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Leia, com atenção, o texto a seguir para responder a questão.
O bloco do sanatório geral
Esta é uma carta pessoal. Não entendo como o desabafo veio parar aqui no site de ÉPOCA, na última página da revista e nas redes sociais. Tudo vaza, as barragens se rompem, os responsáveis não são punidos nem presos e nós ficamos ao desabrigo, sem dinheiro para entrar em recesso. Quem vazou? Dididilma quis ver a lama chegar ao mar antes do Réveillon? Mimimichel decidiu rasgar a fantasia antes do Carnaval? A nossa pátria mãe, subtraída em tenebrosas transações, viu passar, neste fim de ano de 2015, o bloco do sanatório geral.
Quem resolveu expor ao país a fratura de um governo desmoralizado num momento em que o Brasil é rebaixado em todos os sentidos? Deveriam todos ser impedidos. Impedidos de trabalhar só de terça a quinta no Congresso, impedidos de ganhar tantas mordomias, impedidos de roubar das estatais, dos hospitais, das escolas, das estradas, dos eleitores e dos contribuintes. Impedidos de tirar férias, impedidos de mentir deslavadamente, impedidos de ter direito a vale-apartamento, vale-combustível, vale-assessor, vale-aposentadoria e vale-tudo. Quem não vale nada e não se importa com o Brasil, só com seu bolso e seu prestígio, deveria ser cassado.
O zika vírus acometeu os Poderes da República e acentuou os problemas neurológicos dos parlamentares, aqueles que um dia chamamos de “representantes do povo”. Descobriu-se a verdadeira identidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças: ele se chama Eduardo Cunha. Está disfarçado de presidente da Câmara nas águas paradas do país. Ele é frio e inabalável em suas piruetas e seus delírios. As picadas do mosquito provocam, entre outros sintomas, náusea, fadiga e dores. Não há repelente capaz de combater o Aedes Cunha Chikungunya.
O Conselho de Ética está contaminado. A julgar pelas cabeçadas, ofensas, agressões e tapas entre marmanjos de gravata em sessões preliminares, destinadas apenas a decidir se prossegue ou não a análise da cassação de Cunha, o diagnóstico é claro. Enlouqueceram todos aqueles muito próximos do presidente da Câmara, que pertence a um novo partido, o PMDB do C. Esse partido briga com o PMDB do T e o PMDB da D. Como diz o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB baiano, “querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro”.
Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa. Foi só um deputado do Conselho de Ética chamar o outro de bagunceiro que se instalou a briga física.
– Aceito tudo, mas me tocar, não – gritou o deputado Zé Geraldo, do PT da Bahia, que queria validar o processo contra o presidente da Câmara, já adiado por sete vezes.
– Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.
Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.
Não é só “bagunceiro” que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. “Namoradeira” virou ofensa visceral a cabra-fêmea. Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra. Reagiu como barraqueira ao ser chamada de namoradeira pelo tucano mais desajeitado e bobo do tucanato.
Kátia podia ter se limitado a dizer sua verdade – que Serra tinha sido deselegante e que, por esse tipo de comportamento, jamais seria eleito presidente da República. Mas não. A porta-voz dos ruralistas e amiga de Dilma se transformou, com um tufão nos quadris. E continuou irada nas redes sociais, despejando adjetivos contra Serra, “desrespeitoso, arrogante e machista”. Dizer que Serra é machista é chover no inundado.
O vice-presidente é decorativo, a presidente sempre pareceu decorativa e o eleitor se sente decorativo, mero figurante nesse samba atravessado. A letra do antológico “Vai passar”, de Chico Buarque, foi composta ao fim de “uma página infeliz de nossa história”, a ditadura militar. Hoje, com o país afundando na depressão e o espetáculo constrangedor oferecido pelo Legislativo e pelo Executivo, eu me pergunto
quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social. Vai demorar para passar. O Carnaval será uma alegria fugaz. Confio nas novas gerações para reinventar a vida boa, ô lerê, ô lará.
(AQUINO, Ruth. O bloco do sanatório geral. Revista Época, p. 106, 14 dez. 2015.)
Com base nos argumentos da autora, NÃO faria parte do “bloco do sanatório geral”:
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A prática de exercícios físicos em ambientes abertos, para muitos, é considerada mais prazerosa. Entretanto, quando o exercício físico é praticado em ambientes muito quentes, atenção especial deve ser dispensada à hidratação.
Abaixo são feitas algumas afirmações sobre a temática levantada. Analise-as e assinale a CORRETA.
