Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto para responder a questão.
Voltei da Europa em junho me sentindo doente. Febres,
suores, perda de peso, manchas na pele. Procurei um médico e, à revelia dele, fiz O Teste. Aquele. Depois de uma
semana de espera agoniada, o resultado: HIV positivo. O
médico viajara para Yokohama, no Japão. O teste na mão,
fiquei três dias bem natural, comunicando à família, aos amigos. Na terceira noite, amigos em casa, me sentindo seguro
– enlouqueci. Não sei detalhes. Por autoproteção, talvez, não
lembro. Fui levado para o pronto-socorro do Hospital Emílio
Ribas com a suspeita de um tumor no cérebro. No dia seguinte, acordei de um sono drogado num leito de enfermaria
de infectologia, com minha irmã entrando no quarto. Depois,
foram 27 dias habitados por sustos e anjos – médicos, enfermeiras, amigos, família, sem falar nos próprios – e uma
corrente tão forte de amor e energia que amor e energia brotaram de dentro de mim até tornarem-se uma coisa só. O de
dentro e o de fora unidos em pura fé.
A vida me dava pena, e eu não sabia que o corpo podia ser tão frágil e sentir tanta dor. Certas manhãs chorei,
olhando através da janela os muros brancos do cemitério no
outro lado da rua. Mas à noite, quando os neons acendiam,
de certo ângulo a Dr. Arnaldo parecia o Boulevard Voltaire,
em Paris, onde vive um anjo que vela por mim. Tudo parecia
em ordem, então. Sem rancor nem revolta, só aquela imensa
pena de Coisa Vida dentro e fora das janelas, bela e fugaz feito as borboletas que duram só um dia depois do casulo. Pois
há um casulo rompendo-se lento, casca sendo abandonada.
Após, o voo de Ícaro perseguindo Apolo. E a queda?
(“Última carta para além dos muros”.
Caio Fernando Abreu, Pequenas epifanias: 2014.
[Publicado originalmente em 1994]. Adaptado)
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Voltei da Europa em junho me sentindo doente. Febres,
suores, perda de peso, manchas na pele. Procurei um médico e, à revelia dele, fiz O Teste. Aquele. Depois de uma
semana de espera agoniada, o resultado: HIV positivo. O
médico viajara para Yokohama, no Japão. O teste na mão,
fiquei três dias bem natural, comunicando à família, aos amigos. Na terceira noite, amigos em casa, me sentindo seguro
– enlouqueci. Não sei detalhes. Por autoproteção, talvez, não
lembro. Fui levado para o pronto-socorro do Hospital Emílio
Ribas com a suspeita de um tumor no cérebro. No dia seguinte, acordei de um sono drogado num leito de enfermaria
de infectologia, com minha irmã entrando no quarto. Depois,
foram 27 dias habitados por sustos e anjos – médicos, enfermeiras, amigos, família, sem falar nos próprios – e uma
corrente tão forte de amor e energia que amor e energia brotaram de dentro de mim até tornarem-se uma coisa só. O de
dentro e o de fora unidos em pura fé.
A vida me dava pena, e eu não sabia que o corpo podia ser tão frágil e sentir tanta dor. Certas manhãs chorei,
olhando através da janela os muros brancos do cemitério no
outro lado da rua. Mas à noite, quando os neons acendiam,
de certo ângulo a Dr. Arnaldo parecia o Boulevard Voltaire,
em Paris, onde vive um anjo que vela por mim. Tudo parecia
em ordem, então. Sem rancor nem revolta, só aquela imensa
pena de Coisa Vida dentro e fora das janelas, bela e fugaz feito as borboletas que duram só um dia depois do casulo. Pois
há um casulo rompendo-se lento, casca sendo abandonada.
Após, o voo de Ícaro perseguindo Apolo. E a queda?
(“Última carta para além dos muros”.
Caio Fernando Abreu, Pequenas epifanias: 2014.
[Publicado originalmente em 1994]. Adaptado)
• Procurei um médico e, à revelia dele, fiz O Teste. • ... bela e fugaz feito as borboletas...
