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Como explicitado por Mantoan (2006), a
inclusão escolar é uma realidade nas escolas
públicas e particulares e traz ao ensino escolar
brasileiro o desafio de resolver os problemas de
acesso e permanência dos alunos, pois para
que a inclusão escolar aconteça, de fato, é
preciso realizar mudanças pedagógicas que
valorizem as diferenças de cada aluno. A partir
do conhecimento sobre a origem e definição do
atual processo de inclusão escolar, podemos
refletir sobre os entraves e sucessos obtidos
nessa longa caminhada, compreendendo
conceitos e visualizando os direitos e
necessidades de pessoas com e sem
deficiência no decorrer do tempo. Diante do
exposto, analise as afirmativas abaixo.
I. Inclusão escolar – uma proposta da aplicação prática ao campo da educação de um movimento mundial que aceita e respeita as diferenças garantindo a todos educação de qualidade.
II. Inclusão parcial – educação que respeita a diversidade e oferece um contínuo de serviços e uma diversidade de opções de ensino e apoio pedagógico além da classe na escola regular.
III. Inclusão total – educação de todos os alunos somente em classe de escola regular.
IV. Integração escolar – um processo educacional com vários níveis, por meio dos quais o sistema educacional proveria os meios mais adequados para atender as necessidades dos alunos.
Estão corretas as afirmativas:
I. Inclusão escolar – uma proposta da aplicação prática ao campo da educação de um movimento mundial que aceita e respeita as diferenças garantindo a todos educação de qualidade.
II. Inclusão parcial – educação que respeita a diversidade e oferece um contínuo de serviços e uma diversidade de opções de ensino e apoio pedagógico além da classe na escola regular.
III. Inclusão total – educação de todos os alunos somente em classe de escola regular.
IV. Integração escolar – um processo educacional com vários níveis, por meio dos quais o sistema educacional proveria os meios mais adequados para atender as necessidades dos alunos.
Estão corretas as afirmativas:
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A história da educação especial se iniciou com
trabalhos tutoriais de pessoas que acreditavam
que era possível ensinar pessoas com
deficiência, entretanto, a princípio, o ensino se
baseava em cuidados pessoais e de higiene e
não no ensino de conteúdos escolares comuns
à educação na época. Uma mudança de
perspectiva ocorreu somente no século XIX,
época em que surgiram as classes especiais em
escolas regulares. Essas classes recebiam os
alunos que apresentavam comportamentos
diferentes do que era padrão na época
(denominados alunos difíceis), o que não
necessariamente poderia ser considerado
alunos com deficiências graves e severas.
Sendo assim, embora pessoas com
deficiências tivessem o direito à educação
naquela época, ainda prevalecia a segregação.
Isso porque as pessoas passaram a ter o direito
de frequentar classes especiais de escolas
regulares, desde que se adaptassem a esse
novo ambiente, e não o contrário. Diante do
exposto, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Isto significa que a crença na eficácia do ensino dos deficientes em ambientes isolados do resto da sociedade prevaleceu por muito tempo, mantendo a educação especial separada da educação regular.
( ) A segregação das pessoas com deficiência só foi realmente abalada pelo surgimento da proposta de integração escolar na década de 1960.
( ) Na década de 1970 surgiu o princípio da normalização, que acreditava no direito da pessoa com deficiência a uma vida normal em sua cultura, ou seja, propunha integrar a pessoa com deficiência na comunidade, a chamada desinstitucionalização.
( ) A integração escolar propiciou às pessoas com deficiência o direito de conviver socialmente com outras pessoas, porém essa mudança de um ambiente isolado para uma classe especial na escola regular dependia única e exclusivamente do progresso da pessoa com deficiência, o que desencadeou diversas críticas ao processo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) Isto significa que a crença na eficácia do ensino dos deficientes em ambientes isolados do resto da sociedade prevaleceu por muito tempo, mantendo a educação especial separada da educação regular.
( ) A segregação das pessoas com deficiência só foi realmente abalada pelo surgimento da proposta de integração escolar na década de 1960.
( ) Na década de 1970 surgiu o princípio da normalização, que acreditava no direito da pessoa com deficiência a uma vida normal em sua cultura, ou seja, propunha integrar a pessoa com deficiência na comunidade, a chamada desinstitucionalização.
( ) A integração escolar propiciou às pessoas com deficiência o direito de conviver socialmente com outras pessoas, porém essa mudança de um ambiente isolado para uma classe especial na escola regular dependia única e exclusivamente do progresso da pessoa com deficiência, o que desencadeou diversas críticas ao processo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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A Resolução nº 04/2009 do Conselho Nacional
de Educação (Câmara de Educação Básica) –
CNE/CEB – institui Diretrizes Operacionais para
o atendimento educacional especializado na
Educação Especial. Sobre o assunto, analise as
afirmativas abaixo.
I. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE) é desnecessário que o professor tenha formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica.
II. A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como parte integrante do processo educacional.
III. Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Estão corretas as afirmativas:
I. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE) é desnecessário que o professor tenha formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica.
II. A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como parte integrante do processo educacional.
III. Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Estão corretas as afirmativas:
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Acerca das disposições da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (Lei nº
9.394/1996), assinale a alternativa incorreta.
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Acerca dos níveis e modalidades de educação e
ensino, previstos na Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional, analise as afirmativas
abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A educação escolar compõe-se de educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e educação superior.
( ) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
( ) Não é possível adequar o calendário escolar às peculiaridades locais, sejam climáticas ou econômicas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) A educação escolar compõe-se de educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e educação superior.
( ) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
( ) Não é possível adequar o calendário escolar às peculiaridades locais, sejam climáticas ou econômicas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeRegência
- MorfologiaSubstantivos
Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
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(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
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