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Texto 2
Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-
69712010000600004
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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-
69712010000600004
Numere os períodos seguintes observando a ordem em que devem ocorrer para constituírem um texto coeso e coerente. Assinale em seguida o item que apresenta a ordem correta, de acordo com a sua numeração.
( ) não adquiriram conhecimentos necessários para tal e agem como se fossem profissionais especializados na área.
( ) Em épocas passadas, era administrada por curiosos, religiosos, militares e médicos
( ) A organização hospitalar apresenta estrutura orgânica extremamente complexa, na medida em que exige conhecimentos específicos necessários para gerir recursos físicos e humanos.
( ) Nos dias atuais, segundo Cherubin (1999), ainda predomina uma administração pouco profissionalizada, executada por médicos proprietários, que, em sua maioria,
( ) que não tinham conhecimentos suficientes para geri-la.
A sequência correta obtida no sentido de cima para baixo é:
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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-
69712010000600004
Assinale a única alternativa que completa de forma coesa e coerente o trecho a seguir:
O hospital é um local da disciplina médica, no qual o médico controla o cotidiano dos demais profissionais, determinando o tipo de comportamento esperado.
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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares
Os hospitais abrigam tensões de natureza grupal e profissional. Seu corpo diretivo e clínico é constituído por médicos que usualmente têm dificuldade de aceitar normas disciplinares e de ouvir recomendações, principalmente quando elas vêm dos administradores hospitalares. Esta pesquisa tem como objetivo analisar como administradores hospitalares da cidade de Belo Horizonte percebem as relações de poder entre sua categoria profissional e a dos médicos proprietários de hospitais e suas consequências. Os discursos de nove administradores hospitalares, com experiência mínima de quatro anos na gerência de hospitais, foram coletados e analisados usando a metodologia qualitativa. A pesquisa identificou que o hospital é um local da disciplina médica, no qual o médico controla o cotidiano dos demais profissionais, determinando o tipo de comportamento esperado. Os empregados entrevistados se ressentem da falta de autonomia na gestão e consideram que isso prejudica o andamento dos processos e a qualidade dos serviços prestados. Queixam-se, principalmente, da falta de informações e da impossibilidade de participarem das decisões estratégicas. Admitem que o relacionamento com os médicos proprietários é permeado por conflitos, pois, muitas vezes, estes ignoram as questões colocadas pelos administradores e insistem na diferença de classe como forma de fazer prevalecer suas opiniões. A principal característica dos conflitos refere-se à percepção de superioridade do profissional médico em relação aos demais.
RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-69712010000600004
A partir da leitura do texto, o autor buscou informações sobre conflitos entre médicos e administradores hospitalares analisando pontos de vista:
I. dos médicos.
II. dos administradores hospitalares.
III. de vários profissionais da área da saúde.
É correto o que se afirma:
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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares

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69712010000600004
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Relações de poder e decisão: conflitos entre médicos e administradores hospitalares
Os hospitais abrigam tensões de natureza grupal e profissional. Seu corpo diretivo e clínico é constituído por médicos que usualmente têm dificuldade de aceitar normas disciplinares e de ouvir recomendações, principalmente quando elas vêm dos administradores hospitalares. Esta pesquisa tem como objetivo analisar como administradores hospitalares da cidade de Belo Horizonte percebem as relações de poder entre sua categoria profissional e a dos médicos proprietários de hospitais e suas consequências. Os discursos de nove administradores hospitalares, com experiência mínima de quatro anos na gerência de hospitais, foram coletados e analisados usando a metodologia qualitativa. A pesquisa identificou que o hospital é um local da disciplina médica, no qual o médico controla o cotidiano dos demais profissionais, determinando o tipo de comportamento esperado. Os empregados entrevistados se ressentem da falta de autonomia na gestão e consideram que isso prejudica o andamento dos processos e a qualidade dos serviços prestados. Queixam-se, principalmente, da falta de informações e da impossibilidade de participarem das decisões estratégicas. Admitem que o relacionamento com os médicos proprietários é permeado por conflitos, pois, muitas vezes, estes ignoram as questões colocadas pelos administradores e insistem na diferença de classe como forma de fazer prevalecer suas opiniões. A principal característica dos conflitos refere-se à percepção de superioridade do profissional médico em relação aos demais.
RAM, Rev. Adm. Mackenzie 11 (6) • Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-69712010000600004
O tipo de linguagem predominante no texto é
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Quem está “on”?
Postei uma foto no meu perfil do Instagram em que apareço tomando a vacina contra a Covid-19. Na legenda, de poucas palavras, deixei claro que era a terceira dose. Recebi muitas curtidas e alguns comentários, entre eles o de uma moça que perguntou: “Martha, você já tomou a terceira dose?”
Dias antes, havia postado sobre o lançamento do meu novo livro no Rio, em fevereiro próximo, e disse na legenda: “Não há outras cidades confirmadas. Quando houver, avisarei”. De novo, muitas curtidas e alguns comentários, entre eles: “E Goiânia?” “Curitiba quando?”
Não sou louca de desconsiderar: é carinho, eu sei. Mas é também um sintoma. Houve um tempo em que as pessoas liam livros, muitos deles extensos, divididos em dois ou três volumes. Depois veio a era tecnológica e com ela a impaciência: leituras rápidas, cultura do aperitivo. E agora nem isso: a criatura passa os olhos por duas linhas e não registra nada.
