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Foram encontradas 120 questões.

1425995 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Cheguei domingo às oito da manhã, pé ante pé para não acordar minha mulher. Apesar do voo, que saíra de Manaus às três da madrugada, estava disposto: havia dormido algumas horas no barco-escola e durante toda a viagem, até aterrissarmos em São Paulo.
Desfiz a mala, providência adotada desde que comecei a viajar feito cigano e sem a qual não sinto haver chegado a lugar nenhum, e fui correr no Minhocão.
“Alegria de paulista”, disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano acessível a quinhentos metros de casa, no centro.
Minha amiga tem razão, talvez seja programa de quem vive numa cidade cinzenta, congestionada, gigantesca, na qual, para enxergar uma nesga de céu, é preciso correr risco de morte debruçado na janela. Compreendo o encanto de morar em meio a paisagens paradisíacas ou em cidades bucólicas onde todos se conhecem, mas para os neuróticos, fascinados pela velocidade do cotidiano, pelo convívio com a diversidade étnica e com as manifestações de criatividade que emergem nos aglomerados humanos, correr domingo de manhãzinha na altura do segundo andar dos prédios da avenida São João é um prazer.
No interior dos apartamentos, o olhar bisbilhoteiro entrevê mobílias escuras, guarda-roupas pesados, estantes improvisadas e, claro, o televisor.
Duvido que exista paisagem dominical mais urbana. A mulher de camisola florida e cabelo desgrenhado abre a cortina e boceja, despudorada; o senhor de pijama leva a gaiola do passarinho para o terraço espremido; o homem de abdômen avantajado escova os dentes distraído na janela. Havia planejado completar vinte e quatro quilômetros, mas, depois de percorrer seis vezes os três quilômetros de extensão, sucumbi ao peso da noite mal-dormida. Tomei água de coco, comprei pão e subi pela escada até o décimo quarto andar do prédio onde moro, exercício aprendido com um de meus pacientes, que aos setenta e seis anos subia dez vezes por dia doze andares. E, não satisfeito com a intensidade do esforço, fazia-o vestido com um blusão repleto de bolsos, nos quais distribuía vinte quilos de chumbo.

(O Médico Doente, Drauzio Varella, Companhia das Letras. Adaptado)

O comentário da amiga carioca – “Alegria de paulista” – apresenta tom
 

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1424644 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Cheguei domingo às oito da manhã, pé ante pé para não acordar minha mulher. Apesar do voo, que saíra de Manaus às três da madrugada, estava disposto: havia dormido algumas horas no barco-escola e durante toda a viagem, até aterrissarmos em São Paulo.
Desfiz a mala, providência adotada desde que comecei a viajar feito cigano e sem a qual não sinto haver chegado a lugar nenhum, e fui correr no Minhocão.
“Alegria de paulista”, disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano acessível a quinhentos metros de casa, no centro.
Minha amiga tem razão, talvez seja programa de quem vive numa cidade cinzenta, congestionada, gigantesca, na qual, para enxergar uma nesga de céu, é preciso correr risco de morte debruçado na janela. Compreendo o encanto de morar em meio a paisagens paradisíacas ou em cidades bucólicas onde todos se conhecem, mas para os neuróticos, fascinados pela velocidade do cotidiano, pelo convívio com a diversidade étnica e com as manifestações de criatividade que emergem nos aglomerados humanos, correr domingo de manhãzinha na altura do segundo andar dos prédios da avenida São João é um prazer.
No interior dos apartamentos, o olhar bisbilhoteiro entrevê mobílias escuras, guarda-roupas pesados, estantes improvisadas e, claro, o televisor.
Duvido que exista paisagem dominical mais urbana. A mulher de camisola florida e cabelo desgrenhado abre a cortina e boceja, despudorada; o senhor de pijama leva a gaiola do passarinho para o terraço espremido; o homem de abdômen avantajado escova os dentes distraído na janela. Havia planejado completar vinte e quatro quilômetros, mas, depois de percorrer seis vezes os três quilômetros de extensão, sucumbi ao peso da noite mal-dormida. Tomei água de coco, comprei pão e subi pela escada até o décimo quarto andar do prédio onde moro, exercício aprendido com um de meus pacientes, que aos setenta e seis anos subia dez vezes por dia doze andares. E, não satisfeito com a intensidade do esforço, fazia-o vestido com um blusão repleto de bolsos, nos quais distribuía vinte quilos de chumbo.

