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Foram encontradas 50 questões.

2145823 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
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Daqui a vinte e cinco Anos
Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. Mas a impressão-desejo é a de que num futuro não muito remoto talvez compreendamos que os movimentos caóticos atuais já eram os primeiros passos afinando-se e orquestrando-se para uma situação econômica mais digna de um homem, de uma mulher, de uma criança. E isso porque o povo já tem dado mostras de ter maior maturidade política do que a grande maioria dos políticos, e é quem um dia terminará liderando os líderes. Daqui a vinte e cinco anos o povo terá falado muito mais.
Mas se não sei prever, posso pelo menos desejar. Posso intensamente desejar que o problema mais urgente se resolva: o da fome. Muitíssimo mais depressa, porém, do que em vinte e cinco anos, porque não há mais tempo de esperar: milhares de homens, mulheres e crianças são verdadeiros moribundos ambulantes que tecnicamente deviam estar internados em hospitais para subnutridos. Tal é a miséria, que se justificaria ser decretado estado de prontidão, como diante de calamidade pública. Só que é pior: a fome é a nossa endemia, já está fazendo parte orgânica do corpo e da alma. E, na maioria das vezes, quando se descrevem as características físicas, morais e mentais de um brasileiro, não se nota que na verdade se estão descrevendo os sintomas físicos, morais e mentais da fome. Os líderes que tiverem como meta a solução econômica do problema da comida serão tão abençoados por nós como, em comparação, o mundo abençoará os que descobrirem a cura do câncer.
(Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo)
O pronome “se”, está posto antes do verbo, por estar atraído por
 

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2145820 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
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Entrevista
Entrevista realizada por e-mail no mês de setembro de 2005, com a aluna Jéssica Lima Magalhães, que cursava o 3º ano do Ensino Médio em um colégio na cidade de Porto Velho, Rondônia.
1. As aulas destinadas ao ensino da literatura contribuem para construir o seu gosto pela leitura de livros literários? Sim ou não? Diga por quê.
Não. Meu gosto por livros literários veio da minha família. Na escola, só recebia livrinhos sem graça e nunca era motivada a ir atrás de outros livros que fossem bons, como clássicos, lançamentos ou até mesmo um livro de que a professora gostasse.
2. Nas discussões em sala de aula, seus professores comentam bem os livros de literatura que recomendam?
Eles sempre montam debates feitos pelos alunos sobre os livros que recebíamos na escola ou, então, teatro; ou seja, não comentavam nem bem nem mal, não exprimiam a opinião deles, apenas faziam os resumos dos livros.
3. Quais os livros que você leu por causa das aulas de Língua Portuguesa? De quais mais gostou?
Livros de que gostei de 5ª a 8ª: A Hora da Verdade, de Pedro Bandeira, O Príncipe e o Mendigo e O Mistério do Apartamento Sorriso. Os que menos gostei não me lembro.
4. Quais livros estão entre os seus preferidos? Você soube deles nas aulas destinadas ao ensino de literatura?
Livro preferidos: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski, e a trilogia Fronteira do Universo, de Philip Puliman. Não soube de nenhum deles pela escola. Todos quem indicou foi minha tia, ou a Rose, livreira que tinha aqui na cidade.
5. Dá para ler clássicos na 8ª série?
Depende de como foi antes a educação do aluno. Se sempre foi motivado a ler livros bons, com certeza vai querer ler um clássico na 8ª série; mas, se é colocado, de repente, um grande livro na sua frente, não vai ter vontade de lê-lo. Tem gente que, no último ano da escola, não agüenta ler um livro de cem páginas, por mais que seja um livro importante, um clássico.
Ensino de Língua Portuguesa
A expressão “por mais que”, revela relação de
 

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2145808 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE

Assinale a alternativa que contém o primeiro nome do Distrito de Trici.

