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Foram encontradas 45 questões.

1221112 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Sombrio-SC
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Leia o texto abaixo para responder a próxima questão

“(...) Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta vida. Tinha notado minha ideia de fugir, tinha me rastreado, me encontrado. Não sorriu, não falou nada. Eu também não falei. O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para se entender - e acho que é por isso que a gente morre. (...)”
João Guimarães Rosa, citação do livro “Grande Sertão: Veredas”. Nova Aguilar, 1994, p. 405
Uma das principais características da prosa de Guimarães Rosa é a criação de vocábulos inexistentes na língua portuguesa, como a palavra “ensombrados”. A esse recurso dá-se o nome de:
 

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1221111 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Sombrio-SC
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Nasce Uma Estrela

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
A história de Nasce uma Estrela chega aos cinemas pela quarta vez. A primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland na pele da protagonista da trama. Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor.
[...]
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme. Inicialmente, o projeto seria dirigido por Clint Eastwood, mas Cooper acabou assumindo a posição. E não dá para dizer que ele faz feio. Ainda que alguns escorregões ou outros naturais de uma estreia na direção, Cooper realiza um trabalho sólido e envolvente.
[...]
Vencedora de um Globo de Ouro pelo trabalho em American Horror Story, Gaga se prova definitivamente uma boa atriz. Não é impossível imaginar que ela possa receber uma indicação ao Oscar pelo trabalho. Trata-se, de longe, da melhor atuação de sua carreira. Quem também não decepciona é Bradley, que mostra que sabe cantar, e muito bem. Ele só escorrega um pouco nos momentos mais dramáticos. Isso fica claro quando, ao registrar o personagem chorando, nos vemos diante de um ator que cobre os olhos completamente. Ali, era importante que víssemos Jack chorando de verdade.
Apontado como um forte candidato para a temporada de premiações do ano, o filme é basicamente Gaga e Cooper, mas o elenco coadjuvante também faz bonito, com destaque para Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Dave Chappelle e Anthony Ramos.
A Star is Born (no original) conta com uma história simples e até um pouco previsível. Mas ganha todo o gás do mundo com a presença de números musicais realmente belos, com destaque para os duetos "Alibi" e "Music to my eys".
Ao final do filme, muitos irão chorar, muitos irão pensar em rever e muitos irão correr para achar a trilha sonora de Nasce uma Estrela.
por Lucas Salgado – Retirado do site Adoro Cinema
Em relação a aspectos semânticos podemos classificar os verbos como verbos de ação e de ligação. Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada se encaixa como um verbo de ligação:
 

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1221110 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Sombrio-SC
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“(...) Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta vida. Tinha notado minha ideia de fugir, tinha me rastreado, me encontrado. Não sorriu, não falou nada. Eu também não falei. O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para se entender - e acho que é por isso que a gente morre. (...)”
João Guimarães Rosa, citação do livro “Grande Sertão: Veredas”. Nova Aguilar, 1994, p. 405
Neste pequeno trecho é perceptível um grande número de adjetivos. Esse fenômeno se deve à (ao):
 

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1221109 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Sombrio-SC
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Nasce Uma Estrela

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
A história de Nasce uma Estrela chega aos cinemas pela quarta vez. A primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland na pele da protagonista da trama. Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor.
[...]
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme. Inicialmente, o projeto seria dirigido por Clint Eastwood, mas Cooper acabou assumindo a posição. E não dá para dizer que ele faz feio. Ainda que alguns escorregões ou outros naturais de uma estreia na direção, Cooper realiza um trabalho sólido e envolvente.
[...]
Vencedora de um Globo de Ouro pelo trabalho em American Horror Story, Gaga se prova definitivamente uma boa atriz. Não é impossível imaginar que ela possa receber uma indicação ao Oscar pelo trabalho. Trata-se, de longe, da melhor atuação de sua carreira. Quem também não decepciona é Bradley, que mostra que sabe cantar, e muito bem. Ele só escorrega um pouco nos momentos mais dramáticos. Isso fica claro quando, ao registrar o personagem chorando, nos vemos diante de um ator que cobre os olhos completamente. Ali, era importante que víssemos Jack chorando de verdade.
Apontado como um forte candidato para a temporada de premiações do ano, o filme é basicamente Gaga e Cooper, mas o elenco coadjuvante também faz bonito, com destaque para Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Dave Chappelle e Anthony Ramos.
A Star is Born (no original) conta com uma história simples e até um pouco previsível. Mas ganha todo o gás do mundo com a presença de números musicais realmente belos, com destaque para os duetos "Alibi" e "Music to my eys".
Ao final do filme, muitos irão chorar, muitos irão pensar em rever e muitos irão correr para achar a trilha sonora de Nasce uma Estrela.
por Lucas Salgado – Retirado do site Adoro Cinema
O texto acima faz uma análise da obra cinematográfica “Nasce uma estrela”. Nele fica perceptível que:
 

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1221108 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
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“(...) Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta vida. Tinha notado minha ideia de fugir, tinha me rastreado, me encontrado. Não sorriu, não falou nada. Eu também não falei. O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para se entender - e acho que é por isso que a gente morre. (...)”
João Guimarães Rosa, citação do livro “Grande Sertão: Veredas”. Nova Aguilar, 1994, p. 405
Em: “Aquele verde, arenoso, mas tão moço” foi utilizado um recurso de linguagem conotativa chamado:
 

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1221107 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Sombrio-SC
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O GIGOLÔ DAS PALAVRAS

