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1420753 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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TEXTO 6

A interação linguística

A língua só tem existência no jogo que joga na sociedade, na interlocução. E é no interior de seu funcionamento que se pode procurar estabelecer as regras de tal jogo. Tomo um exemplo.

Dado que alguém (Pedro) dirija a outro (José) uma pergunta como: “Você foi ao cinema ontem?”, tal fala de Pedro modifica suas relações com José, estabelecendo um jogo de compromissos. Para José, só há duas possibilidades: responder (sim ou não) ou pôr em questão o direito de Pedro em lhe dirigir tal pergunta (fazendo de conta que não ouviu ou respondendo “o que você tem a ver com isso?”). No primeiro caso, diríamos que José aceitou o jogo proposto por Pedro. No segundo caso, José não aceitou o jogo e pôs em questão o próprio direito de jogar assumido por Pedro.

Estudar a língua é, então, tentar detectar os compromissos que se criam por meio da fala e as condições que devem ser preenchidas por um falante para falar de certa forma em determinada situação concreta de interação.

Dentro de tal concepção, já é insuficiente fazer uma tipologia entre frases afirmativas, interrogativas, imperativas e optativas a que estamos habituados, seguindo manuais didáticos ou gramáticas escolares. No ensino da língua, nessa perspectiva, é muito mais importante estudar as relações que se constituem entre os sujeitos no momento em que falam do que simplesmente estabelecer classificações e denominar os tipos de sentenças.

A democratização da escola

Tal perspectiva, ao jogar-nos diretamente no estudo da linguagem em funcionamento, também nos obriga a uma posição, na sala de aula, em relação às variedades linguísticas. Refiro-me ao problema, enfrentado cotidianamente pelo professor, das variedades, quer sociais, quer regionais. Afinal - dadas as diferenças dialetais e dado que sabemos, hoje por menor que seja nossa formação, que tais variedades correspondem a distintas gramáticas -, como agir no ensino?

(...)

A democratização da escola, ainda que falsa, trouxe em seu bojo outra clientela e com ela diferenças dialetais bastante acentuadas. De repente, não damos aulas só para aqueles que pertencem a nosso grupo social. Representantes de outros grupos estão sentados nos bancos escolares. E eles falam diferente.

Sabemos que a forma de fala que foi elevada à categoria de língua nada tem a ver com a qualidade intrínseca dessa forma. Fatos históricos (econômicos e políticos) determinaram a “eleição” de uma forma como a língua portuguesa. As demais formas de falar, que não correspondem à forma “eleita”, são todas postas num mesmo saco e qualificadas como “errôneas”, “deselegantes”, “inadequadas para a ocasião” etc.

Entretanto, uma “variedade linguística ‘vale’ o que ‘valem’ na sociedade os seus falantes, isto é, vale como reflexo do poder e da autoridade que eles têm nas relações econômicas e sociais. Essa afirmação é válida, evidentemente, em termos internos quando confrontamos variedades de uma mesma língua, e em termos externos pelo prestígio das línguas no plano internacional” (Gnerre, 1978).

(...)

Agora, dada a situação de fato em que estamos, qual poderia ser a atitude do professor de língua portuguesa? A separação entre a forma de fala de seus alunos e a variedade linguística considerada “padrão” é evidente. Sabendo-se que tais diferenças são reveladoras de outras diferenças e sabendo-se que a “língua padrão” resulta de uma imposição social que desclassifica os demais dialetos, qual a postura a ser adotada pelo professor?

(GERALDI, J.W. Concepções de Linguagem e Ensino de Português. In: ______ (Org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997, p.42-43.) - Adaptado

O fragmento dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Ensino Fundamental – Língua Portuguesa (BRASIL/SEF, 1998) que NÃO expressa sentidos presentes no texto 6 é:
 

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372414 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Responda à questão de acordo com os pressupostos da abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano, a partir das contribuições de L. S. Vygotsky (Multieducação: Núcleo Curricular. RJ, 1996.)
Tendo em vista essa abordagem, pode-se afirmar que desenvolvimento e aprendizagem são processos:
 

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372410 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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A Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), estabelece o princípio da gestão democrática, definindo o Projeto Político-Pedagógico como instrumento fundamental para concretizar esse princípio. Com relação a esse aspecto da Lei, o Artigo 13, define, como dever do professor:
 

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372408 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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“Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo, nem ensino.”

A citação de Paulo Freire (1996) define a curiosidade como característica essencial do professor. Isso significa que a prática pedagógica deve:

 

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372407 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Responda à questão de acordo com os pressupostos da abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano, a partir das contribuições de L. S. Vygotsky (Multieducação: Núcleo Curricular. RJ, 1996.)
Segundo esses os pressupostos, o ser humano se desenvolve principalmente a partir:
 

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372406 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Paulo Freire (1996), em sua obra “Pedagogia da autonomia”, elege como saber necessário à prática educativa compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo. Essa intervenção exige do professor:
 

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372405 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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As orientações curriculares da Secretaria Municipal de Educação - SME/RJ apontam para um ensino de Língua Portuguesa que priorize:
 

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372404 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Segundo Andrea Ramal (Revista Pátio, ano 4, nº 14, 2000), na cultura digital ocorrem mudanças que exigirão repensar alguns dos elementos básicos da escola, tais como os currículos, pois:
 

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372403 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Responda à questão de acordo com os pressupostos da abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano, a partir das contribuições de L. S. Vygotsky (Multieducação: Núcleo Curricular. RJ, 1996.)

“[...] a reorganização das experiências de aprendizagem deve considerar o quanto de colaboração o aluno ainda necessita para chegar a produzir determinadas atividades de forma independente.”

(Multieducação: Núcleo Curricular Básico. RJ, 1996)

O conceito que fundamenta essa afirmativa é o de:

 

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372399 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), o ensino de Língua Portuguesa deve tomar “a linguagem como atividade discursiva, o texto como unidade de ensino e a noção de gramática como relativa ao conhecimento que o falante tem de sua linguagem”. Nesse sentido, a atividade de análise linguística deve:
 

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