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Com base na leitura do texto que se segue, responda à questão.
A Fábula do minuto e meio
Iam Mestre e Discípulo por uma bucólica estrada do Oriente quando ouviram uma voz a apregoar, por detrás da árvore: “Tenho um minuto e meio para vender”. Ao Mestre, o mais sábio entre os sábios, a voz não enganava. O tom artificial, o jeito de escandir as sílabas forçando-as até o limite... Era ele: Belial, Belzebu, Mastema, Semihazah, Azazel, Satã, Satanás. Também conhecido como o Cão, o Tinhoso, o Tisnado, o Coxo, o Rabudo. O Discípulo olhou para o Mestre, em busca de orientação. “Tenho um minuto e meio para vender”, repetiu a voz. O Mestre considerou por um instante a situação. Um minuto e meio era artigo precioso demais para ser rejeitado assim sem mais nem menos. Além disso, se não o comprasse ele, outro o faria. Na mochila em que preparava a ração do Discípulo, ele já levava quase seis minutos. Com mais um e meio poderia considerar-se um milionário de minutos. A medida de Deus, como se sabe, é a eternidade. O Demônio, que é mais realista, aprendeu em certas situações mais vale seduzir com minutos.
O Mestre apaziguou o inquieto Discípulo. “Não se preocupe. Venha comigo e faça sempre o que lhe disser.” O Mestre tinha confiança desmedida em sua própria sabedoria e em suas intuições. Esperto por esperto, pensou, não é um Rabudo qualquer que vai me passar a perna. Pegou o Discípulo pelo braço e enfiou-se com ele para detrás da árvore. Negociaram no escondidinho. “Ufa, assim é melhor”, pensou o Discípulo. Mais confiança ainda depositou no Mestre: ele sempre sabe o que faz! A negociação fluiu muito bem, à sombra protetora da árvore. Acertaram o preço. Tudo já praticamente liquidado, faltava a entrega da mercadoria. Satanás disse que a guardava em casa. Um minuto e meio é produto precioso demais para ficar andando com ele no bolso. Convidou-os a ir à sua casa, para apanhá-lo.
Como é sabido, se o ofício de Deus é perdoar, o do Demônio é tentar. Azazel tinha um plano, ao atraí-los à sua casa. Bem que o Mestre, a quem nada escapa, pensou duas vezes antes de concordar. Mas o prêmio do minuto e meio falou mais alto. Belzebu, como é também amplamente sabido, mora num lindo palacete. A mansão tem muros altos; impossível ser vista de fora. O Mestre considerou que estariam tão protegidos quanto atrás da árvore. “Nada a temer”, disse ao Discípulo, cuja experiência se revelava numa expressão de desassossego. “É só vir comigo e fazer sempre o que lhe disser.”
A princípio tudo correu bem, na casa do Príncipe das Trevas. Ele mostrou-lhes o minuto e meio. Ali estava, reluzente como uma joia, num baú em que os visitantes puderam vislumbrar, porque escapavam pelas bordas, também extratos de contas de bancos em várias partes do mundo e até, estranhamento, alguns frangos. Depois, convidou-os a passar aos lindos jardins do palacete. Era nesse cenário que, segundo seu plano, teria lugar a melhor parte da peça. Outro dos nomes de Satã é Macaco de Deus. Ele está sempre a macaquear Deus. Estes enviados de Deus que são os santos promovem curas ao simples toque das mãos no corpo dos aflitos. O Macaco de Deus imita-os. Como é de sua índole perversa, porém, não é para curar que o faz. A intenção do Tisnado é tisnar o tocado com suas manhas.
Uma vez no jardim com os convidados, Belial mostrou-se insuperável na arte da expressão corporal e do toque. Dirigiu-se ao Mestre com os polegares em sinal de positivo. Abraçou-o como se fossem velhos camaradas. E, num momento entre todos significativos, levou a mão à cabeça do Discípulo, acariciando com paternal beatitude seus negros cabelos. Com o gesto, fazia-o seu. Indicava que, tal qual o Mestre, também tinha reservas de ternura e zelo protetor a oferecer. Ao invés do que ocorrera por detrás da árvore, fotos e filmes registraram a cena. Se há uma coisa que o Demo aprecia é fazer as coisas ao contrário. Às vezes, ele se apresenta com os pés ao contrário; em outras, fala ao contrário. Desta vez, posou para as câmeras como se fosse um ente normal, com quem não se teme fazer negócio às claras. Era isso que tinha em mente; conseguiu-o.
O Mestre parecia constrangido, mas, bem pesadas as coisas, consolava-o o minuto e meio que já tinha guardado na mochila. Quem vai lembrar, quando chegar a hora de a onça beber água, que para consegui-lo pagou um sobrepreço? O Discípulo tinha a pulga atrás da orelha, mas quem era ele para duvidar das estratégias e dos estratagemas do Mestre? Esta fábula não tem moral. No Oriente, onde se passa, costumam dizer que o que tem é imoral, ou amoral. São muito escrupulosos por lá.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. Revista Veja, 27 de junho de 2012,150 (com adaptações).
