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Foram encontradas 30 questões.

2798610 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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Texto IV

Telhado quebrado com gente morando dentro (fragmento) (Jarid Arraes)

Acho injusto que entre nós duas, Juliana e eu, a necessidade constante de salvação tenha encontrado meu coração e não o dela. Acho injusto porque, ao contrário do que se fala por aí sobre duas irmãs com idades próximas, nunca fomos rivais, nunca disputamos a atenção dos nossos pais, nunca tivemos inveja uma da outra. Sempre fomos parceiras, amigas, cúmplices do crime que era ser menina num mundo todo feito para nos dobrar, dobrar e dobrar até que a coluna não aguentasse.

De todas as meninas que eu conheci, desde que me lembro, Juliana sempre foi a mais forte. Fazia o tipo mãe de todas. Era a que separava as brigas, a que dizia para os meninos irem tomar banho quando estavam fedendo demais, a que parava a brincadeira quando alguma coisa saía do controle. Minha irmã era chamada quando alguém caía e se machucava. O nome simplesmente saía da boca, porque sim, porque era fácil, porque era isso mesmo. “Juliana”, com o último “a” durando um tempo sem fim. [...]

Para explicar seu posicionamento acerca da relação que possui com a irmã, no primeiro parágrafo do texto IV, a narradora faz uso da expressão “ao contrário”, que deve ser entendida, mais especificamente, como um . Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

 

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2798609 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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Texto IV

Telhado quebrado com gente morando dentro (fragmento) (Jarid Arraes)

Acho injusto que entre nós duas, Juliana e eu, a necessidade constante de salvação tenha encontrado meu coração e não o dela. Acho injusto porque, ao contrário do que se fala por aí sobre duas irmãs com idades próximas, nunca fomos rivais, nunca disputamos a atenção dos nossos pais, nunca tivemos inveja uma da outra. Sempre fomos parceiras, amigas, cúmplices do crime que era ser menina num mundo todo feito para nos dobrar, dobrar e dobrar até que a coluna não aguentasse.

De todas as meninas que eu conheci, desde que me lembro, Juliana sempre foi a mais forte. Fazia o tipo mãe de todas. Era a que separava as brigas, a que dizia para os meninos irem tomar banho quando estavam fedendo demais, a que parava a brincadeira quando alguma coisa saía do controle. Minha irmã era chamada quando alguém caía e se machucava. O nome simplesmente saía da boca, porque sim, porque era fácil, porque era isso mesmo. “Juliana”, com o último “a” durando um tempo sem fim. [...]

No segundo parágrafo do texto IV, predomina um tempo verbal que cumpre, no texto, o efeito de . Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

 

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2798608 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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Texto IV

Telhado quebrado com gente morando dentro (fragmento) (Jarid Arraes)

Acho injusto que entre nós duas, Juliana e eu, a necessidade constante de salvação tenha encontrado meu coração e não o dela. Acho injusto porque, ao contrário do que se fala por aí sobre duas irmãs com idades próximas, nunca fomos rivais, nunca disputamos a atenção dos nossos pais, nunca tivemos inveja uma da outra. Sempre fomos parceiras, amigas, cúmplices do crime que era ser menina num mundo todo feito para nos dobrar, dobrar e dobrar até que a coluna não aguentasse.

De todas as meninas que eu conheci, desde que me lembro, Juliana sempre foi a mais forte. Fazia o tipo mãe de todas. Era a que separava as brigas, a que dizia para os meninos irem tomar banho quando estavam fedendo demais, a que parava a brincadeira quando alguma coisa saía do controle. Minha irmã era chamada quando alguém caía e se machucava. O nome simplesmente saía da boca, porque sim, porque era fácil, porque era isso mesmo. “Juliana”, com o último “a” durando um tempo sem fim. [...]

O texto IV é um fragmento de um conto. A despeito do que caracteriza, tradicionalmente, a estrutura dessa forma literária, assinale a alternativa que apresenta qual o predomínio da tipologia o segundo parágrafo revela.