As expressões destacadas significam, correta e respectivamente:
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Voltei da Europa em junho me sentindo doente. Febres,
suores, perda de peso, manchas na pele. Procurei um médico e, à revelia dele, fiz O Teste. Aquele. Depois de uma
semana de espera agoniada, o resultado: HIV positivo. O
médico viajara para Yokohama, no Japão. O teste na mão,
fiquei três dias bem natural, comunicando à família, aos amigos. Na terceira noite, amigos em casa, me sentindo seguro
– enlouqueci. Não sei detalhes. Por autoproteção, talvez, não
lembro. Fui levado para o pronto-socorro do Hospital Emílio
Ribas com a suspeita de um tumor no cérebro. No dia seguinte, acordei de um sono drogado num leito de enfermaria
de infectologia, com minha irmã entrando no quarto. Depois,
foram 27 dias habitados por sustos e anjos – médicos, enfermeiras, amigos, família, sem falar nos próprios – e uma
corrente tão forte de amor e energia que amor e energia brotaram de dentro de mim até tornarem-se uma coisa só. O de
dentro e o de fora unidos em pura fé.
A vida me dava pena, e eu não sabia que o corpo podia ser tão frágil e sentir tanta dor. Certas manhãs chorei,
olhando através da janela os muros brancos do cemitério no
outro lado da rua. Mas à noite, quando os neons acendiam,
de certo ângulo a Dr. Arnaldo parecia o Boulevard Voltaire,
em Paris, onde vive um anjo que vela por mim. Tudo parecia
em ordem, então. Sem rancor nem revolta, só aquela imensa
pena de Coisa Vida dentro e fora das janelas, bela e fugaz feito as borboletas que duram só um dia depois do casulo. Pois
há um casulo rompendo-se lento, casca sendo abandonada.
Após, o voo de Ícaro perseguindo Apolo. E a queda?
(“Última carta para além dos muros”.
Caio Fernando Abreu, Pequenas epifanias: 2014.
[Publicado originalmente em 1994]. Adaptado)
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suores, perda de peso, manchas na pele. Procurei um médico e, à revelia dele, fiz O Teste. Aquele. Depois de uma
semana de espera agoniada, o resultado: HIV positivo. O
médico viajara para Yokohama, no Japão. O teste na mão,
fiquei três dias bem natural, comunicando à família, aos amigos. Na terceira noite, amigos em casa, me sentindo seguro
– enlouqueci. Não sei detalhes. Por autoproteção, talvez, não
lembro. Fui levado para o pronto-socorro do Hospital Emílio
Ribas com a suspeita de um tumor no cérebro. No dia seguinte, acordei de um sono drogado num leito de enfermaria
de infectologia, com minha irmã entrando no quarto. Depois,
foram 27 dias habitados por sustos e anjos – médicos, enfermeiras, amigos, família, sem falar nos próprios – e uma
corrente tão forte de amor e energia que amor e energia brotaram de dentro de mim até tornarem-se uma coisa só. O de
dentro e o de fora unidos em pura fé.
A vida me dava pena, e eu não sabia que o corpo podia ser tão frágil e sentir tanta dor. Certas manhãs chorei,
olhando através da janela os muros brancos do cemitério no
outro lado da rua. Mas à noite, quando os neons acendiam,
de certo ângulo a Dr. Arnaldo parecia o Boulevard Voltaire,
em Paris, onde vive um anjo que vela por mim. Tudo parecia
em ordem, então. Sem rancor nem revolta, só aquela imensa
pena de Coisa Vida dentro e fora das janelas, bela e fugaz feito as borboletas que duram só um dia depois do casulo. Pois
há um casulo rompendo-se lento, casca sendo abandonada.
Após, o voo de Ícaro perseguindo Apolo. E a queda?
(“Última carta para além dos muros”.
Caio Fernando Abreu, Pequenas epifanias: 2014.
[Publicado originalmente em 1994]. Adaptado)
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Fumaça proibicionista
Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em
toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
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Fumaça proibicionista
Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em
toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
• Os cigarros eletrônicos entram no país por meio de contrabando. O governo , mas tem notória dificuldade em combater essa prática.
• É desejável que o Estado meios para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e vendas de cigarros eletrônicos.
• Se o Estado o proibicionismo, que já se comprovou ineficaz e de alto custo social, pode não lograr êxito em coibir a comercialização.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Fumaça proibicionista
Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em
toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
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Fumaça proibicionista
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em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
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Fumaça proibicionista
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toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
saúde.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado)
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Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em
toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade
em combater.
As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam
como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao
líquido vaporizado.
Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão
de produzir tal resultado.
Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser
mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras
drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto
custo social.
A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que
não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos
decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios
para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e
vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à
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