 

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2145807 Ano: 2008
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE

O primeiro nome de Carrapateiras foi

 

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2145806 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
Um Reino Cheio de Mistério
No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia da Árvore, o que deve ter dado trabalho a muito menino do primário, do qual certamente exigiram uma redação sobre o tema: com a alma bocejando, os meninos devem ter dito que a árvore dá sombra, frutos etc.
Mas, ao que eu saiba, não se comemora o dia da planta, ou melhor, da plantação. E esse dia é importante para a experiência humana das crianças e dos adultos. Plantar é criar na Natureza. Criação insubstituível por outro tipo qualquer de criação.
Lembro-me de quando eu era menina e fui passar o dia numa granja. Foi um dia glorioso: lá plantei um pé de milho com muito amor e excitação!$ ^{a)} !$. Depois, de quando em quando, eu pedia notícias do que havia criado.
Mais tarde, na Suíça, plantei um pé de tomates numa lata grande, bonita. Quando começaram a aparecer os ainda pequenos tomates verdes e duros achei inacreditável que eu mesma lhes tivesse provocado o nascimento: eu entrara no mistério da Natureza.!$ ^{b)} !$ Cada manhã, ao acordar, a primeira coisa que fazia era ir examinar minuciosamente a planta: é como se a planta usasse a escuridão da noite para crescer. Esperar que algo amadureça é uma experiência sem-par: como na criação artística em que se conta com o vagaroso trabalho do inconsciente. Só que as plantas são a própria inconsciência.
Nesse reino, que não é nosso, a planta nasce, cresce, amadurece e morre. Sem nenhum objetivo de satisfazer algum instinto. Ou estarei enganada, e há instintos os mais primários no reino vegetal? Meu tomateiro parecia ter tomates vermelhos porque assim queria, sem nenhuma outra finalidade que não a de ser vermelho, sem a menor intenção de ser útil. A utilização do tomate para se comer é problema dos humanos.
Um dos gestos mais belos e largos e generosos do homem, andando vagarosamente pelo campo lavrado, é o de lançar na terra as sementes.
E quando os tomates ficaram redondos, grandes e vermelhos? Chegara a hora da colheita. Não foi sem alguma emoção que vi num prato da mesa os tomates que eram mais meus que um livro meu. Só que não tive coragem de comê-los. Como se comê-los fosse um sacrilégio, uma desobediência à lei natural. Pois um tomateiro é arte pela arte.!$ ^{c)} !$ Sem nenhum proveito senão o de dar tomate.
O ritmo das plantas é vagaroso: é com paciência e amor que elas crescem.
Entrar no Jardim Botânico é como se fôssemos trasladados para um novo reino. Aquele amontoado de seres livres. O ar que se respira é verde. E úmido. É a seiva que nos embriaga de leve: milhares de plantas cheias da vital seiva. Ao vento as vozes translúcidas das folhas de plantas nos envolvem num suavíssimo emaranhado de sons irreconhecíveis. Sentada ali num banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada deixando o mundo ser.!$ ^{d)} !$ O reino vegetal não tem inteligência e só tem um instinto, o de viver. Talvez essa falta de inteligência e de instintos seja o que nos deixa ficar tanto tempo sentada dentro do reino vegetal.
Lembro-me de que no curso primário a professora mandava cada aluno fazer uma redação sobre um naufrágio, um incêndio, o Dia da Árvore. Eu escrevia com a maior má vontade e com dificuldade: já então não sabia seguir senão a inspiração. Mas que seja esta a redação que em pequena me obrigavam a fazer.
(Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo)
Assinale a alternativa que contém a frase em que é correto permutar o ponto pela vírgula e, na seqüência, trocar a letra maiúscula pela minúscula.
 