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdePrincípios, Objetivos, Diretrizes e Atribuições.Arts. 5º e 6º: Objetivos e Atribuições
A Lei 8.080/1990 apresenta, no capítulo I, os objetivos e atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS). Em I, II e III são feitas afirmações sobre o exposto no referido capítulo. Analise-as.
I - Está incluída no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) a execução de ações de vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, de saúde do trabalhador e de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.
II - Faz parte das atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) a revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais.
III - Participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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O bloco do sanatório geral
Esta é uma carta pessoal. Não entendo como o desabafo veio parar aqui no site de ÉPOCA, na última página da revista e nas redes sociais. Tudo vaza, as barragens se rompem, os responsáveis não são punidos nem presos e nós ficamos ao desabrigo, sem dinheiro para entrar em recesso. Quem vazou? Dididilma quis ver a lama chegar ao mar antes do Réveillon? Mimimichel decidiu rasgar a fantasia antes do Carnaval? A nossa pátria mãe, subtraída em tenebrosas transações, viu passar, neste fim de ano de 2015, o bloco do sanatório geral.
Quem resolveu expor ao país a fratura de um governo desmoralizado num momento em que o Brasil é rebaixado em todos os sentidos? Deveriam todos ser impedidos. Impedidos de trabalhar só de terça a quinta no Congresso, impedidos de ganhar tantas mordomias, impedidos de roubar das estatais, dos hospitais, das escolas, das estradas, dos eleitores e dos contribuintes. Impedidos de tirar férias, impedidos de mentir deslavadamente, impedidos de ter direito a vale-apartamento, vale-combustível, vale-assessor, vale-aposentadoria e vale-tudo. Quem não vale nada e não se importa com o Brasil, só com seu bolso e seu prestígio, deveria ser cassado.
O zika vírus acometeu os Poderes da República e acentuou os problemas neurológicos dos parlamentares, aqueles que um dia chamamos de “representantes do povo”. Descobriu-se a verdadeira identidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças: ele se chama Eduardo Cunha. Está disfarçado de presidente da Câmara nas águas paradas do país. Ele é frio e inabalável em suas piruetas e seus delírios. As picadas do mosquito provocam, entre outros sintomas, náusea, fadiga e dores. Não há repelente capaz de combater o Aedes Cunha Chikungunya.
O Conselho de Ética está contaminado. A julgar pelas cabeçadas, ofensas, agressões e tapas entre marmanjos de gravata em sessões preliminares, destinadas apenas a decidir se prossegue ou não a análise da cassação de Cunha, o diagnóstico é claro. Enlouqueceram todos aqueles muito próximos do presidente da Câmara, que pertence a um novo partido, o PMDB do C. Esse partido briga com o PMDB do T e o PMDB da D. Como diz o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB baiano, “querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro”.
Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa. Foi só um deputado do Conselho de Ética chamar o outro de bagunceiro que se instalou a briga física.
– Aceito tudo, mas me tocar, não – gritou o deputado Zé Geraldo, do PT da Bahia, que queria validar o processo contra o presidente da Câmara, já adiado por sete vezes.
– Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.
Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.
Não é só “bagunceiro” que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. “Namoradeira” virou ofensa visceral a cabra-fêmea. Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra. Reagiu como barraqueira ao ser chamada de namoradeira pelo tucano mais desajeitado e bobo do tucanato.
Kátia podia ter se limitado a dizer sua verdade – que Serra tinha sido deselegante e que, por esse tipo de comportamento, jamais seria eleito presidente da República. Mas não. A porta-voz dos ruralistas e amiga de Dilma se transformou, com um tufão nos quadris. E continuou irada nas redes sociais, despejando adjetivos contra Serra, “desrespeitoso, arrogante e machista”. Dizer que Serra é machista é chover no inundado.
O vice-presidente é decorativo, a presidente sempre pareceu decorativa e o eleitor se sente decorativo, mero figurante nesse samba atravessado. A letra do antológico “Vai passar”, de Chico Buarque, foi composta ao fim de “uma página infeliz de nossa história”, a ditadura militar. Hoje, com o país afundando na depressão e o espetáculo constrangedor oferecido pelo Legislativo e pelo Executivo, eu me pergunto
quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social. Vai demorar para passar. O Carnaval será uma alegria fugaz. Confio nas novas gerações para reinventar a vida boa, ô lerê, ô lará.
(AQUINO, Ruth. O bloco do sanatório geral. Revista Época, p. 106, 14 dez. 2015.)
Considere a organização morfossintática do trecho: “Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.”