(O Médico Doente, Drauzio Varella, Companhia das Letras. Adaptado)

De acordo com o último parágrafo, o autor
 

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1424643 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Cheguei domingo às oito da manhã, pé ante pé para não acordar minha mulher. Apesar do voo, que saíra de Manaus às três da madrugada, estava disposto: havia dormido algumas horas no barco-escola e durante toda a viagem, até aterrissarmos em São Paulo.
Desfiz a mala, providência adotada desde que comecei a viajar feito cigano e sem a qual não sinto haver chegado a lugar nenhum, e fui correr no Minhocão.
“Alegria de paulista”, disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano acessível a quinhentos metros de casa, no centro.
Minha amiga tem razão, talvez seja programa de quem vive numa cidade cinzenta, congestionada, gigantesca, na qual, para enxergar uma nesga de céu, é preciso correr risco de morte debruçado na janela. Compreendo o encanto de morar em meio a paisagens paradisíacas ou em cidades bucólicas onde todos se conhecem, mas para os neuróticos, fascinados pela velocidade do cotidiano, pelo convívio com a diversidade étnica e com as manifestações de criatividade que emergem nos aglomerados humanos, correr domingo de manhãzinha na altura do segundo andar dos prédios da avenida São João é um prazer.
No interior dos apartamentos, o olhar bisbilhoteiro entrevê mobílias escuras, guarda-roupas pesados, estantes improvisadas e, claro, o televisor.
Duvido que exista paisagem dominical mais urbana. A mulher de camisola florida e cabelo desgrenhado abre a cortina e boceja, despudorada; o senhor de pijama leva a gaiola do passarinho para o terraço espremido; o homem de abdômen avantajado escova os dentes distraído na janela. Havia planejado completar vinte e quatro quilômetros, mas, depois de percorrer seis vezes os três quilômetros de extensão, sucumbi ao peso da noite mal-dormida. Tomei água de coco, comprei pão e subi pela escada até o décimo quarto andar do prédio onde moro, exercício aprendido com um de meus pacientes, que aos setenta e seis anos subia dez vezes por dia doze andares. E, não satisfeito com a intensidade do esforço, fazia-o vestido com um blusão repleto de bolsos, nos quais distribuía vinte quilos de chumbo.

(O Médico Doente, Drauzio Varella, Companhia das Letras. Adaptado)

Pode-se afirmar que o paciente de setenta e seis anos
 

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1418432 Ano: 2014
Disciplina: Enfermagem
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Assinale a alternativa correta com relação às Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs.
 

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1416956 Ano: 2014
Disciplina: Enfermagem
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Em uma Unidade de Enfermagem, foram realizados o inventário e o levantamento de recursos materiais necessários, tendo sido identificadas a quantidade e especificidade desses materiais. Nesse caso, pode-se afirmar corretamente que foi executado(a)
 

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214688 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
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Um usuário que deseja adicionar pequenas anotações, como se fossem recados ou bilhetes em sua área de trabalho, pode utilizar o recurso_________ , um dos aplicativos acessórios do MS-Windows 7, em sua configuração padrão, usado especialmente para essa função.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto.

 

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214687 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
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Um auxiliar precisa enviar, por e-mail, o resultado de um exame médico, que está em um arquivo do tipo PDF. Assinale a alternativa correta.
 

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214686 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
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Observe a imagem que mostra um parágrafo do texto sendo editado no MS-Word 2010, em sua configuração padrão.

enunciado 214686-1

Assinale a alternativa correta em relação aos recursos de formatação utilizados.

 

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214684 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
No MS-Word 2010, em sua configuração padrão, é possível adicionar marca d’água em documentos.
Assinale a alternativa que contém o nome da guia onde está localizado o ícone exibido a seguir, dentro do grupo Plano de Fundo da Página.

enunciado 214684-1

 

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214683 Ano: 2014
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Paulo-SP
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto. No MS-Windows 7, em sua configuração padrão, uma das opções em que é possível escolher o aplicativo que será utilizado para abrir um arquivo é clicar com o botão direito (mouse configurado para destros) sobre o arquivo e escolher a opção ____________ do menu de contexto.
 

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