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2145805 Ano: 2008
Disciplina: Pedagogia
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
A avaliação da aprendizagem é uma reflexão sobre a qualidade do trabalho escolar tanto do professor quanto dos alunos. Deve ser realizada para verificar, do que foi ensinado, o que realmente foi aprendido pelos alunos. Assim, é INCORRETO afirmar que, em sua função diagnóstica, visa
 

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2145804 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
Um Reino Cheio de Mistério
No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia da Árvore, o que deve ter dado trabalho a muito menino do primário, do qual certamente exigiram uma redação sobre o tema: com a alma bocejando, os meninos devem ter dito que a árvore dá sombra, frutos etc.
Mas, ao que eu saiba, não se comemora o dia da planta, ou melhor, da plantação. E esse dia é importante para a experiência humana das crianças e dos adultos. Plantar é criar na Natureza. Criação insubstituível por outro tipo qualquer de criação.
Lembro-me de quando eu era menina e fui passar o dia numa granja. Foi um dia glorioso: lá plantei um pé de milho com muito amor e excitação. Depois, de quando em quando, eu pedia notícias do que havia criado.
Mais tarde, na Suíça, plantei um pé de tomates numa lata grande, bonita. Quando começaram a aparecer os ainda pequenos tomates verdes e duros achei inacreditável que eu mesma lhes tivesse provocado o nascimento: eu entrara no mistério da Natureza. Cada manhã, ao acordar, a primeira coisa que fazia era ir examinar minuciosamente a planta: é como se a planta usasse a escuridão da noite para crescer. Esperar que algo amadureça é uma experiência sem-par: como na criação artística em que se conta com o vagaroso trabalho do inconsciente. Só que as plantas são a própria inconsciência.
Nesse reino, que não é nosso, a planta nasce, cresce, amadurece e morre. Sem nenhum objetivo de satisfazer algum instinto. Ou estarei enganada, e há instintos os mais primários no reino vegetal? Meu tomateiro parecia ter tomates vermelhos porque assim queria, sem nenhuma outra finalidade que não a de ser vermelho, sem a menor intenção de ser útil. A utilização do tomate para se comer é problema dos humanos.
Um dos gestos mais belos e largos e generosos do homem, andando vagarosamente pelo campo lavrado, é o de lançar na terra as sementes.
E quando os tomates ficaram redondos, grandes e vermelhos? Chegara a hora da colheita. Não foi sem alguma emoção que vi num prato da mesa os tomates que eram mais meus que um livro meu. Só que não tive coragem de comê-los. Como se comê-los fosse um sacrilégio, uma desobediência à lei natural. Pois um tomateiro é arte pela arte. Sem nenhum proveito senão o de dar tomate.
O ritmo das plantas é vagaroso: é com paciência e amor que elas crescem.
Entrar no Jardim Botânico é como se fôssemos trasladados para um novo reino. Aquele amontoado de seres livres. O ar que se respira é verde. E úmido. É a seiva que nos embriaga de leve: milhares de plantas cheias da vital seiva. Ao vento as vozes translúcidas das folhas de plantas nos envolvem num suavíssimo emaranhado de sons irreconhecíveis. Sentada ali num banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada deixando o mundo ser. O reino vegetal não tem inteligência e só tem um instinto, o de viver. Talvez essa falta de inteligência e de instintos seja o que nos deixa ficar tanto tempo sentada dentro do reino vegetal.
Lembro-me de que no curso primário a professora mandava cada aluno fazer uma redação sobre um naufrágio, um incêndio, o Dia da Árvore. Eu escrevia com a maior má vontade e com dificuldade: já então não sabia seguir senão a inspiração. Mas que seja esta a redação que em pequena me obrigavam a fazer.
(Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo)
A passagem “comemorou-se o Dia da Árvore”, está reescrita com o mesmo sentido em
 

