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Foram encontradas 60 questões.

1037333 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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O pequeno engenheiro

Ou muito me engano, ou era esse mesmo o nome de um brinquedo do meu tempo de criança. Terá conseguido sobreviver à onda das engenhocas eletrônicas de hoje? Lembrome bem dele: uma caixa de madeira, bonita, com tampa de encaixe corrediça; dentro, um grande número de pecinhas também de madeira, coloridas, de diferentes formas e dimensões. Em algumas delas estavam desenhados um relógio, uma janela, tijolinhos... O conjunto possibilitava (e mesmo inspirava) diversos tipos de edificação: castelos, torres, pontes, edifícios, estações etc.
Não se tratava exatamente de uma prova de habilidade motora: não era grande a dificuldade de erguer um pequeno muro ou de dar sustentação a uma torre. Tratava-se, antes, de usar a imaginação, construir e preencher espaços, compor cenários, como quem arma a ambientação de um palco onde se desenvolverá uma história. Havia, implícita, a par da necessidade de tudo ter que parar em pé, a preocupação estética: insistir no critério da simetria ou permitir variações de padrão? Fantasiar formas ou ater-se à imitação das já bastante conhecidas? Não exagero ao dizer que tudo isso fazia de cada um de nós, para além de um pequeno engenheiro, um pequeno arquiteto, um escultor mirim, um precoce cenógrafo, um artista plástico pesquisando linguagem...
De qualquer modo, esse brinquedo não me levou, na idade adulta, à engenharia, nem ao ramo de construções, nem me fez artista plástico. Ficou na memória, perdido entre outros brinquedos que dispensavam baterias, tomadas elétricas, manuais de instrução e termo de garantia. Sem dúvida havia algum encanto no trenzinho elétrico, que corria obediente pelos trilhos. A meninada ficava olhando, olhando, a princípio interessada, mas logo alguém perguntava: ? Vamos brincar? Ser espectador era pouco: o corpo precisava entrar no jogo. Nem que fosse para habitar, imaginariamente, a torre de um castelo colorido, erguido há pouco com as mãos de um pequeno engenheiro que se entretinha facilmente com suas peças de madeira.


(Oduvaldo Monteiro, inédito)
De qualquer modo, esse brinquedo não me levou, na idade adulta, à engenharia, nem ao ramo de construções, nem me fez artista plástico.

Não haverá prejuízo para a correção e o sentido da frase acima caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por:
 

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1037332 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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A cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.
Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.
Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".
Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)
Constituem uma causa e seu efeito, nesta ordem:
 

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1037331 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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O pequeno engenheiro

Ou muito me engano, ou era esse mesmo o nome de um brinquedo do meu tempo de criança. Terá conseguido sobreviver à onda das engenhocas eletrônicas de hoje? Lembrome bem dele: uma caixa de madeira, bonita, com tampa de encaixe corrediça; dentro, um grande número de pecinhas também de madeira, coloridas, de diferentes formas e dimensões. Em algumas delas estavam desenhados um relógio, uma janela, tijolinhos... O conjunto possibilitava (e mesmo inspirava) diversos tipos de edificação: castelos, torres, pontes, edifícios, estações etc.
Não se tratava exatamente de uma prova de habilidade motora: não era grande a dificuldade de erguer um pequeno muro ou de dar sustentação a uma torre. Tratava-se, antes, de usar a imaginação, construir e preencher espaços, compor cenários, como quem arma a ambientação de um palco onde se desenvolverá uma história. Havia, implícita, a par da necessidade de tudo ter que parar em pé, a preocupação estética: insistir no critério da simetria ou permitir variações de padrão? Fantasiar formas ou ater-se à imitação das já bastante conhecidas? Não exagero ao dizer que tudo isso fazia de cada um de nós, para além de um pequeno engenheiro, um pequeno arquiteto, um escultor mirim, um precoce cenógrafo, um artista plástico pesquisando linguagem...
De qualquer modo, esse brinquedo não me levou, na idade adulta, à engenharia, nem ao ramo de construções, nem me fez artista plástico. Ficou na memória, perdido entre outros brinquedos que dispensavam baterias, tomadas elétricas, manuais de instrução e termo de garantia. Sem dúvida havia algum encanto no trenzinho elétrico, que corria obediente pelos trilhos. A meninada ficava olhando, olhando, a princípio interessada, mas logo alguém perguntava: ? Vamos brincar? Ser espectador era pouco: o corpo precisava entrar no jogo. Nem que fosse para habitar, imaginariamente, a torre de um castelo colorido, erguido há pouco com as mãos de um pequeno engenheiro que se entretinha facilmente com suas peças de madeira.


