Foram encontradas 60 questões.
Atenção: Para responder à questão, considere os textos.
Texto I
A onça-pintada, também chamada de jaguar, tem uma força descomunal. Quando dá o bote, mesmo que seja num enorme búfalo, a morte da presa é instantânea. Sua boca consegue esmigalhar ossos do crânio e vértebras da coluna. Estraçalha até a carapaça de uma tartaruga. Rara na natureza, essa força é uma das singularidades apontadas pelo recém-lançado livro Jaguar: o Rei das Américas, de autoria do ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda e da jornalista Liana John. Para apresentar a onça-pintada, os autores falam de seu físico sem igual, de seus hábitos solitários, seus ancestrais extintos e sua conturbada relação com o ser humano pelos séculos. Foram dois anos de pesquisas. Não havia no Brasil livro tão abrangente sobre o tema.
Embora estampe o verso das notas de 50 reais, a onça-pintada ainda está longe de ser familiar aos brasileiros. Costuma ser vista como mais um bicho da fauna nacional, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Isso não faz sentido. A onça-pintada é o maior predador das Américas. Não existe, na cadeia alimentar, outro animal acima dela. Habita praticamente todo o continente americano, desde o norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Estima-se que metade delas esteja no Brasil, em ambientes tão distintos quanto a Amazônia, o Pantanal e a caatinga.
O reinado da onça-pintada está ameaçado. Estudos mostram que o felino desapareceu de metade da área que ocupava no início do século passado. Na caatinga, pelas estimativas do Instituto Onça-Pintada existem hoje irrisórias 327 onças. Na Amazônia, por outro lado, quase 52.000.
Segundo Evaristo de Miranda, um dos objetivos de seu livro, ao mostrar o felino sob o ponto de vista biológico, ecológico, histórico e cultural, é justamente ajudar em sua conservação. "Nós só nos preocupamos com aquilo que conhecemos", diz ele.
(Adaptado de: Ricardo Vestin. Veja, 9 de fevereiro de 2011, p. 111)
Texto II
Já vista em 50 países, a série Extinções chega ao Brasil na próxima quarta-feira, oportunamente na Semana do Meio Ambiente, pela tela da TV Brasil. Episódio brasileiro produzido pela Grifa e Gullane, com direção de Maurício Dias e apoio da própria TV Brasil, a onça-pintada faz as honras da estreia. Mas a lista de coprodutores que coletaram imagens e relatos sobre animais em extinção em 17 países, para seis episódios, é mais extensa. Luana Piovani e Eduardo Moscovis, cada um com seu bicho − ela fala sobre a onça, e ele, sobre o guepardo − apresentam os dois primeiros episódios. A seguir, os focos estarão no elefante asiático, no tigre, no orangotango e, finalmente, no urso polar, o mais comentado dos animais em extinção. Em comum, todos vivem em lugares exóticos, tendo a ameaça à espécie como inimigo maior. No caso da onça pintada, a escolha levou em conta o pouco material sobre o animal e a disputa territorial em áreas isoladas e reduzidas, em especial o Cerrado brasileiro, tão dizimado e pouco reparado.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, TV, 5 a 11 de junho de 2011, p.7)
... mesmo que seja num enorme búfalo ... (1º parágrafo do Texto I)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está na frase:
Provas
Provas

Provas
Atenção: Para responder à questão, considere os textos.
Texto I
A onça-pintada, também chamada de jaguar, tem uma força descomunal. Quando dá o bote, mesmo que seja num enorme búfalo, a morte da presa é instantânea. Sua boca consegue esmigalhar ossos do crânio e vértebras da coluna. Estraçalha até a carapaça de uma tartaruga. Rara na natureza, essa força é uma das singularidades apontadas pelo recém-lançado livro Jaguar: o Rei das Américas, de autoria do ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda e da jornalista Liana John. Para apresentar a onça-pintada, os autores falam de seu físico sem igual, de seus hábitos solitários, seus ancestrais extintos e sua conturbada relação com o ser humano pelos séculos. Foram dois anos de pesquisas. Não havia no Brasil livro tão abrangente sobre o tema.
Embora estampe o verso das notas de 50 reais, a onça-pintada ainda está longe de ser familiar aos brasileiros. Costuma ser vista como mais um bicho da fauna nacional, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Isso não faz sentido. A onça-pintada é o maior predador das Américas. Não existe, na cadeia alimentar, outro animal acima dela. Habita praticamente todo o continente americano, desde o norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Estima-se que metade delas esteja no Brasil, em ambientes tão distintos quanto a Amazônia, o Pantanal e a caatinga.
O reinado da onça-pintada está ameaçado. Estudos mostram que o felino desapareceu de metade da área que ocupava no início do século passado. Na caatinga, pelas estimativas do Instituto Onça-Pintada existem hoje irrisórias 327 onças. Na Amazônia, por outro lado, quase 52.000.
Segundo Evaristo de Miranda, um dos objetivos de seu livro, ao mostrar o felino sob o ponto de vista biológico, ecológico, histórico e cultural, é justamente ajudar em sua conservação. "Nós só nos preocupamos com aquilo que conhecemos", diz ele.
(Adaptado de: Ricardo Vestin. Veja, 9 de fevereiro de 2011, p. 111)
Texto II
Já vista em 50 países, a série Extinções chega ao Brasil na próxima quarta-feira, oportunamente na Semana do Meio Ambiente, pela tela da TV Brasil. Episódio brasileiro produzido pela Grifa e Gullane, com direção de Maurício Dias e apoio da própria TV Brasil, a onça-pintada faz as honras da estreia. Mas a lista de coprodutores que coletaram imagens e relatos sobre animais em extinção em 17 países, para seis episódios, é mais extensa. Luana Piovani e Eduardo Moscovis, cada um com seu bicho − ela fala sobre a onça, e ele, sobre o guepardo − apresentam os dois primeiros episódios. A seguir, os focos estarão no elefante asiático, no tigre, no orangotango e, finalmente, no urso polar, o mais comentado dos animais em extinção. Em comum, todos vivem em lugares exóticos, tendo a ameaça à espécie como inimigo maior. No caso da onça pintada, a escolha levou em conta o pouco material sobre o animal e a disputa territorial em áreas isoladas e reduzidas, em especial o Cerrado brasileiro, tão dizimado e pouco reparado.
(Adaptado de: O Estado de S. Paulo, TV, 5 a 11 de junho de 2011, p.7)
– ela fala sobre a onça, e ele, sobre o guepardo –
O segmento isolado pelos travessões, no Texto II, constitui
Provas
Provas
Atenção: A questão refere-se ao texto.
Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada, em 1500, e os europeus fundaram cidades, pequenas fontes de água eram suficientes para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Ficar perto de grandes rios não era parte dos planos de José de Anchieta e Manoel da Nóbrega. O Colégio dos Jesuítas fincou pé num outeiro, lugar apropriado para se defender dos possíveis ataques de índios, mas com muito pouca água. Contudo, dessa vila nasceu São Paulo, metrópole de quase 20 milhões de habitantes que precisam de cerca de 80 litros de água tratada por pessoa, ao dia, para suas necessidades domésticas. Um volume que já não consegue mais ser suprido pelos mananciais próximos que, pelos critérios da ONU, têm sete vezes menos a capacidade necessária à população que atendem. É preciso ir buscar o líquido cada vez mais longe e tratar águas cada vez mais poluídas, a fim de torná-las próprias para o consumo.
Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema do abastecimento é generalizado no país. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015. E, para tentar adiar o problema por ao menos uma década, será preciso desembolsar 22 milhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada até chegar à casa dos clientes. E nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação da água para consumo humano.
Esses investimentos são necessários considerando-se a parcela da população que não dispõe de banheiro em casa, o contingente de pessoas que entopem os serviços de saúde a cada ano em virtude de doenças provocadas pelo contato com água contaminada por esgotos, ou ainda o número de crianças que morrem vítimas de diarreia, engrossando as estatísticas de mortes por problemas gastrointestinais. Acredita-se que grande parte poderia ter retornado com saúde para suas famílias, ou nem mesmo ter ficado doente, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população.
(Adaptado de: Dal Marcondes. CartaCapital, 30 de março de 2011, p. 38)
Acredita-se que grande parte poderia ter retornado com saúde para suas famílias, ou nem mesmo ter ficado doente, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população.
O segmento acima está reproduzido com outras palavras, de modo claro, correto e mantendo em linhas gerais o sentido original, em:
Provas
Atenção: A questão refere-se ao texto.
A transição para uma economia verde, de baixo carbono e uso eficiente dos recursos naturais, virou uma prioridade central dos esforços internacionais em busca do desenvolvimento sustentável, em um século XXI em processo de transformação acelerada. Governos vão se reunir novamente no próximo ano, no Brasil, 20 anos após a Cúpula da Terra do Rio-1992, em meio a uma paisagem de desafios persistentes e emergentes e contra o pano de fundo de crises recentes e atuais, que em parte são desencadeadas pela maneira como administramos os recursos naturais finitos, ou melhor, como deixamos de administrá-los.
