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Foram encontradas 30 questões.

2563575 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Analise as seguintes afirmações:

I. Apesar de as atuais correntes linguísticas apontarem para um ensino da gramática contextualizado, é importante que o professor de Língua Portuguesa priorize o ensino da gramática normativa com base na palavra e na frase, pois esse método facilita a compreensão de conteúdos como morfologia e sintaxe. Nesse caso, o texto somente deve ser usado para as atividades de vocabulário e de interpretação textual.

II. O ensino de Língua Portuguesa deve contemplar a diversidade linguística brasileira. Na escola, o problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença linguística.

III. Na tira a seguir, pode-se constatar que as personagens Chico Bento e Rosinha apresentam um evidente problema de linguagem, dissociado de questões sociolinguísticas, que precisa ser tratado o mais breve possível, preferencialmente enquanto estiverem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tal procedimento, além de corrigir a fala, vai evitar que eles sejam no decorrer do processo estudantil vítimas do bullying que tanto afeta os alunos no ambiente escolar.

Enunciado 3513135-1

IV. Ao se propor analisar textos, é preciso considerar que o aluno deve ser orientado a interpretar o texto de acordo com a realidade social, independentemente de tipologia ou gênero textual, e em consonância com os pontos de vista do autor. Nesse caso, o professor pode conduzir o trabalho para que o aluno descubra, entre outros aspectos do texto, seu esquema de composição, sua orientação temática e seu propósito comunicativo, atendo-se especificamente nas ideias do texto e do autor.

V. A fala da personagem Cebolinha, com a troca do fonema /r/ por /l/, como no caso da palavra profissões [plofissões] é decorrente de uma série de fatores extralinguísticos. Entre esses, destacam-se os de ordem cultural e econômica, o grau de escolaridade de seus pais, a origem, o local onde mora, as questões étnicas, entre outros.

Enunciado 3513135-2

Sait: conversamos?!... wordepress.com

Das afirmações acima:

 

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2563574 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Considerando as dicotomias da Línguística, use o nº 1 para as dicotomias saussureanas e o n° 2 para as dicotomias chomskyanas. A seguir, assinale a alternativa com a sequência correta dos números de cima para baixo.

( ) Diacronia e Sincronia

( ) Aceitabilidade e Gramaticalidade

( ) Língua e Fala

( ) Significante e Significado

( ) Competência e Desempenho

 

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2563573 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Analise as afirmações a seguir, atribuindo 100 pontos para cada afirmação correta e 50 pontos para cada afirmação incorreta. Na sequência, assinale a alternativa que contém a soma correspondente a todos os pontos.

( ) O aparelho fonador é constituído por três sistemas: o sistema respiratório, o sistema fonatório e o sistema articulatório. As partes do corpo humano utilizadas para a produção da fala, como os pulmões, alvéolos pulmonares, úvula, dentes, língua, cavidade glotal, entre outros, têm outras funções primárias, sendo a produção da fala uma função secundária desses órgãos.

( ) O som produzido com algum tipo de obstrução nas cavidades supraglotais, de maneira que haja obstrução total ou parcial da passagem da corrente de ar, podendo ou não haver fricção, denomina-se segmento consonantal. Na produção de um segmento vocálico, não há obstrução ou fricção no trato vocal. As vogais são, portanto, sons resultantes da livre passagem do ar no aparelho fonador.

( ) As vogais do alfabeto fonético do português brasileiro totalizam doze possibilidades de ocorrência, incluindo a nasalização dos fonemas /a/, /e/, /i/, /o/ e /u/. Para esses doze fonemas vocálicos, existe um sistema gráfico correspondente, constituído de 5 símbolos (letras).

( ) A gagueira é uma disfluência (= não fluência) em que o fluir normal da fala é interrompido por repetições involuntárias e/ou prolongamentos de sons, sílabas, palavras ou frases, bem como por pausas silenciosas involuntárias. Esse transtorno decorre na maioria dos casos de sérias patologias, como câncer de garganta ou de pulmão, ou de fissuras palatinas, além de sérios transtornos emocionais e psicológicos.

( ) A dislexia é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita (disgrafia) e soletração. É o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e está associada a fatores como: má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar.

 

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2563572 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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Com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais, analise as afirmações acerca do compromisso da escola em torno da proposta de ensino da Língua Portuguesa e, a seguir, marque a alternativa correta:

I. O domínio da linguagem (como atividade discursiva e cognitiva) e o domínio da língua (como um sistema simbólico utilizado por uma comunidade linguística) proporcionam ao indivíduo condições para uma plena participação social, pois é pela linguagem que as pessoas se comunicam, se informam, se expressam, defendem suas ideias, partilham ou constroem visões de mundo, produzem cultura.

