Magna Concursos

Foram encontradas 220 questões.

2256486 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

No quarto parágrafo, a expressão “só que” introduz uma:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256485 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

A palavra “repelir” é sinônimo de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256484 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

No terceiro parágrafo, o autor apresenta sua ideia por meio de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256483 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

Observe o trecho e responda à questão:

“cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada” (2º parágrafo).

A palavra “cuja” tem a função de retomar o seguinte vocábulo, do 2º parágrafo:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256482 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

Observe o trecho e responda à questão:

“cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada” (2º parágrafo).

No trecho, a expressão “assim que” tem sentido de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256481 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

“Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra” (2º parágrafo). A segunda parte estabelece com a primeira uma relação de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256480 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

No segundo parágrafo, a expressão “em vez de” introduz ideias consideradas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256479 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

No texto, sobressai uma caracterização sobre as línguas, valorizando:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256478 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

No primeiro parágrafo, o emprego dos dois-pontos marca a introdução de expressão com a função de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2256477 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: SEDUC-MT

Energeia

Há, ao menos, duas atitudes em relação à língua: uma que só vê os produtos e outra que prefere olhar para os processos. Para uma, gramáticas e dicionários são, de certa forma, obras estanques, prontas, especialmente no domínio do léxico. É por isso que certa tradição condena os neologismos – ou só os aceita quando “necessários”, a mesma atitude proposta em relação aos estrangeirismos.

Comecemos por estes, então. Muita gente os condena, porque os considera uma forma de invasão da cultura por outra. Talvez seja verdade. Mas eles podem ter outra faceta: em vez de revelar uma língua fraca, invadida, podem mostrar uma língua poderosa, cuja máquina se move assim que uma palavra estrangeira começa a ser empregada.

Observe o que aconteceu com “futebol”, originada de foot ball. A sílaba foot foi reorganizada, recebendo uma vogal no final. A razão é que o português repele (exceto em pronúncias quase exageradamente cuidadas) sílabas terminadas em consoantes obstruintes (daí “adevogado”/advogado e “áfita”/afta etc.). Foot torna-se “fute”. Snob torna-se “esnobe”, adequando ao português também o padrão silábico inicial. O que é isto? Um exemplo da gramática funcionando.

No domínio da sintaxe, a energeia é ainda mais óbvia, porque não construímos orações por imitação, mas as criamos a cada vez. Só que a demonstração, neste caso, é menos evidente. Não é necessariamente claro que as mesmas regras que constroem “gatos perseguem ratos” constroem “casas têm quartos”. E ainda menos que se trata de criação (mas é!).

Quem quiser fazer a prova, leia um livro ou um jornal, e veja se as frases nele constantes não são originais (excetuados os clichês). Talvez as exceções sejam os idiomatismos (como “quebrar um galho” ou “bater um papo”), que provavelmente memorizamos, não inventamos.

Sírio Possenti

(https://cienciahoje.org.br/coluna/energeia/)

As atitudes em relação às línguas, mencionadas pelo autor no primeiro parágrafo, remetem ao seguinte par de palavras:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas