Magna Concursos

Foram encontradas 38 questões.

1581973 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Analise as palavras destacadas nos fragmentos a seguir.

I. “A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto...” (2º§)

II. “Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.” (4º§)

A sequência correta a que se referem os termos sublinhados é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581972 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Em “A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante.” (2º§), o conector destacado introduz relação semântica de _________________ e pode ser substituído pelo termo _________________, sem prejuízo de sentido. Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581971 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Das passagens destacadas a seguir, assinale a alternativa que apresenta linguagem utilizada em sentido conotativo, figurado ou metafórico.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581970 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma opinião do autor do texto em relação ao fato comentado.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581969 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

A gradação, frequentemente, é considerada um recurso estilístico, uma figura de linguagem utilizada com o objetivo de se intensificar, progressivamente, uma determinada ideia. Entretanto, também pode ser utilizada como um recurso argumentativo. Dentre as alternativas a seguir, qual NÃO apresenta uma gradação?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581968 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Considerando-se a organização linguística, textual, discursiva e temática do texto “Escravos do celular”, é correto afirmar que ele pertence, predominantemente, à categoria dos textos

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581967 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

Na passagem “O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar.” (4º§), é possível inferir que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1581966 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Seritinga-MG
Provas:

Escravos do celular


Do mesmo jeito que ganhamos tempo, o celular começa a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos.


Vi uma matéria curiosa, há pouco tempo, sobre os hábitos dos frequentadores de restaurantes. O dono de um restaurante encontrou vídeos de cerca de dez anos atrás, filmados por câmera de segurança. Os vídeos registravam todo o movimento das mesas, desde a abertura da casa até a saída do último freguês. Para fazer um estudo da dinâmica do trabalho, tempo de atendimento etc., o dono do restaurante fez uma comparação entre o vídeo de dez anos atrás e um de hoje.

A primeira coisa que lhe chamou a atenção foi que, embora a quantidade de pratos consumidos e a quantia de dinheiro gasto (proporcionalmente) continuassem as mesmas, as pessoas passavam o dobro do tempo no restaurante. Daí a queda de faturamento, que ele não sabia a que atribuir. Mas percebeu que, se dez anos atrás um grupo de seis pessoas passava uma hora e meia para almoçar, esse tempo chegava hoje a duas e meia, quase três horas, com aproximadamente o mesmo consumo de comida.

Ele constatou que, antes, as pessoas sentavam, pediam o cardápio, conversavam um pouco, faziam os pedidos etc. Hoje em dia é diferente. A primeira meia hora de atendimento mostrava as pessoas com os cardápios abertos à sua frente, mas concentradas nos seus celulares, lendo e digitando mensagens. Quando, finalmente, os pedidos eram atendidos e a comida chegava, a maioria das pessoas fotografava os pratos e começava a compor mensagens. Com isso se distraíam e muitas vezes os pratos eram devolvidos aos garçons para ser novamente aquecidos. No fim da refeição, havia mais um longo período de tempo em que os garçons eram solicitados a fazer fotos sucessivas do grupo, com o celular de cada um.

O celular/correio/câmera fotográfica veio para ampliar nossa vida, e ampliar não quer dizer necessariamente facilitar. Do mesmo jeito que ganhamos tempo de um lado, o celular começa também a exigi-lo para coisas que antes não fazíamos. E numa sociedade que já foi chamada “a civilização dos Narcisos”, o celular é um veículo excelente para o exibicionismo, para a comunicação instantânea de “o que estou comendo”, para os selfies com gente famosa encontrada nos aeroportos ou nos clubes.

Somos a geração mais bem documentada da História. Somando a presença de celulares, tablets etc. e a disponibilidade das redes sociais, estamos participando do maior experimento sociológico de todos os tempos. Nunca se reuniu tanta informação voluntariamente fornecida sobre os hábitos sociais de uma população. Talvez, no futuro, digam que a História, para valer, começou no tempo de hoje.

(Disponível em http://www.cartafundamental.com.br/single/show/356. Acesso em: 09/01/2015.)

De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor sustenta sua tese a partir da seguinte contradição:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas