Foram encontradas 40 questões.
TEXTO III
INIMIGOS
O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era
“Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto
pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de
chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui...
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha...
Mas nunca Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos,
mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher
por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão
para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e
a apontar com o queixo.
— Essa aí...
E apontava com o queixo,
— Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca
com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa,
depois outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada.
Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO III
INIMIGOS
O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era
“Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto
pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de
chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui...
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha...
Mas nunca Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos,
mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher
por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão
para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e
a apontar com o queixo.
— Essa aí...
E apontava com o queixo,
— Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca
com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa,
depois outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada.
Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO III
INIMIGOS
O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era
“Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto
pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de
chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui...
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha...
Mas nunca Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos,
mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher
por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão
para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e
a apontar com o queixo.
— Essa aí...
E apontava com o queixo,
— Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca
com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa,
depois outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada.
Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO III
INIMIGOS
O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era
“Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto
pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de
chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui...
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha...
Mas nunca Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos,
mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher
por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão
para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e
a apontar com o queixo.
— Essa aí...
E apontava com o queixo,
— Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca
com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa,
depois outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada.
Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO III
INIMIGOS
O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era
“Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto
pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
— Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
— Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de
chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
— A mulher aqui...
Ou, às vezes:
— Esta mulherzinha...
Mas nunca Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos,
mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher
por “Ela”.
— Ela odeia o Charles Bronson.
— Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão
para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e
a apontar com o queixo.
— Essa aí...
E apontava com o queixo,
— Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca
com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa,
depois outra...)
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
— Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada.
Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO II
O GLOBO
O GLOBO – O senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo ? [...]
SARAMAGO – A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, estimular discussões. Mas isto
não significa que a literatura tenha poder para mudar
o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado
grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos
neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes
multinacionais que evidentemente não nasceram para
ser agentes da nossa felicidade.
O Globo. Rio de Janeiro, 20 mar. 2004. Disponível em:
http://oglobo.com/jornal/Suplementos/ProsaeVerso/141256336.asp.
Acesso em:15 jan.2024. (Fragmento)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO II
O GLOBO
O GLOBO – O senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo ? [...]
SARAMAGO – A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, estimular discussões. Mas isto
não significa que a literatura tenha poder para mudar
o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado
grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos
neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes
multinacionais que evidentemente não nasceram para
ser agentes da nossa felicidade.
O Globo. Rio de Janeiro, 20 mar. 2004. Disponível em:
http://oglobo.com/jornal/Suplementos/ProsaeVerso/141256336.asp.
Acesso em:15 jan.2024. (Fragmento)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO II
O GLOBO
O GLOBO – O senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo ? [...]
SARAMAGO – A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, estimular discussões. Mas isto
não significa que a literatura tenha poder para mudar
o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado
grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos
neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes
multinacionais que evidentemente não nasceram para
ser agentes da nossa felicidade.
O Globo. Rio de Janeiro, 20 mar. 2004. Disponível em:
http://oglobo.com/jornal/Suplementos/ProsaeVerso/141256336.asp.
Acesso em:15 jan.2024. (Fragmento)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
USUFRUTO
*Substantivo masculino.
1 Rubrica : termo jurídico.
Direito conferido a alguém [...] de gozar ou fruir
de um bem cuja propriedade pertence a outrem, de retirar-lhe os frutos e as utilidades que produz. [...]
Instituto Antônio Houaiss. Dicionário eletrônico Houaiss da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva,2003. (Fragmento).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
USUFRUTO
*Substantivo masculino.
1 Rubrica : termo jurídico.
Direito conferido a alguém [...] de gozar ou fruir
de um bem cuja propriedade pertence a outrem, de retirar-lhe os frutos e as utilidades que produz. [...]
Instituto Antônio Houaiss. Dicionário eletrônico Houaiss da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva,2003. (Fragmento).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container