No que se refere aos processos de referenciação, julgue os itens abaixo e, em seguida, marque a opção CORRETA.
I. Em “Além disso, se não o comprasse ele”, o pronome oblíquo ‘o’ se refere a ‘um minuto e meio’ e o pronome pessoal ‘ele’ se refere a ‘Mestre’;
II. Em “outro o faria”, o pronome oblíquo ‘o’ também se refere a ‘um minuto e meio’;
III. Em “poderia considerar-se um milionário de minutos”, a estratégia de não repetir lexicalmente o sujeito favorece a continuidade textual, uma vez que, no contexto, já está claro sobre qual sujeito se fala;
IV. Em “São muito escrupulosos por lá”, os sujeitos (Mestre, Discípulo e Demo) não são repetidos lexicalmente porque o contexto deixa isso muito claro.
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Regulamenta o § 3º do art. 198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde, estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas três (3) esferas de governo. Revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993, e dá outras providências.
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Com base na leitura do texto que se segue, responda à questão.
A Fábula do minuto e meio
Iam Mestre e Discípulo por uma bucólica estrada do Oriente quando ouviram uma voz a apregoar, por detrás da árvore: “Tenho um minuto e meio para vender”. Ao Mestre, o mais sábio entre os sábios, a voz não enganava. O tom artificial, o jeito de escandir as sílabas forçando-as até o limite... Era ele: Belial, Belzebu, Mastema, Semihazah, Azazel, Satã, Satanás. Também conhecido como o Cão, o Tinhoso, o Tisnado, o Coxo, o Rabudo. O Discípulo olhou para o Mestre, em busca de orientação. “Tenho um minuto e meio para vender”, repetiu a voz. O Mestre considerou por um instante a situação. Um minuto e meio era artigo precioso demais para ser rejeitado assim sem mais nem menos. Além disso, se não o comprasse ele, outro o faria. Na mochila em que preparava a ração do Discípulo, ele já levava quase seis minutos. Com mais um e meio poderia considerar-se um milionário de minutos. A medida de Deus, como se sabe, é a eternidade. O Demônio, que é mais realista, aprendeu em certas situações mais vale seduzir com minutos.
O Mestre apaziguou o inquieto Discípulo. “Não se preocupe. Venha comigo e faça sempre o que lhe disser.” O Mestre tinha confiança desmedida em sua própria sabedoria e em suas intuições. Esperto por esperto, pensou, não é um Rabudo qualquer que vai me passar a perna. Pegou o Discípulo pelo braço e enfiou-se com ele para detrás da árvore. Negociaram no escondidinho. “Ufa, assim é melhor”, pensou o Discípulo. Mais confiança ainda depositou no Mestre: ele sempre sabe o que faz! A negociação fluiu muito bem, à sombra protetora da árvore. Acertaram o preço. Tudo já praticamente liquidado, faltava a entrega da mercadoria. Satanás disse que a guardava em casa. Um minuto e meio é produto precioso demais para ficar andando com ele no bolso. Convidou-os a ir à sua casa, para apanhá-lo.
Como é sabido, se o ofício de Deus é perdoar, o do Demônio é tentar. Azazel tinha um plano, ao atraí-los à sua casa. Bem que o Mestre, a quem nada escapa, pensou duas vezes antes de concordar. Mas o prêmio do minuto e meio falou mais alto. Belzebu, como é também amplamente sabido, mora num lindo palacete. A mansão tem muros altos; impossível ser vista de fora. O Mestre considerou que estariam tão protegidos quanto atrás da árvore. “Nada a temer”, disse ao Discípulo, cuja experiência se revelava numa expressão de desassossego. “É só vir comigo e fazer sempre o que lhe disser.”
A princípio tudo correu bem, na casa do Príncipe das Trevas. Ele mostrou-lhes o minuto e meio. Ali estava, reluzente como uma joia, num baú em que os visitantes puderam vislumbrar, porque escapavam pelas bordas, também extratos de contas de bancos em várias partes do mundo e até, estranhamento, alguns frangos. Depois, convidou-os a passar aos lindos jardins do palacete. Era nesse cenário que, segundo seu plano, teria lugar a melhor parte da peça. Outro dos nomes de Satã é Macaco de Deus. Ele está sempre a macaquear Deus. Estes enviados de Deus que são os santos promovem curas ao simples toque das mãos no corpo dos aflitos. O Macaco de Deus imita-os. Como é de sua índole perversa, porém, não é para curar que o faz. A intenção do Tisnado é tisnar o tocado com suas manhas.