II. É compromisso das escolas e instituições de ensino desenvolver um projeto educativo que tenha como finalidade a democratização social e cultural, de forma a garantir aos estudantes o acesso aos saberes linguísticos necessários para o exercício da cidadania, respeitando as diferenças culturais e linguísticas de todos os alunos.

III. As escolas e os professores de Língua Portuguesa devem considerar que a variação linguística é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Por isso, a proposta de ensino da Língua Portuguesa deve considerar a diversidade linguística, incluindo a discussão e a reflexão sobre os diferentes fatores que interferem na produção da fala.

IV. Fatores geográficos, étnicos, socioeconômicos, de faixa etária, de gênero (sexo), da relação estabelecida entre os falantes e os contextos de fala são fatores que devem ser levados seriamente em conta no estudo e ensino da Língua Portuguesa, propiciando aos alunos a compreensão do quanto esses fatores incidem no modo de falar e na diversidade linguística brasileira.

V. A diversidade de gêneros textuais nas aulas de Língua Portuguesa, que contemplem a diversidade cultural, e de textos que circulam socialmente contribuem para a necessária reflexão sobre as relações que se estabelecem entre língua e sociedade.

 

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2563571 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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“Numa sociedade pluralista, é no entrechoque de ideias e valores que se aperfeiçoam as instituições sociais. Na área educacional, lugar privilegiado de aprimoramento da cidadania e da personalidade, é onde a maior diversidade deveria ocorrer. Nela não se deveriam limitar as possibilidades de livre determinação quanto ao que faz sentido para a comunidade escolar no convívio com os livros e outros artefatos culturais. Em especial quando se trata com a literatura, modelo simulado de tudo o que diz respeito ao homem e suas aspirações (...). Nesse sentido, é necessária uma metodologia adequada para que “a atividade literária resulte num fazer transformador, numa leitura em que o aluno descubra sentidos e reelabore aquilo que ele é e o que pode ser”.

BORDINI e AGUIAR (1993) destacam cinco métodos de abordagem do texto literário. Sobre o Método Recepcional não é correto afirmar:

 

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2563570 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A fim de incentivar e despertar o prazer pela leitura e pela literatura, é indispensável o papel do professor como mediador da relação texto/leitor. Para tanto, é importante que ele conheça e respeite a idade e interesses do leitor que influenciam a preferência por diversos textos. Bordini e Aguiar, citando Richard Bamberguer, destacam cinco idades da leitura abrangendo a infância e a adolescência.

Nesse sentido, numere a coluna da esquerda de acordo com a da direita, relacionando a descrição dos níveis de leitura constantes na coluna da esquerda com as idades da coluna da direita.

1. “Idade em que o leitor, de posse de uma mentalidade mágica, vai buscar nos contos de fadas, lendas, a simbologia necessária para elaborar suas vivências e resolver seus conflitos.”

( ) 5ª fase - ( 14 a 17 anos)

2. “Idade dos livros ilustrados e dos versos infantis, por seu ritmo, seus sons. É a fase do egocentrismo, em que a criança faz pouca distinção entre o mundo interno e o externo.”

( ) 4ª fase - (12 a 14 anos)

3. “Idade das histórias de aventuras ou fase de leitura apsicológica factual, orientada para as sensações. Interesse por enredos sensacionalistas, personagens diabólicos, histórias de gangues.”

( ) 3ª fase - (9 a 12 anos)

4. “Anos de maturidade ou desenvolvimento da esfera lítero-estética da leitura. Descoberta do mundo interior e o mundo dos valores. Interesse por conteúdo intelectual, vocacional, literatura engajada, viagens, biografias.”

( ) 1ª fase - (2 a 5 ou 6 anos)

5. “Idade da história ambiental e da leitura factual. Nessa fase intermediária, a criança começa a orientar-se para o mundo real. Persistem, ainda, vestígios do pensamento mágico. Há interesse por sagas e aventuras.”

( ) 2ª fase (5 a 8 ou 9 anos)

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos números, de cima para baixo.

 

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2563569 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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“No meio digital, a quantidade de gêneros textuais emergentes é enorme. Nesse novo ambiente de comunicação mediada por computador, os textos são marcados pela interatividade tecnológica que contempla diversos elementos multimidiáticos, multimodais e hipertextuais. Nesse contexto de interatividade tecnológica, o hipertexto se combina com a multimodalidade e, sob o conceito de hipermodalidade, permeia a essência da natureza do texto no ambiente digital, viabilizando novas formas de acessar, produzir, interpretar e interferir nos conteúdos disponíveis nesse meio.” (http://www.hipertextus.net)

O nível e a função da linguagem que prevalecem nesse fragmento de texto são, por ordem:

 

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2563568 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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O apetite Insaciável
Victor Nell

Parece incrível: a facilidade com que afundamos nos livros e, quase sem perceber, transformamos páginas vociferantes em sonhos silenciosos (Gass, 1972, p. 27).

Não estamos agora de posse de uma lista completa dos componentes de habilidade de leitura, mas a informação que temos atualmente converge na direção de tal catálogo... Além disso, hoje é possível afirmar como os componentes da habilidade de leitura interagem e como eles formam uma hierarquia, levando ao efetivo desempenho total de leitura (Carroll, p. 18).

Ler por prazer é uma atividade extraordinária. Os símbolos negros sobre a página branca são silenciosos como um túmulo, descoloridos como o deserto enluarado; porém eles dão ao leitor qualificado um prazer tão agudo quanto o toque de um corpo amado, tão vibrante, colorido e transfigurante como ninguém lá fora no mundo real. E, contudo, quando mais excitante o livro, mais silencioso o leitor; o prazer de ler gera uma concentração tão fácil, que o absorto leitor de ficção (transportado pelo livro para algum outro lugar e protegido por ele de distrações), o qual é tão frequentemente injuriado como escapista e denunciado como vítima de um vício tão pernicioso quanto beber pela manhã, deveria ser invejado por todo estudante e todo professor.

Estas são as maravilhas sem precedentes da leitura: o poder dos livros em criar mundos e a fácil absorção do leitor, a qual permite que o frágil mundo do livro, todo ar e pensamento, mantenha-se por um instante, uma casa de bambu e papel entre terremotos; dentro dele os leitores adquirem paz, tornam-se mais poderosos, sentem-se mais bravos e mais sábios pelos caminhos do mundo.

A absorção pode, às vezes, aprofundar-se a ponto de tornar-se um transe, cujos sinais são uma maior resistência à interrupção e o momentâneo atordoamento do leitor ao sair desse transe, que é comparado a alguém despertando de um sonho. “Oh”, diz o leitor, meio apologeticamente, “eu estava tão aprofundado no livro!” – e, na verdade, uma pessoa saindo de um transe de leitura parece estar emergindo das profundezas, ou retornando de um lugar. A absorção parece acompanhar toda leitura prazerosa, mas o transe é menos comum e lembra um estado alterado de consciência: devaneio, sonho, ou talvez mesmo hipnose. Nem a absorção nem o transe estão restritos à ficção: os registros finais nos diários do Capitão Scott podem transportar um leitor para a imensidão da gelada Antártida tão seguramente quanto qualquer novela ou conto; e o relato de jornal do descarrilamento de um vagão-tanque que libera vapores venenosos na direção de uma comunidade adormecida pode arrebatar-nos tão completamente quanto qualquer história de um desastre imaginário. Nem uma narrativa não-ficcional (viagem, biografia) parece ser, em nenhum aspecto, diferente da ficção nos efeitos que produz sobre o leitor. Contudo, a ficção é o veículo mais comum de leitura prazerosa e, da mesma forma, ocupará a maior parte de nossa atenção.

A leitura prazerosa é um jogo divertido: é uma atividade livre, esperando do lado de fora da vida comum; ela absorve o jogador completamente, é improdutiva e ocorre dentro dos limites especificados de espaço e de tempo (Caillois, 1958; Huizinga, 1938/1950), a “leitura lúdica”, do Latim ludo, significado “Eu brinco” (Stephenson, 1964), é, portanto, uma caracterização útil de leitura prazerosa, lembrando-nos de que ela é essencialmente uma atividade recreativa, intrinsecamente motivada e geralmente paratélica, ou seja, envolvente em seu próprio interesse (Apter, 1979; Deci, 1976). Os leitores lúdicos, em geral, descrevem-se como viciados em leitura e eles, de fato, passam grande parte do tempo lendo uma quantidade de livros. Alguns leem dez livros por semana, outros até mais. Como procedimento conveniente, o termo leitor lúdico está aqui reservado para aqueles que leem pelo menos um livro por semana.

Victor Nell
INCENTIVANDO O AMOR PELA LEITURA
Porto Alegre; Artmed, 2001. p. 53 e 54.