Uma economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, é um dos dois temas centrais da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável-2012, a chamada Rio+20. O engajamento do Brasil será crucial para moldar a ambição internacional para a Rio+20, ao mesmo tempo em que destacará a experiência do próprio país, desde sua economia à base de etanol até a gestão aprimorada dos patrimônios baseados na natureza, incluindo a Amazônia.
O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) afirma que uma economia verde é do interesse de todos os países − os ricos e os menos ricos, os desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento, os de economia estatal ou de mercado. Alguns países estão preocupados com tarifas verdes ou barreiras comerciais. Esses são riscos que precisam ser enfrentados, mas que também são inerentes aos modelos econômicos existentes em um mundo em que os países competem em um mercado global.
Vivemos uma época de desafios múltiplos, muitos dos quais a ciência vem confirmando que são ainda mais palpáveis, reais e urgentes do que eram em 1992, incluindo as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e a degradação dos solos. Mas também vivemos em um mundo de oportunidades inéditas para uma mudança fundamental em relação aos caminhos econômicos, sociais e ambientais do passado. A Rio+20 poderá marcar um ponto de virada nos assuntos globais, um momento em que a promessa de emprego, igualdade e estabilidade ambiental feita 20 anos antes seja transformada de ideal em realidade para cerca de 7 bilhões de pessoas.
(Adaptado de: Achim Steiner. Trad. de Clara Allain. Folha de S. Paulo, opinião A3, 24 de abril de 2011)
Considere as afirmativas seguintes:
I. Pressupõe-se, a partir da leitura do texto, a necessidade de controle da ação humana sobre o meio ambiente por meio de uma economia baseada no uso sustentável dos recursos naturais.
II. As condições desfavoráveis do meio ambiente, como as mudanças climáticas já comprovadas pela ciência, comprometem os possíveis bons resultados de uma economia verde em locais que já se mostram extremamente degradados.
III. À parte os eventuais riscos assumidos pelos países, ao adotarem uma economia verde, devem ser levadas em conta as esperadas melhorias dela decorrentes, como maior igualdade social e respeito ao meio ambiente.
Está correto o que consta em
Provas
Provas
Provas
Atenção: A questão refere-se ao texto.
A transição para uma economia verde, de baixo carbono e uso eficiente dos recursos naturais, virou uma prioridade central dos esforços internacionais em busca do desenvolvimento sustentável, em um século XXI em processo de transformação acelerada. Governos vão se reunir novamente no próximo ano, no Brasil, 20 anos após a Cúpula da Terra do Rio-1992, em meio a uma paisagem de desafios persistentes e emergentes e contra o pano de fundo de crises recentes e atuais, que em parte são desencadeadas pela maneira como administramos os recursos naturais finitos, ou melhor, como deixamos de administrá-los.
Uma economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, é um dos dois temas centrais da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável-2012, a chamada Rio+20. O engajamento do Brasil será crucial para moldar a ambição internacional para a Rio+20, ao mesmo tempo em que destacará a experiência do próprio país, desde sua economia à base de etanol até a gestão aprimorada dos patrimônios baseados na natureza, incluindo a Amazônia.
O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) afirma que uma economia verde é do interesse de todos os países − os ricos e os menos ricos, os desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento, os de economia estatal ou de mercado. Alguns países estão preocupados com tarifas verdes ou barreiras comerciais. Esses são riscos que precisam ser enfrentados, mas que também são inerentes aos modelos econômicos existentes em um mundo em que os países competem em um mercado global.
Vivemos uma época de desafios múltiplos, muitos dos quais a ciência vem confirmando que são ainda mais palpáveis, reais e urgentes do que eram em 1992, incluindo as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e a degradação dos solos. Mas também vivemos em um mundo de oportunidades inéditas para uma mudança fundamental em relação aos caminhos econômicos, sociais e ambientais do passado. A Rio+20 poderá marcar um ponto de virada nos assuntos globais, um momento em que a promessa de emprego, igualdade e estabilidade ambiental feita 20 anos antes seja transformada de ideal em realidade para cerca de 7 bilhões de pessoas.
(Adaptado de: Achim Steiner. Trad. de Clara Allain. Folha de S. Paulo, opinião A3, 24 de abril de 2011)
O encontro de países, ...... ser realizado no Brasil no próximo ano, traz ...... tona a necessidade da conscientização pública de exploração sustentável dos recursos naturais, para beneficiar ...... todos os habitantes do planeta.
As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:
Provas
Caderno Container