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Foram encontradas 50 questões.

211584 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Como se chama

Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente – como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota – como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988.)

A forma escolhida pela autora para expressar suas ideias demonstra
 

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211583 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Como se chama

Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente – como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota – como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988.)

O texto de Clarice Lispector apresenta um(a)
 

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211582 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Bye Bye, Brasil

Oi, coração

Não dá pra falar muito não,

Espera passar o avião.

Assim que o inverno passar,

Eu acho que vou te buscar,

Aqui tá fazendo calor,

Deu pane no ventilador,

Já tem fliperama em Macau,

Tomei a costeira em Belém do Pará,

Puseram uma usina no mar,

Talvez fique ruim pra pescar,

Meu amor.

No Tocantins,

O chefe dos parintintins

Vidrou na minha calça Lee,

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na TV,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo tão só,

Oh, tenha dó de mim.

Pintou uma chance legal,

Um lance lá na capital,

Nem tem que ter ginasial,

Meu amor.

No Tabariz,

O som é que nem os Bee Gees,

Dancei com uma dona infeliz,

Que tem um tufão nos quadris,

Tem um japonês trás de mim,

Eu vou dar um pulo em Manaus,

Aqui tá quarenta e dois graus,

O sol nunca mais vai se pôr,

Eu tenho saudades da nossa canção,

Saudades de roça e sertão,

Bom mesmo é ter um caminhão,

Meu amor.

(BUARQUE, Chico & MENESCAL, Roberto. Fragmento.)

Dentre os termos e/ou orações sublinhados a seguir: “Aqui tá quarenta e dois graus, / O sol nunca mais vai se pôr, / Eu tenho saudades da nossa canção, / Saudades de roça e sertão, / Bom mesmo é ter um caminhão, / Meu amor.”, exerce função sintática DIFERENTE dos demais:
 

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211581 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Bye Bye, Brasil

Oi, coração

Não dá pra falar muito não,

Espera passar o avião.

Assim que o inverno passar,

Eu acho que vou te buscar,

Aqui tá fazendo calor,

Deu pane no ventilador,

Já tem fliperama em Macau,

Tomei a costeira em Belém do Pará,

Puseram uma usina no mar,

Talvez fique ruim pra pescar,

Meu amor.

No Tocantins,

O chefe dos parintintins

Vidrou na minha calça Lee,

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na TV,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo tão só,

Oh, tenha dó de mim.

Pintou uma chance legal,

Um lance lá na capital,

Nem tem que ter ginasial,

Meu amor.

No Tabariz,

O som é que nem os Bee Gees,

Dancei com uma dona infeliz,

Que tem um tufão nos quadris,

Tem um japonês trás de mim,

Eu vou dar um pulo em Manaus,

Aqui tá quarenta e dois graus,

O sol nunca mais vai se pôr,

Eu tenho saudades da nossa canção,

Saudades de roça e sertão,

Bom mesmo é ter um caminhão,

Meu amor.

(BUARQUE, Chico & MENESCAL, Roberto. Fragmento.)

De acordo com as regras de acentuação vigentes, obedecem à mesma regra de acentuação os vocábulos grifados a seguir, com EXCEÇÃO de:
 

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211580 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Bye Bye, Brasil

Oi, coração

Não dá pra falar muito não,

Espera passar o avião.

Assim que o inverno passar,

Eu acho que vou te buscar,

Aqui tá fazendo calor,

Deu pane no ventilador,

Já tem fliperama em Macau,

Tomei a costeira em Belém do Pará,

Puseram uma usina no mar,

Talvez fique ruim pra pescar,

Meu amor.

No Tocantins,

O chefe dos parintintins

Vidrou na minha calça Lee,

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na TV,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo tão só,

Oh, tenha dó de mim.

Pintou uma chance legal,

Um lance lá na capital,

Nem tem que ter ginasial,

Meu amor.

No Tabariz,

O som é que nem os Bee Gees,

Dancei com uma dona infeliz,

Que tem um tufão nos quadris,

Tem um japonês trás de mim,

Eu vou dar um pulo em Manaus,

Aqui tá quarenta e dois graus,

O sol nunca mais vai se pôr,

Eu tenho saudades da nossa canção,

Saudades de roça e sertão,

Bom mesmo é ter um caminhão,

Meu amor.

(BUARQUE, Chico & MENESCAL, Roberto. Fragmento.)

Dentre as considerações a seguir, acerca de alguns trechos do texto em relação à gramática normativa, está correto o que se afirma em:
 

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211579 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Como se chama

Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente – como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota – como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988.)

O texto inicia-se com uma conjunção cujo emprego pode resultar em diferentes matizes de sentido de acordo com o contexto em que está inserida. Em referência específica ao contexto apresentado, pode-se afirmar que o efeito de sentido produzido está corretamente expresso em:
 

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211578 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Um novo José

Josias de Souza.

Calma, José.

A festa não começou,

a luz não acendeu,

a noite não esquentou,

O Malan* não amoleceu.

Mas se voltar a pergunta:

e agora, José?

Diga: ora Drummond,

agora Camdessus*.

Continua sem mulher,

continua sem discurso,

continua sem carinho,

ainda não pode beber,

ainda não pode fumar,

cuspir ainda não pode,

a noite ainda é fria,

o dia ainda não veio,

o riso ainda não veio,

não veio ainda a utopia,

o Malan tem miopia,

mas nem tudo acabou,

nem tudo fugiu,

nem tudo mofou.

Se voltar a pergunta,

E agora, José?

Diga: ora Drummond,

Agora FMI.

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

O Malan nada faria,

mas já há quem faça.

Ainda só, no escuro,

qual bicho do mato,

ainda sem teogonia,

ainda sem parede nua,

pra se encostar,

ainda sem cavalo preto,

Que fuja a galope,

você ainda marcha José!

Se voltar a pergunta:

José para onde?

Diga: ora Drummond,

por que tanta dúvida?

Elementar, elementar,

Sigo pra Washington

e, por favor, poeta,

não me chame de José.

Me chame Joseph.

(Folha de São Paulo, Caderno 1, p.2.04/10/1999.)

*Malan foi Ministro da Fazenda de 1 de janeiro de 1995 até 1 de janeiro de 2003.

*Michel Camdessus foi diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional entre 16 de janeiro de 1987 e 14 de fevereiro de 2000.
Acerca da construção dos versos “cuspir ainda não pode, / a noite ainda é fria, / o dia ainda não veio, / o riso ainda não veio, / não veio ainda a utopia,” pode-se afirmar que a repetição do vocábulo “ainda” representa
 

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211577 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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enunciado 211577-1

(Disponível em: https://conectnoticias.com.br/campanha-maio-amarelo-tera-blitzes-educativas-em-rio-do-sul/.)

Na imagem da Campanha apresentada, pode-se explorar, como prática de ensino do estudo de língua portuguesa,

I. uma abordagem reflexiva sobre as diferentes linguagens presentes no cotidiano e sua importância para organização da vida em sociedade.

II. a linguagem como uma atividade de interação, em que os indivíduos constroem sentidos e agem uns sobre os outros.

III. a intertextualidade de forma e conteúdo com o propósito de persuadir o interlocutor e convencê-lo a estabelecer novos comportamentos sociais.

Completa(m) corretamente o enunciado apenas:

 

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211576 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: SEDUC-PA
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Comandante do Exército diz que crime organizado é a ‘maior ameaça à soberania nacional

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, afirmou em entrevista ao programa do jornalista Roberto D’Ávila, na GloboNews, que vê no crime organizado a “maior ameaça à soberania nacional”. Ele disse ainda que o tráfico de drogas está na base da violência no país e que a integração entre os estados é “fundamental” no combate ao crime.

Villas Bôas está à frente do Exército desde 2015. Com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e a utilização de homens das Forças Armadas na segurança do estado, o general passou a figurar com mais frequência no noticiário e a ocupar um espaço central no debate sobre criminalidade e violência.

Na entrevista, ele foi questionado por Roberto D’Ávila se o crime organizado era uma das grandes preocupações para o país. “Acredito que vem daí a maior ameaça à soberania nacional”, respondeu Villas Bôas.

“A questão do crime organizado, e tendo a droga como pano de fundo, como base para o que está acontecendo, tanto do ponto de vista da deterioração de valores – uma verdadeira metástase silenciosa que está corroendo a nossa juventude –, quanto como causador da violência. A Polícia Federal estima que aproximadamente 80% da violência urbana esteja ligada direta ou indiretamente à questão da droga”, completou o general.