Sobre essa organização, NÃO se pode afirmar:
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Com base nos aspectos temporais de movimento, assinale a afirmativa CORRETA.
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Com base nos critérios de autenticidade científica, analise as situações apresentadas em I e II.
I - Um treinador, com o objetivo de avaliar a capacidade aeróbia de jovens saudáveis, utilizou o teste de corrida de 50m em máxima velocidade.
II - Para avaliar a capacidade aeróbia de adultos saudáveis, um treinador usou o questionário internacional de atividade física (IPAQ)
Acerca das situações apresentadas, é CORRETO afirmar:
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Esta é uma carta pessoal. Não entendo como o desabafo veio parar aqui no site de ÉPOCA, na última página da revista e nas redes sociais. Tudo vaza, as barragens se rompem, os responsáveis não são punidos nem presos e nós ficamos ao desabrigo, sem dinheiro para entrar em recesso. Quem vazou? Dididilma quis ver a lama chegar ao mar antes do Réveillon? Mimimichel decidiu rasgar a fantasia antes do Carnaval? A nossa pátria mãe, subtraída em tenebrosas transações, viu passar, neste fim de ano de 2015, o bloco do sanatório geral.
Quem resolveu expor ao país a fratura de um governo desmoralizado num momento em que o Brasil é rebaixado em todos os sentidos? Deveriam todos ser impedidos. Impedidos de trabalhar só de terça a quinta no Congresso, impedidos de ganhar tantas mordomias, impedidos de roubar das estatais, dos hospitais, das escolas, das estradas, dos eleitores e dos contribuintes. Impedidos de tirar férias, impedidos de mentir deslavadamente, impedidos de ter direito a vale-apartamento, vale-combustível, vale-assessor, vale-aposentadoria e vale-tudo. Quem não vale nada e não se importa com o Brasil, só com seu bolso e seu prestígio, deveria ser cassado.
O zika vírus acometeu os Poderes da República e acentuou os problemas neurológicos dos parlamentares, aqueles que um dia chamamos de “representantes do povo”. Descobriu-se a verdadeira identidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças: ele se chama Eduardo Cunha. Está disfarçado de presidente da Câmara nas águas paradas do país. Ele é frio e inabalável em suas piruetas e seus delírios. As picadas do mosquito provocam, entre outros sintomas, náusea, fadiga e dores. Não há repelente capaz de combater o Aedes Cunha Chikungunya.
O Conselho de Ética está contaminado. A julgar pelas cabeçadas, ofensas, agressões e tapas entre marmanjos de gravata em sessões preliminares, destinadas apenas a decidir se prossegue ou não a análise da cassação de Cunha, o diagnóstico é claro. Enlouqueceram todos aqueles muito próximos do presidente da Câmara, que pertence a um novo partido, o PMDB do C. Esse partido briga com o PMDB do T e o PMDB da D. Como diz o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB baiano, “querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro”.
Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa. Foi só um deputado do Conselho de Ética chamar o outro de bagunceiro que se instalou a briga física.
– Aceito tudo, mas me tocar, não – gritou o deputado Zé Geraldo, do PT da Bahia, que queria validar o processo contra o presidente da Câmara, já adiado por sete vezes.
– Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.
Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.
Não é só “bagunceiro” que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. “Namoradeira” virou ofensa visceral a cabra-fêmea. Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra. Reagiu como barraqueira ao ser chamada de namoradeira pelo tucano mais desajeitado e bobo do tucanato.
Kátia podia ter se limitado a dizer sua verdade – que Serra tinha sido deselegante e que, por esse tipo de comportamento, jamais seria eleito presidente da República. Mas não. A porta-voz dos ruralistas e amiga de Dilma se transformou, com um tufão nos quadris. E continuou irada nas redes sociais, despejando adjetivos contra Serra, “desrespeitoso, arrogante e machista”. Dizer que Serra é machista é chover no inundado.
O vice-presidente é decorativo, a presidente sempre pareceu decorativa e o eleitor se sente decorativo, mero figurante nesse samba atravessado. A letra do antológico “Vai passar”, de Chico Buarque, foi composta ao fim de “uma página infeliz de nossa história”, a ditadura militar. Hoje, com o país afundando na depressão e o espetáculo constrangedor oferecido pelo Legislativo e pelo Executivo, eu me pergunto
quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social. Vai demorar para passar. O Carnaval será uma alegria fugaz. Confio nas novas gerações para reinventar a vida boa, ô lerê, ô lará.
