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2007956 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
Texto 15A2-I
Quando se indaga sobre a diferença entre epidemia e endemia, surge, imediatamente, a ideia de que a epidemia se caracteriza pela incidência, em curto período de tempo, de grande número de casos de uma doença, ao passo que a endemia se traduz pelo aparecimento de menor número de casos ao longo do tempo.
A distinção entre epidemia e endemia não pode ser feita, entretanto, com base apenas na maior ou menor incidência de determinada enfermidade em uma população. Se o elevado número de casos novos e sua rápida difusão constituem a principal característica da epidemia, já não basta o critério quantitativo para a definição de endemia. O que define o caráter endêmico de uma doença é o fato de ela ser peculiar a um povo, a um país ou a uma região. A própria etimologia da palavra endemia denota esse atributo: endemos, em grego clássico, significa “originário de um país”, “referente a um país”, “encontrado entre os habitantes de um mesmo país”. Esse entendimento perdura na definição de endemia encontrada nos léxicos especializados em terminologia médica de várias línguas.
Pandemia, palavra de origem grega, formada com o prefixo neutro pan e pelo morfema demos (povo), foi pela primeira vez empregada por Platão, em seu livro Das Leis. Platão a usou no sentido genérico, referindo-se a qualquer acontecimento capaz de alcançar toda a população. Com esse mesmo sentido, foi também utilizada por Aristóteles.
O conceito moderno de pandemia é o de uma epidemia de grandes proporções, que se espalha por vários países e por mais de um continente. Exemplo tantas vezes citado é o da gripe espanhola, que se seguiu à I Guerra Mundial, nos anos de 1918 e 1919, e que causou a morte de cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.
Joffre M. de Rezende. Epidemia, endemia, pandemia, epidemiologia. In: Revista de Patologia Tropical, v. 27, n.º 1, p. 153-155, jan.-jun./1998 (com adaptações).
A partir da leitura do texto 15A2-I, compreende-se que a distinção entre os conceitos de epidemia, endemia e pandemia não pode ser feita exclusivamente pelo critério quantitativo — isto é, pelo número de incidências de uma enfermidade. De acordo com o texto, para essa distinção, é necessário considerar também
 

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2007955 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A2-II

Enunciado 2007955-1

Quino. Mafalda.
No texto 5A2-II, a sintaxe dos períodos constitui um recurso que estabelece determinado efeito de sentido entre as falas das personagens na tirinha. Um dos principais contrastes morfossintáticos entre as falas das personagens no texto 5A2-II é dado
 

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2007954 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A2-I
Socorro


Socorro, eu não estou sentindo nada.
Nem medo, nem calor, nem fogo,
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir.
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
me empreste suas penas.
Já não sinto amor nem dor,
já não sinto nada.
Socorro, alguém me dê um coração,
que esse já não bate nem apanha.
Por favor, uma emoção pequena,
qualquer coisa que se sinta,
tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva.
Socorro, alguma rua que me dê sentido,
em qualquer cruzamento,
acostamento, encruzilhada,
socorro, eu já não sinto nada.
Alice Ruiz. Socorro, 1986.
Acerca da locução verbal presente no verso “não vai dar mais pra chorar”, da primeira estrofe do texto 5A2-I, é correto afirmar que

I a flexão de modo é dada pelo verbo principal, que está no imperativo negativo.
II a flexão de número é dada pelo verbo principal, que está no singular.

III a flexão de tempo ocorre no verbo auxiliar, que está no presente.
IV a flexão de pessoa ocorre no verbo auxiliar, que está na terceira pessoa.

Estão certos apenas os itens
 

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2007953 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR

Texto 15A2-II


Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ciranda Cultural, 2018. p. 49.

No texto 15A2-II, o narrador utiliza majoritariamente verbos flexionados no tempo
 

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2007952 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A1-III


Chegando ao Brasil em 1500 com nossos descobridores, praticamente só em 1534 foi introduzida a língua portuguesa com início efetivo da colonização, com o regime das capitanias hereditárias. Conclui-se que a língua que chegou ao Brasil pertence à fase de transição entre a arcaica e a moderna, já alicerçada literalmente.
No Brasil dessa época, encontraram os descobridores e colonizadores portugueses uma variedade de falares indígenas, no cômputo aproximado de trezentos, hoje reduzidos a cerca de 170, na opinião de um dos seus mais categorizados conhecedores, Aryon Dall’Igna Rodrigues. Grande extensão territorial da nova terra era ocupada pela família Tupi-Guarani, que apresentava pouca diferenciação nas línguas que a integram.
Veio depois a contribuição das línguas africanas em suas duas principais correntes para o Brasil: ao Norte, de procedência sudanesa, e ao Sul, de procedência banto; temos, assim, no Norte, na Bahia, a língua nagô ou iorubá; no Sul, no Rio de Janeiro e Minas Gerais, o quimbundo.
A pouco e pouco, à medida que se ia impondo, pela cultura dos europeus, o desenvolvimento e o progresso da colônia e do país independente, a língua portuguesa foi predominando sobre a “língua geral” de base indígena e dos falares africanos, a partir da segunda metade do século XVIII.
Evanildo Bechara. Breve história externa da língua portuguesa. In: Gramática Escolar da Língua
Portuguesa. 2 ed. ampliada e atualizada pelo novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 690-691(com adaptações)
A expressão “à medida que”, no último parágrafo do texto 5A1-III, tem o mesmo sentido de
 

