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Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.
Entre a rua, este quarto e o ser
(Camila de Oliveira Silva)
Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte.
E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...]
(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração
de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:
Bazar do Tempo: Flup, 2021)
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Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.
Entre a rua, este quarto e o ser
(Camila de Oliveira Silva)
Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte.
E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...]
(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração
de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:
Bazar do Tempo: Flup, 2021)
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Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.
Entre a rua, este quarto e o ser
(Camila de Oliveira Silva)
Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte.
E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...]
(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração
de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:
Bazar do Tempo: Flup, 2021)
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Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.
Entre a rua, este quarto e o ser
(Camila de Oliveira Silva)
Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte.
E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...]
(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração
de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:
Bazar do Tempo: Flup, 2021)
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Em fomento a construção de uma visão ampliada do conteúdo, a Base Nacional Curricular Comum compele a revisão dos objetivos conceituais, atitudinais e procedimentais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, tanto das escolas públicas quanto das escolas privadas. Base obrigatória para alteração das propostas curriculares. Com base no trecho analise as afirmativas abaixo.
I. É um condutor da elaboração do currículo e deve ser o princípio da produção do Projeto Político Pedagógico.
II. Não é um currículo. Sendo um documento com objetivos diferentes de teor orientador manifestando habilidades e competências desejáveis dos estudantes ao longo da Educação Básica.
III. As habilidades e competências não são obrigatórias, não são essenciais, para serem desenvolvidas nas escolas. As escolas têm a liberdade de decidir a composição do currículo do próprio.
IV. Não define componentes curriculares. Define disciplinas. A ideia é o desenvolvimento de um ensino contextualizado seguindo as normas da dimensão interdisciplinar.
Assinale a alternativa correta
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Conforme ordena o Estatuto da Criança e do Adolescente no Artigo 4º.
“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
Análise o Artigo 4º, Parágrafo único, e assinale a alternativa incorreta:
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Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Arte:
“No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas seguintes linguagens: , , e .
Essas linguagens articulam saberes referentes a produtos e fenômenos Artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expressão no processo de aprendizagem em Arte” BNCC – Arte – Página 2.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente a lacuna:
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“A arte ainda ajuda a manifestar as qualidades étnicas e psíquicas de uma nação, e expõe sentimentos e anseios individuais.” Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) A arte está presente em nossas vidas de forma significativa, contribui integralmente para o desenvolvimento humano e é uma forma que o homem encontrou para marcar sua presença no mundo.
( ) Trabalhar a arte no cotidiano escolar dá possibilidades de improvisar, transformar, ir além da superficialidade, entrelaçar os conhecimentos, em suma, entrar no terreno criativo da condição humana.
( ) A questão é que a arte tem uma função sociopolítica e ela trabalha no ser humano a sensibilidade, percepção, reflexão e a criatividade. É uma forma de entender o mundo além do óbvio.
( ) A arte tem como função expressar a realidade levando em conta a perspectiva de mundo de quem a faz e de quem a observa. Ela pode ser compreendida como uma forma de comunicação que interpreta, questiona e desafia a realidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Em relação aos instrumentos necessários para a avaliação processual em Arte, analise as afirmativas abaixo:
I. Não basta examinar os produtos finais dos alunos. É preciso avaliar o processo de criação e ajudar a turma a refletir sobre isso.
II. A avaliação precisa atender aos seguintes requisitos: ser coerente, contínua, formativa, compreendida pelos estudantes e absolutamente integrada à prática artística.
III. Exposições, espetáculos, portfolios, cadernos, expressões corporais e fotografia tornam-se formas avaliativas mais descontraídas para se avaliar uma turma.
IV. A avaliação tem que ser totalmente estética sem acompanhar o processo de criação.
Assinale a alternativa correta.
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