Uma vez no jardim com os convidados, Belial mostrou-se insuperável na arte da expressão corporal e do toque. Dirigiu-se ao Mestre com os polegares em sinal de positivo. Abraçou-o como se fossem velhos camaradas. E, num momento entre todos significativos, levou a mão à cabeça do Discípulo, acariciando com paternal beatitude seus negros cabelos. Com o gesto, fazia-o seu. Indicava que, tal qual o Mestre, também tinha reservas de ternura e zelo protetor a oferecer. Ao invés do que ocorrera por detrás da árvore, fotos e filmes registraram a cena. Se há uma coisa que o Demo aprecia é fazer as coisas ao contrário. Às vezes, ele se apresenta com os pés ao contrário; em outras, fala ao contrário. Desta vez, posou para as câmeras como se fosse um ente normal, com quem não se teme fazer negócio às claras. Era isso que tinha em mente; conseguiu-o.
O Mestre parecia constrangido, mas, bem pesadas as coisas, consolava-o o minuto e meio que já tinha guardado na mochila. Quem vai lembrar, quando chegar a hora de a onça beber água, que para consegui-lo pagou um sobrepreço? O Discípulo tinha a pulga atrás da orelha, mas quem era ele para duvidar das estratégias e dos estratagemas do Mestre? Esta fábula não tem moral. No Oriente, onde se passa, costumam dizer que o que tem é imoral, ou amoral. São muito escrupulosos por lá.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. Revista Veja, 27 de junho de 2012,150 (com adaptações).
Levando-se em conta as regras da Gramática Normativa (GN) sobre pontuação, julgue as afirmações abaixo e, em seguida, marque a opção CORRETA.
I. A expressão “por detrás da árvore”, por exercer a função sintática de um adjunto adverbial e por estar na ordem canônica (fim do enunciado), pode ter a vírgula que lhe é anteposta retirada;
II. A expressão “o mais sábio entre os sábios” está separada por vírgulas em razão de sua função apositivo-explicativa;
III. Os termos “Depois”; “Às vezes”, e “Desta vez”, por exercerem a mesma função sintática, devem sempre ser virgulados;
IV. Em “Era isso que tinha em mente; conseguiu-o”, o ponto e vírgula poderia, sem nenhum prejuízo, ser substituído por uma vírgula.
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Leia as proposições a seguir.
I. O modelo transacional de Lazarus tem três implicações importantes: as situações ou eventos são inerentemente estressantes; as avaliações cognitivas são extremamente susceptíveis a alterações de humor; a resposta de estresse é aproximadamente a mesma, mesmo que a situação seja realmente experimentada ou apenas imaginada;
II. A região do Sistema Nervoso Central que controla a resposta de estresse é a hipófise, principalmente o seu núcleo periventricular;
III. O cérebro necessita de energia na forma de glicose, que o cortisol ajuda a fornecer. Assim, o cortisol liberado ajuda o organismo, através de um mecanismo de retroalimentação positiva, a lidar com o estresse;
IV. Durante o momento de estresse, a hipófise secreta fatores liberadores que coordenam as respostas endócrinas do hipotálamo e das glândulas adrenais.
Assinale a opção CORRETA.
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Leia as proposições abaixo.
I. A pesquisa construcionista social ocupa-se principalmente de explicar os processos pelos quais as pessoas descrevem, explicam, ou, de alguma forma, dão conta do mundo em que vivem (incluindo-se a si mesmas);
II. O construcionismo constitui um desafio significativo à compreensão convencional, sendo uma orientação tanto em relação ao conhecimento quanto ao caráter dos constructos psicológicos;
III. Embora as raízes do construcionismo possam ser rastreadas há bom tempo nos debates entre as escolas de pensamento empirista e racionalista, o construcionismo busca ultrapassar o dualismo com o qual ambas as teorias estejam comprometidas e situar o conhecimento no interior dos processos de intercâmbio social;
IV. O construcionismo propõe o abandono da crença de que as categorias ou os entendimentos recebem seu aval através da observação. Convida, portanto, a desafiar as bases objetivas do conhecimento convencional.
Assinale a opção CORRETA.
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Assinale a opção INCORRETA.
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Instância colegiada de participação social, de que trata a Lei 8.142/90, que avalia a situação da saúde e propõe diretrizes para a formulação de sua política nas esferas de governo correspondentes, mobiliza as entidades e organizações da sociedade e os trabalhadores da área, nos municípios e nos estados, tendo o papel de divulgadora de informações sobre a política de saúde.
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Assinale a opção INCORRETA.
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Com relação às novas regras ortográficas, marque a opção em que todas as palavras estão de acordo com a nova ortografia.
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Quanto ao Modelo Cognitivo para a Psicopatologia da Dependência e uso de substâncias psicoativas de Beck, é INCORRETO afirmar:
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