(AQUINO, Ruth. O bloco do sanatório geral. Revista Época, p. 106, 14 dez. 2015.)
A autora afirma: “Deveriam todos ser impedidos.” Entre “todos” aos quais a autora se refere, NÃO se insere(m):
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Ao finalizarmos um exercício físico, o consumo de oxigênio não retorna imediatamente aos níveis do consumo de repouso. Em I, II e III são apresentados alguns fatores que contribuem para esse consumo aumentado de oxigênio, pós-exercício. Analise-os.
I - Necessidade de restauração do oxigênio da hemoglobina e mioglobina.
II - Normalização das concentrações de hormônios, como o cortisol, epinefrina, norepinefrina, T3, T4 e GH para os níveis pré-exercício.
III - Diminuição da frequência respiratória e da frequência cardíaca para os níveis pré-exercício.
Assinale as afirmativas CORRETAS.
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O bloco do sanatório geral
Esta é uma carta pessoal. Não entendo como o desabafo veio parar aqui no site de ÉPOCA, na última página da revista e nas redes sociais. Tudo vaza, as barragens se rompem, os responsáveis não são punidos nem presos e nós ficamos ao desabrigo, sem dinheiro para entrar em recesso. Quem vazou? Dididilma quis ver a lama chegar ao mar antes do Réveillon? Mimimichel decidiu rasgar a fantasia antes do Carnaval? A nossa pátria mãe, subtraída em tenebrosas transações, viu passar, neste fim de ano de 2015, o bloco do sanatório geral.
Quem resolveu expor ao país a fratura de um governo desmoralizado num momento em que o Brasil é rebaixado em todos os sentidos? Deveriam todos ser impedidos. Impedidos de trabalhar só de terça a quinta no Congresso, impedidos de ganhar tantas mordomias, impedidos de roubar das estatais, dos hospitais, das escolas, das estradas, dos eleitores e dos contribuintes. Impedidos de tirar férias, impedidos de mentir deslavadamente, impedidos de ter direito a vale-apartamento, vale-combustível, vale-assessor, vale-aposentadoria e vale-tudo. Quem não vale nada e não se importa com o Brasil, só com seu bolso e seu prestígio, deveria ser cassado.
O zika vírus acometeu os Poderes da República e acentuou os problemas neurológicos dos parlamentares, aqueles que um dia chamamos de “representantes do povo”. Descobriu-se a verdadeira identidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças: ele se chama Eduardo Cunha. Está disfarçado de presidente da Câmara nas águas paradas do país. Ele é frio e inabalável em suas piruetas e seus delírios. As picadas do mosquito provocam, entre outros sintomas, náusea, fadiga e dores. Não há repelente capaz de combater o Aedes Cunha Chikungunya.
O Conselho de Ética está contaminado. A julgar pelas cabeçadas, ofensas, agressões e tapas entre marmanjos de gravata em sessões preliminares, destinadas apenas a decidir se prossegue ou não a análise da cassação de Cunha, o diagnóstico é claro. Enlouqueceram todos aqueles muito próximos do presidente da Câmara, que pertence a um novo partido, o PMDB do C. Esse partido briga com o PMDB do T e o PMDB da D. Como diz o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB baiano, “querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro”.
Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa. Foi só um deputado do Conselho de Ética chamar o outro de bagunceiro que se instalou a briga física.
– Aceito tudo, mas me tocar, não – gritou o deputado Zé Geraldo, do PT da Bahia, que queria validar o processo contra o presidente da Câmara, já adiado por sete vezes.
– Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.
Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.
Não é só “bagunceiro” que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. “Namoradeira” virou ofensa visceral a cabra-fêmea. Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra. Reagiu como barraqueira ao ser chamada de namoradeira pelo tucano mais desajeitado e bobo do tucanato.
Kátia podia ter se limitado a dizer sua verdade – que Serra tinha sido deselegante e que, por esse tipo de comportamento, jamais seria eleito presidente da República. Mas não. A porta-voz dos ruralistas e amiga de Dilma se transformou, com um tufão nos quadris. E continuou irada nas redes sociais, despejando adjetivos contra Serra, “desrespeitoso, arrogante e machista”. Dizer que Serra é machista é chover no inundado.
O vice-presidente é decorativo, a presidente sempre pareceu decorativa e o eleitor se sente decorativo, mero figurante nesse samba atravessado. A letra do antológico “Vai passar”, de Chico Buarque, foi composta ao fim de “uma página infeliz de nossa história”, a ditadura militar. Hoje, com o país afundando na depressão e o espetáculo constrangedor oferecido pelo Legislativo e pelo Executivo, eu me pergunto
quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social. Vai demorar para passar. O Carnaval será uma alegria fugaz. Confio nas novas gerações para reinventar a vida boa, ô lerê, ô lará.