 

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2798607 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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As inversões sintáticas, ao mesmo tempo que cumprem papel expressivo nos textos, tornam mais desafiadora a análise da estrutura dos períodos. Assim, nos dois tercetos, assinale a alternativa que apresenta o predomínio da função sintática.
 

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2798606 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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O trabalho de elaboração poética consiste em um emprego da linguagem a fim de produzir efeitos estéticos. Nesse sentido, assinale a alternativa correta quanto à análise da estrutura do poema.
 

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2798605 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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A formação do vocábulo “internauta”, presente na tirinha, deu-se por meio do processo de derivação sufixal. Esse conhecimento gramatical pode se fundamentar em diferentes correntes teóricas. Uma delas é a “Teoria dos Constituintes Imediatos”, que permite que a análise morfológica de algumas palavras derivadas seja mais evidente. Assinale a alternativa que apresenta a que tipo de vocábulo de tal corrente pode ser exemplificada.
 

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2798604 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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Texto II

Enunciado 2798604-1

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/01/ galvao-bertazzi-que-criou-a-serie-vida-besta-passa-a-publicartirinhas-na-folha.shtml

Em sua obra Análise do discurso – Princípios e Procedimentos , Orlandi afirma que “Quando nascemos os discursos já estão em processo e nós é que entramos nesse processo”. (2012, p.35).

Assinale a alternativa que apresenta a que tipo de estereotipação a tirinha de Galvão exige conhecimento do leitor.

 

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2798603 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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T exto I

Como era gostoso o meu burguês

O Manifesto Antropófago foi publicado em 1º de maio de 1928, no Diário de São Paulo. De todas as iniciativas renovadoras propostas por Oswald de Andrade, talvez tenha sido essa a mais visionária. Em sua obra Vanguardas Latino-americanas , Jorge Schwartz assim analisa a antropofagia oswaldiana:
“O dilema nacional/cosmopolita é resolvido pelo contato com as revolucionárias técnicas da vanguarda europeia, e pela percepção da necessidade de reafirmar os valores nacionais numa linguagem moderna. Assim, Oswald transforma o bom selvagem rousseuauniano num mau selvagem, devorador do europeu, capaz de assimilar o outro para inverter a tradicional relação colonizador/colonizado”. Tudo, evidentemente, no plano cultural.
Schwartz cita ainda o artigo “Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira”, escrito por Haroldo de Campos, em que este afirma:
“(...) é o pensamento da devoração crítica do legado universal, elaborado não a partir da perspectiva submissa e reconciliada do ‘bom selvagem’ (...) mas segundo o ponto de vista desabusado do ‘mau selvagem’, devorador de brancos, antropófago. Ela não envolve uma submissão (uma catequese), mas uma transculturação: melhor ainda, uma ‘transvaloração’: uma visão crítica da história como função negativa (...) capaz tanto de apropriação como de expropriação, desierarquização, desconstrução. Todo passado que nos é ‘outro’ merece ser negado. Vale dizer: merece ser comido, devorado. Com esta especificação elucidativa: o canibal era um ‘polemista’ (do grego, pólemos : luta, combate), mas também um ‘antologista’: só devorava os inimigos que considerava bravos, para deles tirar proteína e tutano para o robustecimento e a renovação de suas próprias forças naturais (...)”.
(Oliveira, Clenir Bellezi de. Discutindo Literatura. São Paulo, ed. 16, ano 3, nº 16, p.35)
O jogo entre as figuras do “bom selvagem” e do “mau selvagem”, no texto, revela uma oposição morfológica entre os determinantes do substantivo “selvagem”. Assinale a alternativa que também faz referência.
 