Ninguém mais quer perder tempo, é o argumento de defesa. Mas não me convenço. A falta de foco, sim, é que nos faz perder tempo: somos obrigados a repetir as perguntas, repetir as respostas, voltar aos mesmos assuntos duas, três, cinco vezes. Estamos nos comunicando miseravelmente, trocando mensagens cifradas por WhatsApp, com preguiça de dar uma informação completa, de prestar atenção nos detalhes, de facilitar o entendimento. Agimos como aquelas telefonistas estressadas que atendiam um cliente enquanto deixavam outros sete pendurados (na saudosa época em que não falávamos com robôs).
Essa pressa toda pra quê mesmo? Dizem que é o tal do “Fear of Missing Out”, ou em bom português, “medo de ficar por fora”. Em vez de a pessoa se dedicar uns minutinhos a concluir o que está fazendo – uns minutinhos!! – ela some e já está em outra e depois outra e ainda outra interação, que serão igualmente capengas. Isso é medo de ficar por fora? A pessoa já está em órbita e não percebeu. Fica batendo de porta em porta e não entra em lugar nenhum.
Adentre, amigo. Puxe uma cadeira e sente. Converse. Pergunte pela família. Olhe nos olhos. Cinco minutos de atenção não arrancarão pedaço. Fique o suficiente para demonstrar que se importa com seu interlocutor. Cale-se e escute. Nutra esses preciosos cinco minutos, para que eles não se dissolvam por inanição.
Ando bem tonta com a esquizofrenia cibernética, com o parcelamento de informações, com a falta de cuidado e de concentração. Ninguém mais se esforça minimamente para estabelecer uma conexão verdadeira. Agora virou moda dizer que fulano tá ON, sicrana tá ON. Balela. ON a gente estava quando se importava. Agora estão todos OFF, desligados crônicos, vivendo a falsa ilusão de uma vida plena. ON está aquele que consegue pausar.
Martha Medeiros. In: NSC Total. Acesso em:https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/quem-esta-on , 14 out., 2022.
No trecho “Ninguém mais se esforça minimamente para estabelecer uma conexão verdadeira. Agora virou moda dizer que fulano tá ON, sicrana tá ON.”
Os termos sublinhados “fulano” e sicrana” estabelecem uma relação semântica com o termo “ninguém” de
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Quem está “on”?
Postei uma foto no meu perfil do Instagram em que apareço tomando a vacina contra a Covid-19. Na legenda, de poucas palavras, deixei claro que era a terceira dose. Recebi muitas curtidas e alguns comentários, entre eles o de uma moça que perguntou: “Martha, você já tomou a terceira dose?”
Dias antes, havia postado sobre o lançamento do meu novo livro no Rio, em fevereiro próximo, e disse na legenda: “Não há outras cidades confirmadas. Quando houver, avisarei”. De novo, muitas curtidas e alguns comentários, entre eles: “E Goiânia?” “Curitiba quando?”
Não sou louca de desconsiderar: é carinho, eu sei. Mas é também um sintoma. Houve um tempo em que as pessoas liam livros, muitos deles extensos, divididos em dois ou três volumes. Depois veio a era tecnológica e com ela a impaciência: leituras rápidas, cultura do aperitivo. E agora nem isso: a criatura passa os olhos por duas linhas e não registra nada.
Ninguém mais quer perder tempo, é o argumento de defesa. Mas não me convenço. A falta de foco, sim, é que nos faz perder tempo: somos obrigados a repetir as perguntas, repetir as respostas, voltar aos mesmos assuntos duas, três, cinco vezes. Estamos nos comunicando miseravelmente, trocando mensagens cifradas por WhatsApp, com preguiça de dar uma informação completa, de prestar atenção nos detalhes, de facilitar o entendimento. Agimos como aquelas telefonistas estressadas que atendiam um cliente enquanto deixavam outros sete pendurados (na saudosa época em que não falávamos com robôs).
Essa pressa toda pra quê mesmo? Dizem que é o tal do “Fear of Missing Out”, ou em bom português, “medo de ficar por fora”. Em vez de a pessoa se dedicar uns minutinhos a concluir o que está fazendo – uns minutinhos!! – ela some e já está em outra e depois outra e ainda outra interação, que serão igualmente capengas. Isso é medo de ficar por fora? A pessoa já está em órbita e não percebeu. Fica batendo de porta em porta e não entra em lugar nenhum.
Adentre, amigo. Puxe uma cadeira e sente. Converse. Pergunte pela família. Olhe nos olhos. Cinco minutos de atenção não arrancarão pedaço. Fique o suficiente para demonstrar que se importa com seu interlocutor. Cale-se e escute. Nutra esses preciosos cinco minutos, para que eles não se dissolvam por inanição.
Ando bem tonta com a esquizofrenia cibernética, com o parcelamento de informações, com a falta de cuidado e de concentração. Ninguém mais se esforça minimamente para estabelecer uma conexão verdadeira. Agora virou moda dizer que fulano tá ON, sicrana tá ON. Balela. ON a gente estava quando se importava. Agora estão todos OFF, desligados crônicos, vivendo a falsa ilusão de uma vida plena. ON está aquele que consegue pausar.
Martha Medeiros. In: NSC Total. Acesso em:https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/quem-esta-on , 14 out., 2022.
No vocábulo “conexão”
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