Foram encontradas 180 questões.
Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo
Osvaldo de Andrade
Sobre o poema:
I-O poema de Oswald de Andrade está construindo num sentido oposto ao romântico Canção do Exílio de Gonçalves Dias, porque ele não está celebrando a nação, muito pelo contrário, está sim ironizando-a.
II-Minha terra tem Palmares foi a forma que o autor usou para citar a escravidão do Brasil.
III-Mostra um momento do modernismo, onde ele escreve sobre o seu retorno para São Paulo e as riquezas dessa terra.
IV-O autor ainda mantém o caráter nacionalista na poesia, mas sob um olhar crítico. A Rua 15, que abriga as principais agências bancárias do país, contrapõe-se ao progresso de São Paulo, que implica em mais poluição, desapropriação da natureza para dar lugar aos arranha-céus e à desigualdade social.
São corretas:
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As pessoas acidentadas foram encaminhadas a diferentes clinicas .
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Frei Beto - Somos seres múltiplos interiormente. Então, a literatura tem um caráter terapêutico. O Hélio Pellegrino, psicanalista, escritor, poeta e muito meu amigo, diz que eu não ter enlouquecido nos quatro anos de prisão nem precisado fazer terapia se deve ao fato de eu ter trabalhado minha dor através da literatura. Isso é verdade. E até hoje a literatura é o meu refúgio, é a maneira de administrar os anjos e demônios que me habitam. Por isso, sou um escritor compulsivo e não posso ficar 48 horas sem escrever alguma coisa que começo a me sentir mal.
Ao analisar as declarações de Frei Beto, ao Jornal Zero Hora,
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O AÇÚCAR
1 O branco açúcar que adoçará meu café
2 nesta manhã de Ipanema
3 não foi produzido por mim
4 nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
5 Vejo-o puro
6 e afável ao paladar
7 como beijo de moça, água
8 na pele, flor
9 que se dissolve na boca. Mas este açúcar
10 não foi feito por mim.
11 Este açúcar veio
12 da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
13 dono da mercearia.
14 Este açúcar veio
15 de uma usina de açúcar em Pernambuco
16 ou no Estado do Rio
17 e tampouco o fez o dono da usina.
18 Este açúcar era cana
19 e veio dos canaviais extensos
20 que não nascem por acaso
21 no regaço do vale.
22 Em lugares distantes, onde não há hospital
23 nem escola,
24 homens que não sabem ler e morrem de fome
25 aos 27 anos
26 plantaram e colheram a cana
27 que viraria açúcar.
28 Em usinas escuras,
29 homens de vida amarga e dura
30 produziram este açúcar branco e puro
31 com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar, Disponível em < https://www.tudoepoema.com.br/ferreira-gullar-o-acucar/>, 04/07/2020.
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O AÇÚCAR
1 O branco açúcar que adoçará meu café
2 nesta manhã de Ipanema
3 não foi produzido por mim
4 nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
5 Vejo-o puro
6 e afável ao paladar
7 como beijo de moça, água
8 na pele, flor
9 que se dissolve na boca. Mas este açúcar
10 não foi feito por mim.
11 Este açúcar veio
12 da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
13 dono da mercearia.
14 Este açúcar veio
15 de uma usina de açúcar em Pernambuco
16 ou no Estado do Rio
17 e tampouco o fez o dono da usina.
18 Este açúcar era cana
19 e veio dos canaviais extensos
20 que não nascem por acaso
21 no regaço do vale.
22 Em lugares distantes, onde não há hospital
23 nem escola,
24 homens que não sabem ler e morrem de fome
25 aos 27 anos
26 plantaram e colheram a cana
27 que viraria açúcar.
28 Em usinas escuras,
29 homens de vida amarga e dura
30 produziram este açúcar branco e puro
31 com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
Ferreira Gullar, Disponível em < https://www.tudoepoema.com.br/ferreira-gullar-o-acucar/>, 04/07/2020.
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Amor é fogo que arde sem se ver
1 Amor é fogo que arde sem se ver,
2 é ferida que dói, e não se sente;
3 é um contentamento descontente,
4 é dor que desatina sem doer.
5 É um não querer mais que bem querer;
6 é um andar solitário entre a gente;
7 é nunca contentar-se de contente;
8 é um cuidar que ganha em se perder.
9 É querer estar preso por vontade;
10 é servir a quem vence, o vencedor;
11 é ter com quem nos mata, lealdade.
12 Mas como causar pode seu favor
13 nos corações humanos amizade,
14 se tão contrário a si é o mesmo Amor
Luís Vaz de Camões (1524-1580)
O poeta por meio da aproximação de palavras com sentidos iguais, nos traz uma série de afirmações sobre o amor que parecem ser idênticas.
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Amor é fogo que arde sem se ver
1 Amor é fogo que arde sem se ver,
2 é ferida que dói, e não se sente;
3 é um contentamento descontente,
4 é dor que desatina sem doer.
5 É um não querer mais que bem querer;
6 é um andar solitário entre a gente;
7 é nunca contentar-se de contente;
8 é um cuidar que ganha em se perder.
9 É querer estar preso por vontade;
10 é servir a quem vence, o vencedor;
11 é ter com quem nos mata, lealdade.
12 Mas como causar pode seu favor
13 nos corações humanos amizade,
14 se tão contrário a si é o mesmo Amor
Luís Vaz de Camões (1524-1580)
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