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Leia o fragmento a seguir.
Que obra-prima é o homem! Como é nobre em sua razão! Que capacidade infinita! Como é preciso e bem-feito em forma e movimento! Um anjo na ação! Um deus no entendimento, paradigma dos animais, maravilha no mundo. Contudo, para mim, é apenas a quintessência do pó.
William Shakespeare, Hamlet.
A fala de Hamlet introduz um contraponto ao antropocentrismo renascentista. Assinale a opção que apresenta a matriz filosófica desse contraponto.
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Leia o trecho a seguir.
O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o fortalecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível.
PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope.
Fazer e Desfazer a História, nº 06, Lisboa, 1991.
De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVII caracterizava-se pelo(a)
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Leia o texto a seguir.
“Fixando-se os olhos no Brasil, contudo, percebe-se que a corrosão do Antigo Regime não o destruiu completamente, marcando-se também por continuidades. Se o absolutismo, a sociedade estamental, o fanatismo religioso, o poderio desmesurado dos clérigos e da Igreja, o monopólio comercial e a sujeição de Lisboa tornaram-se página virada, o mesmo não se deu com a escravidão, os valores aristocráticos e, em certa medida, o ‘capitalismo comercial’, que tinha no tráfico negreiro uma de suas fontes. O mesmo se pode dizer a respeito da dependência econômica, ainda que esta não se desse mais nos quadros do antigo sistema colonial, mas, sim, sob a égide de uma potência capitalista, que desenvolvia uma política imperialista: a Inglaterra.”
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 236-237.
Considerando o processo de emancipação política do Brasil, assinale a afirmativa correta.
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Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar.
Aldir Blanc / João Bosco, O bêbado e a equilibrista.
© Universal Music Publishing Group.
Gravada em 1979, a música ficou conhecida como o “Hino da Anistia”. Considerando a letra acima citada e o contexto brasileiro de fins dos anos 1970, assinale a afirmativa correta.
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Leia o texto a seguir.
Merece a aprovação universal a máxima de que a verdade é um produto do tempo. A opinião mais comum sobre a antiguidade constitui uma negligência, e mal se compadece com a própria palavra. Antiguidade, a rigor, quer dizer mundo dos mais velhos ou época mais adiantada da vida. E é fato razoável que, tal como se espera do ancião maior notícia das coisas humanas e mais maduro juízo que do jovem, pela experiência e pela variedade das coisas que viu, ouviu e pensou, assim também da nossa era se deve esperar mais que dos antigos tempos, como idade do mundo cumulada e provida de sumas e infindas descobertas, experiências e observações.
Adaptado de Francis Bacon,
Cogitata et visa de interpretatione naturae (1607-1609).
De acordo com o texto, sobre o conhecimento da época de Francis Bacon, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.
I. O conhecimento é atemporal, pois os Modernos repetiam o passado ao imitar os Antigos.
II. O conhecimento é frágil, por isso os Modernos deveriam submeter suas descobertas à autoridade dos Antigos.
III. O conhecimento é temporal, e os Modernos avançavam em acúmulo de descobertas e conhecimentos em relação aos Antigos.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
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As “Marchas da Família com Deus pela Liberdade” ocorreram em várias cidades brasileiras, motivadas pelo comício do presidente João Goulart anunciando seu programa de reformas de base, em 13 de março de 1964, no Rio de Janeiro.
As “Marchas da Família com Deus pela Liberdade” caracterizaram-se pelo
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I.

Charge de Manuel de Araújo Porto Alegre de 1837.
II.
As primeiras caricaturas publicadas no Brasil apareceram (...) sob a forma de litografias avulsas vendidas em algumas lojas do Rio de Janeiro. Seu tema foi a contratação do jornalista Justiniano José da Rocha (1812-1863), por um elevadíssimo salário, para ser o editor do Correio Oficial. A caricatura retrata o mulato Justiniano todo ataviado, recebendo de joelhos um saco de dinheiro. Em um formato que faz lembrar uma grande cena teatral, essa primeira caricatura chamava a atenção para o fato de um homem tido como íntegro ter vendido sua pena ao governo. “Honra tenho e probidade/ Que mais quer d’ um redator?”, dizia um dos versinhos que acompanhavam a imagem.
LUSTOSA, Isabel. No país da piada pronta.
Revista de História, 01/03/2009.
Com base na imagem e no texto, pode-se afirmar que, durante o período regencial (1831-1840), a ampliação da imprensa favoreceu o(a)
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Analise a caricatura a seguir.

Fonte: O Malho, nº 247, 08/06/1907
Na caricatura, Oswaldo Cruz limpa a “sujeira” do Morro da Favela com o pente da “Delegacia de Hygiene”. No alto se lê: “Uma limpeza indispensável. A Hygiene vai limpar o Morro da Favella, ao lado da Estrada de Ferro Central. Para isso intimou os moradores a se mudarem em dez dias”.
Sobre as políticas sanitaristas durante a Primeira República, assinale a afirmativa correta.
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A gravura a seguir exemplifica o trabalho de lavagem do cascalho, feito por escravos, na região das minas, no século XVIII.

A respeito da escravidão nas regiões mineradoras da América Portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I. Em Minas Gerais, a escravidão foi a principal forma de exploração de mão de obra, tanto nas lavras, como nas atividades urbanas, nos séculos XVII e XVIII.
II. As Minas Gerais apresentavam média menor de posse de cativos por proprietário do que as zonas açucareiras.
III. A região mineradora apresentava médias de alforria mais elevadas do que as verificadas, ao longo do século XVIII, em Pernambuco e Bahia.
Está correto o que se afirma em
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