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2007951 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A1-I


As palavras têm um poder tremendo. Repito com assertividade: as palavras têm um poder tremendo. Há palavras que edificam, outras que destroem; umas trazem bênção, outras, maldição. E é entre estas duas balizas que a comunicação vai moldando a nossa vida.
Há palavras que deviam ser escondidas num baú fechado a sete chaves. Porque não edificam, porque magoam, porque destroem… Há uns tempos fui fazer um exame médico. Após o questionário clínico habitual, a médica prosseguiu: “Agora, vou fazer-lhe umas maldades”. Nesse instante, o meu corpo sucumbiu e o desmaio tornou-se iminente. Ora, a palavra maldade magooume mais do que o próprio exame. Teria sido muito sensato ter escondido tal palavra num quarto escuro. Não teria magoado tanto.
Mas voltemos às palavras amigas, as que mimam, as que confortam, as que aquecem o coração.
Sabiam que podem mudar o dia de alguém com uma calorosa saudação? “Bom dia, como está?” Experimentem, sempre que comunicam, escolher palavras com carga afetiva positiva! Por exemplo, se substituírem a palavra “problema” por “situação”, o problema parece tornar-se mais pequeno, não parece? Ou então acrescentar adjetivos robustos quando agradecem a alguém: “Obrigada pela sua preciosa, valiosa ajuda”.
Se queremos relações pessoais e profissionais mais saudáveis e felizes, usemos e abusemos das palavras positivas na nossa vida. E não nos cansemos de elogiar. Palavras de louvor e honra trazem felicidade não só a quem as recebe, mas também, e sobretudo, a quem as oferece.
Sandra Duarte Tavares. O poder das palavras. In: Visão, ed. 1298, 2017.
Internet: <visao.sapo.pt> (com adaptações)
No texto 5A1-I, a expressão “mas também”, no trecho “Palavras de louvor e honra trazem felicidade não só a quem as recebe, mas também, e sobretudo, a quem as oferece”, está empregada com sentido
 

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2007950 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A2-I
Socorro


Socorro, eu não estou sentindo nada.
Nem medo, nem calor, nem fogo,
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir.
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
me empreste suas penas.
Já não sinto amor nem dor,
já não sinto nada.
Socorro, alguém me dê um coração,
que esse já não bate nem apanha.
Por favor, uma emoção pequena,
qualquer coisa que se sinta,
tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva.
Socorro, alguma rua que me dê sentido,
em qualquer cruzamento,
acostamento, encruzilhada,
socorro, eu já não sinto nada.
Alice Ruiz. Socorro, 1986.
No texto 5A2-I, a vírgula foi empregada para separar termos da oração com a mesma função sintática no trecho
 

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2007949 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Texto 5A3-III

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade. Poesia 1930-62.
São Paulo: Cosac & Naify, 2012. p. 104.
Com relação ao uso de figuras de linguagem no texto 5A3-III, assinale a opção que apresenta um verso do poema no qual ocorre metonímia.
 

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2007948 Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Segundo cálculos do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), a população mundial, em 2018, era de mais de 7,4 bilhões de habitantes e a produção de lixo alcançou dois a três bilhões de toneladas/ano. As análises desse órgão indicam que, quanto maior o desenvolvimento do país, maior a produção de lixo gerado, contudo é maior também a taxa de reciclagem. No Brasil, o avanço da coleta de lixo em domicílios urbanos, a partir de 2015, foi de 90,8%, porém um a cada 12 brasileiros não possui coleta regular de lixo na porta de casa, segundo dados de 2018 e 2019 coletados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE). Além disso, de acordo com dados da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia, no Brasil 38% do alumínio é reciclado, e 96% desse metal reciclado é proveniente de latas de alumínio, índice que faz o Brasil ultrapassar o Japão (86%) e os Estados Unidos da América (52%).
Considerando as informações apresentadas no texto precedente e aspectos a elas relacionados, assinale a opção correta.
 

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2007947 Ano: 2020
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEED-PR
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Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Assim, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.

Internet:<mma.gov.br>(com adaptações).

O objetivo da coleta seletiva é

 

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