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Foram encontradas 40 questões.

2306693 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Na semana da Páscoa Vitor resolveu fazer uma boa ação e além de passar uma tarde com as crianças de uma casa lar de sua cidade, entregar um bombom para cada criança que lá reside. O bombom que escolheu é vendido em caixas com 12 unidades e ele precisa de 210 bombons. Qual o número mínimo de caixas que ele precisa comprar para atingir a quantidade que precisa?

 

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2306692 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Em uma liquidação de roupas, camisetas e bermudas tem desconto de 50%, já as calças o desconto é de 30%. Reginaldo comprou nesta liquidação uma camiseta no valor de etiqueta de R$ 120,90, uma bermuda de R$ 140,60 e uma calça de 288,50. Estes valores são antes de se aplicar o desconto. Qual foi o valor pago por Reginaldo pelos produtos adquiridos?

 

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2306691 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: “O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas...”

 

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2306690 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelo termo em destaque no período: “O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema”.

 

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2306689 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Assinale a alternativa que apresente a justificativa para o emprego da crase no período: “As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá”.

 

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2306688 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Assinale a alternativa cujo advérbio em destaque estabeleça a circunstância de modo:

 

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2306687 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Assinale a alternativa na qual todas as palavras sejam proparoxítonas:

 

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2306686 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Quanto ao tipo textual o texto predominantemente é:

 

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2306685 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe

imigrantes da Venezuela

Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário.

Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

“Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.

FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico:

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-emprego-

venezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.

Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:

 

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2306695 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Terra Roxa-PR

Um conjunto pode ser limitado (número finito de elementos) ou ilimitado (número infinito de elementos). Das seguintes opções apenas uma alternativa representa um conjunto em que seus elementos são infinitos e está representado pela letra:

Questão Anulada e Desatualizada

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