas de pensar. Livros e disciplinas críticas ou simplesmente elucidativas eram proibidos. É bom saber que todo embrutecimento é produzido pelos sistemas que usam a burrice a seu favor.
A violência que vem sendo praticada em todas as escalas. Ela não é natural. A falta de pensamento que alguns chamam há tempos de “preguiça de pensar”, infelizmente, tem muito a ver com a brutalidade produzida também pelos meios de comunicação que funcionam como próteses de conhecimento, que nos orientam como se nos dessem as verdades, as explicações dos acontecimentos sociais, como se o mundo estivesse ali e fosse reduzido ao que se mostra neles. A brutalização de nossas vidas se relaciona, por sua vez, com a falta de conversa entre as pessoas. Hoje em dia é bem difícil entrar em diálogo. Ninguém consegue mais conversar de fato. Poucos buscam entendimento e discernimento quando conversam. Precisaríamos criar uma cultura da compreensão, mas isso só será possível se mudarmos os rumos de nossa subjetivação.
(Marcia Tiburi, 31/01/2016. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/potencia-de-pensamento-por-uma-filosofia-politicada-leitura/.)
Dentre os trechos a seguir, todos apresentam um ponto de vista exposto de forma explícita, EXCETO:
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Um planeta mais quente e desigual
Estudos da Nasa e da Oxfam revelam que 2015 foi o ano mais quente e com a maior desigualdade já registrada.
Dois estudos divulgados recentemente apresentam pontos aparentemente paralelos, mas que possuem uma terrível e nefasta convergência: 2015 foi o ano mais quente e, ao mesmo tempo, o mais desigual da história.
A constatação de que o ano passado foi o mais quente já registrado desde 1880, quando os dados começaram a ser levantados, foi feita pela agência espacial norte-americana, a Nasa, e pela Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
As duas entidades realizaram estudos separados, mas chegaram às mesmas conclusões: a temperatura do planeta ficou, em média, 0,90°C acima da registrada no século XX e 0,16°C acima do recorde anterior, registrado em 2014. Dezembro passado também foi o mês mais quente já observado.
Os cientistas apontam o fenômeno climático El Niño pelos resultados, mas, principalmente, o atribuem ao aquecimento causado pelas emissões de gases relacionados à ação do homem.
As consequências estão aí: aumento do nível dos oceanos e ocorrências cada vez mais frequentes de fenômenos climáticos extremos, como a onda de calor que matou 2,5 mil pessoas na Índia, também no ano passado. O outro ponto é o levantamento anual da ONG britânica Oxfam sobre desigualdade e concentração de renda. A organização afirma que, neste ano de 2016, as 37 milhões de pessoas que compõem o 1% mais rico da população mundial terão mais dinheiro do que os outros 99% juntos.
O relatório apresentado pela Oxfam toma como base o levantamento anual do banco Credit Suisse. E as estatísticas demonstram que ao longo dos últimos anos a concentração e a desigualdade só aumentaram!
São muitas as questões que nos afligem: a crise econômica brasileira, a questão dos refugiados na Europa, o mosquito Aedes aegypti, os fanáticos do Estado Islâmico – todas altamente relevantes e merecedoras de nossa atenção.
Mas fato é que os dois estudos apontados neste artigo possuem o poder de determinar os caminhos da humanidade para um futuro em que as demais questões serão decorrência desses dois fatores, ou seja, o crescimento da desigualdade e mudanças climáticas cada vez mais fortes e persistentes.
Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam e co-presidente do Fórum Econômico Mundial alertou sobre as consequências desses desequilíbrios: “Tanto nos países ricos quanto nos pobres, essa desigualdade alimenta o conflito, corroendo as democracias e prejudicando o próprio crescimento”.
Isto é, quanto mais a temperatura e a desigualdade crescerem, menos possíveis serão os esforços para o equilíbrio e a harmonia do planeta e de seus habitantes. Tal acirramento se transformará em mais refugiados, em mais doenças e levará à eclosão de novas guerras e conflitos.
No entanto, a Nasa, a NOAA e a Oxfam consideram essas questões ainda possíveis de serem enfrentadas ou revertidas. Alguns dos caminhos relacionados ao clima foram exaustivamente debatidos na COP 21, realizada em Paris, em dezembro passado.
Já para enfrentar a concentração de renda, o caminho é a busca pela ampliação dos direitos das pessoas e por mais democracia e participação, buscando a educação e o empoderamento dos cidadãos como meta universal, entre outros grandes desafios.
A sustentabilidade, tão almejada, só será efetivamente alcançada quando a humanidade conseguir entender e combater todos esses desequilíbrios ambientais e sociais. Será preciso reverter essas nefastas tendências que colocam em xeque a nossa civilização e flertam fortemente com um indesejado cenário de fim do mundo.
(Reinaldo Canto, 16/02/2016. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/uma-terra-mais-quente-e-desigual.)
Em todo o texto é possível identificar o emprego de vários conectores importantes na construção da tessitura textual. Sem eles, ou o mau emprego dos mesmos, a coerência seria afetada comprometendo a compreensão das ideias e informações expressas. Dentre tais conectores, destacamos as expressões “ou seja”, “isto é” e “já”, sobre as quais está correta a afirmativa a seguir:
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