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970906 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

enunciado 970906-1

Em “... é transmitida por animais contaminados e comentários e postagens nas redes sociais...”, o termo destacado tem a função sintática de
 

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970905 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

TEXTO 7

Medo da Eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

[...]

Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. [...]

Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

– E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

– Acabou-se o docinho. E agora?

– Agora mastigue para sempre.

Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

– Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Adaptação de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 289-291.

As formas verbais destacadas a seguir classificam-se, quanto à transitividade, respectivamente como

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou [...] Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre.

 

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970899 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

TEXTO 5

enunciado 970899-1

No período “Me viciei em discutir política nas redes sociais”, a oração destacada classifica-se como subordinada substantiva
 

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970898 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

enunciado 970898-1

Se a frase “Cada um luta com o que tem” fosse reescrita da seguinte forma: “Luta-se com o que tem”, quais alterações sintáticas ocorreriam?
 

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970894 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

enunciado 970894-1

No texto, as reticências foram usadas para
 

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970893 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

TEXTO 8

Explicação da eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.

o ódio transforma-se em tempo, o amor

transforma-se em tempo, a dor transforma-se

em tempo.

os assuntos que julgamos mais profundos,

mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,

transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.

a idade de nada é nada.

a eternidade não existe.

no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.

os instantes do teu sorriso eram eternos.

os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto. In: A Casa, a Escuridão. Editora: Livros Quetzal, 2002.

O verso que evidencia a quem se dirige o eu lírico é
 

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970891 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

TEXTO 4

“Redes sociais reduzem noção de vergonha, diálogo e empatia”, diz psicoterapeuta americano

Renata Moura

Da BBC Brasil em Londres

[...]

As redes sociais evocam diferentes aspectos psicológicos do usuário e podem causar o chamado "efeito desinibição online".

Na visão de Balick [psicoterapeuta, palestrante e autor americano], isso significa que, na internet, as pessoas ficam mais encorajadas a agir de forma antissocial, comportamento que muitas vezes evitariam se estivessem cara a cara com o outro.

O freio que impede a adoção de certas posturas "na vida real" muitas vezes não funciona no ambiente virtual justamente por causa desse "efeito", diz ele.

"Esse freio vem da nossa capacidade crítica, ou do que os psicólogos chamam de funcionamento executivo. A função executiva pode ser contornada ou evitada online de diversas formas". A principal que ele cita é o efeito de desinibição online.

[...]

Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo, acentuando a polarização entre os usuários.

"As redes sociais certamente não são desprovidas de empatia, mas em uma escala cultural de massa, elas parecem estar mais inclinadas ao bairrismo e isso acaba reduzindo, em vez de ampliar, o diálogo através de divisões ideológicas".

Essas divisões, observa ele, são cada vez mais aparentes através das redes e ampliadas por elas. Isso ocorre "porque é fácil tomar partido sem se envolver na nuance de um argumento".

"O mundo se divide em bom e mau e a nuance se perde. Em encontros cara a cara isso é mais difícil de manter porque o diálogo atenua o pensamento polarizado simplista ao permitir que vejamos a humanidade no outro", diz.

Isso não significa, porém, que seja impossível encorajar mais pensamentos empáticos nesse meio e os desenvolvedores desses sites teriam papel importante nesse sentido.

[...]

"Eu acho que há a possibilidade de integrar essas mudanças a plataformas que já existem. Tome como exemplo o botão de curtir do Facebook. Por anos ele foi a única opção, mas agora há variações que expressam surpresa, raiva, tristeza etc. É uma pequena mudança, mas ela admite outra camada de complexidade", diz Balick.

Outra adaptação possível, exemplifica ele, seria quando "um valor político" fosse consistentemente apresentado no perfil do usuário o Facebook sugerir algo como "você gostaria de ler sobre uma visão diferente?".

[...]

"Como temos visto, as redes sociais têm sido um pouco boas demais em isolar pessoas em seus próprios círculos e alimentá-las com notícias (reais e falsas) para reforçar suas posições", diz. "Mas concessões, compreensão e empatia são cruciais em diversas sociedades e nós precisamos educar nossas tecnologias rapidamente para lidar com isso", conclui.

Adaptação do texto disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-42197265 Acesso em: 15.05.19.

Em “Pela ausência de complexidade nos relacionamentos e de profundidade emocional, segundo Balick, as redes sociais tendem a reduzir a empatia e o diálogo...”, há uma relação de
 

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970887 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI

TEXTO 3

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74.

No verso “Sou um apanhador de desperdícios”, o sufixo dor acrescenta ao vocábulo a ideia de
 

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Do ponto de vista econômico, podemos dividir a história do Brasil em ciclos, de acordo com a atividade econômica, principalmente, de determinados períodos. Vale ressaltar que o nome do ciclo está relacionado à atividade ou produto e isso não significa que em determinados ciclos não houvesse outros tipos de atividades.

Qual desses produtos ou atividades promoveu a mudança econômica do Nordeste para o Centro-Sul no século XVIII?

 

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3488763 Ano: 2019
Disciplina: Educação Artística
Banca: NUCEPE
Orgão: Pref. Teresina-PI
A música nasceu com a natureza, ao considerarmos que seus elementos formais fazem parte do universo e, particularmente da estrutura humana. A Música ajuda a pensar a sociedade e a história. Em relação à Música e seus conceitos, assinale V (VERDADEIRO) ou F (FALSO) para as afirmações abaixo:
I. ( ) A música é a arte de combinar os sons simultânea e sucessivamente, com ordem, equilíbrio e proporção dentro de um tempo. II. ( ) A matéria-prima da música é o som, que é uma forma de energia que se propaga pelo ar, pela água e por outros meios, e é captada pelos ouvidos. III. ( ) As principais características do som são: altura, duração, intensidade e timbre. IV. ( ) As primeiras músicas da História consistiam em uma única linha musical, sem acompanhamento e cantada em uníssono, o cantochão, chamado posteriormente de Canto Gregoriano. V. ( ) A Música Concreta e a Música Eletrônica surgem, respectivamente, na França e na Alemanha, nas décadas de 1940 e 1950. Pierre Schaeffer e Karlheinz Stockhausen são importantes compositores. VI. ( ) Os sons musicais são representados graficamente por sinais chamados notas. À escrita da música dá-se o nome de notação musical. As notas são sete: dó – ré – mi – fá – sol – lá – si.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Questão Anulada

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