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra Iíngua.
Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!’).
Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondí que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios.
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?
O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.)
A Gramática é o esqueleto da Iíngua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro.
As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria.
Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantei. Acabaria tratandoas com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiría em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção.
A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
Luís Fernando Verissmo
A partir da leitura da citação do PCN de Língua Portuguesa abaixo, assinale a alternativa que contém um trecho do texto de Luis Fernando Veríssimo que esteja de acordo com os ideais da citação: O que deve ser ensinado não responde às imposições de organização clássica de conteúdos na gramática escolar, mas aos aspectos que precisam ser tematizados em função das necessidades apresentadas pelos alunos nas atividades de produção, leitura e escuta de textos, (p. 29) Alternativas:
 

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1221106 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
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Nasce Uma Estrela

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
A história de Nasce uma Estrela chega aos cinemas pela quarta vez. A primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland na pele da protagonista da trama. Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor.
[...]
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme. Inicialmente, o projeto seria dirigido por Clint Eastwood, mas Cooper acabou assumindo a posição. E não dá para dizer que ele faz feio. Ainda que alguns escorregões ou outros naturais de uma estreia na direção, Cooper realiza um trabalho sólido e envolvente.
[...]
Vencedora de um Globo de Ouro pelo trabalho em American Horror Story, Gaga se prova definitivamente uma boa atriz. Não é impossível imaginar que ela possa receber uma indicação ao Oscar pelo trabalho. Trata-se, de longe, da melhor atuação de sua carreira. Quem também não decepciona é Bradley, que mostra que sabe cantar, e muito bem. Ele só escorrega um pouco nos momentos mais dramáticos. Isso fica claro quando, ao registrar o personagem chorando, nos vemos diante de um ator que cobre os olhos completamente. Ali, era importante que víssemos Jack chorando de verdade.
Apontado como um forte candidato para a temporada de premiações do ano, o filme é basicamente Gaga e Cooper, mas o elenco coadjuvante também faz bonito, com destaque para Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Dave Chappelle e Anthony Ramos.
A Star is Born (no original) conta com uma história simples e até um pouco previsível. Mas ganha todo o gás do mundo com a presença de números musicais realmente belos, com destaque para os duetos "Alibi" e "Music to my eys".
Ao final do filme, muitos irão chorar, muitos irão pensar em rever e muitos irão correr para achar a trilha sonora de Nasce uma Estrela.
por Lucas Salgado – Retirado do site Adoro Cinema
Assinale a alternativa em que a expressão destacada recebe entre parênteses classificação sintática CORRETA:
 

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1221105 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
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O GIGOLÔ DAS PALAVRAS

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra Iíngua.
Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!’).
Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondí que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios.
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?
O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.)
A Gramática é o esqueleto da Iíngua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro.
As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria.
Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantei. Acabaria tratandoas com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiría em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção.
A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
Luís Fernando Verissmo
Para exemplificar a seus entrevistadores de maneira didática e clara o autor se valeu de algumas metáforas para compor o seu argumento. Assinale a alternativa que se utilize desse recurso:
 

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1221104 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: PS Concursos
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Leia o trecho abaixo, retirado dos PCNs de Língua Portuguesa: O uso de uma ou outra forma de expressão depende, sobretudo, de fatores geográficos, socioeconômicos, de faixa etária, de gênero (sexo), da relação estabelecida entre os falantes e do contexto de fala. A imagem de uma língua única, mais próxima da modalidade escrita da linguagem, subjacente às prescrições normativas da gramática escolar, dos manuais e mesmo dos programas de difusão da mídia sobre ”o que se deve e o que não se deve falar e escrever”, não se sustenta na análise empírica dos usos da língua, (p. 29) Assinale a alternativa que NÃO esteja em consonância com o descrito acima:
 

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1221103 Ano: 2019
Disciplina: Português
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Nasce Uma Estrela

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
A história de Nasce uma Estrela chega aos cinemas pela quarta vez. A primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland na pele da protagonista da trama. Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor.
[...]
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme. Inicialmente, o projeto seria dirigido por Clint Eastwood, mas Cooper acabou assumindo a posição. E não dá para dizer que ele faz feio. Ainda que alguns escorregões ou outros naturais de uma estreia na direção, Cooper realiza um trabalho sólido e envolvente.
[...]
Vencedora de um Globo de Ouro pelo trabalho em American Horror Story, Gaga se prova definitivamente uma boa atriz. Não é impossível imaginar que ela possa receber uma indicação ao Oscar pelo trabalho. Trata-se, de longe, da melhor atuação de sua carreira. Quem também não decepciona é Bradley, que mostra que sabe cantar, e muito bem. Ele só escorrega um pouco nos momentos mais dramáticos. Isso fica claro quando, ao registrar o personagem chorando, nos vemos diante de um ator que cobre os olhos completamente. Ali, era importante que víssemos Jack chorando de verdade.
Apontado como um forte candidato para a temporada de premiações do ano, o filme é basicamente Gaga e Cooper, mas o elenco coadjuvante também faz bonito, com destaque para Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Dave Chappelle e Anthony Ramos.
A Star is Born (no original) conta com uma história simples e até um pouco previsível. Mas ganha todo o gás do mundo com a presença de números musicais realmente belos, com destaque para os duetos "Alibi" e "Music to my eys".
Ao final do filme, muitos irão chorar, muitos irão pensar em rever e muitos irão correr para achar a trilha sonora de Nasce uma Estrela.
por Lucas Salgado – Retirado do site Adoro Cinema
Os advérbios são palavras invariáveis que expressam circunstâncias em relação ao verbo, adjetivos ou até a outros advérbios. A palavra destacada na sentença abaixo assinala aspecto semântico de:
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção no filme.”
Alternativas:
 

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