(AQUINO, Ruth. O bloco do sanatório geral. Revista Época, p. 106, 14 dez. 2015.)
Entre os aspectos comuns ao Presidente da Câmara e o transmissor da dengue, de acordo com a autora, estão, EXCETO
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Quem resolveu expor ao país a fratura de um governo desmoralizado num momento em que o Brasil é rebaixado em todos os sentidos? Deveriam todos ser impedidos. Impedidos de trabalhar só de terça a quinta no Congresso, impedidos de ganhar tantas mordomias, impedidos de roubar das estatais, dos hospitais, das escolas, das estradas, dos eleitores e dos contribuintes. Impedidos de tirar férias, impedidos de mentir deslavadamente, impedidos de ter direito a vale-apartamento, vale-combustível, vale-assessor, vale-aposentadoria e vale-tudo. Quem não vale nada e não se importa com o Brasil, só com seu bolso e seu prestígio, deveria ser cassado.
O zika vírus acometeu os Poderes da República e acentuou os problemas neurológicos dos parlamentares, aqueles que um dia chamamos de “representantes do povo”. Descobriu-se a verdadeira identidade do mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças: ele se chama Eduardo Cunha. Está disfarçado de presidente da Câmara nas águas paradas do país. Ele é frio e inabalável em suas piruetas e seus delírios. As picadas do mosquito provocam, entre outros sintomas, náusea, fadiga e dores. Não há repelente capaz de combater o Aedes Cunha Chikungunya.
O Conselho de Ética está contaminado. A julgar pelas cabeçadas, ofensas, agressões e tapas entre marmanjos de gravata em sessões preliminares, destinadas apenas a decidir se prossegue ou não a análise da cassação de Cunha, o diagnóstico é claro. Enlouqueceram todos aqueles muito próximos do presidente da Câmara, que pertence a um novo partido, o PMDB do C. Esse partido briga com o PMDB do T e o PMDB da D. Como diz o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB baiano, “querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro”.
Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa.!$ ^{(D)} !$ Foi só um deputado do Conselho de Ética chamar o outro de bagunceiro que se instalou a briga física.
– Aceito tudo, mas me tocar, não – gritou o deputado Zé Geraldo, do PT da Bahia, que queria validar o processo contra o presidente da Câmara, já adiado por sete vezes.
– Macho nenhum vai tocar em mim, não. O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.!$ ^{(A)} !$
Os machos não podem se tocar, só podem se agredir. Enquanto isso, Cunha dá entrevista sorrindo, parece se divertir. Seu colega Renan Calheiros, presidente do Senado, também envolvido em denúncias de corrupção, está impaciente e acha que Cunha poderá até ser preso ou afastado, para ser julgado. Renan lembra direitinho que renunciou para não ser cassado.
Não é só “bagunceiro” que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. “Namoradeira” virou ofensa visceral a cabra-fêmea. Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra.!$ ^{(B)} !$ Reagiu como barraqueira ao ser chamada de namoradeira pelo tucano mais desajeitado e bobo do tucanato.
Kátia podia ter se limitado a dizer sua verdade – que Serra tinha sido deselegante e que, por esse tipo de comportamento, jamais seria eleito presidente da República. Mas não. A porta-voz dos ruralistas e amiga de Dilma se transformou, com um tufão nos quadris. E continuou irada nas redes sociais, despejando adjetivos contra Serra, “desrespeitoso, arrogante e machista”. Dizer que Serra é machista é chover no inundado.
O vice-presidente é decorativo, a presidente sempre pareceu decorativa e o eleitor se sente decorativo, mero figurante nesse samba atravessado. A letra do antológico “Vai passar”, de Chico Buarque, foi composta ao fim de “uma página infeliz de nossa história”, a ditadura militar. Hoje, com o país afundando na depressão e o espetáculo constrangedor oferecido pelo Legislativo e pelo Executivo, eu me pergunto
quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social.!$ ^{(C)} !$ Vai demorar para passar. O Carnaval será uma alegria fugaz. Confio nas novas gerações para reinventar a vida boa, ô lerê, ô lará.
(AQUINO, Ruth. O bloco do sanatório geral. Revista Época, p. 106, 14 dez. 2015.)
Assinale a alternativa em que a autora utiliza uma variante linguística regional para construir uma ironia.
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