O termo que não se refere, no decorrer do texto II, à leitura é o da alternativa:

 

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2563567 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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O apetite Insaciável
Victor Nell

Parece incrível: a facilidade com que afundamos nos livros e, quase sem perceber, transformamos páginas vociferantes em sonhos silenciosos (Gass, 1972, p. 27).

Não estamos agora de posse de uma lista completa dos componentes de habilidade de leitura, mas a informação que temos atualmente converge na direção de tal catálogo... Além disso, hoje é possível afirmar como os componentes da habilidade de leitura interagem e como eles formam uma hierarquia, levando ao efetivo desempenho total de leitura (Carroll, p. 18).

Ler por prazer é uma atividade extraordinária. Os símbolos negros sobre a página branca são silenciosos como um túmulo, descoloridos como o deserto enluarado; porém eles dão ao leitor qualificado um prazer tão agudo quanto o toque de um corpo amado, tão vibrante, colorido e transfigurante como ninguém lá fora no mundo real. E, contudo, quando mais excitante o livro, mais silencioso o leitor; o prazer de ler gera uma concentração tão fácil, que o absorto leitor de ficção (transportado pelo livro para algum outro lugar e protegido por ele de distrações), o qual é tão frequentemente injuriado como escapista e denunciado como vítima de um vício tão pernicioso quanto beber pela manhã, deveria ser invejado por todo estudante e todo professor.

Estas são as maravilhas sem precedentes da leitura: o poder dos livros em criar mundos e a fácil absorção do leitor, a qual permite que o frágil mundo do livro, todo ar e pensamento, mantenha-se por um instante, uma casa de bambu e papel entre terremotos; dentro dele os leitores adquirem paz, tornam-se mais poderosos, sentem-se mais bravos e mais sábios pelos caminhos do mundo.

A absorção pode, às vezes, aprofundar-se a ponto de tornar-se um transe, cujos sinais são uma maior resistência à interrupção e o momentâneo atordoamento do leitor ao sair desse transe, que é comparado a alguém despertando de um sonho. “Oh”, diz o leitor, meio apologeticamente, “eu estava tão aprofundado no livro!” – e, na verdade, uma pessoa saindo de um transe de leitura parece estar emergindo das profundezas, ou retornando de um lugar. A absorção parece acompanhar toda leitura prazerosa, mas o transe é menos comum e lembra um estado alterado de consciência: devaneio, sonho, ou talvez mesmo hipnose. Nem a absorção nem o transe estão restritos à ficção: os registros finais nos diários do Capitão Scott podem transportar um leitor para a imensidão da gelada Antártida tão seguramente quanto qualquer novela ou conto; e o relato de jornal do descarrilamento de um vagão-tanque que libera vapores venenosos na direção de uma comunidade adormecida pode arrebatar-nos tão completamente quanto qualquer história de um desastre imaginário. Nem uma narrativa não-ficcional (viagem, biografia) parece ser, em nenhum aspecto, diferente da ficção nos efeitos que produz sobre o leitor. Contudo, a ficção é o veículo mais comum de leitura prazerosa e, da mesma forma, ocupará a maior parte de nossa atenção.

A leitura prazerosa é um jogo divertido: é uma atividade livre, esperando do lado de fora da vida comum; ela absorve o jogador completamente, é improdutiva e ocorre dentro dos limites especificados de espaço e de tempo (Caillois, 1958; Huizinga, 1938/1950), a “leitura lúdica”, do Latim ludo, significado “Eu brinco” (Stephenson, 1964), é, portanto, uma caracterização útil de leitura prazerosa, lembrando-nos de que ela é essencialmente uma atividade recreativa, intrinsecamente motivada e geralmente paratélica, ou seja, envolvente em seu próprio interesse (Apter, 1979; Deci, 1976). Os leitores lúdicos, em geral, descrevem-se como viciados em leitura e eles, de fato, passam grande parte do tempo lendo uma quantidade de livros. Alguns leem dez livros por semana, outros até mais. Como procedimento conveniente, o termo leitor lúdico está aqui reservado para aqueles que leem pelo menos um livro por semana.

Victor Nell
INCENTIVANDO O AMOR PELA LEITURA
Porto Alegre; Artmed, 2001. p. 53 e 54.

As palavras negritadas nos dois últimos parágrafos do texto II se organizam designando relações que atuam na construção de sentido. A esse respeito, essas conjunções estabelecem respectivamente, entre as ideias relacionadas, o sentido descrito corretamente na alternativa:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2563566 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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O apetite Insaciável
Victor Nell

Parece incrível: a facilidade com que afundamos nos livros e, quase sem perceber, transformamos páginas vociferantes em sonhos silenciosos (Gass, 1972, p. 27).