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2798602 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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T exto I

Como era gostoso o meu burguês

O Manifesto Antropófago foi publicado em 1º de maio de 1928, no Diário de São Paulo. De todas as iniciativas renovadoras propostas por Oswald de Andrade, talvez tenha sido essa a mais visionária. Em sua obra Vanguardas Latino-americanas , Jorge Schwartz assim analisa a antropofagia oswaldiana:
“O dilema nacional/cosmopolita é resolvido pelo contato com as revolucionárias técnicas da vanguarda europeia, e pela percepção da necessidade de reafirmar os valores nacionais numa linguagem moderna. Assim, Oswald transforma o bom selvagem rousseuauniano num mau selvagem, devorador do europeu, capaz de assimilar o outro para inverter a tradicional relação colonizador/colonizado”. Tudo, evidentemente, no plano cultural.
Schwartz cita ainda o artigo “Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira”, escrito por Haroldo de Campos, em que este afirma:
“(...) é o pensamento da devoração crítica do legado universal, elaborado não a partir da perspectiva submissa e reconciliada do ‘bom selvagem’ (...) mas segundo o ponto de vista desabusado do ‘mau selvagem’, devorador de brancos, antropófago. Ela não envolve uma submissão (uma catequese), mas uma transculturação: melhor ainda, uma ‘transvaloração’: uma visão crítica da história como função negativa (...) capaz tanto de apropriação como de expropriação, desierarquização, desconstrução. Todo passado que nos é ‘outro’ merece ser negado. Vale dizer: merece ser comido, devorado. Com esta especificação elucidativa: o canibal era um ‘polemista’ (do grego, pólemos : luta, combate), mas também um ‘antologista’: só devorava os inimigos que considerava bravos, para deles tirar proteína e tutano para o robustecimento e a renovação de suas próprias forças naturais (...)”.
(Oliveira, Clenir Bellezi de. Discutindo Literatura. São Paulo, ed. 16, ano 3, nº 16, p.35)
O pronome destacado em “ Ela não envolve uma submissão” (4º§) cumpre um papel coesivo no texto que pode ser explicado por meio do mecanismo .
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
 

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2798601 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: IBFC
Orgão: SEED-PR
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Texto I
Como era gostoso o meu burguês
O Manifesto Antropófago foi publicado em 1º de maio de 1928, no Diário de São Paulo. De todas as iniciativas renovadoras propostas por Oswald de Andrade, talvez tenha sido essa a mais visionária. Em sua obra Vanguardas Latino-americanas , Jorge Schwartz assim analisa a antropofagia oswaldiana:
“O dilema nacional/cosmopolita é resolvido pelo contato com as revolucionárias técnicas da vanguarda europeia, e pela percepção da necessidade de reafirmar os valores nacionais numa linguagem moderna. Assim, Oswald transforma o bom selvagem rousseuauniano num mau selvagem, devorador do europeu, capaz de assimilar o outro para inverter a tradicional relação colonizador/colonizado”. Tudo, evidentemente, no plano cultural.
Schwartz cita ainda o artigo “Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira”, escrito por Haroldo de Campos, em que este afirma:
“(...) é o pensamento da devoração crítica do legado universal, elaborado não a partir da perspectiva submissa e reconciliada do ‘bom selvagem’ (...) mas segundo o ponto de vista desabusado do ‘mau selvagem’, devorador de brancos, antropófago. Ela não envolve uma submissão (uma catequese), mas uma transculturação: melhor ainda, uma ‘transvaloração’: uma visão crítica da história como função negativa (...) capaz tanto de apropriação como de expropriação, desierarquização, desconstrução. Todo passado que nos é ‘outro’ merece ser negado. Vale dizer: merece ser comido, devorado. Com esta especificação elucidativa: o canibal era um ‘polemista’ (do grego, pólemos : luta, combate), mas também um ‘antologista’: só devorava os inimigos que considerava bravos, para deles tirar proteína e tutano para o robustecimento e a renovação de suas próprias forças naturais (...)”.
(Oliveira, Clenir Bellezi de. Discutindo Literatura. São Paulo, ed. 16, ano 3, nº 16, p.35)

O título do texto I aponta, simbolicamente, para uma ideia que é desenvolvida, a partir do Manifesto de Oswald de Andrade, e que é muito cara à chamada primeira fase do Modernismo nacional. Trata-se .
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

 

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