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Foram encontradas 36 questões.

O projeto político-pedagógico é a articulação das intenções, das prioridades e dos caminhos a serem trilhados para a realização da

 

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O psicólogo russo Lev Vygotsky trouxe importantes contribuições à compreensão dos processos cognitivos e de aprendizagem, entre as quais a teoria sociointeracionista. Sob o enfoque dessa teoria, pode-se considerar que o bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento e, nele,

 

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A educação brasileira é direito público subjetivo do cidadão, dever do Estado, de oferta obrigatória e gratuita, e apresenta etapa compulsória de matrícula de crianças em unidade escolar. Em 2006, a etapa compulsória foi ampliada pela Lei n.º 11.274/2006, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), concedendo ainda um prazo para sua implantação pelos sistemas de ensino. Com relação à ampliação da etapa compulsória, julgue os itens a seguir.

I A Lei n.º 11.274/2006 incorporou a educação infantil ao ensino fundamental, ampliando a duração dessa etapa.

II O ensino fundamental foi ampliado para nove anos em 2006, com a alteração da LDB, passando a ter início aos seis anos de idade.

III A etapa compulsória foi fixada pela Constituição Federal, que estabelece o ensino fundamental como etapa obrigatória e gratuita para todos os cidadãos.

Assinale a alternativa correta.

 

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Texto para as questões de 1 a 7.


1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Considerando os mecanismos de coesão no texto, assinale a alternativa em que há correta correspondência entre o termo ou expressão destacados e o respectivo elemento de referência.

 

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Texto para as questões de 1 a 7.


1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa em que, no trecho destacado do texto, a oração subordinada expressa circunstância de finalidade em relação à oração a que se subordina.

 

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Texto para as questões de 1 a 7.


1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte segmento do texto: “Cinquenta anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado.” (linhas de 8 a 10).

 

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Texto para as questões de 1 a 7.


1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.

 

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1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula justifica-se por separar elementos em enumeração.

 

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1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

O texto constitui uma proposta de reflexão crítica acerca

 

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1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é

determinada por nosso sistema bioquímico, então a única

maneira de assegurar um contentamento duradouro é

4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento

econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:

para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos

7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que

começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta

anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo

10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o

bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da

população toma remédios psiquiátricos regularmente, não

13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas

também para enfrentar depressões mais corriqueiras e

melancolias ocasionais.

16 Um número crescente de crianças em idade escolar

toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de

crianças americanas tomaram medicamentos para o

19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino

Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para

786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar

22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente

saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o

desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e

25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o

problema está no sistema educacional, e não nas crianças.

Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e

28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser

atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes

lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez

31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É

interessante observar como esses argumentos evoluíram.

Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há

34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã-Bretanha

vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se

opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há

37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder

melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,

pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que

40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.


Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma

breve história do amanhã. São Paulo: Companhia

das Letras, 2016, p. 47-8 (com adaptações).

Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse

 

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