Villas Bôas afirmou que o crime organizado hoje é “transnacional”, o que exige, segundo ele, uma abordagem “ampla e sistêmica” nas políticas de segurança.

“A integração no combate ao crime organizado é fundamental. Porque o crime se transnacionalizou. E nós temos as nossas estruturas contidas nos espaços dos estados da federação. Nós temos que ir além, tem que haver uma integração no âmbito nacional, não só a integração geográfica, mas integração dos setores de atuação, como também tem que haver uma integração internacional também”, disse.

Questionado se era favorável a uma discussão sobre legalização de algumas drogas, o general respondeu que esse é um “debate fundamental”, porque a situação não se resolverá com soluções “simplistas”.

(Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/comandante-do-exercito-diz-que-crime-organizado-e-a-maior-ameaca-a-soberanianacional.ghtml. 22 de março de 2018.)

Em uma atividade de reescrita de trechos do texto, os alunos apresentaram as possibilidades a seguir. Sabendo-se que deveriam ser preservadas as correções em relação à norma padrão da língua e em relação ao sentido original do texto, não há comprometimento, com EXCEÇÃO de:
 

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Alfabeto de emojis

“Paradoxalmente” — escreverá um historiador em 2218 — “foi a disseminação da escrita como principal forma de comunicação o que criou as condições para a sua própria morte”. O alfabeto latino, este fantástico conjunto de 26 letras que, combinadas infinitamente, podem nomear realidades tão distintas quanto “sol”, “cunilingus”, “schadenfreud” e “Argamassa Cimentcola Quartzolite”, começou sua lenta caminhada em direção ao brejo em setembro de 1982.

Foi ali, não muito depois da derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, que o cientista da computação Scott Fahlman sugeriu a colegas de Carnegie Mellon University, com os quais se comunicava online, usarem :-) para distinguirem as piadas dos assuntos sérios. Mal sabia o tal Scott que aquela inocente boca de parêntese era o protótipo da goela que viria a engolir quase 3.000 anos de alfabeto como se fosse uma sopa de letrinhas.

Os emoticons se espalharam pelo mundo com o ICQ, os chats e, principalmente, os celulares, mas nem todos os seres humanos aderiram imediatamente à moda. [...]

Emoticons foram o início do fim, mas só o início. O coaxar dos sapos no brejo começou a incomodar mesmo com a chegada dos emojis. Confesso que, de novo, demorei pra entrar na onda. Desta vez não por burrice, mas por senso do ridículo. Quando que um adulto como eu iria mandar pra outro adulto um “smile” bicudo soltando um coração pelo canto da boca, como se fosse uma bola de chiclete? Nunca! “Nunca”, no caso, revelou-se estar a apenas uns cinco anos de distância da minha indignação.

Hoje eu mando coração pulsante pra contadora que me lembrou dos documentos do IR, mando John Travolta de roxo pro amigo que me pergunta se está confirmado o jantar na quinta e, se eu pagasse imposto sobre cada joia que envio daquele mãozão amarelo, não ia ter coração pulsante capaz de fazer minha contadora resolver a situação.

“Em meados do século 21” — escreverá o historiador de 2218 — “a humanidade abandonou o alfabeto e passou a se comunicar só por emojis”. A frase, claro, será toda escrita com emojis. Haverá tantos, tão variados, que será possível citar Shakespeare usando apenas desenhinhos. (Shakespeare, aliás, dá pra escrever. Imagem de milk-shake + duas chaves (keys) + pera (pear). Shake + keys + pear).

Teremos voltado ao tempo dos hieróglifos e não me assombra se as condições de vida regredirem às do antigo Egito, mas ninguém se importará, cada um de nós hipnotizado pela tela que tantos apregoaram ser uma nova pedra de Roseta, capaz de traduzir o mundo em nossas mãos, mas que no fim se revelou só um infernal e escravizante pergaminho. :-(

(Antônio Prata. Folha de S. Paulo, 15 de abril de 2018. Adaptado.)

Acerca dos termos grifados no 2º§ do texto, está correto o que se afirma em:
 

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