Diva, estudando para o concurso de Supervisor de Ensino (SEESP), deparou-se com o tema “Estratégias para
caracterizar o perfil socioeconômico e cultural em diferentes âmbitos”. Ao estudá-lo, constatou em Marçal e
Sousa (2009) que, entre outras demandas enfrentadas
pela escola, está a de elaborar seu projeto pedagógico.
Entretanto, para que esse projeto se viabilize, é preciso traçar um diagnóstico da realidade escolar. Nesse
ponto, Marçal e Sousa indagam: de que “estratégias
podemos lançar mão, no dia a dia da escola, para realizar esse diagnóstico?”. Em resposta, os autores apresentam uma série de sugestões, entre elas: a aplicação
de formulários, questionários e entrevistas individuais
ou em pequenos grupos; interpretação de estatísticas
oficiais, como, por exemplo, aquelas resultantes dos dados coletados pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) no Brasil; e, ainda, análise de registros
arquivados na escola que retratem a evolução dos seus
números de matrícula, os índices de aprovação, reprovação e/ou evasão dos alunos e situação socioeconômica das famílias. A seguir, Marçal e Sousa advertem
que, independentemente das estratégias escolhidas, “a
fim de termos ações compartilhadas na construção do
projeto pedagógico”, essas estratégias “precisam ser
De acordo com Chiavenato (2014), “a administração é o
processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso
de recursos a fim de alcançar objetivos organizacionais.”
Afirma o autor que a TGA - Teoria Geral da Administração
estuda a administração das organizações e empresas do
ponto de vista da interação e da interdependência entre
as seis variáveis principais: tarefa, estrutura, pessoas,
tecnologia, ambiente e competitividade. Para Chiavenato,
o que constitui o desafio fundamental da administração é
Na obra “Avaliação: concepção dialética-libertadora do
processo de avaliação escolar”, Vasconcellos (2008) entende a avaliação com um novo sentido, ou seja “avaliar
para que os alunos aprendam mais e melhor”. Para isso,
é necessário o deslocamento do eixo de preocupação
do professor, investindo suas energias e potencialidades
na aprendizagem dos alunos. Para atingir essa meta, de
acordo com Vasconcellos, “há necessidade de recapacitação no que diz respeito ao processo de conhecimento
do educando. [E] Coloca-se um problema de ordem epistemológica, como se dá a construção do conhecimento?
Assumir essa linha de reflexão significa, pois, subordinar
a clássica pergunta da didática: “Como o professor deve
ensinar?” a uma pergunta anterior ___________ .
Na medida em que o professor realmente enfrenta esta
última [questão], sua forma de trabalho em sala de aula
necessariamente terá que mudar, superando tanto os
conteúdos desvinculados das reais necessidades das
crianças, quanto a metodologia passiva, presente ainda
na escola brasileira.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto.
Segundo o documento “Matrizes de referência para avaliação SARESP: docum. básico SEE”, 2009, uma matriz
de referência de avaliação pode ter muitas finalidades.
Por trabalharem com as especificações das habilidades
que possibilitam inferir o nível em que os alunos dominam as competências no processo de escolarização, tais
matrizes possibilitam
De acordo com o art. 1° da Lei Complementar
n° 1.256/2015 do Estado de São Paulo, durante os
3 (três) primeiros anos de efetivo exercício, período caracterizado como estágio probatório, o servidor ingressante no cargo de Diretor de Escola, pertencente ao Quadro do Magistério, será submetido à
Avaliação Especial de Desempenho e a Curso Especifico de Formação, instituído pela Lei Complementar
n° 1.207/2013. A Avaliação Especial de Desempenho antes citada visa verificar a conformidade com as competências e habilidades necessárias ao desempenho no cargo
de Diretor de Escola, com foco nos seguintes aspectos:
comprometimento com o trabalho e com a comunidade
escolar; responsabilidade; capacidade de iniciativa e liderança; produtividade; assiduidade; disciplina e
Naura S. C. Ferreira (2004) aponta para a necessidade
de humanizar a formação e as condições de existência
dos profissionais da educação e da gestão da educação
ressignificando-as com outra base ética que permita fazer frente aos desafios violentos da cultura globalizada.