(Oduvaldo Monteiro, inédito)
Transpondo-se para a voz passiva a construção um artista plástico pesquisando linguagem, a forma verbal resultante será:
 

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1037330 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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A cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.
Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.
Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".
Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...


(Adaptado de Mário Quintana, Na volta da esquina)
O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:
 

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1037328 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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O modelo \(\mathrm{y_{t\,+\,1}\,=\,{3\,\over\,2}\,y_t\,+\,25}\) é utilizado por uma loja para estimar as quantidades vendidas de um produto, em que yt representa a quantidade do produto vendida no ano t.

Sendo C uma constante, a solução geral da equação de diferenças finitas referente ao modelo é

 

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1037327 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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A soma dos valores de dois capitais é igual a R$ 32.000,00. O primeiro capital foi aplicado durante 16 meses, apresentando um total de juros igual a R$ 3.600,00. O segundo capital foi aplicado durante 20 meses, apresentando um total de juros igual a R$ 5.100,00. Se ambos foram aplicados a juros simples, à mesma taxa, o capital de maior valor apresentou um montante igual a
 

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1037326 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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Uma empresa armazena em um grande depósito central a produção de suas peças produzidas em 3 fábricas distintas: A, B e C. Sabe-se que a produção de A é 3 vezes a de C e a de B é duas vezes a de C. As proporções de produção defeituosa são: 3% de A, 2% de B e 5% de C. Retira-se aleatoriamente do depósito uma peça e verifica-se que é defeituosa. A probabilidade de que tenha sido fabricada por C é

 

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1037325 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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No mês de janeiro de 2010, o salário médio mensal pago a todos os funcionários de uma firma foi de R$ 6.200,00. Sabe-se que os funcionários desta firma trabalham em uma das duas seções que a compõem: A ou B. Sabe-se também que os salários médios mensais são de R$ 7.000,00 e R$ 5.000,00, respectivamente, para os funcionários de A e B. No mês de fevereiro de 2010, todos os funcionários de A receberam um adicional de R$ 300,00 e todos os de B receberam um reajuste salarial de 10%, sobre os salários de janeiro de 2010. Supondo que o quadro de funcionários entre os dois meses considerados não se alterou, o salário médio mensal de todos os funcionários, após esses reajustes, passou a ser, em reais, igual a
 

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1037324 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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Um pesquisador necessita de 3 voluntários para a realização de um estudo. Para isso ele consulta 5 pessoas de uma população onde 60% são mulheres e 40% são homens. Sabendo que a probabilidade de aceitação para a participação no estudo é de 50% para as mulheres e de 25% para os homens, a probabilidade de que o pesquisador obtenha somente dois voluntários para a realização do estudo é

 

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1037323 Ano: 2010
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FCC
Orgão: SERGAS
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Uma companhia pode efetuar quatro projetos de investimentos alternativos com o mesmo desembolso inicial de R$ 300.000,00 e mesmo horizonte de tempo de seis anos. Os fluxos de caixa líquidos anuais de cada projeto estão apresentados na tabela a seguir (em R$).
Projetos
I 90.000,00 90.000,00 90.000,00 90.000,00 90.000,00 90.000,00
II 150.000,00 90.000,00 90.000,00 80.000,00 65.000,00 65.000,00
III 120.000,00 90.000,00 82.500,00 82.500,00 82.500,00 82.500,00
IV 60.000,00 70.000,00 80.000,00 110.000,00 110.000,00 110.000,00
Os fluxos de caixa líquido ao final dos seis anos desses quatro projetos, sem considerar o valor do dinheiro no tempo, são todos iguais a R$ 540.000,00. Sabendo-se que a companhia pode obter recursos no mercado a uma taxa de juros de 1% ao ano para cobrir o desembolso inicial, é correto afirmar, somente com as informações fornecidas, que, calculado a esse custo de capital, o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto
 

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