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2145803 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
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Daqui a vinte e cinco Anos
Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. Mas a impressão-desejo é a de que num futuro não muito remoto talvez compreendamos que os movimentos caóticos atuais já eram os primeiros passos afinando-se e orquestrando-se para uma situação econômica mais digna de um homem, de uma mulher, de uma criança. E isso porque o povo já tem dado mostras de ter maior maturidade política do que a grande maioria dos políticos, e é quem um dia terminará liderando os líderes. Daqui a vinte e cinco anos o povo terá falado muito mais.
Mas se não sei prever, posso pelo menos desejar. Posso intensamente desejar que o problema mais urgente se resolva: o da fome. Muitíssimo mais depressa, porém, do que em vinte e cinco anos, porque não há mais tempo de esperar: milhares de homens, mulheres e crianças são verdadeiros moribundos ambulantes que tecnicamente deviam estar internados em hospitais para subnutridos. Tal é a miséria, que se justificaria ser decretado estado de prontidão, como diante de calamidade pública. Só que é pior: a fome é a nossa endemia, já está fazendo parte orgânica do corpo e da alma. E, na maioria das vezes, quando se descrevem as características físicas, morais e mentais de um brasileiro, não se nota que na verdade se estão descrevendo os sintomas físicos, morais e mentais da fome. Os líderes que tiverem como meta a solução econômica do problema da comida serão tão abençoados por nós como, em comparação, o mundo abençoará os que descobrirem a cura do câncer.
(Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo)
Pertence à mesma classe gramatical e exerce a mesma função sintática do “os” a palavra destacada da frase:
 

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2145801 Ano: 2008
Disciplina: Pedagogia
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
Para que a avaliação adquira a importância que realmente tem no processo de ensino e aprendizagem, é necessário seguir alguns princípios básicos. Classifique os princípios listados abaixo, colocando V para os princípios que são considerados básicos para tal propósito e F para os que não o são.
( ) Estabelecer, com clareza, o que vai ser avaliado.
( ) Selecionar técnicas que dificultem o processo de apreensão do conhecimento, para que o aluno valorize a avaliação.
( ) Utilizar variadas técnicas e instrumentos de avaliação, sem preocupação com sua adequação aos fins desejados.
( ) Considerar o aspecto qualitativo da aprendizagem.
( ) Desenvolver a avaliação de forma diagnóstica e contínua.
Assinale a alternativa que contém a seqüência correta, de cima para baixo.
 

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2145791 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tauá-CE
Provas:
Entrevista
Entrevista realizada por e-mail no mês de setembro de 2005, com a aluna Jéssica Lima Magalhães, que cursava o 3º ano do Ensino Médio em um colégio na cidade de Porto Velho, Rondônia.
1. As aulas destinadas ao ensino da literatura contribuem para construir o seu gosto pela leitura de livros literários? Sim ou não? Diga por quê.
Não. Meu gosto por livros literários veio da minha família. Na escola, só recebia livrinhos sem graça e nunca era motivada a ir atrás de outros livros que fossem bons, como clássicos, lançamentos ou até mesmo um livro de que a professora gostasse.
2. Nas discussões em sala de aula, seus professores comentam bem os livros de literatura que recomendam?
Eles sempre montam debates feitos pelos alunos sobre os livros que recebíamos na escola ou, então, teatro; ou seja, não comentavam nem bem nem mal, não exprimiam a opinião deles, apenas faziam os resumos dos livros.
3. Quais os livros que você leu por causa das aulas de Língua Portuguesa? De quais mais gostou?
Livros de que gostei de 5ª a 8ª: A Hora da Verdade, de Pedro Bandeira, O Príncipe e o Mendigo e O Mistério do Apartamento Sorriso. Os que menos gostei não me lembro.
4. Quais livros estão entre os seus preferidos? Você soube deles nas aulas destinadas ao ensino de literatura?
Livro preferidos: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski, e a trilogia Fronteira do Universo, de Philip Puliman. Não soube de nenhum deles pela escola. Todos quem indicou foi minha tia, ou a Rose, livreira que tinha aqui na cidade.
5. Dá para ler clássicos na 8ª série?
Depende de como foi antes a educação do aluno. Se sempre foi motivado a ler livros bons, com certeza vai querer ler um clássico na 8ª série; mas, se é colocado, de repente, um grande livro na sua frente, não vai ter vontade de lê-lo. Tem gente que, no último ano da escola, não agüenta ler um livro de cem páginas, por mais que seja um livro importante, um clássico.
Ensino de Língua Portuguesa
Se o termo sublinhado da frase “ Você soube deles nas aulas destinadas ao ensino de literatura?”, for permutado, haverá crase em
 

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