Segundo a autora, fraternidade, solidariedade, justiça
social, respeito, bondade e emancipação humana, mais
do que nunca, precisam ser assimilados e incorporados
como consciência e compromisso da gestão democrática
da educação – princípios que necessitam nortear as decisões a serem tomadas no sentido da
Devido ao fato de os direitos humanos terem sido profundamente violados no decorrer da Segunda Guerra Mundial, em 1945 foi criada a Organização das Nações Unidas – ONU com o objetivo de facilitar a cooperação entre
as nações com vistas a assegurar a todos os habitantes
do planeta o desenvolvimento econômico, o progresso
social, os direitos humanos e a paz mundial. Com o passar do tempo, os Direitos das Pessoas com Deficiência
foi um dos temas a ganhar espaço na ONU. No Brasil,
o documento Política nacional de educação especial na
perspectiva da educação inclusiva (MEC/SECADI, 2008)
reporta que, em 2006, por meio da Secretaria Especial
dos Direitos Humanos, dos Ministérios da Educação e da
Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO,
foi lançado o Plano Nacional de Educação em Direitos
Humanos, com o objetivo de contemplar, no currículo da
educação básica, temáticas relativas às pessoas com
deficiência e desenvolver ações afirmativas que (lhes)
possibilitem
A participação dos pais na vida estudantil dos filhos pode
ir além da assistência familiar, ou seja, comparecendo a
reuniões e a eventos escolares: ela pode se dar no nível
da gestão democrática. Um modo de ocorrer essa segunda forma de participação é por meio da Associação
de Pais e Mestres (APM), órgão que permite às famílias atuarem mais efetivamente no processo educacional das crianças, pois, em conformidade com o art. 2° do Decreto no
12.983/1978, que estabelece o Estatuto
Padrão das Associações de Pais e Mestres, A APM, instituição auxiliar da escola, terá por finalidade colaborar no
aprimoramento do processo educacional, na assistência
ao escolar e na integração família-escola-comunidade.
A participação da família na APM é de tal importância
que, consoante o art. 26 do mesmo decreto, um dos cargos dos órgãos diretores somente poderá ser ocupado
por pai de aluno. Trata-se do cargo de
A supervisora Vânia participou da comissão que organizou um seminário intitulado “Representações sociais
sobre diversidade, gênero e etnia”, dirigido aos Diretores das escolas da Diretoria Regional de Ensino na qual
trabalha. A ideia que deu suporte ao seminário foi a de
que na representação pautada pela ideologia reprodutora de um imaginário social conservador e pelo cotidiano
pragmático e alienado não raramente se fazem presentes ideias preconceituosas. Como suporte para a organização do evento, foi escolhido o texto das autoras Luiz e
Nascente (EDUFSCAR, 2013). Segundo essas autoras
“Ao identificarmos o cenário de discriminações e preconceitos, vemos no espaço da escola as possibilidades de
particular contribuição para a alteração desse processo.
A escola abriga em seu interior todas as diferentes formas de diversidade, quer sejam de origem social, sexual,
etnicorracial, cultural ou de gênero. É, portanto, um espaço privilegiado na construção dos caminhos para a eliminação de preconceitos e de práticas discriminatórias.
A escola democrática deve educar para a valorização da
diversidade e formar indivíduos capazes de
Luiz e Nascente (2013) comentam que a discussão sobre diversidade precisa abranger uma dimensão política,
uma vez que ela diz respeito às relações sociais e, por
isso, está diretamente ligada às relações de poder. Para
esclarecer essa questão, Luiz e Nascente recorrem, em
seu texto, à seguinte argumentação de Gomes (2013)
segundo a qual “assumir a diversidade cultural significa
muito mais do que um elogio às diferenças, representando não somente fazer uma reflexão mais densa sobre
as particularidades dos grupos sociais, mas também implementar políticas públicas, alterar relações de poder,
redefinir escolhas e