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Texto II
Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar
– sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora
Record, 2008, p.108)
No último parágrafo, em “Minha filha Rita em meu sonho me sorria”, o pronome destacado revela:
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Texto II
Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar
– sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora
Record, 2008, p.108)
O texto apresenta a recorrência de pronomes na primeira e na terceira pessoas do discurso. Considerando sua leitura atenta do texto e esse uso pronominal, é correto afirmar que:
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Texto II
Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, engraçado, brusco...
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar
– sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve.
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora
Record, 2008, p.108)
O penúltimo parágrafo do texto é marcado pelo emprego reiterado de um tempo verbal. Em relação ao seu valor semântico, pode-se afirmar que se refere a uma ação:
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Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
Na relação de nomes encontrados no texto para a doença, nota-se uma certa regularidade na posição das classes gramaticais que os constituem. Assinale a alternativa cuja estrutura dos nomes diferencia-se da dos demais.
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Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6 seguintes.
“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.”
O termo preposicionado “aos descaminhos da humanidade” supre a exigência de regência do seguinte termo:
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Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6 seguintes.
“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.”
A expressão destacada no trecho encontra-se entre vírgulas e possui caráter:
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Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
O vocábulo destacado, em “pela quantidade de nomes que ela recebe”, relaciona ideias e deve ser classificado, morfologicamente, como:
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Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de “bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
A expressão “Há quem diga”, que introduz o texto, revela um sentido indeterminador do agente que é construído:
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Texto I
Sobre a autoestrada
Durante horas, debruçado no gradil da passarela acima da autoestrada, olhava o fluxo dos carros que, como o rio da sua infância – tão distante e tão próximo – não parava de escorrer. s vezes, como então, cuspia, sem porém ouvir o leve baque que denunciaria a chegada do cuspe, abafado pelo som cavo e constante daquele avançar sem rodamoinhos.
Havia dias em que, mais cansado, sentava-se. E balançando de leve os pés pendentes no ar, desejava de forma incompleta um caniço pequeno, um fio de linha que daria outro sentido ao seu estar ali.
Também pensava, só pensava, sem se atrever, como seria libertador tirar a camisa. Sentia os dedos afastando sensualmente as beiradas da casa, passando por elas a curva do botão, forçando de leve até que deslizasse por inteiro, e logo descendo ao botão seguinte, até abrir o peito ao ar, aquele ar que subia de baixo morno como um hálito. Despido o tronco, mergulharia como tantas vezes havia feito, a pele eletrizada pelo choque frio, abrigado em eternos minutos pela escuridão da água e dos olhos fechados, e logo expulso para a luz.
Era um pensamento apaziguador, do qual emergia em braçadas, respirando fundo. O corpo continuava fechado no casulo da camisa, em alguma parte havia ainda um querer. Mas sentia-se lavado e lasso, já podia voltar para casa. De onde, no dia seguinte, tomaria outra vez o caminho da passarela.
(COLASANTI, Marina. Hora de alimentar as serpentes. São
Paulo: Global Editora, 2013, p.141)
Considere o fragmento abaixo para responder às questões 3 e 4 seguintes.
“Despido o tronco, mergulharia como tantas vezes havia feito, a pele eletrizada pelo choque frio, abrigado em eternos minutos pela escuridão da água e dos olhos fechados, e logo expulso para a luz.”(3º§)
O emprego da forma verbal no Futuro do Pretérito do modo Indicativo, associada à oração reduzida que a antecede, contribui para que se estabeleça um sentido de:
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Texto I
Sobre a autoestrada
Durante horas, debruçado no gradil da passarela acima da autoestrada, olhava o fluxo dos carros que, como o rio da sua infância – tão distante e tão próximo – não parava de escorrer. s vezes, como então, cuspia, sem porém ouvir o leve baque que denunciaria a chegada do cuspe, abafado pelo som cavo e constante daquele avançar sem rodamoinhos.
Havia dias em que, mais cansado, sentava-se. E balançando de leve os pés pendentes no ar, desejava de forma incompleta um caniço pequeno, um fio de linha que daria outro sentido ao seu estar ali.
Também pensava, só pensava, sem se atrever, como seria libertador tirar a camisa. Sentia os dedos afastando sensualmente as beiradas da casa, passando por elas a curva do botão, forçando de leve até que deslizasse por inteiro, e logo descendo ao botão seguinte, até abrir o peito ao ar, aquele ar que subia de baixo morno como um hálito. Despido o tronco, mergulharia como tantas vezes havia feito, a pele eletrizada pelo choque frio, abrigado em eternos minutos pela escuridão da água e dos olhos fechados, e logo expulso para a luz.
Era um pensamento apaziguador, do qual emergia em braçadas, respirando fundo. O corpo continuava fechado no casulo da camisa, em alguma parte havia ainda um querer. Mas sentia-se lavado e lasso, já podia voltar para casa. De onde, no dia seguinte, tomaria outra vez o caminho da passarela.
(COLASANTI, Marina. Hora de alimentar as serpentes. São
Paulo: Global Editora, 2013, p.141)
No primeiro parágrafo do texto, nota-se a presença da oração “que denunciaria a chegada do cuspe”, que, no período em que se encontra, possui um valor:
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