Não estamos agora de posse de uma lista completa dos componentes de habilidade de leitura, mas a informação que temos atualmente converge na direção de tal catálogo... Além disso, hoje é possível afirmar como os componentes da habilidade de leitura interagem e como eles formam uma hierarquia, levando ao efetivo desempenho total de leitura (Carroll, p. 18).

Ler por prazer é uma atividade extraordinária. Os símbolos negros sobre a página branca são silenciosos como um túmulo, descoloridos como o deserto enluarado; porém eles dão ao leitor qualificado um prazer tão agudo quanto o toque de um corpo amado, tão vibrante, colorido e transfigurante como ninguém lá fora no mundo real. E, contudo, quando mais excitante o livro, mais silencioso o leitor; o prazer de ler gera uma concentração tão fácil, que o absorto leitor de ficção (transportado pelo livro para algum outro lugar e protegido por ele de distrações), o qual é tão frequentemente injuriado como escapista e denunciado como vítima de um vício tão pernicioso quanto beber pela manhã, deveria ser invejado por todo estudante e todo professor.

Estas são as maravilhas sem precedentes da leitura: o poder dos livros em criar mundos e a fácil absorção do leitor, a qual permite que o frágil mundo do livro, todo ar e pensamento, mantenha-se por um instante, uma casa de bambu e papel entre terremotos; dentro dele os leitores adquirem paz, tornam-se mais poderosos, sentem-se mais bravos e mais sábios pelos caminhos do mundo.

A absorção pode, às vezes, aprofundar-se a ponto de tornar-se um transe, cujos sinais são uma maior resistência à interrupção e o momentâneo atordoamento do leitor ao sair desse transe, que é comparado a alguém despertando de um sonho. “Oh”, diz o leitor, meio apologeticamente, “eu estava tão aprofundado no livro!” – e, na verdade, uma pessoa saindo de um transe de leitura parece estar emergindo das profundezas, ou retornando de um lugar. A absorção parece acompanhar toda leitura prazerosa, mas o transe é menos comum e lembra um estado alterado de consciência: devaneio, sonho, ou talvez mesmo hipnose. Nem a absorção nem o transe estão restritos à ficção: os registros finais nos diários do Capitão Scott podem transportar um leitor para a imensidão da gelada Antártida tão seguramente quanto qualquer novela ou conto; e o relato de jornal do descarrilamento de um vagão-tanque que libera vapores venenosos na direção de uma comunidade adormecida pode arrebatar-nos tão completamente quanto qualquer história de um desastre imaginário. Nem uma narrativa não-ficcional (viagem, biografia) parece ser, em nenhum aspecto, diferente da ficção nos efeitos que produz sobre o leitor. Contudo, a ficção é o veículo mais comum de leitura prazerosa e, da mesma forma, ocupará a maior parte de nossa atenção.

A leitura prazerosa é um jogo divertido: é uma atividade livre, esperando do lado de fora da vida comum; ela absorve o jogador completamente, é improdutiva e ocorre dentro dos limites especificados de espaço e de tempo (Caillois, 1958; Huizinga, 1938/1950), a “leitura lúdica”, do Latim ludo, significado “Eu brinco” (Stephenson, 1964), é, portanto, uma caracterização útil de leitura prazerosa, lembrando-nos de que ela é essencialmente uma atividade recreativa, intrinsecamente motivada e geralmente paratélica, ou seja, envolvente em seu próprio interesse (Apter, 1979; Deci, 1976). Os leitores lúdicos, em geral, descrevem-se como viciados em leitura e eles, de fato, passam grande parte do tempo lendo uma quantidade de livros. Alguns leem dez livros por semana, outros até mais. Como procedimento conveniente, o termo leitor lúdico está aqui reservado para aqueles que leem pelo menos um livro por semana.

Victor Nell
INCENTIVANDO O AMOR PELA LEITURA
Porto Alegre; Artmed, 2001. p. 53 e 54.

Ler por prazer é uma atividade extraordinária. Os símbolos negros sobre a página branca são silenciosos como um túmulo, descoloridos como o deserto enluarado; porém eles dão ao leitor qualificado um prazer tão agudo quanto o toque de um corpo amado, tão vibrante, colorido e transfigurante como ninguém lá fora no mundo real.” (Victor Nell)

A função da linguagem que prevalece no fragmento do texto II, citado acima, é a da alternativa:

 

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