A escola como espaço da diversidade de sujeitos constituise em palco de conflitos e contradições que se não forem
trabalhados podem vir a se constituir em atos de violência.
Marshall B. Rosemberg apresenta o processo de
comunicação não violenta (CNV) que pode ser aplicado em
diversas situações para estabelecer relacionamentos mais
eficazes. Esse processo tem quatro componentes. O quarto
e último aborda a questão do que gostaríamos de pedir
aos outros para enriquecer nossa vida.
Considere o pedido a seguir:
Não jogue lixo no chão porque vai deixar a escola suja.
De acordo com o trabalho de Marshall B. Rosemberg
sobre a comunicação não violenta, o que podemos afirmar
sobre esse pedido?
O grupo de professores e de coordenadores de uma escola
da rede pública se reúne, regularmente, para repensar o
currículo. Entre outras conclusões, o grupo resolve propor
e organizar a participação de representantes dos
responsáveis e dos estudantes nessa elaboração. Assim, a
proposta curricular emanada desse novo grupo:
O Plano Nacional da Educação, conjunto de metas para a
educação brasileira, proposto em 2014 e com conclusão
prevista para 2024, tem como uma de suas metas
“fomentar a qualidade da educação básica em todas as
etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da
aprendizagem de modo a atingir as médias nacionais para
o IDEB”.
(http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-deeducacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 -
acessado em outubro de 2019)
Para cumprir a proposta de elevar a qualidade da educação
básica no país, uma das ações foi a implantação da (do,
dos):
Imaginemos a seguinte situação, em que professores
estão conversando: “Tem aluno que aprende de
primeira, outros, de segunda; mas tem aluno que não
vai nem com reza brava”; “este aluno não vai; eu me
recordo do irmão: era a mesma coisa”, etc. “os pais
estão se separando, a criança não aprende mesmo...”
“Bom professor é aquele que, logo no começo do
ano, dando uma olhada na turma, já é capaz de dizer
quem vai ser reprovado”. (Celso Vasconcellos)
O autor nos alerta para o fato de estarmos sempre
avaliando alguma coisa ou alguém.
No que diz respeito à avaliação escolar, questionar
sobre os seus objetivos, sua função no processo
pedagógico, bem como a ação a partir dos resultados
obtidos por meio dela, são princípios importantes no
entendimento da avaliação como algo significativo e
transformador.
A proposta de avaliação, na concepção de Celso
Vasconcellos, visa à solidariedade em vez de
competição, e a inclusão em vez da exclusão,
tornando-se uma atitude benéfica ao processo
educativo e uma forma de dar maior significado ao
trabalho desenvolvido pelo professor.
A esse movimento, dá-se o nome de concepção:
Para Jamil Cury, a educação escolar é uma dimensão
fundante da cidadania. Esta afirmativa nos leva a
concluir que temos que garantir que o aluno chegue à
escola e permaneça nela.
Há bastante tempo a escola tem atuado de modo
excludente. Ao longo da trajetória escolar, muitos
alunos vão encontrando dificuldades que a escola
ignora. Essa situação é explicada assim: o acesso é
obrigatório por lei, principalmente no Ensino
Fundamental; mas, curiosamente, no segundo
segmento do mesmo Ensino Fundamental, a evasão
escolar vai ganhando índices alarmantes por diversos
motivos. Os mais frequentes são as sucessivas
repetências e a necessidade do adolescente de
trabalhar para ajudar na renda familiar. Encontramos
o mesmo cenário no Ensino Médio.
Pode-se concluir, então, que, se houve igualdade de
acesso, o mesmo não houve em relação à
permanência na escola.
Segundo Luckesi, o acesso universal ao ensino é, pois,
elemento essencial da democratização e a porta de
entrada para a realização desse desejo de todos nós;
o segundo elemento que define a democratização de
ensino é a permanência do educando na escola e a
consequente terminalidade escolar. Ou seja, o aluno
que teve acesso à escola deve ter a possibilidade de
permanecer nela até um nível de terminalidade que
seja significativo, tanto do ponto de vista individual
quanto do social.
Uma ferramenta importantíssima para que as escolas
sejam mais eficientes no sentido de assegurar a
permanência e a qualidade do ensino é:
Para elaborar políticas públicas voltadas a garantir o
acesso e a permanência de todos os estudantes na
Educação Básica é fundamental o reconhecimento da
diversidade.
A Política de Educação Especial de Vitória tem como
objetivo orientar o processo de inclusão escolar nas ações
cotidianas planejadas e desenvolvidas nos Centros
Municipais de Educação Infantil (CMEI) e nas Escolas
Municipais de Ensino Fundamental (EMEF).
As ações da Educação Especial estão voltadas para o
atendimento do seguinte público:
O documento sobre a Política Municipal de Educação Especial foi elaborado
numa perspectiva da Educação Inclusiva. De acordo com esse documento, os estudantes com deficiências, transtornos
globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, deverão
ser atendidos da seguinte forma:
Nos ambientes de convivência diária, como a sala de aula, ocorrem inúmeros
conflitos que têm origem na diversidade de pontos de vista, na pluralidade
de interesses, necessidades e expectativas, e na diferença entre formas de
agir e de pensar das pessoas.
Marshall B. Rosemberg apresenta o processo de comunicação não violenta
(CNV) que pode ser aplicado em diversas situações para estabelecer
relacionamentos mais eficazes. O primeiro componente da comunicação não
violenta é observar sem avaliar.
Considere as afirmativas.
I – João errou os três exercícios, é um péssimo aluno.
II – Na última aula, Lucas errou os três exercícios.
III – Ele errou todos os exercícios, vai ficar reprovado.
De acordo com o trabalho de Marshall B. Rosemberg sobre comunicação não
violenta, em qual(is) afirmativa(s) são apresentadas observações sem
nenhuma avaliação?
O currículo de uma escola é o conjunto de oportunidades
de ensino e aprendizagens para todos os envolvidos no
processo.
Uma proposta curricular que emanada do corpo docente,
de representantes dos responsáveis e dos estudantes:
O Prof. Mario Cortella afirma que “Maus exemplos no
dia a dia vão formando personalidades que supõem
que a saída para a violência seja mais violência. Eu
enxergo um cenário que precisará ser positivo. São
necessárias ações cotidianas para que essas pontes
para o futuro sejam criadas. A escola, por exemplo,
não cria violência sozinha, apenas reproduz a
violência dentro dela. Mas também pode ser um meio
de diminuí-la, se atuar com conteúdos que ofereçam
sentidos à vida dos alunos. (...)
Se a escola trabalhar com a noção/ideia de
pluralidade cultural, diversidade de vida e
multiplicidade étnica, fará com que haja a
compreensão do respeito à diversidade. É preciso
lembrar que essas minorias às quais nos referimos
são minorias de poder e não numéricas. Pobres,
negros, mulheres, homossexuais, entre outros,
precisam ser tratados, no campo da Ética e da
Educação, dentro do conceito que eu chamo de
antropodiversidade. Lidamos muito com o conceito de
biodiversidade, mas também é preciso introduzir a
ideia de diversidade humana. Nessa direção, a escola
não tem a exclusiva tarefa de fazer essa reflexão, mas
tem a força de oferecer fundamentos para que se
pense, no campo da história humana e da reflexão
filosófica, o lugar da diversidade.”
O trecho acima é uma demonstração da concepção
de: