Segundo Circe Bittencourt (2006, p. 71), “o livro didático
tem sido objeto de avaliações contraditórias nos últimos
tempos”. Existem os que o adotam e se posicionam
de forma positiva em relação ao livro e os que negam
veementemente e fazem críticas acentuadas ao mesmo.
Porém, é inegável sua presença e sua influência nas
práticas escolares no Brasil de longa data. Pensando
nesse objeto tão complexo e controverso, a autora, em
relação a uma possível definição sobre o livro didático e
seus aspectos estruturantes, apresenta vários elementos
que podem ajudar numa percepção mais clara e precisa
desse objeto. Em relação a esses elementos constitutivos e que
auxiliam melhor na compreensão dessa obra tão
complexa e presente nas práticas escolares brasileiras,
assinale a alternativa incorreta.
Para muitos pesquisadores, o século XIX é considerado
marco zero na constituição da História enquanto
disciplina e campo de estudos e pesquisas no Brasil.
É fato conhecido dos estudiosos desse campo e
reforçado pelas palavras de Carlos Leonardo Kelmer
Mathias (2011, p. 41) que, nesse contexto, pode-se
identificar que o Estado Imperial “estava em busca de sua
afirmação enquanto nação e detinha uma orientação em
sintonia com as tendências historiográficas caudatárias,
fundamentalmente de matriz francesa”.
Dessa forma, refletindo sobre as características
fundadoras / balizadoras do ensino de história ao longo
do século XIX, analise as afirmativas a seguir.
I. O ensino de história nasceu sob a égide da
elaboração dos agentes responsáveis por formar
a nação, arquitetando um passado habilitado a
homogeneizar e unificar as ações humanas na
constituição de uma cultura nacional.
II. A história ensinada era a história exclusiva
da elite branca, voltada para Europa e para a
mestiçagem da raça brasileira.
III. A história ensinada, dada sua natureza
caudatária, cuja matriz era o Colégio Pedro II,
não costumava estar em sintonia com a história
acadêmica, produzida pelo Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro (IHGB).
Conforme as informações e reflexões desse autor em
relação ao ensino de história no Brasil, ao longo do
século XIX, estão corretas as afirmativas
Circe Bitencourt em sua obra, Ensino de História:
fundamentos e métodos (2004), nos informa que
“é comum encontrarmos crianças e jovens em
museus, acompanhados de professores, percorrendo
as salas onde estão expostos variados objetos em
vitrinas com iluminação atrativa” (BITTENCOURT,
2004, p. 354).
Após refletir sobre algumas questões pertinentes ao
ensino de história e aos museus, a autora postula a
seguinte assertiva: por que as visitas aos museus, no
ensino de história, merecem atenção?
Nesse sentido, identifique a alternativa que responderia
à questão proposta.
Na abordagem das problemáticas e em sua superação,
no tocante ao ensino de história da África e cultura
afro-brasileira, Marina de Mello e Souza (2012) afirma
que problemas ainda existem e que é preciso que as
correções sejam feitas e que tragam à cena histórica
novas abordagens. Nesse sentido, para a autora,
existem elementos centrais no ensino de história da
África que precisam ser identificados para que a prática
dessa disciplina / ensino se promova em bases mais
adequadas.
São questões elencadas pela autora, exceto:
Alfredo Bosi afirma que “uma linha de evolução, no
sentido de dependência temática e estética, [...] não
se ajustaria a uma linha reta contínua e ascendente
percorrida pelo romance urbano, que começaria em
Joaquim Manuel de Macedo, [...] continuaria em [...]
Manuel Antônio de Almeida [...] e encontraria seu ponto
alto nos melhores romances urbanos de José deAlencar,
[...]. O que há de comum é o pano de fundo, a cidade do
Rio, que centralizou a vida literária da nação ao longo do
Segundo Reinado. [...]”
BOSI, Alfredo. Cultura. In: SCHWARCZ, Lilia M. História do
Brasil Nação: 1808 - 2010, volume 2, A construção nacional:
1830 - 1889, coordenação de José Murilo de Carvalho. Rio de
Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 241.
Mesmo tendo em comum o pano de fundo, a cidade do
Rio de Janeiro, a forma adotada pelos três autores para
narrar suas histórias é diversa.
Entre os ambientes descritos por Alfredo Bosi nas
páginas 241 e 242 de seu texto, é correto atribuir a
Joaquim Manuel de Macedo a seguinte passagem:
“Inventou-se [...] uma aristocracia da cana, cujo ápice
absoluto era ocupado pelo senhor de escravos e seu
centralismo político e social. Nos ‘distantes e largos
Brasis’, o proprietário da região reinava quase só,
raramente havendo interferência da Coroa portuguesa
nesses que se consideravam negócios internos. [...]”
SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma
biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p 72.
O poder dessa aristocracia da cana, considerando a
análise feita pelas autoras da obra Casa Grande &
Senzala, de Gilberto Freyre, era assegurado porque os
“Qual se fizera, desde o século XVII, na Amazônia e,
na centúria seguinte, em Santa Catarina e Rio Grande
do Sul, não cessaram, durante a estada de d. João e o
Primeiro Reinado, os esforços para enviar para as terras
brasileiras [...] colonos saídos das áreas superpovoadas
de Portugal, principalmente do arquipélago dos Açores.
Em 1809, 3 mil islenhos se instalaram no sul do país
e novas levas não tardaram a seguir para a Bahia,
o Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais”
SILVA, Alberto da Costa e. População e Sociedade.
In: SCHWARCZ, Lilia M. História do Brasil Nação:
1808 - 2010, volume 1, Crise colonial e independência:
1808 - 1830, coordenação de Alberto da Costa e Silva. Rio de
Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2011. p. 38. O movimento migratório para o Brasil, como descrito no
trecho destacado, sobretudo entre o período joanino e o
Primeiro Reinado, era justificado pela
O Novo Sindicalismo se refere a “sindicatos construídos
a partir do chão da fábrica, que tomavam suas decisões
em grandes assembleias, e provaram que, no Brasil, não
era só futebol que enchia estádio – durante as greves de
1979 e 1980, as famosas assembleias no Estádio de Vila
Euclides, em São Bernardo, chegaram a reunir mais de
cem mil trabalhadores” (SCHWARCZ; STARLING, 2015,
p. 477).
O movimento surgido com as greves de 1978 no
ABC paulista se intitulou Novo Sindicalismo porque,
diferentemente daquele praticado até essa data,
“Não bastasse a ferocidade dos quilombolas, uma
inquietude nova e constante acrescentava-se ao
percurso dos viajantes em trânsito: o medo dos
ataques das quadrilhas de salteadores formadas por
homens livres brancos, mamelucos, mulatos ou negros
alforriados. [...] O mais célebre grupo de salteadores das
Minas, a quadrilha da Mantiqueira, agia no alto da serra,
perto do trecho que o Caminho Novo se bifurcava na
vila de São João del Rey e em direção a Vila Rica. [...]
Aquadrilha [...] só foi desbaratada com muito esforço, por
volta de 1783, pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier,
o Tiradentes, então comandante do destacamento do
Caminho Novo. [...]”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: umabiografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p 120-1. Tomando o trecho como referência, em relação à
ocupação populacional das minas no século XVIII,
é correto afirmar que