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Foram encontradas 60 questões.

1990031 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Analise as palavras sublinhadas nos períodos abaixo quanto à concordância nominal e assinale a única alternativa CORRETA.

 

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1990030 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do seguinte período, considerando a concordância nominal e verbal e uso de crase.

O professor falou __ alunas:

"Já ___ duas semanas que estamos vendo esta matéria e vocês ainda não a aprenderam. Portanto, mais atenção e ___ conversas durante as aulas. As notas serão enviadas ___ ao relatório final".

 

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1990029 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Assinale a alternativa CORRETA quanto à conjugação dos verbos sublinhados.

 

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1990028 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

As palavras sublinhadas nas alternativas a seguir são homônimas (que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes) ou parônimas (têm significados diferentes, mas são parecidas na grafia e na pronúncia). Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao emprego de palavras homônimas e parônimas.

 

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1990027 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Leia o texto e responda às questões de 01 a 06.


Uma terapia incomum


Mário Prata

www.uol.com.br, 13/05/2018


enunciado 1509394-1


O melhor da terapia é ficar observando os meus, colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos: o louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos passei longe deles. Pronto, acabei diante de up, louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.

E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal, é um prato cheio para um louco escritor, como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: eu(1) um crioulinho(2) muito bem vestido, um senhor(3) de uns cinquenta anos e uma velha gorda(4).

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos

e ensimesmados.

O pretinho(2), por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito

muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

E o senhor(3) de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

Mas a mais doida era a louca gorda(4) e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri, ri muito o meu psicanalista e diz: "O Ditinho(2) é o nosso office-boy. O de terno preto(3) é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha(4) é a Dona Dirce, minha mãe. E você(1), não vai ter alta tão cedo ... "

Com base no texto, analise as seguintes afirmativas e assinale a alternativa INCORRETA.

 

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1990026 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Leia o texto e responda às questões de 01 a 06.


Uma terapia incomum


Mário Prata

www.uol.com.br, 13/05/2018


enunciado 1509393-1


O melhor da terapia é ficar observando os meus, colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos: o louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos passei longe deles. Pronto, acabei diante de up, louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.

E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal, é um prato cheio para um louco escritor, como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: eu(1) um crioulinho(2) muito bem vestido, um senhor(3) de uns cinquenta anos e uma velha gorda(4).

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos

e ensimesmados.

O pretinho(2), por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito

muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

E o senhor(3) de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

Mas a mais doida era a louca gorda(4) e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri, ri muito o meu psicanalista e diz: "O Ditinho(2) é o nosso office-boy. O de terno preto(3) é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha(4) é a Dona Dirce, minha mãe. E você(1), não vai ter alta tão cedo ... "

Observe as palavras sublinhadas nestes dois segmentos do texto: "Se não era louco, ficou" (2° parágrafo). "Eu partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali" (6° parágrafo).

Se não é a união da conjunção se mais o advérbio não, e corresponde a caso não.

Já a palavra senão é uma conjunção, significando do contrário, mas pode assumir outros significados.

Complete as lacunas com "se não" ou "senão" e assinale a alternativa correspondente.

1- "A criança não fez nada ___ bagunça".

2- "Perguntei a ela ___ queria sair."

3- "Estude bastante, poderá ser reprovado".

4- "Viaje amanhã __ conseguir terminar o trabalho hoje".

 

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1990025 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Leia o texto e responda às questões de 01 a 06.


Uma terapia incomum


Mário Prata

www.uol.com.br, 13/05/2018


enunciado 1509392-1


O melhor da terapia é ficar observando os meus, colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos: o louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos passei longe deles. Pronto, acabei diante de up, louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.

E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal, é um prato cheio para um louco escritor, como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: eu(1) um crioulinho(2) muito bem vestido, um senhor(3) de uns cinquenta anos e uma velha gorda(4).

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos

e ensimesmados.

O pretinho(2), por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito

muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

E o senhor(3) de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

Mas a mais doida era a louca gorda(4) e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri, ri muito o meu psicanalista e diz: "O Ditinho(2) é o nosso office-boy. O de terno preto(3) é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha(4) é a Dona Dirce, minha mãe. E você(1), não vai ter alta tão cedo ... "

Você deve ter estudado que, além de outros empregos, a vírgula é usada para isolar o aposto, vocativo, expressões explicativas, adjunto adverbial antecipado, para separar entre si termos da mesma função sintática, etc. Observe as palavras sublinhadas nos seguintes segmentos:

1- "E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm ... "

2- "Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Como sofria, meu Deus".

Nos segmentos acima, nas palavras escritor e meu Deus a vírgula foi usada, respectivamente, para:

 

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1990024 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Leia o texto e responda às questões de 01 a 06.


Uma terapia incomum


Mário Prata

www.uol.com.br, 13/05/2018


enunciado 1509391-1


O melhor da terapia é ficar observando os meus, colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos: o louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos passei longe deles. Pronto, acabei diante de up, louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.

E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal, é um prato cheio para um louco escritor, como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: eu(1) um crioulinho(2) muito bem vestido, um senhor(3) de uns cinquenta anos e uma velha gorda(4).

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos

e ensimesmados.

O pretinho(2), por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito

muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

E o senhor(3) de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

Mas a mais doida era a louca gorda(4) e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri, ri muito o meu psicanalista e diz: "O Ditinho(2) é o nosso office-boy. O de terno preto(3) é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha(4) é a Dona Dirce, minha mãe. E você(1), não vai ter alta tão cedo ... "

Analise as seguintes afirmativas, a respeito da sintaxe da oração e do período, e assinale a alternativa INCORRETA.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1990023 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

Leia o texto e responda às questões de 01 a 06.


Uma terapia incomum


Mário Prata

www.uol.com.br, 13/05/2018


enunciado 1509390-1


O melhor da terapia é ficar observando os meus, colegas loucos.

Existem dois tipos de loucos: o louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos passei longe deles. Pronto, acabei diante de up, louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.

E eu, escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses. Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal, é um prato cheio para um louco escritor, como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: eu(1) um crioulinho(2) muito bem vestido, um senhor(3) de uns cinquenta anos e uma velha gorda(4).

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio de que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos

e ensimesmados.

O pretinho(2), por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito

muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca. Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

E o senhor(3) de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

Mas a mais doida era a louca gorda(4) e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri, ri muito o meu psicanalista e diz: "O Ditinho(2) é o nosso office-boy. O de terno preto(3) é representante de um laboratório multinacional de remédios e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha(4) é a Dona Dirce, minha mãe. E você(1), não vai ter alta tão cedo ... "

"O olhar dele era triste, cansado". Triste e cansado expressam um estado, uma característica que se refere ao sujeito (olhar), por isso, desempenham a função sintática de predicativo do sujeito. (o olhar). Em todas as alternativas a seguir também ocorre predicativo do sujeito, EXCETO em:

 

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2018271 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPPEC
Orgão: Pref. Umuarama-PR

A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos, isto é, estuda-se se o verbo é intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto e, neste caso, qual a preposição relacionada com ele. Analise os períodos abaixo quanto à regência verbal, de acordo com a norma culta, e assinale a alternativa correspondente.

1- O cargo de agente de autoridade de trânsito que aspiro é bom.

2- As provas que fiz referência já foram corrigidos.

3- Prefiro vinho a cerveja.

4- Maria é uma colega com quem simpatizo muito.

5- Após pedir desculpas, o aluno perdoou o colega.

6- O servidor público deve sempre visar o bem comum.

7- Assisti ao concerto a que você se referiu e de que você tanto gostou.

Questão Anulada

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