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Foram encontradas 40 questões.

3783761 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Está em conformidade com a norma-padrão de concordância e de regência verbal e nominal a frase:
 

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3783760 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, mantendo-se a norma-padrão de colocação pronominal.
 

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3783759 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Entre colchetes, apresenta-se forma verbal correspondente ao que está destacado em:
 

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3783758 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
No trecho “Quando eu era estudante de medicina, fazia- -se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos” (2º parágrafo), o vocábulo e a expressão destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
 

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3783757 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
No trecho “O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer” (4º parágrafo), o vocábulo destacado foi empregado com a função de
 

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3783756 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser grafada entre aspas, segundo os empregos previstos desse sinal de pontuação.
 

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3783755 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se faz afirmação correta em relação ao acontecimento narrado pelo autor.
 

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3783754 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Leia o texto para responder a questão.
Histórias de médico em formação
        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.
        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.
         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.
        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?
        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.
(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Quanto às considerações do autor sobre a formação e a rotina do médico, é correto afirmar que
 

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3783753 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Enunciado 4612571-1

(Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)

Assinale a alternativa em que se faz afirmação quanto a alterações na tira, preservando-se a norma-padrão.
 

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3783752 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEMAE Piracicaba
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Enunciado 4612570-1

(Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)

É correto afirmar que o efeito de humor da tira decorre
 

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