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Durante o século XIX, alguns países, sobretudo aqueles às
margens do Atlântico Norte, conquistaram o restante do globo não
europeu com grande facilidade e, onde a ocupação não era geopolítica
e militar, ocorreu pela superioridade do sistema econômico,
pela organização e pela tecnologia. Mesmo quando após 1917
surgiu um possível modelo político alternativo ao capitalismo, a
opção de “modernização” segundo o modelo norte-ocidental, exceto
por dispensar a empresa privada e as instituições burguesas,
permaneceu essencialmente do mesmo tipo. O desenvolvimento
tecno científico, numa variante ocidental capitalista ou socialista,
permaneceu servindo de molde. As elites ocidentalizadas dos
países periféricos não necessariamente aceitavam os valores dos
Estados e as culturas que tomavam como modelo, mas tinham que
se adaptar a esses. O objetivo do mais convicto e bem-sucedido
plano de “ocidentalização”, o do Japão (1868-1912), não era realmente
se ocidentalizar, mas, ao contrário, tornar viável o Japão
tradicional. O nome pelo qual ficou conhecido este plano de modernização
japonesa é:
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Segundo Hobsbawm (1995), a Revolução Bolchevique de
outubro de 1917 tornou-se tão fundamental para a história do
século XX quanto a Revolução Francesa de 1789 para o século
XIX. Entretanto, quando o autor faz uma comparação entre as consequências
práticas das duas Revoluções, coloca em vantagem a
Revolução Russa. Um dos argumentos que justifica tal vantagem é:
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Segundo Carvalho (1993), pouco depois da proclamação da
República em 1889, a disputa dos vencedores em construir uma
versão ofi cial dos fatos destinados à história tornou-se grande.
Tratava-se da luta pelo domínio simbólico do imaginário republicano
e tal disputa era apaixonada e girava, muitas vezes, em torno de
episódios aparentemente irrelevantes, como a chamada “guerra dos
vivas”. No referido episódio, está em questão o papel na condução
dos eventos republicanos o seguinte personagem público:
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Ao refletir sobre alguns lugares-comuns de certa memória
sobre a Ditadura Militar (1964-1985), nos quais sobressai a tese de
que a ditadura foi resultado de uma quartelada, um pesadelo e que
a sociedade não tem e nunca teve nada a ver com a ditadura, Reis
(2000) procura, ainda, compreender como e porque permaneceram
lideranças e mecanismos de poder preservados e/ou construídos
no período da ditadura. O autor destaca o envolvimento de amplos
setores sociais e empresariais brasileiros na construção da modernização
conservadora implementada pelo Regime Militar e destaca
o papel da mídia monopolista, do latifúndio, dos bancos, de setores
da classe média, dentre outros. E caracteriza o movimento que
derrubou João Goulart, em abril de 1964, nos seguintes termos:
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Antes de fazer sua revolução e tornar-se oficialmente socialista,
em abril de 1961, Cuba deixou de ser parte do domínio
colonial espanhol para tornar-se uma espécie de protetorado
norte-americano. Mesmo após a Guerra Hispano-Americana, em
1898, que marcou o fim do domínio espanhol sobre Cuba, a ilha
permaneceu sob ocupação militar norte-americana de 1898 a
1902 e a Assembleia Constituinte Cubana teve de acrescentar, na
Constituição aprovada, uma lei do Congresso dos Estados Unidos
da América. Essa lei submetia Cuba aos interesses estratégicos
dos E.U.A. e ficou conhecida pelo seguinte nome:
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O imperialismo americano ocasionou uma declaração de
guerra ao México em 1846, com a finalidade de conquistar terras
mexicanas. Uma das justificativas dessa conquista era de natureza
religiosa: o domínio norte-americano no continente representava a
vontade de Deus. Tal teoria expansionista religiosa ficou conhecida
pelo nome de:
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Em sua discussão acerca da cientificidade do conhecimento
histórico, Cardoso (1982) aponta duas perspectivas diametralmente
opostas sobre o tema: a do neopositivista Colin Patterson e a do
materialismo histórico e dialético, de Marx e Engels. A visão de
Patterson, de acordo com o autor, sobre a questão da história
como ciência é:
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Em sua obra “Uma Introdução à História”, Cardoso (1982)
coteja duas perspectivas filosóficas, importantes ao longo do século
XIX e até as primeiras décadas do século XX, que tiveram forte
influência sobre o fazer historiográfico: o Positivismo, de Auguste
Comte, e o Historicismo, de Wilhelm Windelband, Rickert e Dilthey.
As repercussões do Historicismo sobre a produção do conhecimento
histórico, segundo o autor, foram:
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De acordo com Anderson (2000), embora não se possa
estabelecer proporções exatas do peso das instituições romanas
ou germânicas na síntese histórica que fi cou conhecida como
“feudalismo”, a única instituição que abarcou toda a transição da
Antiguidade à Idade Média em continuidade essencial foi:
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As invasões germânicas que assolaram o Império Romano
Ocidental se desdobraram em duas fases sucessivas, cada uma com
um impulso e um modelo diferente. A primeira grande onda começou
com a marcha através do Reno gelado, em 31 de dezembro de 406,
por uma improvisada confederação de suevos, vândalos e alanos.
Segundo Perry (2000), o caráter dessa primeira leva de invasões foi
muitíssimo complexo e contraditório. As características que denotam
a complexidade e a contradição que marcaram as primeiras invasões
germânicas, estão descritas na seguinte afirmativa:
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